Lula sanciona reajuste de 8% para o Judiciário em 2026, mas veta aumentos nos anos seguintes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (22), o reajuste de 8% para servidores do Judiciário em 2026, mas vetou aumentos para a categoria em 2027 e 2028.

Na avaliação do governo, a proposta contraria o interesse público por elevar as despesas com pessoal para depois do fim do mandato presidencial, na contramão do que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa contraria o interesse público ao estabelecer aumento da despesa com pessoal com parcelas a serem implementadas em períodos posteriores ao final do mandato do Presidente da República, contrariando a vedação prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma texto publicado no Diário Oficial da União.

Pela lei, o vencimento básico para analistas do Judiciário em fim de carreira chegará a R$ 10.035,51, enquanto funcionários em cargos em comissão poderão receber até R$ 18.812,93 a partir do ano que vem.

Hoje, esse mesmo cargo recebe R$ 9.292,14 de vencimento básico, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Eles também têm direito a uma gratificação de atividade judiciária, que eleva o salário em até 140% e gera salários de até R$ 22.301,14 por mês.

Além do reajuste, Lula sancionou a instituição de um adicional de qualificação, que dá acréscimos salariais para servidores que concluírem cursos de pós-graduação e outras ações de qualificação. Pela lei, servidores poderão receber até R$ 3.857,75 a mais por qualificação.

Servidores do Judiciário também têm direito a uma série de outros benefícios, como auxílios para alimentação, creche e saúde.

Funcionários públicos em todos os Poderes têm se articulado em uma corrida para penduricalhos, em um esforço para que seus salários ultrapassem o teto constitucional.

No início de dezembro, o Congresso Nacional aprovou a criação de um novo penduricalho para elevar os salários de integrantes do TCU acima do teto, por se tratar de uma verba indenizatória. Na prática, as remunerações brutas podem chegar a até R$ 64 mil. O projeto também aguarda a sanção de Lula.

Folha Online




TRE-PB propõe nova regra para remoção de analistas judiciários

Presidente do Tribunal delibera sobre certame com três vagas e estabelece regra para que servidores de diferentes áreas possam concorrer de forma indistinta

Fachada do edifício-sede do TRE-PB

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, propôs, na manhã desta sexta-feira (13) a realização de um concurso de remoção interna para o cargo de Analista Judiciário, com a disponibilização de 3 (três) cargos. A decisão, tomada no âmbito de um processo que busca recompor a força de trabalho e suprir o déficit de servidores, traz uma mudança significativa: a possibilidade de concorrência indistinta entre os analistas das áreas Judiciária e Administrativa.

A iniciativa partiu da Coordenadoria de Desenvolvimento e Saúde (Codes), foi reforçada pela Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) e será apreciada pela Corte Eleitoral.

Segundo a coordenadora da Codes, Raisse Fernandes, o processo foi iniciado para viabilizar o certame e suprir o déficit de servidores. “A Portaria TSE nº 236/2025 e o Edital nº 38/2025 – CPNUJE autorizaram o provimento de 2 (dois) cargos de Analista para este Regional. Contudo, em virtude da vacância de um dos cargos por posse em outro cargo inacumulável, que é passível de provimento, torna-se viável a disponibilização de 3 (três) cargos para o concurso de remoção”, explicou.

Os cargos oferecidos no certame são:

01 (um) cargo de Analista Judiciário, área judiciária, lotado na 66ª Zona Eleitoral – Piancó/PB;

01 (um) cargo de Analista Judiciário, área judiciária, lotado na 33ª Zona Eleitoral – Itaporanga/PB;

01 (um) cargo de Analista Judiciário, área administrativa, lotado na Sede do Tribunal.

O secretário de Gestão de Pessoas (SGP), Océlio Batista Mendes explicou que para permitir a ampla concorrência, o presidente do TRE-PB encaminhou para aprovação do Pleno uma minuta de resolução que revoga normativos internos anteriores e autoriza a disputa por cargos de analista judiciário, área judiciária, e analista judiciário, área administrativa, sem especialidade, de forma indistinta. “A minuta também prevê que os cargos vagos de analista judiciário, da área administrativa, lotados nas zonas eleitorais serão transformados em analista judiciário da área judiciária após o certame”, declarou.

A decisão também visa regularizar a situação de zonas eleitorais que estão há mais de 5 anos sem cargos de analista, como a 33ª Zona Eleitoral (ZE) de Itaporanga, a 40ª de São José de Piranhas e a 42ª de Itaporanga. Um cargo de analista judiciário da Sede será removido para a 33ª ZE em Itaporanga. Além disso, a administração irá realocar os cargos das zonas extintas da 21ª ZE de Cabaceiras e 54ª ZE de Belém para as 40ª e 42ª Zonas Eleitorais, sem deslocar os servidores atualmente lotados nelas.

A Presidência determinou ainda a redistribuição obrigatória de uma servidora do TRE-RN, para a qual será utilizado um cargo vago de analista judiciário da área administrativa.

/rafaelkoehler/ascom/tre-pb/




Judiciário estadual funcionará em regime de plantão no Carnaval e Quarta-Feira de Cinzas

Para atender às demandas urgentes durante as festividades de Carnaval e a Quarta-Feira de Cinzas, entre os dias 1º e 5 de março, o Poder Judiciário estadual funcionará em regime de plantão. A medida está prevista no Ato Conjunto nº 005/2024, assinado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Ministério Público do Estado e Defensoria Pública do Estado. A escala dos(as) desembargadores(as) e magistrados(as) plantonistas, assim como das unidades judiciárias responsáveis, está disponível no site do TJPB, no banner ‘A Justiça não Para’.

O expediente regular, assim como o atendimento aos(as) advogados(as) e jurisdicionados(as), será retomado na manhã da quinta-feira (6), a partir das 7h. Conforme o ato, a segunda, terça e Quarta-Feira de Cinzas serão considerados ponto facultativo em todas as unidades judiciárias.

Os(as) desembargadores(as) designados para o plantão no 2º Grau são: José Guedes Cavalcanti Neto (sábado), Carlos Eduardo Leite Lisboa (domingo), Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão (segunda), juíza Magnogledes Ribeiro Cardoso  (terça) e Carlos Martins Beltrão Filho (quarta-feira).




“Náufragos” Por  Jamil Emiliano Bezerra

“Náufragos” Por  Jamil Emiliano Bezerra

Um dos poemas mais conhecidos do filho ilustre pode servir para parafrasear o momento político em Lucena!!
Léo bandeira eleito em 2020 em uma coalizão com o veterano bolão, começou sua trajetória administrativa elencando um secretariado técnico e em sua maioria sem relação direta com o município, o que o afastou de amigos e correligionários enfraquecendo sua base de sustentação política. Vereadores , lideranças que o carregaram nos braços e até o vice prefeito foram deixados de lado pelo atual prefeito.

Em uma gestão ineficiente que carrega marcas duras que vão de vacinas vencidas de adultos aplicadas em crianças à falta de merenda com dispensa de alunos, a um processo de cassação que se arrasta na câmara de vereadores.
O processo de cassação ocorre após a Denúncia do advogado Pedro Ravam Meireles ter sido recebido pela mesa diretora da casa e submetida a apreciação dos parlamentares o que cuminou no processo que se arrasta a 2 meses e vem sendo instado por decisões judiciais em caráter liminar hora em favor hora contra o Prefeito Léo bandeira.

Na última sexta feira decisão conferida pelo Desembargador Marcos Antônio de Albuquerque, suspendeu decretos e portarias legislativas convalidadas pela Atual mesa diretora da casa atrasando o processo de cassação do atual prefeito a decisão é passiva de recurso.

Neste cenário tempestuoso a administração, naufragada em denúncias se sustenta em uma decisão precária do judiciário como uma bóia em alto mar Lucena está à Deriva a espera do retorno da normalidade.
Está semana certamente teremos novos capítulos dessa História que não acaba agora!!!

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Desembargador Antônio de Pádua Montenegro, morre, aos 83 anos

Morreu, nesta sexta-feira (30), o desembargador paraibano Antônio de Pádua Montenegro. Ele tinha 83 anos e estava aposentado do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) desde 17 de outubro de 2009, após despedida em sessão solene realizada três dias antes.

As causas da morte, velório e sepultamento não foram divulgadas até o fechamento desta matéria.

Perfil

Antônio de Pádua Lima Montenegro nasceu em Cuité-PB, no dia 18 de outubro de 1939. Ele é filho de João Bezerra Montenegro e de Celina de Lima Montenegro. Cursou o primário no Grupo Escolar Vidal de Negreiros na terra natal. O magistrado cursou o ginasial do Seminário Arquidiocesano da Paraíba e colegial no Liceu Paraibano. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba, formando-se no dia 18 de dezembro de 1965.

Foi funcionário público federal concursado, tendo servido nos Correios e Telégrafos e na UFPB, entre os anos de 1962 e 1967. Ingressou na Magistratura paraibana em 1967, depois de aprovado em concurso público. Foi Juiz Titular das Comarcas de Conceição e Serra Branca, Sousa, Picuí, Areia e juiz substituto das comarcas de São João do Cariri, Monteiro, Cuité, Esperança e Pirpirituba e juiz substituto da 6ª Vara Cível de Campina Grande e das 5ª e 2ª Varas Cíveis da Capital.

O desembargador Pádua foi promovido, por merecimento, a desembargador, tomando posse a 26/06/1996. Presidiu a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, 1998 e foi vice-presidente do TJ-PB, durante o biênio 1999/2000, como também diretor da Esma de 1999 a 2003.

 




Bolsonaro faz nova ameaça ao Judiciário sobre eleições e diz que o bem vencerá

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ameaçar o Judiciário sobre o resultado das eleições de 2022, desta vez em discurso nesta quarta-feira (30) no Rio Grande do Norte.

Ele disse que os votos das eleições serão contados, sem explicar como, já que o voto impresso foi derrubado pelo Congresso em meio a discursos golpistas do presidente da República.

Nesta quarta, Bolsonaro fez críticas indiretas a ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“O povo armado jamais será escravizado. E podem ter certeza que, por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”, disse, em referência a Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE; Edson Fachin, o atual; e Alexandre de Moraes, que será presidente nas eleições.

“Defendemos a democracia, a liberdade e tudo faremos até com sacrifício da nossa vida para que esses direitos sejam relevantes e cumpridos pelo nosso país”, afirmou Bolsonaro, que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, bem atrás do ex-presidente Lula (PT).

A fala do presidente ocorreu durante discurso em evento na cidade de Parnamirim, na região metropolitana de Natal. A viagem do presidente ao Rio Grande do Norte teve ‘comício’, oração, motociata e cavalgada.

Mais tarde, ao participar de um outro evento na cidade de Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, Bolsonaro voltou a fazer referência à contagem dos votos.

“Teremos sim eleições limpas por ocasião do mês de outubro do corrente ano. Não podemos admitir que três ou quatro pessoas definam ou decidam como venha ser essas eleições. A alma da democracia é o voto e a contagem dele faz parte dessa alma”, afirmou.

Ainda no Rio Grande do Norte, Bolsonaro voltou a adotar o tom de que a disputa eleitoral de 2022 será um pleito “do bem contra o mal”.

“Cada vez mais a população entende quem está do lado do bem e quem está do lado do mal. Não é de esquerda contra direita, é de bem contra o mal. E o bem sempre venceu. E o bem vencerá. O bem está ao lado da maioria da população brasileira.”

No discurso, Bolsonaro ainda afirmou que “pouquíssimas pessoas podem muito em Brasília, mas nenhuma delas pode tudo”.

Na véspera do dia 31 de março, em que serão completados 58 anos do golpe militar de 1964, o presidente fez aceno aos militares. “Nós, militares, lá atrás juramos dar a nossa vida pela pátria e todos nós agora daremos a nossa vida pela nossa liberdade”.

Os ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral são uma rotina em seu governo. No passado, por exemplo, afirmou diversas vezes sem apresentar provas que havia vencido as eleições de 2018 no primeiro turno.

A crise institucional de 2021, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso —apesar de essa proposta já ter sido derrubada pela Câmara.

No ano passado, ele também fez uma transmissão ao vivo para apresentar supostas provas que tinha contra a confiabilidade das urnas e que o pleito havia sido fraudado. No entanto, apenas levou teorias que circulam há anos na internet, sem comprovação.

 

Folha Online




Aos 73 anos morre a desembargadora Maria das Neves do Egito em João Pessoa

Faleceu na manhã desta quarta-feira (22) aos 73 anos, no Hospital Dom Rodrigo onde estava internada desde a última quinta-feira com complicações renais, a desembargadora aposentada Maria das Neves do Egito. Ela havia sofrido fraturas nas duas pernas ao ficar presa às ferragens do automóvel onde estava em um grave acidente automobilístico em 2006, no qual seu filho, Oswaldo Duda Ferreira Júnior faleceu. Desde então, ela enfrentava problemas de saúde. A magistrada ainda era diabética e hipertensa.

O corpo será velado na Casa de Velórios Morada da Paz e o sepultamento será às 16h, no Cemitério da Boa Sentença, ambos na Capital paraibana.

Maria das Neves do Egito de Araújo Duda Ferreira foi a segunda desembargadora a tomar assento no Tribunal de Justiça da Paraíba. A então juíza de Direito Nevita – como ficou conhecida, foi a primeira magistrada convocada para integrar o Tribunal Pleno do TJPB, em substituição ao desembargador Rivando Bezerra Cavalcanti, o que ocorreu no ano de 2000. Ainda na qualidade de juíza de Direito de 1º grau, e por ato do então presidente do Tribunal, desembargador Antônio de Pádua Lima Montenegro, foi convocada para integrar o Tribunal Pleno por um período de seis meses, renovado por mais três meses.

Ela foi, também, professora de Prática Forense II na Faculdade de Direito da UFPB, Campus I, João Pessoa, e integrante do Conselho Estadual do Sistema Penitenciário. Inspetora do Trabalho – DASP; Promotora de Justiça do Estado de Pernambuco; e Professora de Direito Comercial da UFPB (1º lugar).

Natural de Macaparana (PE), filha de José Tavares de Araújo e Nimpha Egypto de Araújo, fixou residência há muitos anos na Paraíba, mais exatamente em João Pessoa. Na Capital paraibana, fez o curso secundário, no Educandário Cristo Redentor e no Colégio Nossa Senhora das Neves. O curso clássico, ela fez no tradicional Lyceu Paraibano, cursando depois Ciências Jurídicas e Sociais (o curso de Direito) na UFPB, até o ano de 1969, quando se formou. Tem Licenciatura Plena em Direito e Legislação, Organização e Normas e Mercado, também pela UFPB, além de um curso de Suficiência em Educação Moral e Cívica.

A magistrada exerceu, também, o cargo de supervisora do Juizado de Menores da Comarca de Cabedelo – PB; foi membro da Turma Recursal do Juizado Especial – Tribunal de Justiça da Paraíba; presidente da 2a Turma Recursal Mista do Juizado Especial da Comarca da Capital; juíza eleitoral das Comarcas de Jacaraú, Alagoinha, Sousa, Campina Grande, João Pessoa; juíza da 1a Zona Eleitoral de João Pessoa – Biênio 2003/2005.

Foi ainda diretora dos Fóruns das Comarcas de Sousa (2a entrância) e Campina Grande (3ª entrância).

Com a aposentadoria do desembargador Manoel Paulino da Luz, no dia 17 de dezembro de 2007, o Tribunal Pleno elegeu, para sua vaga, a juíza de Direito Maria das Neves do Egito de Araújo Duda Ferreira, nomeada desembargadora no dia 19 de dezembro de 2007. Ela se aposentou em 2017 por invalidez.

Pesar – A Associação dos Magistrados da Paraíba emitiu uma nota para lamentar o falecimento de Dra. Nevita: “A desembargadora Maria das Neves do Egito Araújo Duda Ferreira, carinhosamente tratada como “dra. Nevita” por todos que a conheciam, faleceu neste dia 22 de julho, em João Pessoa. O corpo será velado na Casa de Velórios Morada da Paz e o sepultamento será às 16h, no Cemitério da Boa Sentença, ambos na Capital paraibana.

Sua partida deixa um sentimento de saudade intenso naqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar sua trajetória, sobretudo seu trabalho no Poder Judiciário paraibano. Ao assumir assento no Tribunal Pleno, onde chegou por Antiguidade, Nevita afirmou que “seu ingresso no Pleno não deixou de ser um reconhecimento à sua luta, ao seu trabalho e amor à causa, uma recompensa em tudo que se faz em prol da sociedade”, declarou em sua posse. Enquanto juíza, ela se destacou pelo trabalho que realizava pela recuperação de detentos, também atuou no combate à violência contra a mulher sendo, inclusive, homenageada pela Câmara Municipal de Campina Grande por este feito, no ano de 2013. A magistrada se aposentou no ano de 2017.

No âmbito associativo, Dra. Nevita foi figura marcante em vários eventos promovidos pela AMPB, onde por muitos anos organizou memoráveis festas para a magistratura, sempre com muita alegria e satisfação em oferecer o melhor para os colegas.

A AMPB lamenta o falecimento, apresentando profundos votos de pesar a familiares e amigos desta magistrada que marcou a história associativa, deixando, também, seu exemplo para todos que integram o Judiciário paraibano.”

www.reporteriedoferreira.com.br




Governo discute reduzir duodécimo dos poderes; TJ avisa que Judiciário não suporta

O secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, disse nesta terça-feira (14) que o Governo da Paraíba está discutindo a possibilidade de redução do repasse do duodécimo para os demais poderes do Estado por causa da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Dessa forma, o governo paraibano tenta dividir com o Judiciário e o Legislativo parte do impacto da redução de receitas em razão da covid-19.

Segundo Marialvo, essa será uma decisão do governador João Azevêdo após conversar com os presidentes dos Poderes.

“O que eu posso dizer é que outros estados já o fizeram”, disse em entrevista à Rádio Arapuan, lembrando Pernambuco e Rio Grande do Norte, que promoveram a diminuição nos repasses.

“Estamos economizando. Todo o custeio está sendo economizado para que os recursos sejam todos realocados para o combate à pandemia. Os outros poderes também estão trabalhando em home office. Há uma redução sim, nos custeios. A lógica é que eles também possam ajudar reduzindo o duodécimo”, declarou.

Marialvo acrescentou que o duodécimo repassado aos demais poderes no estado acontece em situação de normalidade econômica, o que não está acontecendo agora, na atual situação de pandemia.

“O duodécimo calculado para os poderes, ele foi calculado, os valores, com base na normalidade, como se o estado tivesse recebendo suas receitas normalmente. E nós vamos ter uma queda agora, em abril, que varia entre 35 e 40% e no próximo mês de maio pode chegar até 70%”, revelou.

O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Márcio Murilo,  avisou que o Poder Judiciário não suporta redução de receitas e que vai explicar ao governador João Azevêdo, no momento oportuno, como o Judiciário já vem contribuindo com a redução de receitas e de custos no Estado.

Disse que o Judiciário Paraibano recebe um dos menores duodécimos no país. “O nosso Tribunal já não suporta redução do duodécimo. Nós passamos quatro anos com o orçamento, com o duodécimo congelado. Já estamos com redução de receita, já que as custas judiciais estão caindo, e o governo do estado, durante os últimos anos, sempre teve acréscimo de arrecadação e o Tribunal de Justiça não vinha recebendo os aumentos, proporcionalmente, de receita. Agora, não suportamos ter redução do duodécimo. já fizemos todo o enxugamento possível”, declarou Márcio Murilo.

O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino, disse que o debate sobre a redução do duodécimo ainda não chegou à Assembleia, mas disse que se chegar vai conversar com o governador e com os demais integrantes dos outros poderes.

“Acreditamos que o repasse seja normal esse mês. Mas estamos prontos para dialogar com o governo e com os outros poderes também, para que a gente possa encontrar uma solução que possa atender a todos”, disse.