Tramóia de bolsonaristas no TCU para livrar Bolsonaro no roubo de jóias expõe milicianização das instituições

Escancarada na atuação mafiosa da extrema-direita lavajatista, a milicianização das instituições se aprofundou com a extrema-direita bolsonarista

Joias, TCU e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Leopoldo Silva/Agência Senado | Alan Santos/PR)

O processo de milicianização das instituições da República representa uma ameaça contínua à democracia brasileira.

Ocupantes regulares de funções públicas no aparelho de Estado ou agentes eleitos para a representação política agem como milícias ideológicas que subvertem seus cargos para materializar objetivos do extremismo e do fascismo.

Escancarada na atuação mafiosa da extrema-direita lavajatista, a milicianização das instituições se aprofundou com a extrema-direita bolsonarista. E continuará avançando perigosamente, caso não encontre resistências e respostas contundentes do campo democrático.

Numa articulação das suas bancadas no Congresso e no Tribunal de Contas da União/TCU, bolsonaristas promoveram nova ofensiva, desta vez para livrar a responsabilidade criminal de Bolsonaro pelo roubo de jóias e objetos valiosos pertencentes ao patrimônio da União.

A operação começou com uma representação do deputado bolsonarista Sanderson/PL-RS em agosto de 2023 junto ao TCU questionando situação já consolidada e devidamente legalizada pelo próprio Tribunal sobre um relógio recebido por Lula em 2005, há 19 anos.

No TCU, o ministro bolsonarista Jorge Oliveira, indicado para o cargo pelo próprio Bolsonaro em julho de 2020, contrariou parecer da assessoria técnica do Tribunal para criar uma brecha jurídica favorável à defesa de Bolsonaro no inquérito criminal.

Bem antes desta esdrúxula decisão de Oliveira, outro ministro bolsonarista do TCU havia atuado de modo estratégico para salvar Bolsonaro e seus cúmplices civis e militares que participaram do esquema de roubo das jóias, contrabando delas para venda nos EUA e lavagem do dinheiro resultante da venda ilegal no exterior.

Este ministro é João Augusto Nardes, político com carreira iniciada na ARENA, partido da ditadura, autor da farsa das pedaladas fiscais que embasou o impeachment fraudulento da presidente Dilma, e que em novembro de 2022 gravou áudio para a horda fascista com informe sobre o “movimento forte nas casernas” na preparação do golpe de Estado.




Bolsonaro sabia de leilão de joias e apagou conversas com Cid em dezembro de 2022, diz PF

As informações constam no inquérito enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF

iG Último Segundo

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode se tornar réu por associação criminosa, peculato e lavagem dinheiro
Valter Campanato/Agência Brasil

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode se tornar réu por associação criminosa, peculato e lavagem dinheiro

O relatório da  Polícia Federal sobre o inquérito das joias de  Jair Bolsonaro (PL) diz que o ex-presidente da República tinha conhecimento da tentativa de venda do conjunto de joias ouro rosé em um leilão nos Estados Unidos , que ocorreria em 8 de fevereiro de 2023. A informação veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, derrubar o sigilo do documento elaborado pela PF .

Para chegar a esta conclusão, a Polícia Federal se baseou numa troca de mensagens entre Bolsonaro e seu ex-ajudante de ordens, o coronel Mauro Cid , em um aplicativo de conversa. Na ocasião, o ex-presidente recebeu o link do leião e respondeu com a palavra “selva”, saudação comum no Exército e que pode ser interpretada como um “ok”.

Além disso, a PF afirma que, ao periciar o celular de Bolsonaro, encontrou pesquisas sobre a empresa Fortuna Auction, responsável pelo leilão. “Esta sequência apresentada: primeiro, o envio de link do leilão por Mauro Cid, segundo, o registro de acesso à página por meio de histórico e cookies por Jair Bolsonaro, em seu aparelho telefônico, e terceiro, a utilização da expressão ‘Selva’ reforçam a utilização deste jargão para confirmar a ciência, do ex-presidente, de que o kit ouro rosé fora exposto a leilão”, disse a polícia.

Segundo as investigações, Cid chegou a enviar um link no Facebook da empresa Fortuna Auction para Bolsonaro. A Polícia Federal acredita que se tratava da transmissão ao vivo do leilão. De acordo a PF, como o kit de joias não foi arrematado, o coronel chegou a enviar mensagens para loja perguntando se os itens poderiam constar no próximo leilão.

A investigação da PF aponta que, em 13 de fevereiro de 2023, Cid informou ao dono da loja de que havia mudado de ideia e gostaria de resgatar as joias. Segundo os policiais, naquele momento, Bolsonaro gostaria de recuperar os itens, já que o escândalo havia sido descoberto com uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo .

Bolsonaro apagou conversa em dezembro de 2022

O inquérito da PF também diz que, em 29 de dezembro de 2022, na véspera da viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos, Cid questionou ao então se presidente se ele ia levar ao país a “árvore e o barco”.

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A mensagem enviada via WhatsApp faz referência às miniaturas de uma palmeira e de um barco veleiro que Bolsonaro recebeu de presente durante viagem ao Oriente Médio.

Conforme o documento feito pela PF, na sequência, o então mandatário enviou duas mensagens em resposta à pergunta de Cid, mas as apagou em seguida. Na sequência, Cid respondeu: “Sim, senhor”.

Bolsonaro viajou para os Estados Unidos a poucos dias do término de seu mandato. Ele ficou três meses no país norte-americano, retornando ao Brasil somente em março de 2023.

Bolsonaro foi indiciado por associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o ex-chefe do Executivo teria desviado cerca de R$ 6,8 milhões . Se condenado, ele pode pegar até 32 anos de prisão .

Relatório foi enviado para a PGR

O relatório da PF foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Hoje, o magistrado repassou o documento para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para analisar o caso.

Após este período, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá que decidir se Bolsonaro e seus aliados se tornarão réus ou se vai arquivar o caso. Ele também poderá pedir mais tempo para analisar o inquérito.




Nova joia negociada por agentes de Bolsonaro é descoberta pela PF

Polícia Federal suspeita que ex-presidente também tenha recebido objeto como presente de um país do Oriente Médio

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Pedro Sciola de Oliveira

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Atualizada às 

Jair Bolsonaro é investigado por se apropriar indevidamente de joias milionárias
Reprodução

Jair Bolsonaro é investigado por se apropriar indevidamente de joias milionárias

A  Polícia Federal (PF) descobriu a existência de uma nova joia que teria sido enviada aos  Estados Unidos a pedido do ex-presidente  Jair Bolsonaro (PL). Segundo a investigação, emissários do ex-chefe do Executivo tentaram negociar a peça em território norte-americano, mas não obtiveram sucesso. As informações foram publicadas pela emissora CNN nesta segunda-feira (10).

A descoberta da PF ocorreu há poucas semanas, após diligências dos investigadores nos Estados Unidos. Um depoente ligado a uma das joalherias disse que a joia é cravejada de pedras preciosas e possui alto valor. O paradeiro da peça ainda é desconhecido. A suspeita é que Bolsonaro também tenha recebido o objeto como presente de um país do Oriente Médio quando era presidente.

Ainda segundo a publicação da CNN, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid , deve ser ouvido pela PF nos próximos dias. A ideia é obter mais informações sobre a origem, o tamanho e o destino do objeto. A investigação aponta que a nova joia não foi recomprada por aliados de Bolsonaro após o TCU ordenar a devolução dos itens.

Portal iG pediu um pedido de posicionamento para a defesa de Bolsonaro e aguarda um retorno.

Reta final do inquérito

A Polícia Federal está investigando se Jair Bolsonaro se apropriou indevidamente de joias milionárias dadas pela Arábia Saudita ao governo brasileiro . Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a finalização da apuração está prevista para o fim de junho.

Recentemente, a PF obteve acesso a imagens exclusivas e conduziu entrevistas que corroboram informações sobre a venda e recompra ilegal das joias que compunham o conhecido “kit ouro branco”.

O “kit ouro branco”, composto por anel, caneta, abotoaduras e um rosário islâmico (“masbaha”), todas adornadas com diamantes, foi recebido por Bolsonaro durante sua visita oficial à Arábia Saudita em outubro de 2019. O conjunto também incluía um relógio Rolex, que foi comercializado separadamente em uma loja na Pensilvânia. O valor total do conjunto foi estimado em pelo menos R$ 500 mil.




Joias furtadas por Bolsonaro: PF encontra imagens do “kit ouro branco” nos EUA

ORCRIM BOLSONARISTA
Joias furtadas por Bolsonaro: PF encontra imagens do “kit ouro branco” nos EUA
Joias, que foram separadas do Rolex vendido e recomprado na Pensilvânia após início das investigações, fazem parte de um conjunto avaliado em mais de R$ 500 mil.

Jair Bolsonaro, Frederick Wassef e o Rolex recomprado na Pensilvânia.

A equipe de investigadores deslocada aos EUA pela Polícia Federal (PF) fizeram novas descobertas que complicam ainda mais a situação de Jair Bolsonaro (PL) nas investigações sobre o furto de joias do acervo da Presidência feito pelo ex-presidente.

Após perder as eleições para Lula e articular uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro fugiu para os EUA às vésperas da posse, no final de dezembro de 2022, levando em malas uma série de joias recebidas principalmente em visitas a países árabes, para serem vendidas ilegalmente no país.

Segundo informações de Bela Megale, do jornal O Globo, nos EUA os agentes conseguiram imagens inéditas do “kit ouro branco”, com anel, caneta, abotoaduras e um rosário islâmico cravejados de diamantes.O kit incluia ainda o Rolex que foi vendido ilegalmente na Pensilvânia e recomprado pela organização criminosa após o início das investigações. O conjunto, recebido em visita oficial a Arábia Saudita em outubro de 2019, foi avaliado em mais de R$ 500 mil.

As joias foram vendidas de forma ilegal para a loja “Goldie’s”, em Miami, na Flórida, pelo tenente coronel Mauro Cid, que chegou a ser preso duas vezes e firmou acordo de delação premiada com a PF.

Os agentes conseguiram imagens de anúncios de revenda das joias, que comprova a negociata ilegal.

A operação, realizada em parceria com o FBI (Agência Federal de Investigação dos EUA), ainda obteve documentos que comprovam a ação da quadrilha comandada por Bolsonaro na venda das joias da União.

Veja imagem do kitKit ouro branco furtado por Bolsonaro do acervo da Presidência (PF)

 




Joias: PF tem elementos para indiciamento por organização criminosa

A expectativa pelo indiciamento é crescente em meio à colaboração de Mauro Cid com as investigações

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Mauro Cid e seu pai, general Mauro César Lorena Cid
Montagem iG / Imagens: Lula Marques/ Agência Brasil e reprodução / Alesp

Mauro Cid e seu pai, general Mauro César Lorena Cid

A Polícia Federal já vê indícios o suficiente para enquadrar aliados de Bolsonaro pelo crime de organização criminosa no caso das joias e conta com a colaboração de Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, nas investigações. A informação é do blog da Julia Duailibi, a quem fontes que acompanham as investigações afirmam conseguir mapear a distribuição de tarefas e fluxo do dinheiro entre os suspeitos – incluindo aqui o próprio ex-presidente.

 

Esse mapeamento contou com o apoio de Mauro Cid (filho), que decidiu colaborar com as investigações em diferentes frentes, por meio de depoimentos filmados. O militar começou a colaborar mais após a investigação da Polícia Federal atingir seu pai e também a sua esposa, Gabriela Santiago,  que chegou a depor sobre o caso das fraudes a cartões de vacinação da família Bolsonaro.Há informações de que Mauro Cid contou à PF que a movimentação financeira (que envolvia Bolsonaro) teria como base a cidade de Miami, onde parte dos presentes oficiais ocultados por Bolsonaro foram vendidos irregularmente. A cidade estadunidense também é o município onde residia o general da reserva Mauro Lourena Cid (pai), um dos suspeitos de participação no esquema.

 

A partir de agora a polícia busca intensificar a colaboração de Mauro César Lourena Cid ao mesmo tempo em que verifica as informações fornecidas pelo seu filho antes de formalizar um possível acordo de delação premiada que se espera que a defesa do ex-ajudante de ordens proponha.

O advogado de Mauro Cid, Cezar Roberto Bitencourt, afirmou à imprensa que na semana que vem decidirá se vai ou não apresentar uma proposta de delação. No momento, a informação é que Cid estaria em fase de “pré-delação”, quando o investigado conta tudo que sabe para que a polícia avalie se há, de fato, ganhos para a investigação.

Assim sendo, no momento Cid é considerado um investigado que colabora, visto que teria ajudado a preencher lacunas e esclarecer alguns fatos, mas não entregou outros envolvidos no esquema.

Outros crimes

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, acusado de atrapalhar a eleição
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, acusado de atrapalhar a eleição

Além dos casos das joias, investigadores relataram que Mauro Cid também contou como funcionava o “gabinete do ódio”, como era conhecida a “força-tarefa” que criava e disparava fake news contra adversários do bolsonarismo e contra o próprio sistema eleitoral, além de revelar as estratégias dos integrantes desse grupo.

Em outra frente de investigação, a Polícia Federal também conta com a colaboração de membros da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério da Justiça para investigar o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Silvinei Vasques, e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, que estariam se complicando ainda mais após os depoimentos de Mauro Cid e seu pai.

Silvinei e Anderson Torres são acusados de, no dia do 2º turno da eleição presidencial de 2022, terem agido deliberadamente para dificultar o deslocamento de eleitores em cidades da região Nordeste onde Lula (PT) teve maior votação no 1º turno




Moraes determina quebra de sigilo bancário de Bolsonaro e Michelle

Decisão foi tomada após advogado afirmar que Mauro Cid vendeu joias a mando do ex-presidentero e Michelle

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iG Último Segundo

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Ex-presidente Jair Bolsonaro
Lula Marques/ Agência Brasil – 18/05/2023

Ex-presidente Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite desta quinta-feira (17) a quebra do sigilo bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A decisão foi tomada após surgirem suspeitas da participação de Bolsonaro na venda de joias presenteadas pelo governo árabe.

Nesta quinta, o advogado Cezar Bittencourt, que defende o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, afirmou que o cliente vendeu as joias a pedido do ex-presidente. Segundo a defesa, Cid ainda teria repassado os valores para Bolsonaro.

Mauro Cid também deve declarar que conduziu a transferência do dinheiro de maneira clandestina quando retornou ao Brasil. Cid está preso desde maio, quando foi alvo de uma operação contra a falsificação do cartão de vacinas da família e assessores de Bolsonaro.

A Polícia Federal já havia avançado com as investigações sobre as vendas das joias recebidas por Jair Bolsonaro do governo árabe. Os detalhes revelam que Cid e sua equipe buscaram informações sobre as joias que faziam parte do acervo presidencial. Posteriormente, ele teria retirado um conjunto de joias, incluindo um relógio Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico.

O ex-ajudante de ordens supostamente transportou essas joias para a residência de seu pai nos Estados Unidos, onde teria efetuado a venda de um relógio Rolex e um relógio Patek Philippe.

Dados financeiros suspeitos foram identificados nas contas do pai de Cid, Mauro Cesar Lourena Cid, após as transações de venda das joias.

 




Polícia Federal tem elementos para indiciar Michelle Bolsonaro

Investigadores devem analisar os dados bancários da ex-primeira dama para confirmar se ela foi ou não beneficiária de supostos desvios no caso das joias

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iG Último Segundo

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Michelle Bolsonaro e o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL)
Alan Santos/PR

Michelle Bolsonaro e o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL)

A Polícia Federal (PF) diz ter elementos suficientes para indiciar Michelle Bolsonaro no esquema das joias. Ela deve ser ouvida, porém sem pressa na convocação, visto que existem elementos suficientes para iniciar seu indiciamento. As informações são da jornalista Andréia Sadi.

“Com toda certeza vai ser indiciada. Sem dúvida alguma”, diz uma fonte da PF. Na sexta-feira (11), a polícia realizou uma operação para investigar o suposto desvio de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro. A suspeita é que pessoas ligadas ao ex-mandatário tenham vendido ilegalmente esses itens, que pertencem à União, e depois recomprado.

Os investigadores brasileiros estão trabalhando em parceria com o FBI, dos Estados Unidos, e aguardam o resultado das diligências iniciadas pelos norte-americanos. O serviço de inteligência dos EUA integra as investigações porque as vendas das joias teriam sido feitas no país. A PF já solicitou a quebra dos sigilos bancários de Michelle e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).Estão sob investigação o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel do Exército,  Mauro Cid; seu pai, o general da reserva do Exército,  Mauro Cesar Lourena Cid; o também ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército  Osmar Crivelatti; e o advogado Frederick Wassef, que já integrou a defesa de Bolsonaro, sua família e amigos, como Fabrício Queiroz, em outros processos na Justiça.

Ainda na sexta-feira (11), quando a PF cumpriu os mandados de busca e apreensão contra militares ligados ao ex-presidente, Michelle Bolsonaro e seu maquiador,  Agustin Fernandez, reagiram às provocações sobre o assunto feitas por uma mulher, que perguntava “cadê as joias?”.

O maquiador que a acompanhava jogou um copo de gelo contra a mulher que os filmava, proferindo palavras de baixo calão. Michelle se aproximou da mulher e disse “você é tão mal informada que sabe onde estão as joias”.




PF quer colaboração dos EUA para investigar joias ligadas Bolsonaro

Polícia Federal tem investigado o escândalo das joias que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ex-presidente Jair Bolsonaro

A Polícia Federal tomou medidas para estabelecer uma colaboração policial com as autoridades dos Estados Unidos no âmbito da investigação das joias associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que foram negociadas em território norte-americano.

No centro dessa iniciativa de cooperação está o objetivo dos investigadores de obter acesso às contas bancárias pertencentes a Bolsonaro, ao ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente Mauro Cid, e a seu pai, o general Mauro Loureira Cid, nos Estados Unidos.

Por meio dessa colaboração internacional, a Polícia Federal também pretende pedir ao FBI que conduza diligências nas joalherias envolvidas na transação das peças de joias em questão.

O ponto mais importante da investigação recai sobre a loja na qual o advogado Frederick Wassef efetuou a recompra do relógio Rolex, originalmente presenteado a Bolsonaro em 2019 por autoridades sauditas. O relógio de luxo havia sido vendido pelo general Mauro Cid no ano passado.

A PF busca rastrear a origem dos recursos utilizados na recompra do Rolex e de outras peças do conjunto de joias, razão pela qual solicitou a quebra de sigilo das contas de Bolsonaro e da família Cid tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Simultaneamente, as diligências conduzidas pelo FBI nas joalherias têm como objetivo verificar todos os envolvidos na negociação.

Um recibo relacionado à recompra do relógio contendo o nome de Wassef foi detalhado pelo colunista Valdo Cruz do “G1”. As investigações seguem em andamento, e a colaboração internacional entre as autoridades brasileiras e norte-americanas promete trazer um novo capítulo à apuração das circunstâncias envolvendo as joias associadas a Jair Bolsonaro.

Por Ig




Michelle esqueceu joias embaixo da cama em viagem para funeral da rainha em Londres, mostra email

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esqueceu joias embaixo da cama na Embaixada do Brasil em Londres durante viagem para participar do funeral da rainha Elizabeth 2ª, em setembro de 2022, segundo troca de emails de ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro. Os itens, que estavam dentro de uma caixa de papelão, foram encontrados embaixo da cama onde ela e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaram hospedados. A assessoria de Michelle nega que os objetos pertenciam a ela.

O email — que compõe parte da documentação em mãos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro — narra que “caixa de papelão, contendo joias da PM [primeira-dama], foi esquecida embaixo da cama do quarto do PR [presidente da República]” em 18 de setembro. Os itens foram enviados ao Palácio do Planalto e entregues a uma assessora de Michelle, procedimento “devidamente autorizado” pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A assessoria de Michelle negou que joias foram esquecidas pela ex-primeira-dama e alegou que o relatório contendo essas informações foi redigido de forma “equivocada”. “Informamos que, ao que tudo indica, trata-se de um embrulho (junto com um papel escrito) que teria sido entregue em Londres a uma das assessoras da primeira-dama, durante a rápida dinâmica de deslocamento e comparecimento da comitiva aos eventos, por uma pessoa que, salvo engano, se encontrava na multidão próxima ao local por onde passaria o casal presidencial”, narra a assessoria.

A defesa é de que se tratava de um presente destinado ao príncipe Charles e não a Michelle, mas que a assessora “num gesto de gentileza e consideração, apenas recebeu o embrulho e o levou para Embaixada do Brasil para que, posteriormente, fossem adotadas as medidas cabíveis pelos servidores responsáveis”.

A assessoria não detalhou como o embrulho chegou ao quarto do presidente. O pacote, segundo a nota, continha um “adereço artesanal” e foi trazido ao Brasil por engano e entregue a um dos diplomatas que serviam à Presidência para ser levado à Embaixada do Brasil em Londres, assim que o equívoco foi percebido. “A partir desse momento, nem as assessoras nem dona Michelle receberam mais informações sobre o caso”, finaliza a nota.




Provocada sobre joias, Michelle Bolsonaro reage e maquiador joga copo com gelo em mulher

Caso aconteceu nesta sexta-feira (11), em um restaurante em Brasília. A pessoa que gravou a cena pediu anonimato ao blog, com medo de represálias.

Em nota, a assessoria da ex-primeira-dama afirma que Michelle “apenas respondeu aos insultos“. (Foto: Reprodução)

Obtido pelo blog, um vídeo mostra Michelle Bolsonaro reagindo a uma mulher em um restaurante em Brasília, que pergunta sobre o paradeiro de joias sauditas – nesta sexta-feira (11), a Polícia Federal deflagrou operação sobre a suposta tentativa de vender ilegalmente as joias dadas ao governo por delegações estrangeiras (leia mais abaixo).

No vídeo, gravado nesta sexta-feira, a ex-primeira-dama estava acompanhada de seu maquiador e amigo Agustin Fernandez – é ele que, primeiro, xinga a mulher que filma a cena com palavras como “vagabunda”.

Em seguida, Michelle se dirige à mesa da mulher que a questiona sobre as joias e responde, em tom irritado: “você é tão mal-informada que sabe onde estão as joias”. Nesse momento, é possível ouvir um barulho – o maquiador jogou um copo de gelo na mulher que os filmava.

Em nota, a assessoria da ex-primeira-dama afirma que Michelle “apenas respondeu aos insultos dizendo que aquelas pessoas eram mal-informadas e retirou-se do local”.

Leia nota da assessoria de Michelle Bolsonaro:

NOTA DE REPÚDIO

Na tarde de hoje (11), durante um almoço com amigas, D. Michelle atendia a pedidos para tirar fotos com um casal, quando foi importunada com provocações e insultos injustos oriundos de duas desconhecidas.

Essas mulheres, de maneira premeditada, iniciaram uma filmagem enquanto provocavam e insinuavam acusações de crime contra Michelle disfarçando-as de perguntas, numa clara tentativa de preparar uma cilada midiática para a ex-Primeira-Dama, a qual apenas respondeu aos insultos dizendo que aquelas pessoas eram mal-informadas e retirou-se do local.

Repudiamos esse tipo de ação contra quem quer que seja e, principalmente, quando se verifica a premeditação da prática do mal com a finalidade desonesta de obter, no mínimo, ganhos midiáticos em detrimento da honra e da paz das pessoas.

Assessoria de Imprensa