Joe Biden se mostra ‘receptivo’ à ideia de desistir de reeleição nos EUA

De acordo com o jornal ‘The New York Times’, o presidente passou a ouvir argumentos a respeito da decisão

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Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, está “mais receptivo” a ouvir apelos para desistir da campanha de reeleição, é o que informa o jornal “The New York Times na madrugada desta quinta-feira (18).

Fontes do Partido Democrata confirmaram que lideranças tiveram conversas particulares com o presidente. Apesar disso, Biden ainda não deu nenhum sinal de que deixará a disputa.

O presidente dos EUA poderia estar assumindo uma postura diferente da que adotou recentemente. No início de julho, por exemplo, Biden enviou uma carta a deputados para responder os pedidos de desistência, alegando que era “hora de acabar com isso”.

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Trump e Biden não se cumprimentaram antes de iniciarem o debate Reprodução: Redes Sociais

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Trump e Biden discutiram quem é melhor no golfe durante debate Reprodução: Redes Sociais

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Uma montagem de Donald Trump e Joe Biden, 22 de outubro de 2020 Brendan Smialowski

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Biden e Trump jogando golfe Reprodução

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O ex-presidente dos EUA e candidato presidencial republicano de 2024, Donald Trump, durante um comício na Filadélfia, Estados Unidos, em 22 de junho de 2024 JIM WATSON

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O presidente dos EUA, Joe Biden, candidato democrata à Casa Branca nas eleições de 2024, em Washington, EUA, em 11 de junho de 2024 Saul Loeb

6/6 O presidente dos EUA, Joe Biden, candidato democrata à Casa Branca nas eleições de 2024, em Washington, EUA, em 11 de junho de 2024 Saul Loeb

Em entrevistas recentes, Biden levantou três pontos sobre possíveis desistências da reeleição, baseando-se em: “intervenção divida”, “se o time dele disse que ele não vence”, e “recomendação médica por condição de saúde”.

Disputa acirrada

O ex-presidente Donald Trump  e o presidente Joe Biden aparecem empatados tecnicamente segundo a nova pesquisa presidencial da Ipsos/Reuters divulgada nesta terça-feira (16), a primeira após o  atentado contra o ex-mandatário no último sábado (13).

O republicano tem 43%, enquanto o democrata aparece com 41%. O empate considera a margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento da Ipsos ouviu 1.202 adultos, incluindo 992 eleitores registrados, entre os dias 14 e 16 de julho. A pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de julho, mostrava que Trump e Biden apareciam com 40% das intenções de voto cada.




Irã “cometeu um grande erro”, diz ex-primeiro-ministro de Israel no X

Em longa declaração, ex-primeiro-ministro discutiu seis tópicos sobre o ataque inédito do Irã a Israel, neste sábado (13)

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Após o  ataque inédito do Irã contra Israel neste sábado (13), o ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett fez uma longa declaração, na qual disse, dentre outras coisas, que durante 30 anos o Estado judaico cometeu o erro de se dedicar ao ataque dos ‘tentáculos’ de um ‘polvo’ terrorista, e não à sua ‘cabeça’.

A metáfora de Bennett diz respeito ao fato de Israel ter travado conflitos diretos com os grupos militantes originados no Irã e espalhados pelo Oriente Médio — e não com o próprio Irã, que seria a ‘cabeça’ do polvo

Os tentáculos seriam os grupos militantes como o Hezbollah, no Líbano, Hamas e Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, Houthis no Iêmen, e dezenas de pequenos grupos na Síria e Iraque.

“A República Islâmica do Irã cometeu um grande erro. Nos últimos 30 anos, tem causado estragos na região – por meio de seus representantes. Um polvo terrorista cuja cabeça é Teerã e os seus tentáculos estão no Líbano, no Iêmen, no Iraque, na Síria e em Gaza. Muito conveniente. Os Mullahs enviam outros para realizar ataques terroristas horríveis e morrem por eles. Sangue de outras pessoas”, postou o ex-primeiro-ministro no X (antigo Twitter).

“O erro estratégico de Israel nos últimos 30 anos foi seguir esta estratégia. Sempre lutamos contra as armas do Polvo, mas dificilmente exigimos um preço da sua cabeça iraniana.”

De acordo com Bennett, essa estratégia vai mudar e Israel passará a dedicar cada vez mais esforços no ataque ao Irã.

“Isso deve mudar agora: Hezbollah ou Hamas disparam foguetes contra Israel? Teerã paga um preço”, escreveu.

Além da metáfora, Bennett falou sobre mais cinco tópicos relacionados à escalada do conflito no Oriente Médio.

Ataque do Irã “não foi concebido para ser apenas um aviso, diz Bennett

O primeiro deles contrapõe a visão de especialistas que consideraram o ataque “indiferente”. Bennett argumenta que o ataque não pode ser interpretado apenas como uma demonstração de poder sem consequências negativas.

Ele adicionou que, ao lançar 350 drones programados para atingir Israel simultaneamente, usando três tipos diferentes de armas (mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e UAVs), o objetivo do Irã era destruir as defesas de Israel e causar danos e mortes a israelenses.

“Não é uma vitória”, rebate Bennett sobre alegação dos EUA

O ex-primeiro-ministro israelense também contestou a afirmação do governo dos EUA de que o evento foi uma “vitória” de Israel. De acordo com Bennett, apesar do  notável sucesso dos sistemas de defesa aérea de Israel, ele ressalta que o episódio não pode ser considerado uma vitória.

Ele argumentou que apenas interceptar os ataques não é suficiente para vencer uma guerra ou impedir bombardeios futuros. De acordo com o ex-ministro, a única maneira de impossibilitar que esses ataques aconteçam novamente é garantindo que o agressor pague um preço alto — ou seja, por meio de uma resposta mais agressiva e punitiva.

As declarações de Bennett vieram de encontro as feitas pelo  presidente norte-americano, Joe Biden, que chegou a alertar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que os Estados Unidos não devem participar de uma possível contra-ofensiva contra o Irã.

O principal porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que os EUA vão continuar a ajudar Israel em sua defesa, mas não querem a guerra.

“É incorreto dizer que ninguém se machucou”

O ex-primeiro-ministro ainda negou uma afirmação das autoridades iranianas, que disseram que ninguém se machucou nos  ataques de sábado.

Ele mencionou o caso de uma menina árabe-israelense de 7 anos chamada Amina Elhasuny que, segundo Bennett, está lutando pela vida. Bennett atribuiu a responsabilidade do ataque ao líder iraniano Khamenei.

O jornal New York Times fez uma reportagem com detalhes sobre o caso de Amina. De acordo com a publicação, mesmo que o dia tenha parecido tranquilo na unidade de cuidados intensivos pediátricos do Soroka Medical Center, na cidade de Beersheba, no sul de Israel, devido ao baixo número de atendimentos, a unidade passou por um dia tenso — em decorrência do estado grave de saúde de Amina, a única vítima do ataque iraniano.

Segundo o NYT , Amina e sua família moram em uma comunidade que não é reconhecida pelas autoridades israelenses. Com isso, não têm acesso a abrigos anti-bombas.

A guerra é contra “o regime iraniano”

Outra declaração importante de Bennett é que Israel luta contra o regime iraniano — e não contra o povo do Irã. Ele fez uma comparação com o regime soviético em 1985:

“O inimigo é o regime iraniano, não o maravilhoso povo iraniano. O regime iraniano me faz lembrar o regime soviético de 1985: corrupto até a medula, velho, incompetente, desprezado pelo seu próprio povo e destinado ao colapso”, publicou.

“Israel está travando a guerra de todos”, concluiu Bennett

A grande declaração de Bennett no X terminou com a seguinte afirmação:

“Israel está travando a guerra de todos. Em Gaza, no Líbano e no Teerã”, disse.

De acordo com o ex-premiê, “Não estamos pedindo a ninguém que lute por nós. Nós faremos o trabalho. Mas esperamos que os nossos aliados nos apoiem, especialmente quando for difícil – e agora é difícil.”




EUA: eleições de 2024 caminham para novo embate entre Trump e Biden

Joe Biden e Donald Trump despontam como principais nomes do partido Democrata e do Republicano

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Biden e Trump devem disputar eleições dos EUA mais uma vez
Reprodução/Twitter @POTUS e Instagram @realdonaldtrump

Biden e Trump devem disputar eleições dos EUA mais uma vez

As elições presidenciais dos Estados Unidos  acontecerão em novembro de 2024, mas a corrida eleitoral norte-americana já está aquecida. Democratas e Republicanos buscam definir qual será o candidato de cada partido para a disputa final.

Esta primeira etapa do pleito dos EUA é onde acontecem as primárias, quando são conhecidos os postulantes de cada um dos partidos ao cargo de presidente. Mas, apesar de contar com alguns candidatos, republicanos e democratas prevêem mais uma disputa entre  Joe Biden e  Donald Trump no final do ano que vem.

Isso porque, do lado do partido Republicano, o ex-presidente dispara como o principal nome em quem os eleitores devem votar nas primárias. Em uma pesquisa do New York Times/Siena College divulgada no dia 31 de julho, Trump aparece sendo a intenção de voto de 54% do eleitorado.

Segundo colocado na aferição,  o atual governador da Flórida Ron DeSantis tem apenas 17% das intenções de voto. Mike Pence, ex-vice-presidente, o senador Tim Scott e Nikki Haley, ex-embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, marcaram apenas 3% na pesquisa.

Vinícius Vieira, doutor em Relações Internacionais pelo Nuffield College, da Universidade de Oxford, afirmou que dificilmente Trump não será o escolhido pelo fato de ter uma base muito sólida dentro do seu partido. Além disso, aqueles que se opõem a ele dentro da legenda não conseguem chegar a um consenso de um outro nome.

“Vejo Ron DeSantis e Tim Scott como os principais concorrentes de Trump mas, entre eles, o mais forte seria de fato o governador da Flórida. Ele se reelegeu, vem adotando políticas na linha do trumpismo radical e tem um intervencionismo muito grande no que os americanos classificam como guerra cultural”, destacou o professor de Economia e Relações Internacionais da FAAP.

“Mesmo assim, DeSantis vem tendo dificuldades entre os eleitores republicanos na própria Flórida. Ou seja, se ele não tem força nem no próprio estado, quiçá em nível nacional”, complementou.

Ainda de acordo com o especialista, apesar de DeSantis, Scott e Haley não incomodarem a candidatura do ex-presidente norte-americano, eles devem se estabelecer como fortes nomes para o pleito de 2026.

Ron DeSantis aparece em segundo nas pesquisas de intenção de voto do partido Republicano
Reeprodução/Twitter @GovRonDeSantis

Ron DeSantis aparece em segundo nas pesquisas de intenção de voto do partido Republicano

Panorama Democrata

O panorama não é muito diferente dentro do partido Democrata. O atual presidente Joe Biden tem amplo favoritismo dentro da legenda e outros dois candidatos podem ter uma certa porcentagem de votos.

Um deles é Robert F. Kennedy Jr, sobrinho do ex-presidente americano John F. Kennedy. O advogado ficou marcado recentemente pelo seu posicionamento antivacina, chegando a relacionar doses de imunizantes contra a Covid ao autismo.

“Kennedy tem um discurso abertamente negacionista que até se assemelha ao de alguns republicanos trumpistas. Então, muitos dessa minoria democrata que é contra Biden tem nele um nome viável”, pontua Vieira.

O outro nome é o da escritora e ativista Marianne Williamson. Ela, que também concorreu nas primárias democratas em 2020, diz ter um posicionamento mais à esquerda do que o de Biden, defendendo o ensino superior gratuito, por exemplo.

“Biden pode até receber desafios de alguns candidatos, mas também não vejo ninguém com forças suficientes para retirar do atual presidente norte-americano o direito de concorrer à reeleição”, enfatiza o docente de Relações Internacionais.

Biden x Trump

Diante das possibilidades apresentadas nos dois partidos, é grande a probabilidade de mais uma disputa entre Joe Biden e Donald Trump em novembro do ano que vem. E, independente do resultado, a projeção é de que seja uma eleição decidida novamente nos detalhes.

Um  levantamento feito pelo The New York Times e divulgado no dia 1° de agosto apontou um empate entre os candidatos, com cada um deles recebendo 43% dos votos. Além disso, 14% dos entrevistados disseram que pretendem votar em um candidato da “terceira via”.

“Assim vem sendo nas eleições presidenciais norte-americanas do século 21. Vejo uma disputa muito apertada, até porque os Estados Unidos, hoje, é um país muito polarizado”, destaca Vinícius.

Biden mira nos jovens para garantir reeleição nos EUA
Reprodução/Twitter @POTUS

Biden mira nos jovens para garantir reeleição nos EUA

A título de exemplo, o republicano venceu o pleito eleitoral de 2020 ao ser escolhido em 306 colégios eleitorais e obtendo 50,8% dos votos, enquanto o democrata saiu vencedor em 232 colégios e foi votado por 47,4% dos eleitores.

Nas eleições de 2024, pode pesar a favor de Biden um diálogo do seu partido junto às minorias, enquanto Trump deve seguir com a confiança da extrema direita e apostar em um possível déficit econômico apresentado nos próximos meses pela gestão do atual presidente.

“Se houver uma grande mobilização do partido Democrata entre os mais jovens e membros de minorias, Biden tende a obter a reeleição, talvez pela mesma margem que venceu Trump em 2020. Se Biden não tiver essa movimentação e a classe média americana sentir o peso da inflação, Trump pode despontar”, diz o especialista.

Questionado se os indiciamentos de Donald Trump na Justiça norte-americana podem atrapalhá-lo na corrida eleitoral, o docente de Relações Internacionais afirma que, na verdade, a polarização política pode fazer com que estes processos dêem ainda mais força ao republicano entre seu eleitorado.

“Trump tem aquele ‘efeito teflon’, ou seja, nada gruda nele porque a polarização é um fato. Então, aqueles que estão com ele, verão nestas ações judiciais uma perseguição e votarão com ainda mais entusiasmo do que se ele não estivesse sendo alvo de processos criminais”, ressalta, pontuando ainda que o “bolso” do norte-americano será determinante nas eleições.

“O eleitor que se identifica com valores conservadores ou progressistas já escolheu um lado, e quem vai decidir a eleição são os poucos eleitores que ainda votam pensando apenas no bolso. Logo, se esses cidadãos tiverem bem-estar econômico, preços menores, gasolina no tanque, empregos e comida relativamente barata, acredito que Biden tenha a eleição quase garantida.”

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Tiroteios deixam 10 mortos durante celebrações do 4 de Julho nos EUA

Quase 40 ficaram feridos; data foi marcada por ataques a tiros em diferentes estados do país

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Tiroteios foram registrados nos Estados Unidos durante o feriado de 4 de Julho
Reprodução / Fox News – 04.07.2023

Tiroteios foram registrados nos Estados Unidos durante o feriado de 4 de Julho

Ao menos 10 pessoas morreram e outras 38 ficaram feridas após ataques a tiros serem registrados na Filadélfia, em Maryland e no Texas, nos Estados Unidos, durante o feriado de 4 de Julho, informaram as autoridades.

Em Fort Worth, no Texas, três pessoas foram mortas e oito ficaram feridas em um tiroteio após um festival local em celebração ao Dia da Independência dos Estados Unidos, afirmou a polícia nessa terça-feira (4), segundo a agência de notícias Reuters.

Segundo os policiais, nenhuma prisão foi feita no ataque. “Não sabemos se isso está relacionado à vida doméstica ou a gangues. É muito cedo para dizer neste momento”, disse o alto oficial da polícia Shawn Murray.

Em outro atentado, na Filadélfia, registrado na noite dessa segunda (3), cinco pessoas morreram e duas ficaram feridas, incluindo um menino de 2 anos e outro de 13 — ambos baleados nas pernas.

Os policiais disseram que o suspeito é um homem de 40 anos que portava um fuzil, uma pistola, usava colete à prova de balas e máscara de esqui.

 

ataque no estado da Pensilvânia se deu um dia após duas pessoas serem mortas e outras 28 ficarem feridas — sendo cerca de metade desse número de crianças — durante uma saraivada de tiros em uma festa ao ar livre, na cidade de Baltimore, em Maryland. Os oficiais disseram que buscam vários suspeitos.

Após os crimes, o  presidente dos EUA, Joe Biden,  condenou os atos de violência. Na ocasião, ele  reforçou os pedidos para que as leis de armas no país sofram endurecimento.

“Nossa nação, mais uma vez, suportou onda de atentados trágicos e sem sentido”, afirmou Biden em comunicado divulgado ontem. Aos parlamentares republicanos, ele pediu que “venham à mesa para tratar de reformas significativas e de bom senso”.

No Congresso, os republicanos geralmente impedem as tentativas de reformulação das leis de segurança envolvendo o armamento nos Estados Unidos.

Na Filadélfia, autoridades pediram ações aos legisladores estaduais e federais após os atentados. “Estamos implorando ao Congresso para proteger vidas e fazer algo sobre o problema das armas nos EUA”, afirmou o prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, em entrevista.




Biden se prepara para último confronto simbólico com Putin após viagem à Ucrânia

Do castelo de Varsóvia, presidente dos EUA pretende se comprometer novamente a apoiar a Ucrânia, mesmo quando os custos aumentam e o apoio público parece diminuir

Presidente dos EUA, Joe BidenPresidente dos EUA, Joe Biden24/01/2023 REUTERS/Evelyn Hockstein

A última vez que o presidente dos EUA, Joe Biden, falou do pátio do Castelo Real na Polônia, o conteúdo de seu discurso de 27 minutos foi obscurecido pelo que ele improvisou sobre o presidente russo Vladimir Putin no final.

“Pelo amor de Deus, este homem não pode permanecer no poder”, proclamou.

Quase um ano depois, Biden retorna ao Castelo Real esta semana para marcar o aniversário de uma guerra que o colocou cada vez mais em desacordo direto com o líder russo, uma dinâmica de Guerra Fria enfatizada pela visita altamente secreta de Biden a Kiev um dia antes.

Ao lado do presidente Volodymyr Zelensky, Biden usou sua própria presença na capital ucraniana para insultar Putin por falhar em suas ambições de invadir e controlar o país.

“A guerra de conquista de Putin está fracassando”, disse o presidente dos EUA. “Ele pensou que poderia sobreviver a nós. Não acho que ele esteja pensando nisso agora”, acrescentou.

Se houve um momento em que Biden e seus assessores esperavam evitar personalizar o conflito na Ucrânia, acabou muito antes do aniversário desta semana. O líder americano chamou Putin de um “criminoso de guerra” e um “bandido puro”, acusando a Rússia de genocídio e, em seu discurso no castelo, fazendo um apelo implícito à mudança de regime.

No entanto, a coreografia cuidadosamente planejada desta semana é impressionante em sua oposição aberta de Biden contra seu homólogo no Kremlin. Nesta terça-feira (21), cada um se envolverá novamente em uma disputa retórica remota, fazendo discursos importantes para marcar um ano desde que a Rússia lançou sua invasão.

Do castelo de Varsóvia, Biden pretende se comprometer novamente a apoiar a Ucrânia, mesmo quando os custos aumentam e o apoio público parece diminuir.

E em Moscou, Putin fará um importante discurso na Assembleia Federal, no qual discutirá suas próprias opiniões sobre a guerra em andamento, que autoridades americanas e europeias acreditam ter chegado a um momento importante.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

Por G1




EUA colocam 8.500 soldados em alerta por crise na Ucrânia

Presidente Joe Biden colocou militares em alerta por crise na Ucrânia. Foto: Divulgação/US Air Force/Master Sgt. Cecilio Ricardo

O Pentágono determinou que 8.500 militares dos Estados Unidos fiquem de prontidão para eventual envio ao Leste Europeu, em meio a tensões por causa da presença da Rússia perto da fronteira da Ucrânia. O fato representa uma escalada na direção do envolvimento militar americano, segundo funcionários dos EUA. As fontes disseram que as “ordens de se preparar para envio” foram emitidas para tropas sediadas em várias bases dos EUA.

– O número de efetivos que o ministro (da Defesa) pôs em alerta elevado chega a 8.500 homens – disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Ele destacou ainda que “não foi tomada nenhuma decisão sobre um deslocamento de forças fora dos Estados Unidos no momento”. Mas, “está muito claro” que os russos “não têm a intenção atualmente de reduzir a escalada”, complementou.

O Pentágono não informou em quais circunstâncias pode enviar tropas, mas funcionários afirmaram que isso poderia enviar um sinal à Rússia de que os EUA reforçariam rapidamente as defesas dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), caso ocorra uma incursão russa na Ucrânia.

As tropas poderiam também ficar a postos caso os EUA decidam retirar dezenas de milhares de americanos que atualmente vivem na Ucrânia, disseram as fontes.

As forças não serão autorizadas a entrar na Ucrânia, disseram os funcionários americanos, mas poderiam ser usadas como apoio para qualquer contingência. Muitas delas precisam estar preparadas para se mobilizar dentro de 18 a 36 horas, segundo eles.

*Com informações da AE




Entenda o acordo que precedeu a volta do Talibã ao poder

O acordo foi firmado entre o ex-presidente Trump e o Talibã em 2020

O enviado dos EUA, Zalmay Khalilzad e o líder talibã, Mullah Abdul Ghani Baradar, na assinatura do Acordo de Doha
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O enviado dos EUA, Zalmay Khalilzad e o líder talibã, Mullah Abdul Ghani Baradar, na assinatura do Acordo de Doha

A rápida recuperação do poder pelo Talibã foi idealizada antes mesmo do último domingo (15), quando o grupo tomou a cidade de Cabul , capital do Afeganistão.

Em 29 de fevereiro de 2020, em Doha, no Catar, o governo dos Estados Unidos e o  Talibã firmaram um acordo para a retirada definitiva das forças armadas estadunidenses após 20 anos de conflito.

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Em troca, o grupo não permitiria que o território afegão fosse usado para executar ações que colocasse em risco a segurança dos Estados Unidos, então governado pelo ex-presidente Donald Trump. O acordo foi oficialmente chamado de Acordo para Trazer a Paz ao Afeganistão.

Para muitos especialistas, o retorno do Talibã é resultado desse feito no início de 2020. “Aquilo não foi um acordo de paz, foi uma rendição”, disse Husain Haqqani, diretor para a Ásia Central e do Sul do Instituto Hudson e ex-embaixador do Paquistão nos Estados Unidos.

O governo Trump

Ao assumir a presidência em 2017, o republicano Donald Trump prometeu encerrar os conflitos do país. As negociações começaram no ano seguinte e tiveram como resultado a morte de mais de 2.400 militares dos EUA e mais de 32 mil civis afegãos em conflito.

As negociações foram interrompidas várias vezes e Trump chegou a considerar o acordo “morto”, mas Washington acabou aceitando a exigência do Talibã de que o governo afegão se retirasse das negociações.

Seu sucessor, o atual presidente Joe Biden , decidiu acelerar a retirada das tropas e reafirmou sua decisão de encerrar “a guerra mais longa dos Estados Unidos”.

O Acordo para Trazer a Paz ao Afeganistão

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Biden toma posse e anuncia retorno dos Estados Unidos a OMS e ao Acordo de Paris

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Joe Biden no discurso de posse

Presidente Joe Biden toma posse nos EUA e informa que vai anular imediatamente série de medidas do seu antecessor. Novo presidente dos EUA desmonta a agenda que uniu Bolsonaro e Trump no mundo.

O governo de Joe Biden sinaliza que irá se afastar das alianças formais e informais que tinham sido criadas nos últimos anos entre Donald Trump, Jair Bolsonaro e outros líderes populistas na defesa de agendas religiosas, políticas ultraconservadoras, negacionismo ambiental, ataques às instituições multilaterais e de desmonte dos pactos de direitos humanos.

Uma primeira indicação dessa tendência foi dada por sua equipe durante a sabatina no Senado americano com o novo chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, na noite de terça-feira. Questionado por mais de quatro horas, o experiente negociador que irá assumir o Departamento de Estado norte-americano foi explícito em dizer que será uma de suas prioridades lidar com a ameaça do populismo.

Ao explicar seus planos, ele voltou a defender a ideia da realização no segundo semestre do ano de uma cúpula para a promoção da democracia, reunindo países aliados.

Para Blinken, existe um risco real por parte do “populismo emergente” no mundo. Sem citar nomes, ele ainda apontou como, ao longo dos últimos anos, os pilares da democracia foram abalados em alguns países. O evento também é visto como um instrumento para dar uma resposta ao movimento mundial de extrema direita, assim como um marco de sua presidência diante de ditaduras pelo mundo.

Diplomatas brasileiros interpretaram a referência ao projeto como um sinal claro de que o tema da “democracia” estará presente nas decisões de Biden e que isso, potencialmente, pode ser uma pressão sobre o governo Bolsonaro.

A perspectiva é de que a agenda da cúpula inclua a proteção do papel da sociedade civil, meio ambiente, fortalecimento das instituições democráticas, ataques contra a desinformação, além de combate contra a tortura. Alguns dos principais aliados dos EUA já estariam na lista, entre eles Canadá, França, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália e Japão.

Fortalecer a OMS, aliança de vacinas e compromisso “imediato” com clima

Blinken ainda deixou claro que a agenda ambiental do novo governo americano será implementada “imediatamente”. Isso inclui a volta ao Acordo Climático de Paris e o engajamento de Washington em negociações em diferentes fóruns.

Já na próxima semana, o enviado de Biden para temas ambientais, John Kerry, participará de um debate no Fórum Econômico Mundial, que organiza seu evento de maneira virtual. A expectativa é de que o evento seja usado para que o novo governo explique quais serão suas metas.

Biden ainda voltará à OMS, uma decisão que terá um impacto na forma pela qual a pandemia será administrada. Trump havia optado por sair do organismo, como uma forma de punir a instituição por seus erros na crise sanitária e sua proximidade ao governo chinês.

Para Blinken, porém, essa ausência apenas abriria caminho para que Pequim fortaleça sua posição nas instituições internacionais. Ele insiste que a OMS terá de ser reformada. Mas defende que isso seja feito com um envolvimento direto dos EUA.

Com a meta de mostrar uma ruptura, Biden enviará Tony Fauci para representar os EUA numa reunião da OMS ainda nesta semana.

O novo chefe da diplomacia americana também indicou que a Casa Branca vai aderir ao Covax, a aliança de vacinas criada pela OMS. Segundo ele, existe um risco de que a pandemia gere uma vulnerabilidade ainda maior nos países mais pobres, o que minaria os interesses inclusive dos EUA em um cenário internacional mais estável.

“Há um interesse nacional em ajudar e fazer nossa parte para que as vacinas cheguem a todos”, afirmou.

O Brasil também faz parte da aliança de vacinas. Mas hesitou em aderir ao projeto, sob a justificativa de que tal projeto daria força para a OMS como centro da resposta global à pandemia.

Nesta semana, num discurso na agência, o Itamaraty ainda indicou que, qualquer reforma, terá de criar uma situação em que a OMS seja alvo de um maior controle por parte dos governos nacionais.

Outro setor que sofrerá ampla revisão é o capítulo de direitos humanos. Blinken afirmou, diante do Senado, que embaixadores americanos voltarão a ser autorizados a colocar uma bandeira que simboliza o movimento LGBT em suas agendas e em seus escritórios.

“A violência contra a população LGBT aumenta no mundo. Os EUA precisam assumir seu papel de proteger essas pessoas”, disse. Entre os diferentes instrumentos, Biden terá um embaixador dedicado ao tema da promoção do direito desse segmento no palco internacional.

Outra questão dos senadores se referia à comissão criada por Trump com a ambição de promover uma redefinição do que são os direitos humanos, num processo que poderia ter um impacto global. Para o novo chefe da diplomacia americana, as conclusões da comissão serão rejeitadas.

A meta inicial do projeto de Trump era colocar limites às novas reivindicações dos direitos humanos e realizar a maior revisão do termo desde a assinatura em 1948 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em meados de 2019, a Casa Branca criou a Comissão sobre Direitos Inalienáveis. Para os críticos e especialistas, o esforço de focar os trabalhos em “direitos inalienáveis” é, na realidade, uma tentativa de restringir os direitos que o governo tem a obrigação de proteger. Poderiam ser afetados direitos sexuais e a proteção de minorias, entre elas a comunidade LGBTQ e imigrantes.

A coluna apurou que o processo liderado por Trump passou a ser acompanhado com grande interesse pelo Itamaraty e pelo Ministério dos Direitos Humanos. O governo brasileiro chegou a enviar a secretária nacional da Família do governo, Angela Gandra Martins, até a capital americana para acompanhar as reuniões.

Hemisfério estará no “foco” de Biden

O futuro chefe da diplomacia ainda destacou como Biden colocará “atenção sustentável” nas questões das Américas e que a região será uma “área de foco”. Durante sua sabatina no Senado, Blinken indicou como o presidente eleito fez 16 viagens para países do Hemisfério quando era o vice-presidente de Barack Obama.

Para ele, Biden tem uma “visão forte” de que um futuro para o Hemisfério deve ser “democrático e que proteja a classe média” para que os interesses dos EUA sejam atendidos.

Além do populismo, a situação da Venezuela e Cuba também estarão na agenda. Blinken estima que Nicolas Maduro, presidente venezuelano, tem usado negociações para ganhar tempo e o qualifica como “ditador brutal”. Mas alerta que Washington terá de atuar em maior sintonia com países da região e adotando sanções mais focadas.




EUA: Presidente da Câmara diz que Trump é “perigo para nação” e “deve partir”

Deputados discutem possível impeachment do presidente, que deixará o cargo na próxima quarta (20)

Presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi

Reprodução: iG Minas Gerais

Presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi

A presidente da Câmara dos deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, declarou nesta quarta-feira (13), durante análise do processo de impeachment de Donald Trump , que o republicano ” é um perigo claro e constante para a nação”.

Trump é acusado de incitar à violência que ocasionou a invasão ao Capitólio, sede do congresso, na última quarta (6), que resultou na morte de 5 pessoas.

Caso seja aprovado, o presidente ainda não será afastado, pois o processo precisa ser aprovado pelo Senado, dessa forma, Trump deverá permanecer no cargo até o dia 20, quando seu sucessor, Joe Biden , assume como mandatário do cargo.

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Pelosi subiu o tom ao defender o afastamento de Trump, pedindo que ambos os partidos, democratas e republicanos, adotassem “um remédio constitucional que garantirá que a república estará a salvo deste homem que está tão resolutamente determinado a destruir as coisas que consideramos preciosas e que nos mantêm unidos”.

“Ele deve ir. Ele é um perigo claro e presente para a nação que todos nós amamos ”, afirmou a presidente da Câmara . “Não me dá prazer dizer isso – parte meu coração ”, completa.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por agências




Site do governo dos Estados Unidos diz que Trump encerra mandato hoje; entenda

Um funcionário descontente do Departamento de Estado teria modificado o site sem autorização

Site do governo dos Estados Unidos diz que trump encerra hoje seu mandato
Reprodução

Site do governo dos Estados Unidos diz que trump encerra hoje seu mandato

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, toma posse no próximo dia 20 deste mê s. Nesta segunda-feira, porém, o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos foi atualizado e, na página da biografia do presidente Donald Trump , diz que seu mandato se encerra hoje (11).

O eventou causou estranhamento aos norte-americanos. Segundo o BuzzFeed, um funcionário “descontente” estaria por trás das mudanças no site. O Departamento de Estado a Casa Branca ainda não se pronunciaram.

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A biografia de Trump e de seu vice, Mike Pence, foi editada duas vezes, com a leitura “Donald J. Trump’s term termine on 2021-01-11 19:49:00” e “Donald J. Trump’s term termed on 2021-01-11 19:22 : 18.” As duas versões colocam a data desta segunda após as 19h (21h no horário de Brasília)

Nesta segunda-feira, o partido democrata entrou com pedido de impeachment contra Trump , sob a alegação de que o discurso o presidente incitou uma insurreição, que culminou na invasão de seus apoiadores ao Capitólio na última quarta-feira (6). Cinco pessoas morreram.

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