Ministro descarta pedido de desculpas de Lula a Israel

Premiê Benjamin Netanyahu exigiu retratação de Lula por ter comparado os ataques contra a Faixa de Gaza com o Holocausto nazista

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Ricardo Stuckert / PR

Ministro descarta pedido de desculpas de Lula a Israel

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), descartou qualquer possibilidade de pedido de desculpas por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo de Israel, em meio à crise diplomática entre os dois países.

O governo do premiê Benjamin Netanyahu exigiu retratação de Lula por ter comparado os ataques contra a Faixa de Gaza com o Holocausto nazista e declarou o presidente como “persona non grata”.

“Se tem uma coisa que o presidente Lula precisa pedir para o Netanyahu é o cessar-fogo, pela paz, para interromper o massacre. Outras lideranças internacionais, outros países e vários organismos do sistema ONU estão reforçando esse mesmo pedido do presidente Lula”, afirmou Padilha no programa Roda Viva, da TV Cultura.

“O presidente, na própria fala dele, deixa claro o posicionamento em relação a Netanyahu e à sua postura histórica, enquanto presidente da República, de defesa de Israel, da existência do Estado de Israel, e da relação que ele sempre teve com a comunidade judaica aqui no Brasil”, acrescentou o ministro.

Já a primeira-dama, Rosângela “Janja” da Silva disse estar “orgulhosa” de seu marido e que ele chamou de genocida o governo de Netanyahu, não o povo judeu.




Lula e Barroso removem grades que protegiam o STF

Gesto é visto como simbólico com objetivo de demonstrar normalização na democracia do Brasil

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Lula ao lado de Barroso, Janja, Alexandre de Moraes e outros líderes políticos e do judiciário
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Lula ao lado de Barroso, Janja, Alexandre de Moraes e outros líderes políticos e do judiciário

Na tarde desta quinta-feira (1º), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em um gesto simbólico, ordenou a retirada das grades de proteção que circundavam a sede da mais alta corte do país. O ato foi acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrendo durante o intervalo da sessão que marca a abertura do ano do Judiciário.

As grades, que foram instaladas de forma permanente em 2016, passaram a cercar o perímetro do STF em meio aos protestos que eclodiram durante o mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT). A medida visava reforçar a segurança do local diante do ambiente político tenso da época.

No entanto, com a atual conjuntura política, tanto o Palácio do Planalto quanto o Congresso Nacional já haviam tomado medidas semelhantes.

As grades em frente ao Palácio do Planalto foram retiradas em maio de 2023, por determinação do presidente Lula, após uma década de cercamento do prédio.

Da mesma forma, as grades diante do Congresso Nacional foram removidas em março de 2023, por decisão da cúpula legislativa, também após dez anos de isolamento.

A decisão de remover as grades em frente ao STF tem um significado simbólico, representando a retomada da normalidade democrática no país, segundo os líderes políticos e do poder judiciário. Em suas palavras durante o ato, o presidente Barroso ressaltou a importância desse momento.

“É uma bênção podermos realizar esta abertura do ano judiciário sem termos preocupações que não sejam as preocupações normais de um país: crescimento, educação, proteção ambiental e todos os outros valores que estão na Constituição, que nos unem a todos”,

 

 




Janja viaja com comitiva para Arábia Saudita, mas segue direto para COP28 em Dubai

Janja durante a cerimônia de diplomação de Lula. Foto: Lula/Ricardo Stuckert

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, viajou com a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a Arábia Saudita, mas decidiu não ficar no país, seguindo viagem direto para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo fontes do governo, Janja preferiu antecipar a chegada a Dubai para organizar detalhes da agenda de participação do presidente Lula na COP28, a Conferência Mundial do Clima.

Lula participará da cúpula, chegando ao país na quinta-feira (30) e ficando até o dia 3 dezembro pela manhã. Ele fará um discurso mostrando a posição do Brasil no evento e mostrando as credenciais do país para liderar as discussões sobre as mudanças climáticas.

Durante o evento, o presidente também deverá participar de dezenas de encontros com outros líderes mundiais, representantes da ONU e também da sociedade civil.

Segundo fontes do Itamaraty, Lula deverá participar de mais de 10 encontros de alto nível a cada dia durante a COP.

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Janja entra em campo para afastar Centrão de comando do Bolsa Família

Janja durante a cerimônia de diplomação de Lula. Foto: Lula/Ricardo Stuckert

Por Daniel Rittner

Em meio às pressões de partidos do Centrão para ganhar mais espaço no governo, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, gravou um vídeo ao lado do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), cuja pasta é cobiçada pelo PP.

O partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), entregou 40 dos 49 votos possíveis na votação da reforma tributária em primeiro turno. Para se comprometer mais fortemente com o governo, o PP vinha pleiteando o comando do Ministério da Saúde.

No entanto, diante da disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em manter Nísia Trindade na Saúde, o foco da legenda passou a ser o Ministério do Desenvolvimento Social, que está à frente do Bolsa Família e participa ativamente do Programa de Aquisição de Alimentos.

No vídeo gravado na sexta-feira (7), Janja manda um recado indireto a quem pretende assumir o ministério. Ela visitou o gabinete de Wellington Dias e fez o vídeo ao lado dele e de secretárias da pasta – incluindo a secretária de Renda e Cidadania, Eliane Aquino, responsável pelo Bolsa Família.

“Eu estou aqui no MDS, e esse é o coração do governo. O presidente Lula fala que a população mais pobre do Brasil é a prioridade desse governo”, disse Janja. “Então, o Ministério do Desenvolvimento Social é que atende as políticas públicas feitas para essa população, são pensadas aqui”, acrescentou Janja.

“Acabamos de fazer uma reunião muito importante, eu aprendi muito aqui, tirei muitas dúvidas e eu quero contar para vocês que a gente tem muitos projetos muito legais vindo aí pela frente, o Brasil Sem Fome está chegando e a gente está muito feliz. O trabalho, aqui, está acontecendo, e a realidade do Brasil está mudando a cada dia. Todos juntos pela união e reconstrução do Brasil”.




Governo abre canal de denúncia para desigualdade salarial de gênero

Igualdade salarial foi sancionada pelo presidente Lula nesta segunda-feira. Foto: Joédson Alves/ABr
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (3), o projeto de lei que torna obrigatória a igualdade salarial entre homens e mulheres quando exercerem trabalho equivalente ou a mesma função. O PL 1.085/2023 foi aprovado no mês passado pelo Congresso Nacional e agora deverá ser regulamentado por decreto.

O projeto, que agora foi transformado em lei, é de autoria do Executivo, e prevê aplicação de multa ao empregador que descumprir a igualdade salarial para mesmas funções e competências profissionais. A multa será equivalente a dez vezes o valor do novo salário devido. Em caso de reincidência, o valor será dobrado. Atualmente, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é prevista multa de um salário mínimo regional.

“Nesse governo, o empresário que não cumpra [a equivalência salarial], vai ter que enfrentar a legislação brasileira, a lei”, afirmou Lula durante cerimônia de sanção, ocorrida na Base Aérea de Brasília.

Mesmo com pagamento da multa, a pessoa discriminada pode ingressar com pedido de indenização por danos morais. Para dar eficácia à nova lei, o governo federal instituiu canais de denúncia sobre o descumprimento da igualdade salarial por parte de empresas e entidades em geral. As pessoas podem encaminhar os casos por meio de um portal do Ministério do Trabalho ou pelo telefone: Disque 100, Disque 180 ou Disque 158.

No Brasil, uma mulher ganha, em média, 78% dos rendimentos de um homem, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso de mulheres pretas ou pardas, o percentual cai para menos da metade (46%) dos salários dos homens brancos.

“Nós, mulheres, aguardamos por esse dia há pelo menos 80 anos. A obrigatoriedade do salário igual para trabalho igual entre mulheres e homens existe desde 1943 no Brasil, com a implementação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Desde então, houve pouquíssimo avanço nesse sentido”, afirmou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

De acordo com o Palácio do Planalto, não houve vetos ao projeto de lei aprovado pelo Legislativo. Na tramitação no Congresso, os parlamentares fizeram algumas mudanças no texto original. Entre elas, a empresa fica dispensada da exigência de igualdade salarial quando adotar a previsão por meio de negociação coletiva, plano de cargos e salários, regra não estabelecida pela CLT. Pelo projeto, as empresas deverão apresentar relatórios para que fiscais possam comparar os valores pagos a homens e mulheres.

Outras medidas previstas são a disponibilização de canais específicos para denúncias; promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no ambiente de trabalho por meio da capacitação de gestores, lideranças e empregados e empregadas sobre a temática da equidade de gênero no mercado de trabalho, com aferição de resultados; e fomento à capacitação e formação de mulheres para ingresso, permanência e ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições com os homens.

Outras medidas
Durante a mesma cerimônia, o presidente Lula também sancionou a lei que garante, no programa Bolsa Atleta, a manutenção do pagamento da bolsa à atleta gestante ou puérpera.

Outra medida sancionada pelo presidente foi a mudança da Lei 8.906/94, o Estatuto da Advocacia, para incluir o assédio moral, o assédio sexual e a discriminação entre as infrações ético-disciplinares no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).