Presidente do STF diz que Corte está atenta a ‘ataques de inverdades’

Sem citar o presidente da Repúbica, ministro Luiz Fux afirmou que harmonia e independência entre os poderes ‘não implicam impunidade de atos’

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux
Agência Brasil

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux
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BRASÍLIA — Num momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro , o presidente do STF, Luiz Fux, disse que os ministros da Corte estão atentos a “ataques de inverdades”.

Na abertura do dos trabalhos do segundo semestre de 2021, após o recesso de julho, Fux não citou o nome do presidente da República, mas disse que atitudes assim “corroem sorrateiramente os valores democráticos”.

Em outra crítica, sem citar Bolsonaro diretamente, Fux afirmou que o povo brasileiro não quer polarizações, mas “quer vacina, emprego e comida na mesa”.

— Harmonia e independência entre os poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições. Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública.

Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do país; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país — afirmou Fux.

O discurso de Fux era bastante aguardado em razão dos últimos ataques proferidos por Bolsonaro contra os ministros da TSE. O presidente também disse, na semana passada, que o STF cometeu “crime” ao rebater as afirmações feitas por ele de que a Corte retirou seus poderes ao definir que estados e municípios têm competência concorrente para adotar medidas contra a covid-19.

— O brasileiro clama por saúde, paz, verdade e honestidade. Não deseja ver exacerbados os conflitos políticos; quer a democracia e as instituições em pleno funcionamento. Não quer polarizações exageradas; quer vacina, emprego e comida na mesa. Saibamos ouvir a voz das ruas para assimilarmos o verdadeiro diálogo que o Brasil, nesse momento tão sensível, reclama e deseja — disse o ministro.

Além de Fux, compareceram presencialmente à sessão extraordinária a vice-presidente do STF, ministra Rosa Weber, e os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Barroso, que também é o presidente do TSE e defensor do voto eletrônico, tem sido o principal alvo de Bolsonaro.

O presidente da República vem defendendo o voto impresso e neste domingo voltou a ameaçar não haver eleição caso ele não seja adotado.

Desde o ano passado, Bolsonaro repete que o STF tirou os poderes dele para combater os estragos causados pelo coronavírus. Na realidade, o que o tribunal decidiu, em abril do ano passado, foi que estados e prefeituras também teriam autonomia para tomar decisões relacionadas à Covid-19.

Bolsonaro se opôs a medidas que restringem a circulação de pessoas, recomendadas por especialistas para diminuir a proliferação do novo coronavírus. Ao longo da epidemia, ele também defendeu a utilização de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

No discurso, Fux disse que o exercício da presidência do STF nos tempos de “pandemia e dissonâncias” tem sido desafiador, e agradeceu a “colaboração incondicional” dos demais ministros, “que ao meu lado tem unissonamente trabalhado na defesa institucional de nossa democracia e da Suprema Corte do Brasil”.

www.reporteriedoferreira.com.br  Agência O Globo




“Não tenho nenhum indício de fraude na eleição”, diz Aécio sobre 2014

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro declarou ter provas de que a eleição na qual a ex-presidente Dilma Rousseff venceu foi fraudada; deputado negou a afirmação

Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)
Claudio Andrade/Câmara dos Deputados

Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)

Nesta quinta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil , o deputado federal Aécio Neves (PSDB) disse que não há indícios de fraude nas eleições de 2014, que disputou contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alegar ter provas de que a disputa presidencial na qual Dilma venceu por uma pequena margem de votos foi fraudada.

“Não tenho nenhum indício que aponte para fraudes naquela eleição”, disse ele. “Na verdade, os crimes ali cometidos foram de outra ordem. Em razão deles, nós entramos na justiça no TSE. A utilização sem limites da máquina pública, as fake news que tomaram conta do Brasil, o disparo de ilegal de ‘zaps’, dando conta de que eu eleito terminaria com outros programas sociais do governo, utilização da Caixa Econômica, do Correio, do Banco do Brasil, inclusive temas que foram objetos da discussão contra do afastamento da presidente Dilma, que acabou levando ao seu impeachment”.

O deputado disse lamentar que o debate em relação ao aprimoramento do processo eleitoral esteja “circunscrito a quem é a favor ou contra Bolsonaro”. “Eu não sou a favor de Bolsonaro , mas eu sou a favor de nós discutirmos com serenidade aprimoramentos no nosso processo de votação eletrônico”, continuou.

Na ocasião, Aécio também afirmou ver espaço para uma “terceira via” nas eleições de 2022 desde que ela una todos os partidos que estão fora da polarização, mesmo que o candidato não seja do PSDB . “Se pudesse ser do PSDB esse candidato, muito bom, eu adoraria, eu sou do PSDB, sou fundador do PSDB, mas se o candidato tem melhores condições e estiver fora do partido, nós temos que ter o desprendimento, a generosidade, o patriotismo de apoiar essa candidatura”.

O deputado ainda disse ser contra a tentativa de candidatura do governador de São Paulo João Doria (PSDB) à Presidência, porque poderia “isolar o partido”. “Ele certamente deve ter suas virtudes, mas ele nos levaria ao isolamento absoluto.  Sequer o DEM que foi o nosso parceiro desde a fundação do PSDB, estaria aliado a ele, e eu não quero que o PSDB se transforme em um partido nanico nas próximas eleições, porque nós podemos até não vencer essas eleições presidenciais, mas eu acredito muito que após a radicalização está aí colocada, o PSDB reaparecerá como partido da reinstitucionalização da política”, acrescentou.

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Eduardo Bolsonaro é proibido de postar no Facebook após compartilhar vídeo falso

Vídeo foi publicado por seu pai, Jair Bolsonaro; punição dura uma semanaDeputado federal Eduardo e presidente Jair Bolsonaro


Agência Brasil

Deputado federal Eduardo e presidente Jair Bolsonaro

 

Facebook proibiu o deputado federal Eduardo Bolsonaro de publicar ou comentar na rede social por sete dias depois que ele compartilhou um vídeo falso. O conteúdo foi publicado pelo presidente Jair Bolsonaro e diz que o Tribunal de Contas da união (TCU) aponta que 50% das mortes por Covid-19 não aconteceram, de fato, pela doença. A informação foi desmentida pelo TCU e retratada pelo presidente na última semana.

De acordo com a coluna Grande Angular, do Metrópoles, a punição do Facebook ocorreu porque a rede social afirma que não permite informações falsas que podem causar danos físicos, incluindo dados que “organizações de saúde reconhecidas afirmam poder induzir pessoas a acreditar em formas incorretas de cura ou prevenção de doenças ou que podem desencorajar a procura por tratamento médico”.

Ainda segundo a coluna, Eduardo Bolsonaro entrou na Justiça para reverter as restrições impostas pelo Facebook. A defesa do deputado alegou que o vídeo é “mera reprodução dos atos da vida pública” do presidente Bolsonaro e que o “castigo” da rede social foi aplicado “sem dar a este [Eduardo Bolsonaro] a possibilidade de defesa, cerceando direito alheio de maneira unilateral e autoritária”.

Para Karina Kufa, advogada de Eduardo, os parlamentares possuem imunidade em suas declarações e, por isso, fica “evidente que a imposição de restrições ao exercício do uso das redes sociais fere a inviolabilidade civil de manifestação que os parlamentares gozam, já que, inequivocamente, as mídias sociais são instrumento de extensão do mandato parlamentar, na medida em que utilizados como canal de comunicação entre o deputado e os cidadãos brasileiros por si representados”.

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João Azevêdo critica Jair Bolsonaro e afirma: ‘O momento é de vacinar e não de tirar a máscara’

João Azevêdo – (Foto: Sistema Arapuan de Comunicação)

O governador da Paraíba, João Azevêdo fez duras críticas ao presidente  da República Jair Bolsonaro que solicitou um estudo para que as pessoas que já tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 deixem de usar máscara.

“O momento é de vacinar cada vez mais o maior número de pessoas  e não de se abolir o uso do máscara e espero que o Ministro da Saúde Marcelo Queiroga seja sensato ao tomar uma decisão sobre o assunto e não embarque nessa ideia”, disse o governador durante entrevista ao  Programa Rede Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta sexta-feira (11).

Ainda durante a entrevista, o governador deixou claro que o uso da máscara é de fundamental importância  para a segurança e prevenção das pessoas.  “Então, essa idéia do presidente da República de querer abolir o uso da máscara não tem qualquer fundamento e o que a gente precisa no momento é de vacinas, de lutar contra essa doença e não de abrir aguarda para esse mal que já dizimou a vida de milhões de brasileiros”, finalizou  João Azevêdo.

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Governo teme que Guedes fale demais na CPI da Covid; entenda

Recentes declarações polêmicas do ministro da Economia fazem governistas temerem pela convocação de Guedes

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Luciano Rocha

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Aliados do governo e o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), temem que o ministro da Economia , Paulo Guedes ,  seja convocado para depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 . Isto porque Guedes tem dado muitas declarações polêmicas, e uma nova frase chocante pode desgastar ainda mais o governo.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que faz parte do grupo governista que compõe a CPI, disse ao UOL que não acredita que o ministro seja de fato convocado.

“Não vejo motivo nenhum para uma convocação tão estapafúrdia como essa. Não acredito que ela venha a acontecer”, afirmou.

Na última segunda-feira, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta foi ouvido na CPI e fez fortes críticas ao titular da pasta da Economia.

“Esse ministro, ele não soube nem olhar para o calendário [de vacinação] para falar ‘puxa, não tem vacina sendo comercializada no mundo…’. Eu só posso lamentar. O ministro da Economia não ajudou em nada, pelo contrário. Só ligava e falava ‘já mandei o dinheiro, se virem, agora vamos tocar a economia”, disparou.

A equipe econômica está proibida de tocar no assunto, mas alguns deles confessam que Guedes ficou bastante incomodado com as declarações de Mandetta e que, caso tenha que depor, ele precisará passar por algum tipo de treinamento.Sincericídios Nas últimas semanas, Guedes tem disparado frases polêmicas que, na maioria das vezes, depuseram contra ele.

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Governadores afirmam que troca na Saúde será ineficaz se Bolsonaro não mudar comportamento

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Governadores criticaram nesta segunda-feira (15) a atuação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 e disseram que a troca de comando no Ministério da Saúde será ineficaz se o presidente da República não mudar seu comportamento em relação às ações de combate à pandemia.

O governo federal sofre pressão para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deixe o cargo. Deputados do Centrão têm pressionado pela sua substituição diante do desgaste gerado pelo agravamento da crise sanitária de Covid-19 no país.

As declarações dos governadores foram feitas durante uma reunião da comissão temporária do Senado realizada por videoconferência, e destinada a acompanhar as ações de enfrentamento à crise sanitária instalada com a proliferação da Covid-19.

Participaram do encontro o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“Vai trocar o ministro? Não vai adiantar muito, porque o que tem que mudar é o comportamento do governo. O governo tem que passar a coordenar essa ação, que não fez até agora”, afirmou Casagrande.

“É preciso que o governo mude, mas nós não acreditamos muito na mudança do governo, então é importante que o Senado cumpra o papel”, concluiu.

Para Dino, as carências do país no combate à pandemia não devem ser creditadas aos ministros que ocuparam a cadeira durante o período, mas sim a Jair Bolsonaro.

“Acho que tanto o Mandetta, o Teich quanto o atual ministro Pazuello, tentaram dialogar com os governadores. A questão central é de fato mais à cima, é a hierarquia administrativa que tem determinado atitudes de sabotagens em relação aos esforços de estados e municípios”, afirmou o governador do Maranhão.

“Creio que não adianta mudar o ministro se a política continuar a mesma. Se o presidente continuar atrapalhando fica muito difícil qualquer ministro dar certo”, completou.

Leite, do Rio Grande do Sul, afirmou que não há ministro que sobreviva no cargo caso Bolsonaro continue com ações de “sabotagem”.

“Eu não me arvoro a tratar sobre esse tema porque o que eu vi depois da troca de três ministros é que o problema está nas orientações que o presidente dá”, afirmou. “Não há ministro que consiga trabalhar com a sabotagem feita pelo próprio presidente da república às medidas necessárias ao combate ao coronavírus”, disse o governador.

Segundo ele, o atual ministro, Eduardo Pazuello, sempre foi “gentil” e “atencioso”, mas não conseguiu avançar nas ações de enfrentamento à Covid por orientação de Bolsonaro.

“Quando precisamos avançar na articulação internacional por vacina e no apoio para medidas de distanciamento são dois problemas que o presidente não tem ajudado e fica difícil exigir que o ministro da saúde consiga resolver”, declarou. “Precisamos especialmente de um presidente sensibilizado. Se não for para oferecer ajuda, que seja para parar de oferecer ataques e agressões e atrapalhar o processo de enfrentamento da pandemia”, afirmou Leite.

‘Negacionista’

Em sua fala, o governador João Doria chamou Bolsonaro de ‘negacionista’ e disse que ele promove um genocídio no país. O governador de São Paulo defendeu ainda a condenação do presidente da República em tribunais internacionais, em razão da sua conduta durante a crise sanitária.

“Temos um presidente da República ‘negacionista’, que desde março do ano passado quando deveria dar exemplo, como líder do país, deu exemplos lamentáveis de negacionismo, participou de atividades, estimulou atividades, não usou máscaras, qualificou de maricas quem usa máscara, de covarde quem fica em casa, apostou em uma única vacina”, criticou Doria.

“Jair Bolsonaro será condenado por tribunais internacionais, porque o que ele está promovendo no Brasil é um genocídio. Nós estamos matando os brasileiros, é inacreditável isso”, declarou Doria.

“O Brasil hoje é um mar de morte e um oceano de incompetência, tendo como capitão o mito Jair Bolsonaro. Meu repúdio a este homem, meu repúdio aos ‘negacionistas’”, afirmou.

www.reporteriedoferreira.com.br     /G1




Troca na Saúde: Bolsonaro vai se reunir com cardiologista Ludhmila Hajjar

Defensora do isolamento social e da vacinação em massa, médica é a mais cotada para substituir Pazuello no comando da pasta

Cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar pode ser a substituta de Pazuello na Saúde
Reprodução

Cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar pode ser a substituta de Pazuello na Saúde

Cotada para substituir Pazuello no Ministério da Saúde , a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar já desembarcou em Brasília para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. 

A médica é bem relacionada em Brasília, e conta com o apoio de partidos do centrão, como o PP e o DEM, que  pressionam Bolsonaro pela mudança no comando da Saúde em meio ao recrudescimento da pandemia.

Foi a cardiologista quem tratou o próprio Pazuello na época em que ele contraiu Covid-19, além de outras figuras como o ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, o ministro Dias Toffoli quando a presidência o Supremo, e também os ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Em entrevistas no ano passado, Hajjar defendeu medidas mais rígídidas de distanciamento social para conter a pandemia e fez comentários contrários ao uso da cloroquina. Ela também é defensora da vacinação em massa como única maneira de conter a Covid-19.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Ig




Ex-ministro culpa Bolsonaro e Pazuello por “desastre” de gestão durante pandemia

General Santos Cruz acusa o presidente de “desmoralizar política de saúde pública”

General Santos Cruz, ex-ministro do governo Bolsonaro
Flickr Monusco

General Santos Cruz, ex-ministro do governo Bolsonaro

 O ex-ministro da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, aponta o  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como responsável pela crise de saúde pública enfrentada pelo país durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), em entrevista divulgada nesta quinta-feira (4).

“Sempre tem um responsável pelas coisas. O responsável é o presidente”, avalia o general. “Uma pandemia que é absolutamente mal coordenada, mal liderada, sem liderança desde o início” critica o ex-ministro, demitido por Bolsonaro em junho de 2019 após divergências com a ala ideológica do governo.

Nesta quinta-feira (3), durante discurso em evento em Goiás, o chefe do executivo declarou que é preciso parar “de frescura e de mimimi” em relação a pandemia , e questionou: “vão ficar chorando até quando?”.

Na entrevista publicada pela Headline Brasil, o militar critica as falas do presidente, que para ele “tentam todos os dias desmoralizar a política de saúde pública”, e que por conta disso, não há como criar uma  política nacional de combate a pandemia, já que Bolsonaro constantemente ataca decisões do STF e de estados e municípios.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Ig




Defensor da Cloroquina, dono da Havan é internado com Covid-19

Empresário bolsonarista afirma ser a favor de medidas preventivas contra a doença com uso de medicamentos sem comprovação científica

Havan
Divulgação

Mãe e esposa do empresário também estão internadas em decorrência da doença

O empresário bolsonarista Luciano Hang foi internado no começo desta semana no Hospital Sancta Maggiore , no bairro do Morumbi, na capital paulista. Proprietário da rede de lojas Havan , Hang foi diagnosticado com Covid-19 e seu quadro de saúde é considerado estável.

A esposa do empresário, Andrea Hang, também foi testada positivo para a doença e está na enfermaria do hospital. No entanto, Regina Modesti Hang, de 82 anos, mãe de Luciano, está internada em estado grave na UTI da unidade.

Hang é um dos defensores de Jair Bolsonaro e segue fielmente as ideias propagadas pelo presidente. Dentre elas, o tratamento precoce para a Covid-19 com uso de medicamentos como a cloroquina, azitromicina e ivermectina. Entretanto, não há comprovação científica sobre a eficácia dos remédios no combate à doença.

O hospital conveniado a rede Prevent Senior informou que não pode passar as informações sobre seus pacientes. Em nota, a Havan disse não tem detalhes sobre a internação do empresário.

 




Bolsonaro sobre 2022: ‘Se a gente não tiver voto impresso, pode esquecer a eleição’

Em suas férias em São Francisco do Sul (SC), Jair Bolsonaro retomou uma de suas obsessões: a aprovação de uma PEC que institua o voto impresso.

Segundo o relato da Folha, o presidente passou cerca de 25 minutos cumprimentando apoiadores, quando um deles perguntou: “Falta muito para chegar 2022, para apertar [o botão da urna] de novo, presidente?”.

Ao que Bolsonaro respondeu: “Se a gente não tiver voto impresso, pode esquecer a eleição”.

O jornal paulistano lembra que, em março deste ano, o presidente afirmou que houve fraude eleitoral em 2018 —pleito que ele venceu— e que foi eleito no primeiro turno. Na ocasião, disse que tinha provas da fraude. Nunca as apresentou.

Parece desculpa esfarrapada para uma eventual derrota, preparada com dois anos de antecedência. Ou preparação do terreno para imitar Donald Trump (mais uma vez) e não reconhecer um resultado desfavorável.

www.reporteriedoferreira.com.br o antagonista