Conselho da ONU faz reunião de emergência sobre guerra Israel-Hamas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta segunda-feira (30) em Nova York de reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para tratar da guerra entre Israel e o Hamas. Será às 15h (horário local, 16h no Brasil).

Será mais uma tentativa de definir medidas para garantir o acesso da população de Gaza à assistência humanitária e proteger os civis. O Brasil preside o colegiado até esta terça-feira (31).

Desde a primeira reunião do Conselho de Segurança para debater o avanço da guerra, pelos menos quatro propostas de resoluções foram vetadas pelos países que fazem parte do órgão das Nações Unidas. Foram duas propostas da Rússia, uma do Brasil e outra dos Estados Unidos.

O Conselho de Segurança da ONU é o responsável por zelar pela paz internacional. Ele tem cinco membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Fazem parte do conselho rotativo Albânia, Brasil, Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes.

Contato

Sábado (28), o Escritório de Representação do Brasil em Ramala, na Cisjordânia, informou que retomou o contato telefônico com os brasileiros que estão nas cidades de Rafah e Khan Yunis, ao sul da Faixa de Gaza. Bombardeios derrubaram a rede de telefonia na última sexta-feira.

Segundo a representação brasileira, a comunicação foi restabelecida e não há relatos de pessoas feridas em decorrência dos bombardeios. O grupo é formado por 34 pessoas, sendo 24 brasileiros, sete palestinos em processo de imigração e três palestinos familiares. Eles aguardam sinal verde do governo egípcio para serem resgatados e retornarem ao Brasil.

Agência Brasil




“Risco da guerra virar conflito regional é real”, diz presidente da Comissão Europeia

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, faz discurso sobre o Estado da União no Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França. foto: reuters

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O risco de que a guerra Israel-Hamas se transforme em um conflito regional no Oriente Médio é real, disse a presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, durante discurso em um think tank conservador de Washington na quinta (19).

Como exemplo, Von der Leyen mencionou os confrontos entre manifestantes e policiais registrados em vários países, como Líbano e Jordânia, ao longo dos últimos dias, em protestos que se opunham às ações de Tel Aviv.

“Israel sofreu o maior ataque terrorista de sua história”, afirmou em fala no Hudson Institute. “O Hamas os atacou simplesmente porque eram judeus, porque estavam vivendo no Estado de Israel. Só há uma resposta dos países democráticos: seguimos com Israel.”

Em uma breve passagem, antevendo críticas, sinalizou que “não há contradição entre ser solidário a Israel e agir para que palestinos [de Gaza] recebam ajuda humanitária”.

Ela também comparou o Hamas à Rússia, há mais de 600 dias em guerra contra a Ucrânia. “Ambos têm um modo bárbaro de lutar”, disse, mencionando ataques que mataram crianças.

Sobre o conflito no Leste Europeu, dedicou seu discurso a uma lista de menções ao presidente Vladimir Putin. “Putin achou que tomaria a Ucrânia em questão de dias, e errou”, disse. “Também achou que a Europa hesitaria em responder, mas fomos rápidos”, seguiu.

“Colocamos nossa casa em ordem e seguimos unidos contra Putin”, afirmou, referindo-se às estratégias europeias para se desvencilhar da dependência do gás natural russo, um dilema enfrentado desde o início do conflito. “Queremos garantir que o custo da guerra para os russos siga subindo.”

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EU PREFIRO FICAR DO LADO DA PAZ Por Rui Leitao 

EU PREFIRO FICAR DO LADO DA PAZ Por Rui Leitao

 

Eu costumo não ter lado quando recebo notícias de guerras deflagradas. A estupidez de um confronto bélico entre nações não me permite tomar partido por qualquer um dos lados. De ambos os lados vemos famílias dilaceradas, inocentes serem assassinados, corações destruídos, filhos sem pais, etc. Nada justifica esses atos de barbárie.

 

Na guerra do Oriente Médio iniciada recentemente, não vejo como entender que um dos oponentes esteja com a razão. A iniciativa do grupo terrorista Hamas, no ataque a Israel, é condenável em todos os sentidos. Porém, a reação do governo israelense é tão incivil quanto a do grupo terrorista palestino. Não há contexto histórico, ou explicações político-ideológicas, nem convicções de fundamentalismo religioso que expliquem tal desumanidade.

 

O ataque do Hamas à população civil de Israel é abominável e de acordo com o direito internacional se configura um crime de guerra. No entanto, a extrema direita de Israel, comandada por Netanyahu, com o interesse político de bloquear a formação do Estado Palestino, considera os habitantes da área territorial da Faixa de Gaza como massa excedente, que precisa desaparecer, com bombardeios matando milhares de palestinos que não são terroristas como os integrantes do Hamas. Não estão sabendo separar o joio do trigo.

 

São povos irmãos que se tornaram inimigos. É inadmissível o genocídio que está sendo praticado na Faixa de Gaza, assim como também é intolerável o violento ataque que o Hamas tem produzido a civís de Israel. Deus não tem favorito nessa guerra. Porque Deus é amor. Jesus foi um pregador da paz e da fraternidade. O conflito entre Israel e Palestina existe há muitos anos e afeta a vida de milhares de pessoas. O Israel bíblico não é o Israel governado pelo extremista Netanyahu. Nem os terroristas do Hamas representam a causa palestina. Agora, o que se vê, é muito mais do que uma guerra, é um massacre humano mútuo, uma barbárie sem precedentes.

 

É preciso encontrar uma solução pacífica em que palestinos e israelenses entendam que é importante respeitar os limites estabelecidos para a coexistência de duas nações. Abdicarem, de uma vez por todas, do exercício da política de terror, onde as maiores vítimas são civis, principalmente idosos e crianças, que nada têm a ver com os propósitos políticos dos governantes que patrocinam o conflito. Como usar o nome de Deus praticando ações de destruição e morte? É inconcebível isso. Não é uma questão de ficar em cima do muro, é a de defender a retomada do processo de paz no Oriente Médio. Posso desagradar alguns que já fizeram sua escolha de lado nessa guerra. Eu prefiro ficar do lado da paz.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão, jornalista, advogado, poeta e escritor




EUA dizem que Hamas dificulta abertura da fronteira de Gaza com Egito

Palestinos e estrangeiros, incluindo brasileiros de Gaza, estão em Rafah, cidade fronteiriça

Reprodução/ONU

Gaza destruída

Os Estados Unidos acusaram o grupo extremista Hamas neste domingo (15) de dificultar um acordo para a passagem de cidadãos estrangeiros na fronteira entre o sul da Faixa de Gaza e o Egito.

Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, afirmou que a abertura da fronteira já foi negociada entre os governos de Israel e Egito, no entanto, Hamas travou a passagem.

“Os egípcios concordaram em permitir que os americanos cruzassem a fronteira por Rafah (a cidade fronteiriça). Os israelenses garantiram que tentariam, no que cabe a eles, manter a área segura. Ontem (14) tentamos retirar um grupo (de cidadãos norte-americanos), mas a questão foi que o Hamas impediu que isso acontecesse”, disse Sullivan à CBS.

Palestinos e estrangeiros, incluindo brasileiros de Gaza, estão em Rafah,  cidade que faz fronteira com o Egito. Uma aeronave da Presidência da República do Brasil – um VC-2 com capacidade para até 40 passageiros, mais tripulantes – já está em Roma, na Itália, aguardando para seguir viagem para o Egito e resgatar brasileiros de lá.

O acordo permite somente a saída de estrangeiros pela fronteira. O Hamas e o governo do Egito declararam que palestinos devem permanecer no local.

O número de mortos na guerra entre Israel e o grupo palestino armado Hamas já passa dos 3.700 neste domingo (15). Ao todo, são 1.400 israelenses mortos, segundo autoridades de Israel, e 2.329 palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino.

Os feridos somam pelo menos 13 mil pessoas desde o início do conflito, sendo 3.400 israelenses e cerca de 9.714 em Gaza.




Hezbollah e Israel trocam ofensivas militares nesta terça-feira (10)

A escalada de violência teve início depois que Israel declarou guerra contra o grupo radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza

Reprodução/Flipar

O conflito começou no sábado e já matou milhares de pessoas, entre israelenses e palestinos

De acordo com informações do The Spectator Index, nesta terça-feira (10), além de continuar a ofensiva ao Hamas, Israel também trocou ataques com o Hezbollah , grupo islâmico libanês que também se opõe ao país e luta pela implementação de um Estado Muçulmano.

Primeiro o Hezbollah atacou um tanque israelense usando um míssil teleguiado. O país, então, retaliou: um helicóptero de ataque israelense ataca posto de observação do Hezbollah no sul do Líbano.

Até então, mesmo com a troca de ofensivas com o Hezbollah, o principal alvo de Israel é o Hamas, grupo armado – e com atuação política – que controla a Faixa de Gaza.

Durante a manhã, as Forças de Defesa israelenses comunicaram ataques a “alvos terroristas pertencentes à organização terrorista Hamas na costa da Faixa de Gaza”.

Na ofensiva, um barco de pesca teria sido atingido por foguetes, pegando fogo no porto de Gaza, enquanto mais foguetes caíam na água. Até o momento, não há mais informações sobre outros alvos e de possíveis vítimas.

O Hamas também disparou uma leva de foguetes da faixa de Gaza e do sul do Líbano em direção a Israel, “em resposta ao deslocamento de civis em Gaza”.

Antes do ataque, um porta-voz do Hamas emitiu um alerta aos moradores da cidade israelense de Ashkelon, para que deixassem a cidade antes das 17h, no horário local (11h, horário de Brasília).

O conflito começou no último sábado, após um ataque-surpresa do Hamas a Israel, que foi retaliado com mais uma ofensiva e declaração de estado de guerra.  O número de mortos já ultrapassou 1670 pessoas – 900 israelenses e 770 palestinos.

O número real, no entanto, pode ser muito maior, visto que o governo de Israel declara ter encontrado cerca de 1500 corpos , supostamente combatentes do Hamas, nas proximidades da fronteira com a Faixa de Gaza.

Por Ig




Hamas está ‘aberto a discutir trégua’ com Israel, diz líder do grupo

Líder disse que grupo já “atingiu seus objetivos”

Por

Ansa|iG Último Segundo

Soldados israelenses lançam mísseis na fronteira de Gaza
Reprodução Twitter/X

Soldados israelenses lançam mísseis na fronteira de Gaza

Moussa Abu Marzuk, um dos líderes do Hamas , declarou à Al Jazeera que o grupo “atingiu seus objetivos” e está aberto a discutir sobre uma possível trégua com Israel.

Em uma entrevista por telefone, ele disse que o Hamas está aberto a “todos os diálogos políticos”, quando foi perguntado se estaria disposto a um cessar-fogo.

Ele também declarou que o Hamas capturou dezenas de cidadãos israelenses com dupla cidadania, incluindo cidadãos russos e chineses.

O conflito

No último sábado (7), o grupo  Hamas realizou a maior ofensiva dos últimos anos contra Israel, que declarou guerra como resposta. Ao reivindicar o ataque, o Hamas afirmou que esse é o início de uma grande operação para retomar território e que se trata de uma resposta à “agressão sionista”.

O ataque de sábado desencadeou uma série de ofensivas tanto do grupo Hamas quanto de Israel,  deixando mais de 1,2 mil mortos.

Nesta segunda-feira (9), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a resposta do país ao Hamas “mudará o Oriente Médio”.  No sábado, ele já havia dito que a formação ofensiva israelense “continuará sem reservas e sem tréguas até que os objetivos sejam alcançados”.




Israel e Hamas concordam em cessar-fogo após 11 dias de conflito

Mediado pelo Egito, o cessar-fogo “mútuo e simultâneo será iniciado às 2 horas de sexta-feira (20 horas no horário de Brasília)

Israel e Hamas concordam em cessar-fogo na Faixa de Gaza
O Antagonista

Israel e Hamas concordam em cessar-fogo na Faixa de Gaza

O gabinete de segurança de Israel aprovou na noite desta quinta-feira, 20, um cessar-fogo na Faixa de Gaza , após onze dias de bombardeio contra instalações e membros do grupo terrorista Hamas e da Jihad Islâmica.

Tanto as Forças Armadas de Israel quanto o grupo terrorista Hamas concordaram em iniciar uma trégua na madrugada desta sexta, 21. A agência de notícias Shehab , ligada ao Hamas, confirmou o acerto para um “ cessar-fogo recíproco “.

Nesta quinta, o Hamas lançou mais de 300 foguetes contra Israel (foto), que atacou 30 bases de lançamento na Faixa de Gaza.

Para monitorar a trégua e se certificar de que novos projéteis não serão lançados, representantes do Egito, país que ajudou nas negociações, irão para a Faixa de Gaza nas próximas horas.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Crusoé | | O Antagonista




Dezenas de pessoas morrem esmagadas em festival em Israel

O governo israelense confirmou até o momento 40 mortos e mais de 65 feridos no acidente em Monte Meron, no norte do país

Dezenas de ambulâncias foram mobilizadas para socorrer as vítimas

Dezenas de ambulâncias foram mobilizadas para socorrer as vítimas

REPRODUÇÃO TWITTER

Pelo menos 40 pessoas morreram e mais de 65 ficaram feridas, nesta quinta-feira (29), após serem esmagadas durante uma confusão em um festival religioso ultra ortodoxo com mais de 100 mil participantes perto do Monte Meron, na Galileia, no norte de Israel. O acidente aconteceu pouco depois da meia-noite de sexta-feira no horário local (18h no horário de Brasília).

As primeiras informações reportam um corre-corre em massa durante o festival do Lag B’Omer, mas um vídeo que mostra os socorristas retirando feridos indica que o acidente pode ter acontecido após o desabamento de uma das arquibancadas.

Segundo o jornal Times Of Israel, pelo menos 20 pessoas foram levadas para hospitais da região em estado grave. Os responsáveis pelo resgate afirmaram que a superlotação do local contribuiu para o elevado número de mortes. O primeiro ministro Benjamin Netanyahu se manifestou e classificou o evento como “um desastre terrível” e que “todos estão orando para a recuperação dos feridos”.

No vídeo abaixo, é possível ver uma imensa quantidade de pessoas descendo uma passagem estreita. Segundo o jornalista Israel Cohen, que postou as imagens, foi nesse local que a tragédia aconteceu.

Em outra imagem, as pessoas que estão no topo da passagem parecem cair para cima das outras.

Um policial relatou que dezenas de espectadores teriam “escorregado e caído” nas pessoas que estavam abaixo deles na passagem, causando um efeito dominó. Já um representante da IDF (as forças de segurança israelenses), que mandou uma equipe de resgate, afirmou que um telhado desabou no local, possivelmente se referindo ao espaço abaixo da passagem.

“Os momentos após o grande desastre. A polícia quebrou o ferro para resgatar as pessoas”, diz o texto escrito pelo jornalista israelense Moshe Nayes, que acompanhava o evento.

Em outro vídeo postado por ele antes do acidente, é possível ver centenas de pessoas pulando simultaneamente nas arquibancadas durante um dos shows.

O festival é realizado no Monte Meron e o show em que aconteceu o acidente acontecia em um palco próximo ao túmulo de um importante profeta judaico do século 2 d.C., Shimon bar Yochai.

Além dos 100 mil que já estavam presentes no local, os organizadores esperavam a chegada de outros 100 mil participantes na manhã desta sexta-feira (30). A polícia e agentes de segurança discutiam a possibilidade de fechar as rotas de chegada, mas não chegaram a um consenso.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Agências




5 afirmações ditas por Bolsonaro na ONU que não são bem assim; veja

 

Em seu discurso na abertura na 75ª Assembleia Geral da ONU, presidente não poupou de se esquivar de polêmicas e minimizar crises internas

TV Brasil/Reprodução

Bolsonaro falou sobre novo coronavírus durante discurso na ONU

Em seu discurso na abertura na 75ª Assembleia Geral da ONU , o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não poupou de se esquivar de polêmicas. Mais uma vez, Bolsonaro usou o discurso para ecoar suas convicções. O iG preparou uma lista com as declarações polêmicas de Jair Bolsonaro em seu discurso desta terça-feira (22). Do apoio a Donald Trump ao valor pago no auxílio emergencial. Confira:


Apoio a Donald Trump 

Bolsonaro fez, novamente, elogios ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em seu discurso, fez questão de ressaltar a importância do papel ‘pacífico’ do presidente americano, principalmente nas questões que envolvem a questão Israel-palestina.

“O Brasil saúda também o Plano de Paz e Prosperidade lançado pelo Presidente Donald Trump, com uma visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços, retomar o caminho da tão desejada solução do conflito israelense-palestino. A nova política do Brasil de aproximação simultânea a Israel e aos países árabes converge com essas iniciativas, que finalmente acendem uma luz de esperança para aquela região”.

Já não é de hoje que Bolsonaro tenta alinhar as agendas dos dois países a fim de estreitar as relações com o presidente americano, como, por exemplo, quando participou de um  almoço no dia da independência americana, com o embaixador do país aqui no Brasil, para comemorar a data.

Combate à cristofobia 

O presidente do Brasil afirmou, ao final de seu discurso que o mundo vive um momento em que cristãos sofrem preconceito, mas sem especificar detalhes. “Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à  cristofobia”. 

Os evangélicos são hoje uma das principais forças políticas do país e sua bancada representa mais de 21% da Câmara dos Deputados, por exemplo. Do outro lado, entretanto, o Brasil tem visto a ocorrência de intolerância religiosa que, com frequência, atingem praticantes de religiões afro-brasileiras, com agressões e destruições de templos de umbanda e candomblé.


Pandemia de Covid-19 

O presidente também eximiu o governo federal de maiores responsabilidades com relação à condução da crise sanitária que afetou o país. Segundo ele, o governo sempre alertou para os perigos da doença e do desemprego.

“Desde o princípio, alertei, em meu país, que tínhamos dois problemas para resolver: o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”.

E complementou atacando a imprensa: “Como aconteceu em grande parte do mundo, parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema “fique em casa” e “a economia a gente vê depois”, quase trouxeram o caos social ao país”.

Com o discurso contraditório, Bolsonaro esqueceu de mencionar que ele próprio usou um canal oficial do governo para afirmar que a ‘gripezinha’ não deveria ser levada a sério e que a vida deveria continuar. Além disso, por diversas vezes, minimizou os efeitos da pandemia e, ao contrário do que afirmou, não alertava a população desde o início da grave situação que o país atravessava e ainda atravessa.

Auxílio Emergencial  

Bolsonaro reivindicou para si a autoria do  auxílio de R$ 600 para as pessoas em situação mais vulnerável.

“Nosso governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior. Concedeu auxílio emergencial em parcelas que  somam aproximadamente 1000 dólares para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo”.

Apesar do discurso, Bolsonaro relutou até o fim contra a concessão do benefício. Durante o processo de votação das medidas no Congresso Nacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que seu limite seria de R$ 200. Mas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, puxou o valor para R$ 500 e, no final, o governo concordou em fechar o valor em R$ 600, em uma manobra de concessão política aos parlamentares.

Mais recentemente, o presidente tomou para si a responsabilidade da ação e tem usado o auxílio como ferramenta eleitoral e de aumento de popularidade, principalmente na região nordeste do país.

Brasil em chamas 

20% do Pantanal já atingido pelas queimadas e um aumento de 28% de queimadas no mês de julho na Amazônia.  Os números parecem não convencer o presidente da seriedade da situação que o país enfrenta no aspecto ambiental. Ao invés disso, Bolsonaro prefere afirmar que o país está sendo vítima de “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”.

“A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil. Somos líderes em conservação de florestas tropicais. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo. Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono”.

E completou: “O nosso Pantanal, com área maior que muitos países europeus, assim como a Califórnia, sofre dos mesmos problemas. As grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”.

Bolsonaro esqueceu de mencionar os números recordes de queimadas que o país vive em seus principais biomas nacional e em como o governo federal é omisso em relação ao tema, já que, diversas vezes, ministros e aliados do presidente minimizaram as queimadas.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) afirmou que a alta nos incêndios está diretamente relacionada ao desmatamento.

Os dados também mostraram que a proporção de áreas grandes (com mais de 500 hectares) desmatadas entre 2018 e 2019 foi a maior em dez anos. Isso indica que grandes produtores também podem estar diretamente envolvidos na grilagem de terras, com o objetivo de tornar as áreas em grandes pastos ou plantações.

Frase bônus:

“ Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle, acarretando severos danos ao meio ambiente e sérios prejuízos nas atividades de pesca e turismo. O Brasil considera importante respeitar a liberdade de navegação estabelecida na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”.

O vazamento de óleo, em 2019, atingiu mais de 2 mil quilômetros do litoral das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. As investigações levaram à suspeita de que o incidente tenha se originado do petroleiro Bouboulina, de origem grega. A embarcação havia sido carregada na Venezuela, e seguiria para a Cidade do Cabo, na África do Sul.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Ig




Embaixador da China em Israel é encontrado morto em casa

Du Wei tinha 57 anos, era diplomata de carreira e vinha divulgando ativamente os posicionamentos da China em meio à pandemia do novo coronavírus desde que chegou a Israel, em fevereiro

AE Agência Estado
(foto: AFP / Jack GUEZ)
(foto: AFP / Jack GUEZ)

O embaixador da China em Israel, Du Wei, foi encontrado morto em sua casa ao norte de Tel Aviv neste domingo, 17, de acordo com autoridades israelenses. A causa da morte não foi esclarecida, mas as autoridades afirmam que não há indícios de crime. De acordo com veículos israelenses, o mais provável é que ele tenha sido vítima de um ataque cardíaco. Já a mídia estatal chinesa afirma que as evidências preliminares apontam para complicações de saúde, mas que “ainda são necessárias investigações adicionais”.

Du Wei tinha 57 anos, era diplomata de carreira e vinha divulgando ativamente os posicionamentos da China em meio à pandemia do novo coronavírus desde que chegou a Israel, em fevereiro. Nas últimas semanas, o país entrou na rota das crescentes tensões comerciais e políticas entre a China e os Estados Unidos. O governo Trump pressiona Israel a adotar uma linha mais dura com a China, particularmente nas decisões de investimentos de Pequim em infraestrutura e na relação com empresas israelenses.
Embora receptivo às preocupações norte-americanas, Israel também vê a China como um mercado importante para empresas e produtos israelenses, além de fonte de investimento estrangeiro. O Ministério das Relações Exteriores da China não comentou a morte Fonte: Dow Jones Newswires.
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