Integrantes da Polícia Militar da PB em atos de Brasília têm nomes revelados

Foto: Lucas Neves/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Polícia Militar da Paraíba (PMPB) investiga dois integrantes da corporação suspeitos de participação nos atos de vandalismo ocorridos na sede dos Três Poderes da da República, em Brasília, em 8 de janeiro deste ano. A reportagem teve acesso aos nomes e aos postos dos servidores públicos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação).

A Corregedoria Auxiliar da PMPB tomou conhecimento dos seguintes policiais militares:

 – Major Onilda Patrícia de Medeiros Silva, da Reserva Remunerada;

 – Sargento Rogério Caroca Barbosa, da Guarda Militar da Reserva.

A Corregedoria Auxiliar da PMPB disse que investiga os servidores por meio de uma sindicância acusatória disciplinar. A corporação ainda informou que os documentos da investigação foram encaminhados à Diretoria de Gestão de Pessoas para publicação das respectivas portarias, que contém instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos.

Ex-primeira-dama investigada

Na última semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) demandou aprofundamento da investigação quanto ao envolvimento de Pâmela Bório (PSC), ex-primeira-dama da Paraíba, no núcleo de executores materiais desses atos criminosos.

Pâmela é militante bolsonarista e esteve na Esplanada dos Ministérios, no Distrito Federal (DF). Ela gravou e postou nas redes sociais vídeos durante os atos. Em outro procedimento jurídico, o ex-governador Ricardo Coutinho (PT), pediu na Justiça a guarda do filho dele com Pâmela justificando a participação da mãe nas ações na capital federal.

 

No mesmo documento assinado pelo subprocurador-geral Carlos Frederico dos Santos, foi emitido parecer contrário ao pedido de prisão de Pâmela e dos integrantes do Partido Liberal: Wallber Virgolino, Cabo Gilberto, Eliza Virgínia e de Nilvan Ferreira, além da suspensão imediata de acesso a perfis em redes sociais registradas em nome deles.

Para Cabo Gilberto, eleito deputado federal, a PGR indicou o encaminhamento de cópia da representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.




Com Centrão, Bolsonaro tem base de 206 deputados para barrar impeachment

Ao fechar acordo com o Centrão, Bolsonaro garantiu uma base governista de 206 deputados na Câmara dos Deputados. Eles são suficientes para barrar um eventual processo de impeachment. Com 172 votos, ele já fica livre do processo

Jair Bolsonaro e Câmara dos Deputados
Jair Bolsonaro e Câmara dos Deputados (Foto: Marcos Corrêa/PR | Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

247 – Com a entrega de cargos ao Centrão, Jair Bolsonaro tem uma base de pelo menos 206 aliados na Câmara, o que representa 40% do total de deputados. Juntos, os parlamentares são suficientes para barrar um eventual processo de impeachment ou uma denúncia contra ele -uma base de 172 deputados é suficiente para isso. Só não teriam capacidade para aprovar reformas sem o apoio de outros partidos ou de correligionários que resistem em apoiar o Executivo.

O líder do PP, deputado federal Arthur Lira (AL), arregimentou 129 parlamentares de dez partidos, de acordo com levantamento feito pelo jornal Valor Econômico. O parlamentar é cotado para substituir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara a partir de 2021.

A base de Bolsonaro, com 206 deputados, é composta por 129 integrantes de partidos do Centrão, 43 parlamentares de sete partidos alinhados com Rodrigo Maia e 34 filiados ao PSL.

Desde março, o presidente da Câmara e líderes partidários estão cumprindo um acordo de priorizar a votação de propostas sobre o combate ao coronavírus. São pautas com voto favorável até da oposição. Mas ainda não há consenso, por exemplo, sobre por quanto tempo e qual deve ser o valor das novas parcelas do auxílio emergencial criado para combater os efeitos da crise. Maia demonstrou ser favorável a prorrogar o benefício por dois meses, com duas parcelas de R$ 600. O governo quer uma redução escalonada, com três parcelas, de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

Ao todo, 73 parlamentares querem independência em relação ao Palácio do Planalto nesses partidos. Eles fazem parte dos seguintes partidos: PP, PSD, Solidariedade, Republicanos, PTB, PL, Pros, PSC, Patriota e Avante. Já deputados do MDB, do DEM e do PSDB, por exemplo, sinalizam alinhamento ao governo.

A aproximação entre Bolsonaro e os partidos do Centrão ocorre em meio às dificuldades de governabilidade e de retomada do crescimento econômico. Também vale ressaltar que avançaram envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O Supremo Tribunal Federal investiga, ainda, acusações do ex-ministro Sérgio Moro de que Bolsonaro tentou intervir na Polícia Federal. Outra linha de investigação é o inquérito das fake news, que tem como um dos principais alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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