TCE-PB volta a julgar indicação de Alanna Galdino nesta quarta,30

O Pleno do Tribunal de Contas da Paraíba volta a julgar nesta quarta-feira (30) a indicação de Alanna Galdino para ser conselheira da Corte. O julgamento foi adiado na última quarta-feira (23) após um pedido de vista do Ministério Público de Contas.

Na última sessão, a maioria do Colegiado votou pela legalidade do nome de Alanna, que foi enviado pela Assembleia Legislativa da Paraíba para sanção do governador João Azevêdo. O relator do processo, o conselheiro Nominando Diniz, entendeu que Galdino preenche todos os requisitos constitucionais para integrar o Tribunal.

“Entendo que a conselheira nomeada Alana Camila dos Santos Vieira preenche este requisito constitucional. Por isto, com fundamento no que aqui foi exposto, voto para negar pretensão cautelar proposta, julgar num mérito improcedente à representação, rejeitar declaração de nulidade do ato de nomeação da senhora Alana Camilo dos Santos Vieira pela Assembleia Legislativa, julgando constitucionalmente regular, preservando integralmente sua validade e eficácia”, pontuou Nominando.

Entrave judicial

No dia 3 de abril, a juíza Virgínia Fernandes, da 5ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu a indicação de Alanna Galdino para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A ação foi movida pelo ex-prefeito de Pocinhos, Cláudio Chaves. Alanna é filha do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos).

No despacho, a juíza levantou a necessidade de realização de sabatina com a indicada, o que não aconteceu por parte da Assembleia no processo legislativo.

Reviravolta

Um dia depois, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho, concedeu uma liminar suspendendo a decisão judicial que barrava a indicação de Alanna Galdino como conselheira do Tribunal de Contas do Estado.

No despacho, que o Blog Wallison Bezerra teve acesso, o desembargador afirmou que, apesar da decisão da juíza Virgínia Fernandes, da 5ª Vara da Fazenda, apontar falhas procedimentais, que “viciam a indicação” de Alanna, “não há ligações das falhas procedimentais com a moralidade administrativa”.

“Noutras palavras, observa-se que a decisão liminar ora impugnada não apresenta análise técnica que estabeleça nexo direto entre as supostas falhas procedimentais e uma efetiva ofensa ao princípio da moralidade administrativa”, diz Coutinho.

O que falta para votar a indicação?

Ao retornar o julgamento, o Ministério Público de Contas, que pediu vista, vai emitir o parecer referente a indicação de Alanna para compor a Corte. Com base neste posicionamento, os conselheiros votam o processo.

www.reporteriedoferreira.com.br/MaisPB




Polícia Federal faz buscas em secretarias da PMJP e investiga indicação de cargos por detento

A Polícia Federal realiza hoje a Operação Mandare, em ação articulada com a Polícia Militar do Estado da Paraíba. A ação tem por objetivo desarticular e aprofundar a coleta de elementos de prova acerca de um grupo criminoso que atua em João Pessoa e região metropolitana.

Estão sendo cumpridos mandados de busca nas secretarias de Saúde, Direitos Humanos e Cidadania e na Empresa de Limpeza Urbana de João Pessoa. 

A investigação teve início após se observar a intensa movimentação financeira do grupo investigado, uma vez que se valeria de pessoas interpostas para operacionalizar valores referentes às atividades criminosas, especialmente o tráfico de drogas.

No decorrer da investigação, com o seu aprofundamento, foi observado que um preso do sistema penitenciário estadual, o qual tem posição de liderança em organização criminosa, articulou a obtenção de vantagens em órgão público, notadamente cargos, em contrapartida a apoio que dá a agentes públicos para adentrarem em comunidades controladas ou que sofrem forte influência do crime.

Estão sendo cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 7 de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, além do bloqueio em contas bancárias.

Por agências




Bolsonaro escolhe Kassio Nunes para o Supremo Tribunal Federal

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em live que escolheu Kassio Nunes para a vaga do ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal

Juiz Kassio Nunes é católico e é favorito para ocupar a vaga no Supremo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (1), que escolheu o desembargador Kassio Nunes, do Tribunal Regional Federal da 1° Região, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A confirmação foi feita durante a live semanal do presidente, nas redes sociais.

“Sai publicado amanhã no Diário Oficial da União, por causa da pandemia nós temos pressa nisso, conversado com o Senado, o nome do Kassio Marques para a nossa primeira vaga no Supremo Tribunal Federal”, declarou o presidente durante a transmissão.

O presidente ainda comentou que tinhas 10 currículos na mesa para analisar e comentou sobre os questionamentos quanto ao passado de Kássio Nunes. Ele comentou que no próximo ano, quando ele poderá indicar outro ministro para a corte, vai escolher um evangélico.

“Nós temos uma vaga prevista para o ano que vem, também. Esta segunda vaga vai ser para um evangélico, tá certo? Agora, tá levando tiro, qualquer um que eu indicasse estaria levando tiro. Tinha uns dez currículos na minha mesa.”

Sobre as possíveis ligações de Nunes com o PT, Bolsonaro comentou que é quase impossível que uma pessoa pública não tenha se relacionado, nem que minimamente, ao partido.

“Olha, todo mundo aqui, ao longo de 14 anos de PT, teve alguma ligação. Não é por causa disso que o cara é comunista, socialista”, declarou.

Celso de Mello antecipou sua aposentadoria do STF e vai deixar a Corte no dia 13 de outubro.stf;

Após a publicação do nome de Marques no Diário Oficial, ele terá que passar por uma sabatina no Senado Federal e ter o nome aprovado em plenário, pela maioria absoluta dos senadores.

Pressão e Sergio Moro

Bolsonaro também falou sobre a pressão que sofreu de apoiadores no ano passado para a indicação de Sergio Moro para o STF.

“O ano passado todo até mais ou menos abril desse ano vocês queriam quem para o Supremo? O Sergio Moro!. Me ameaçavam no Facebook o tempo inteiro. ‘Se não for o Sergio Moro para o Supremo, acabou! Acabou, acabou!’ Agora, você quer que eu troque o Kassio pelo Sergio Moro? E daí? Quer que eu faço o quê? O famoso ‘e daí?’ Querem o Moro para o Supremo, vai ser leal a nossas causas? Vai ser aprovado no Senado Federal?”, ressaltou o presidente.

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