Mendes nega pedido da AGU e mantém liminar da lei do impeachment

Ministro do STF disse em evento, nesta quinta (4), que a lei de 1950 caducou, ou seja, perdeu a validade pela ação do tempo

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Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Foto; Agència Senado

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, nesta quinta-feira (4), o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para reconsiderar sua decisão que restringiu à Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido de impeachment de ministros da Corte.

A AGU havia pedido que os efeitos da liminar ficassem suspensos até a deliberação pelos demais ministros, marcada para ocorrer de 12 a 19 de dezembro, em sessão virtual.

Na manifestação, o advogado-geral da União, Jorge Messias, sustenta que a possibilidade de abertura de processo de impeachment pelo Senado faz parte de uma “relação de equilíbrio” entre os poderes.

No entanto, para Gilmar Mendes, sua decisão tem “fiel amparo na Constituição Federal” e é “indispensável para fazer cessar um estado de coisas manifestamente incompatível com o texto constitucional”.

“Nesse cenário, fica evidente que o ordenamento jurídico brasileiro não contempla o chamado pedido de reconsideração. Trata-se, na realidade, de expediente informal, destituído de previsão normativa e incapaz de gerar efeitos próprios dos recursos típicos, como a suspensão ou interrupção de prazos processuais, o impedimento da preclusão ou o dever jurídico de o magistrado reapreciar a decisão”, escreveu o ministro.

Na quarta-feira, Mendes deferiu liminar estabelecendo que somente a PGR pode apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte e determinou que é necessária maioria de dois terços para abrir o processo e para aprová-lo.

Já no despacho desta quinta, o ministro do STF destacou a necessidade de garantir a independência do Judiciário, que estaria ameaçada pelo formato anterior do impeachment.

“A submissão dos magistrados dos Tribunais Superiores a um regime de responsabilização incompatível com o texto constitucional representa um grave comprometimento da independência judicial, o que denota a extrema urgência de que se reveste a medida”, escreveu.

Em evento organizado pelo portal Jota, nesta quinta, Gilmar Mendes disse o trecho da Lei de Impeachment que trata do afastamento de ministros da Corte “caducou”, isto é, perdeu a validade pela ação do tempo.

Ele negou que a decisão tenha sido tomada para proteger ministros. “Não se trata disso”, afirmou.

Uso eleitoreiro da legislação

O ministro justificou a liminar dizendo que “o texto e o contexto” demandam ação imediata do Judiciário, diante do uso eleitoreiro da legislação e dos 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo que se acumulam no Senado, a maioria contra o ministro Alexandre de Moraes, segundo ele.

E as pessoas dizem, mas por que liminar? Eu estou lhes dando as razões. Com tantos pedidos de impeachment, com as pessoas anunciando que farão campanhas eleitorais para obter maioria no Senado, dois terços do Senado, para fazer o impeachment“, disse.

Atualmente, a lei que define os crimes de responsabilidade, de 1950, estabelece que “qualquer cidadão” pode apresentar denúncias ao Senado contra ministros do STF e o procurador-geral da República, e que é preciso maioria simples tanto para receber o pedido quanto para considerá-lo procedente.

Para o ministro do STF, essas regras não são compatíveis com a Constituição de 1988.

Gilmar ainda decidiu que o mérito de decisões judiciais não pode ser utilizado como justificativa para pedidos de impeachment e que os magistrados não devem ficar afastados de suas funções enquanto o pedido é julgado.

Ainda nesta quinta,  a decisão de Mendes desencadeou mobilização no Senado.  O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), fez críticas à liminar e ameaçou contra-ataque dos parlamentares.

A decisão foi uma resposta a pedidos do partido Solidariedade e da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB).




Coreia do Sul: Parlamento aprova impeachment de presidente após tentativa de golpe

Do total de 300 deputados na Câmara, 204 votaram a favor da destituição do presidente Yoon Suk Yeol

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Manifestantes celebram destituição do presidente sul-coreano
Anthony Wallace/AFP

Manifestantes celebram destituição do presidente sul-coreano

O Parlamento da Coreia do Sul destituiu neste sábado, 14, o presidente Yoon Suk Yeol pela sua tentativa fracassada de estabelecer a lei marcial em 3 de dezembro. O ato abriu uma crise política sem precedentes no país e gerou protestos.

Do total de 300 deputados na Câmara, 204 votaram a favor do impeachment do presidente por insurreição, enquanto 85 votaram contra, segundo os resultados anunciados pela presidência da Câmara.

Da mesma forma, registaram-se três abstenções e oito votos nulos nesta nova moção de censura bem sucedida depois de uma primeira apresentada em 7 de dezembro pela oposição e que não teve sucesso.

Manifestações

Pelo menos 200 mil manifestantes, segundo a polícia, reuniram-se em frente ao Parlamento à espera do resultado e explodiram de alegria ao ouvi-lo, como viram jornalistas da AFP no local. Noutra parte da capital Seul, cerca de 30 mil pessoas reuniram-se para apoiar o presidente.

“O impeachment de hoje é uma grande vitória para o povo e para a democracia”, felicitou Park Chan-dae, líder do principal partido da oposição, o Partido Democrata.

Yoon está agora suspenso, aguardando que o Tribunal Constitucional valide ou não a sua demissão. São 180 dias para fazer isso.

Governo estável

Enquanto isso, o primeiro-ministro Han Duck-soo torna-se o presidente interino do país. O líder rapidamente prometeu exercer um “governo estável”.

Se o Tribunal confirmar a sua destituição, Yoon Suk Yeol será o segundo presidente na história da Coreia do Sul a terminar assim, depois do caso Park Geun-hye em 2017.

No entanto, existe também um precedente em que o impeachment aprovado pelo Parlamento foi invalidado dois meses depois pelo Tribunal Constitucional, o do Presidente Roh Moo-hyun em 2004.

O Presidente Yoon, de 63 anos e com baixos níveis de popularidade, surpreendeu o país ao anunciar a imposição da lei marcial na noite de 3 de dezembro e ao enviar o exército ao Parlamento para impedir a reunião dos deputados.

O presidente, empenhado numa luta com a oposição pelo orçamento, acusou a oposição de se comportar como “forças anti-Estado”, e disse que pretendia com esta medida extrema proteger o país das “ameaças” do norte comunista.

A decisão provocou um movimento de revolta, com milhares de manifestantes a mobilizarem-se imediatamente e a confrontarem os militares às portas do Parlamento.

Os deputados conseguiram se reunir e em questão de horas e derrubaram a lei marcial.




Presidente da Coreia do Sul escapa de impeachment após base do governo boicotar votação

Deputados governistas deixam plenário do Parlamento antes da votação, tornando o quórum insuficiente

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iG Último Segundo

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Sul-coreanos protestaram fora da Assembleia Nacional pedindo o impeachment do presidente
AFP

Sul-coreanos protestaram fora da Assembleia Nacional pedindo o impeachment do presidente

presidente da Coreia do Sul , Yoon Suk Yeol , escapou de um impeachment neste sábado (7), depois que a oposição não conseguiu reunir apoio suficiente para removê-lo do cargo. A tentativa aconteceu dias após a aplicação de uma lei marcial, que foi revogada, imposta pelo presidente, vista como uma tentativa de autogolpe no país.

Os deputados do  governista PPP (Partido do Poder do Povo) , ao qual pertence Yoon, boicotaram a sessão de votação do impeachment: entre os 108 aliados do presidente, apenas três congressistas, Ahn Cheol-soo, Kim Yea-ji e Kim Sang-wook, permaneceram no plenário, de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O porta-voz da Assembleia afirmou que o número de votos não atingiu quórum necessário, inviabilizando o processo. “O povo sul-coreano estava observando nossa decisão hoje. Nações ao redor do mundo estavam nos observando. É totalmente lamentável que a votação efetivamente não tenha ocorrido”, disse Woo Won-shik, em fala publicada pelo jornal The New York Times.

Reações populares

Do lado de fora da Assembleia Nacional, em Seul, uma multidão se reunia para pressionar pela aprovação do impeachment . Os trens do metrô não paravam nas duas estações próximas. A entrada do prédio estava bloqueada; o público acompanhava com gritos de protesto e músicas populares sul-coreanas.

Às 19h15 (7h15 no horário de Brasília), o amplo gramado estava inacessível, bloqueado por carros e ônibus distribuídos pelo espaço para impedir helicópteros. Na terça (3), eles trouxeram soldados na tentativa de invadir o prédio, quando Yoon declarou a lei marcial.

Oposição x governo

A oposição precisava de pelo menos oito votos da base governista para alcançar a maioria de dois terços necessária para aprovar o impeachment. Antes, os parlamentares governistas já haviam conseguido rejeitar um pedido de investigação especial contra a primeira-dama Kim Keon-hee.

Ela está envolvida em suspeita de corrupção por ter recebido uma bolsa Christian Dior no valor de cerca de 3 milhões de wons (cerca de R$ 11 mil) de um pastor. Os deputados deixaram a Assembleia sob gritos de manifestantes.

Tentativa de impeachment

Quando o debate sobre a moção de impeachment começou, parlamentares da oposição leram os nomes dos membros do PPP que haviam deixado a votação. O presidente da Casa, Woo Won-shik, pediu que os membros do PPP retornassem. Em um impasse sobre a votação, o secretário do Parlamento afirmou que a votação tem o prazo de até 12h48 de domingo (0h48 no horário de Brasília) ser concluída.

Se tivesse sido bem-sucedido, o impeachment abriria caminho para eleições presidenciais em até 60 dias, desde que a Corte Constitucional chancelasse a decisão dos deputados.

Pedido de desculpas do presidente

Horas antes da votação, na manhã de sábado no horário local (noite de sexta (6) em Brasília), Yoon pediu desculpas em um comunicado pela TV, em sua primeira fala após a crise. Apesar da grande expectativa em torno de uma possível renúncia, disse que agiu motivado por desespero e que não declararia nova lei marcial.




Lula convoca Moraes para 7 de Setembro e ‘responde’ ato de Bolsonaro por impeachment

Alexandre de Moraes estará no palanque do governo para comemorar a data que marca a Independência do Brasil

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Lula convoca Moraes para 7 de Setembro durante ato de Bolsonaro por impeachment do ministro
Montagem/ Portal iG

Lula convoca Moraes para 7 de Setembro durante ato de Bolsonaro por impeachment do ministro

O próximo 7 de Setembro no Brasil promete ser agitado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) , Alexandre de Moraes , para participar do Dia da Independência na Esplanada dos Ministérios . A informação é do jornal ‘Estadão’.

A ação é um possível contraponto a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro , que estão organizando um protesto na Avenida Paulista para pedir o impeachment do ministro.

A princípio, a presença de Moraes nas comemorações da data histórica no Brasil, que acontecerá no horário da manhã, está confirmada.

Do outro lado, os apoiadores de Bolsonaro prometeram levar um boneco do ministro com uma “cabeça de ovo” e protestos chamando-o de “ditador”. Uma das acusações dos aliados está voltada à recente suspensão da rede social ‘X’, de Elon Musk , no Brasil.

Desde o início de seu atual mandato, Lula selou que teria o STF como um braço direito, e avaliou Alexandre de Moraes como um dos responsáveis por “salvar a democracia” durante a tentativa de golpe, em 8 de janeiro de 2023.

Suspensão da Starlink

A Starlink , empresa de distribuição de internet de Elon Musk, anunciou na terça, 3, que seguirá decisão do Supremo Tribunal Federal de bloquear X (Twitter) no Brasil.

No domingo, 1, Starlink disse que não seguiria ordem emitida por Alexandre de Moraes na sexta, 30 — o ministro mandou todas as operadoras de internet suspenderem o acesso ao Twitter.

Outra determinação de Moraes e do STF foi bloquear as contas da Starlink no Brasil, por Musk não obedecer à ordem de ter representantes legais no país.

 




Pacheco quer prudência sobre pedido de impeachment de Moraes




Lira diz a Lula o que fará com o pedido de impeachment

Os dois se encontraram e conversaram sobre o tema

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Lula cumprimentando Arthur Lira
Reprodução

Lula cumprimentando Arthur Lira

A conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), no encontro da última quinta-feira (22), no Palácio do Planalto, rendeu muitas trocas de informações e a definição dos rumos do pedido de impeachment.

Segundo pessoas presentes no encontro e que conversaram com o Último Segundo, Lula não tocou no assunto do pedido de impeachment, que foi protocolado por parlamentares de oposição nesta quinta-feira (22). Mas, antes do fim do happy hour, Lira decidiu falar sobre o tema.

Lira confirmou para Lula o que ele já havia dito a deputados petistas. O pedido será arquivado sem passar por comissões ou ir ao plenário para votação. O presidente da Câmara avisou Lula que segue comprometido com o projeto do governo federal de apaziguar os ânimos entre os poderes para tocar o país, focando na melhora da economia.

A afirmação, no entanto, ocorreu depois que Lula garantiu que seguirá com as negociações e manterá a distribuição de cargos de escalão baixo para o Centrão, quase todos controlados pelo próprio Lira. Além disso, o presidente da Câmara deu a garantia de que não tocará pauta bomba nas sessões em 2024.

Mesmo assim, Lira será pressionado nas próximas semanas porque os parlamentares de oposição já conseguiram 140 assinaturas pedindo a abertura de um processo de impeachment contra Lula. O pedido se baseia no fato de que o presidente teria comparado os ataques de Israel a faixa de gaza ao holocausto.

Lula, em contrapartida, teria respondida a Lira que não tem preocupação com o tema e que confia na palavra do presidente da Câmara com temas sensíveis deste nível.




Indulto a Daniel: PDT apresenta pedido de impeachment contra Bolsonaro

Presidente do partido, Carlos Lupi, argumenta que Jair buscou violar a competência do STF ao desrespeitar uma decisão da Corte

Bolsonaro concedeu indulto individual ao deputado federal Daniel Silveira
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 22.02.2022

Bolsonaro concedeu indulto individual ao deputado federal Daniel Silveira

O presidente do PDT, Carlos Lupi, apresentou à Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro por causa do  indulto concedido ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que havia sido condenado a oito anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido argumenta que Bolsonaro buscou violar a competência do Supremo Tribunal Federal e desrespeitar uma decisão da Corte. Isso, na avaliação do PDT, incorre em crime de responsabilidade, elemento que justificaria uma abertura de processo de impeachment.

Cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidir sobre abertura de pedidos de impeachment contra o presidente da República. Não existe um prazo para que a decisão seja tomada.

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta quinta-feira (21) um decreto que concede o instituto da graça ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão. A graça funciona como um perdão dos crimes.

A Constituição define que cabe privativamente ao presidente “conceder indulto e comutar penas”. Já o Código de Processo Penal estabelece que “a graça poderá ser provocada por petição do condenado, de qualquer pessoa do povo, do Conselho Penitenciário, ou do Ministério Público, ressalvada, entretanto, ao Presidente da República, a faculdade de concedê-la espontaneamente”.

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Agência O Globo



Sindicato dos Médicos e ABI pedem impeachment de Marcelo Queiroga

Os presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Paulo Jerônimo, e do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Alexandre Telles, protocolaram na quinta-feira, 20, um pedido de impeachment do ministro Marcelo Queiroga, da Saúde, no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

No documento, os solicitantes apontam como justificativa para o afastamento a atuação de Queiroga diante da pandemia de covid-19, especialmente a demora do ministério em viabilizar a vacinação de crianças contra a doença.

O texto acusa o ministro de ser negacionista com a Ciência e “completamente submisso” aos ditames do presidente da República, Jair Bolsonaro, que foi a público dizer ser contra a imunização infantil.

O pedido aponta ainda que “a irresponsabilidade, ineficiência e incapacidade do Ministro Queiroga violam o dever de eficiência esculpido no art. 37 da Constituição da República”. Os autores do pedido acusam o ministro de crime de responsabilidade por recusar dar prioridade à saúde das crianças, “negando-lhes o direito à vacinação ou criando obstáculos à sua realização”.

No fim de dezembro, o Ministério da Saúde lançou uma consulta pública sobre a possibilidade de vacinação infantil contra a covid no País, mesmo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o imunizante da Pfizer para esse público.

A primeira aplicação de imunizante contra a covid em uma criança no Brasil ocorreu no dia 14 de janeiro, quase um mês após a autorização do órgão sanitário.

O documento também aponta ilegalidade no fato de o ministro não ter agido para punir os servidores que teriam vazado dados de médicos pró-vacina, acusando-o de prevaricação. Na primeira semana deste ano, dados pessoais de três médicos que defendem a vacinação de crianças contra a covid, como telefone e e-mail, foram espalhados em grupos bolsonaristas a partir de documentos do Ministério da Saúde.

Procurada, a Pasta ainda não se manifestou sobre o pedido de impeachment.

 

 




Omar diz que relatório da CPI será a maior pressão por impeachment contra Bolsonaro que a Câmara já recebeu

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia – (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse, durante entrevista nesta quarta-feira (15), que o relatório da CPI da Covid-19 será a maior pressão que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), sofrerá para a abertura de processo de impeachment.

O presidente da Comissão disse ainda que, de todos os pedidos que estão engavetados por Lira, o relatório ‘ele vai ter que analisar’, porque a cobrança virá de dentro da política, com a ajuda da sociedade.

O senador também falou sobre a proposta do relator Renan Calheiros, de alterar a lei do impeachment, incluindo um prazo para análise dos pedidos. Omar Aziz defendeu a mudança e afirmou que é preciso trabalhar para não dar tanto poder para uma pessoa só decidir os rumos do país.

Entretanto, Aziz disse que o problema não é relativo à Lira, mas sim ao cargo, já que o último presidente da Câmara, também não abriu nenhum processo de impeachment.

A expectativa é que Renan Calheiros apresente o relatório entre os dias 23 e 24 de setembro.




Paraíba terá reforço de 1.500 policiais nas ruas para acompanhar as manifestações do dia 7 de setembro

 

Seis municípios da Paraíba serão reforçados para a segurança das manifestações programadas para acontecer nesta terça-feira, 7 de setembro. Ao todo, 1.500 policiais militares a mais integrarão as equipes responsáveis por acompanhar os eventos em João Pessoa e Campina Grande, além das cidades de Guarabira, Patos e Cajazeiras, segundo apurou nossa reportagem.

De acordo com a Polícia Militar, o reforço faz parte da Operação Independência, que foi iniciada no último sábado (4) e vai atuar até a madrugada da quarta-feira (8) com o foco em garantir a segurança de quem participará dos movimentos e também de quem não vai participar, bem como evitar possíveis encontros de grupos contrários.

A data em que se comemora a Independência do Brasil deve contar com protestos de grupos contrários ao presidente Jair Bolsonaro e a favor do impeachment. Já os apoiadores do chefe do Executivo vão reinvindicar o pedido para a abertura de uma investigação do Judiciário, como era o objetivo da CPI da Lava Toga, proposta no Congresso, e outras demandas como o voto impresso.
A operação da Polícia Militar conta com apoio da Coordenadoria de Inteligência, Corregedoria Auxiliar e todo o Estado-Maior Estratégico da instituição.