IDEIAS OBLITERANTES A ESCURIDÃO DA MENTE Por Gilvan de Brito
IDEIAS OBLITERANTES
A ESCURIDÃO DA MENTE Por
Gilvan de Brito
Quando alguém sobe ao espaço, saindo da claridade da Terra, admira-se com a escuridão que domina o universo. Não há luz que possa iluminar os caminhos percorridos em qualquer direção. Vêm-se o Sol como uma bola de fogo, isolado no breu do mundo onde não há nenhum meteoro por perto. Da Terra vemos a Lua, clara quando rebate o Sol de frente; escura ou em minguantes, quando recebe uma luz fraturada do Sol, dependendo de nossa visão, sobre a Terra. Eu vi uma Lua diferente, em pé, nos minguantes, na Europa, ao contrário do que surgia e surge, no nosso Continente.
A posição o nosso satélite, muda de forma à distância, encolhendo e esticando a medida em que se mostra, de determinados ponto de vista. O mesma fenômeno pode ser observado na clarividência da mente humana, quando não encontra a luz que possa iluminar a inteligência? Refiro-me à leitura, que clareia a nossa imaginação e nos transporta ao conhecimento. Quando eu era menino e morava no bairro da Torre, fui trabalhar numa oficina mecânica no Varadouro, onde hoje se encontra a estação rodoviária. Havia um, espaço de duas horas, entre, entre meio dia e duas horas, que me permitia aproveitá-lo na biblioteca pública existente ainda hoje no cruzamento das ruas General Osório Peregrino de Carvalho. Eu tomava um caldo de cana com um pão-doce, subia as ladeiras das ruas Sá Andrade e Peregrino de Carvalho e saia diante da biblioteca pública, onde me refastelava com livros, jornais diários e revistas semanais. Então passei a conhecer as obras dos melhores autores nacionais e estrangeiros, atualizava e situava-me sobre Paraíba e Brasil. Certo dia a diretora foi informada que alguém estava sujando os livros com as mãos manchadas de óleo. Flagrou-me e pediu que eu fosse à sua sala,
Quando procurou saber o que me levava àquele ambiente, com as mãos sujas de óleo. Contei-lhe a min há história de pobreza, quando trabalhava para ajudar na alimentação da família e à noite estudava no grupo escolar Santa Júlia ela chorou e disse que o meu esforço seria compensado: deu-me uma barra de sapólio, para retirar o óleo das mãos e me permitiu levar um livro emprestado nos fins de semana para ler em casa. Com o tempo eu já sabia o que era a intelectualidade e senti que não cabia mais nas oficinas. Procurei outros empregos com melhor remuneração, sonhei com o jornalismo onde ingressei e passei 55 anos ocupando todos os espaços, fui assessor de imprensa, diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, Secretário Parlamentar da Câmara dos Deputados e diretor geral no ministério da Indústria, do Comércio do Turismo, fiz o curso de Direito, montei banca de advogado, mas o jornalismo foi me buscar pelo pescoço e segui na imprensa até a aposentadoria. Hoje sou escritor com mais de 120 livros escritos e 86 publicados, entre impressos e e-books.
www.reporteriedoferreira.com.br/ Por Gilvan de Brito- Advogado, jornalista, poeta, escritor