I Festival itinerante de Humor Cidade Madura chega com o espetáculo “Pastoril Profano em: Envelhecer também faz rir”


A partir deste sábado (06) de abril a Trupe de Humor da Paraíba, um dos coletivos de teatro contemplado com o Edital da Lei Paulo Gustavo através da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, irá circular com “I Festival Itinerante de Humor Cidade Madura” em quatro condomínios residenciais Cidade Madura. As apresentações aconteceram nos condomínios da Cidade Madura nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Campina Grande e Guarabira. A primeira apresentação será no Condomínio Cidade Madura de João Pessoa no bairro de Mangabeira.

Preocupados em levar leveza, risos, auto-estima e muito carinho a Trupe irá apresentar o espetáculo de humor “Pastoril Profano em: envelhecer também faz rir”. Com o objetivo de possibilitar o convívio, a socialização, a autonomia, e afastar o isolamento, a solidão e os efeitos negativos do processo do envelhecimento, o grupo irá levar boas gargalhadas para esses idosos.

Neste espetáculo que irá trazer músicas ao vivo contando a história do folguedo popular o Pastoril, misturando as histórias de tempo, de sucesso e envelhecimento de um espetáculo de mais de 03 (três) décadas o grupo chega ao condomínio com brincadeiras e músicas engraçadas para levar entretenimento para os moradores da cidade madura.

“Estamos cientes de que os idosos que residem aqui participam de atividades oferecidas para eles por outros profissionais. Agora, estamos planejando introduzir o teatro, especificamente um teatro de humor. Reconhecemos que o humor facilita as interações sociais, promove a integração, reduz resistências e cria conexões entre pessoas de diferentes origens em diversos ambientes. Nosso objetivo é que o teatro seja mais uma ferramenta para promover a autonomia e a autoestima dos idosos ao longo de suas vidas”, afirmou Edilson Alves, diretor, idealizador do projeto e ator do espetáculo.

O Projeto tem um diferencial além de levar teatro para esses idosos, em cada apresentação, cada idoso irá tirar uma foto com o elenco, que realizará a revelação instantânea, onde será impressa, e colocado em um porta retrato e será entregue a cada um, para que fique na sua lembrança, na sua memória que um dia, a Trupe de humor contribuiu com a alegria para suas vidas.

Cidade Madura é um condomínio horizontal e fechado de propriedade do Estado da Paraíba, com 40 casas acessíveis, que beneficia idosos de baixa renda e cumpre um papel social importante. Desenvolvido por meio da (CEHAP) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, contando com 40 casas acessíveis, Núcleo de Assistência à Saúde, praça de esporte, uma praça com horta comunitária, redário, pista de caminhada e um centro de vivência com salão, salas de aula, de TV e de fisioterapia, banheiros acessíveis e copa.

O condomínio beneficia idosos de baixa renda (com menos de 5 salários mínimos e independentes) que não moram com parentes e que tenham autonomia para fazer suas atividades diárias.

“O espetáculo “Pastoril Profano em: envelhecer também faz rir” que faz parte do Projeto I Festival Itinerante de humor Cidade Madura” tem o patrocínio da Lei Paulo Gustavo, através a Secretaria de Estado da Cultura, numa realização da Trupe de Humor da Paraíba, através da proponente e produtora cultural Giovanna Gondim, sob a supervisão e coordenação de Edilson Alves, idealizador do Projeto, com apoio fundamental da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano.

No elenco, Maria do Bu (Tony Silva), Selma Camburão (Raymon Farias), Verônica Show (Aluísio Sousa), Nildinha Bolo fofo (Miguel Rebert), Tapeba Du cominho (Epitácio Souza), Dengoso (Edilson Alves) e o ator e músico (Matheus Henrique). Cenários, Figurinos e Adereços Nelson Alexandre. Produção de divulgação: Giovanna Gondim, sonoplasta e contra regra Wagner Nascimento e assessoria de imprensa Ícaro Diniz.

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Entrevista | Zé Lezin fala sobre 40 anos de carreira e comenta rumores de que está com Parkinson

Em entrevista exclusiva, artista fala ao Portal T5 sobre as quatro décadas no humor e que, por conta da saúde, pensa em reduzir agenda de shows

Publicado em 05/11/2023 07:37
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Por Redação Portal T5

O paraibano Nairon Oseas Alves Barreto chega aos 40 anos de carreira descritos em um legado: fazer rir. Com as histórias do povo que descreve como ‘matuto’, o humorista de 64 anos se consolidou como um dos maiores representantes do entretenimento brasileiro.

Em João Pessoa, o artista reside e encontra tranquilidade. O Portal T5 conversou com com o criador do Zé Lezin, que detalhou a carreira, a saúde e o que espera do futuro.

Estimulador de boas sensações, Nairon descreve fazer humor como uma “dádiva”, uma “missão divina”.

O início, na década de 1980, começou pelas rodovias brasileiras. Através da arte no microfone visitou todas regiões do país. Foi além, já levou felicidade para solo internacional. 

Zé Lezin, o nascimento

Foi na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde cursou Comunicação Social e Direito, que Nairon recebeu incentivo para as artes. “Naquela época a universidade financiou para a gente estudar e trabalhar com cultura”, afirmou.

Zé que no início começou gravando fita cassete. Foi neste momento que surgiu o primeiro dilema: quanto teve que abandonar o primeiro nome artístico, Zé Paraíba. “Essas fitas (com conteúdo humorístico) começaram a ir para mãos de caminhoneiros. Elas começaram a rodar o Brasil e foram disseminadas”, adiantou.

Nairon descreve que, a partir daí, foi fazer eventos em vários locais do país, como Rio Grande do Norte, Pernambuco e Brasília. Numa dessas participações, recebeu uma ligação.

“Um homem, ao que me parece de São José de Piranhas, no Sertão – não sei se ele está vivo ainda… E aí ele se chamava Zé Paraíba, forrozeiro. Tinha pra mais de 40 LP’s na praça. Mas, eu não sabia da existência dele porque eu vivia no meu ‘mundinho’ Paraíba, né”, disse Zé Lezin.

E continuou: “E aí, nessa ligação, foi informado sobre o choque dos nomes – que eram a mesma coisa. Diziam que estava causando um constrangimento porque ele tocava forró. E aí que um dia, numa apresentação de forró, pediram para contar piada. E alguém saiu com raiva. Eu disse: olhe meu amigo, tudo bem. Mudar nome não tem problema”.

“Se aparecer um Zé Lezin mais velho que eu, eu mudo. Boto Zé Toin, isso não é problema. Porque mesmo assim tem gente que chama de ‘Zé Paraíba’. Estanho é me chamar de Nairon, nome que minha mãe colocou em mim”, brincou.

Chico Anysio

Das fitas e estradas, Zé foi parar na televisão. E mais, para contracenar com um ídolo: Chico Anysio. Pontua que este foi um dos ápices de seu trabalho como humorista.

Descobri que ele era uma criança. Esse é um dos grandes que já vimos”, descreveu. Junto à ida ao Sudeste, destaca que combateu o preconceito com uma das melhores armas: a inteligência.

“Nunca deixei que ninguém passasse dos limites comigo. Tem aquela onda, né. Os menos esclarecidos, que não conhecem nada do Brasil, gostam de soltar umas piadinhas. Mas, aí, a gente responde com inteligência”,  concluiu.

Família e saúde

Nairon conta que hoje trabalha com a ‘menor equipe do mundo’. “Olhe, sou eu, meu sobrinho Rafael e meu irmão Cacá”. O comediante descreve que a dificuldade de voos para destinos específicos na região Nordeste e alguns trechos do Brasil faz o trabalho ser cansativo.

“Esse é um desafio e tanto. Você, quando quer viajar a cidades cujos estados têm capitais menores, como Natal, Maceió, Aracaju e até João Pessoa, acaba tendo muito contratempo com relação à malha aérea reduzida”

Mas, também sinaliza que não consegue dizer não às apresentações no Nordeste. “Tenho ciência que o corpo pede descanso, mas se a agenda é no Nordeste, geralmente eu topo”, completou.

Tremores 

Aos 64 anos, Nairon apresenta tremores nas mãos. A patologia é conhecida como tremores essenciais. Segundo ele, alguns fãs já perguntaram se era Parkinson durante os shows.

“Já parei apresentações para contar para as pessoas. Esse é uma questão hereditária, de família. Meus avós, pais tiveram. Agora meu irmão e minha filha também tem. É uma coisa que estamos aprendendo a viver. Além disso, estamos investigando. Há algumas alternativas para cessá-los. Hoje faço uso de medicação para pressão que ajuda no controle”, disse.

O humorista conta que a patologia se acentuou durante a pandemia da Covid-19. “Tem uma relação com minha ansiedade. Como apareceu no período de isolamento, é um processo. O importante de falar sobre esse tema é que a patologia tem uma inclinação para levar o indivíduo à alcoolemia. Isso porque se você tomar uma dose de algo, tende a parar. Então, são situações que estamos avaliando”.

O que são tremores essenciais?

Segundo o Ministério da Saúde, o tremor essencial é um distúrbio neurológico do movimento que geralmente afeta as mãos, mas que também pode afetar a cabeça, a voz e as pernas. A patologia é confundida com Parkinson.

Não é uma doença fatal mas prejudica a qualidade de vida das pessoas que passam a ter dificuldades com tarefas comuns do cotidiano, como o ato de segurar uma xícara ou um talher ou digitar, por exemplo.

O tremor diminui ou some por completo quando o paciente está em repouso e só aparece mais forte quando o paciente se movimenta ou está agitado e piora muito quando fica ansioso ou nervoso.

Foto: Divulgação

Parada

Nairon limita-se em dizer que entende a importância de uma redução nas agendas de gravações e compromissos com shows. “Disso eu sei. A máquina que é o corpo reclama, principalmente pelas nossas viagens, que são cansativas”, pontua.

Mas, não avista, em horizonte próximo, o momento da aposentadoria. Para isso, revela cuidar da mente, seu principal instrumento de trabalho. “Nesses anos todos são mais de 15 shows escritos. E está tudo aqui, na cabeça. Não tem papel. Por isso cuido desse equipamento com bastante leitura, pesquisa e conhecimento”.

Sei que um dia terei um reencontro com Chico (Anysio), mas isso a gente nunca sabe quanto”, finalizou.

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