Hospital Santa Isabel atinge mil procedimentos hemodinâmicos em João Pessoa

Fotografia: Sérgio Lucena

Por Max Oliveira e Glaudenice Nunes

O Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) se tornou referência no atendimento cardiovascular, salvando vidas por meio de uma assistência que inclui cateterismo cardíaco e angioplastia coronária, com implante de stent. De janeiro até agosto deste ano, o Serviço de Hemodinâmica da unidade hospitalar atingiu a marca de mil procedimentos – um número que o prefeito Cícero Lucena disse representar o projeto da Prefeitura de João Pessoa de oferecer uma Saúde cada vez melhor para a população.

“É praticamente uma média de quatro procedimentos, de urgência, por dia, além dos eletivos, que tem nos ajudado a enfrentar os infartos graves, agudos, que ocorrem nas nossas unidades. Uma rede montada e estruturada, com rapidez no diagnóstico, no transporte e também no tratamento. Então, é algo que faz parte do nosso projeto, de ter uma Saúde pública no município de João Pessoa cada vez melhor – mais técnica, mais profissional e mais humanizada”, disse o prefeito Cícero Lucena, durante visita ao Hospital Santa Isabel, na manhã da segunda-feira (21).

A secretária municipal de Saúde, Janine Lucena, lembrou que pacientes infartados não tinham para onde ir, mas agora conseguem receber atendimento imediato. “Nós temos inclusive uma ambulância específica para esse serviço, que muito nos orgulha. São mil pessoas que tiveram suas vidas salvas, por meio de um centro totalmente equipado para receber pacientes, sem precisar de regulação”, afirmou.

No HMSI, os pacientes portadores de infarto agudo do miocárdio estão tendo a oportunidade de receber uma assistência especializada de alto padrão, de forma rápida, segura e efetiva, o que tem salvado vidas. Das mais de mil pessoas atendidas, a imensa maioria delas foi em ocasiões de urgência ou emergência.

O médico cardiologista Fulvio Petrucci, que coordena o Serviço de Hemodinâmica do Hospital Santa Isabel, destacou que a unidade prioriza as síndromes coronarianas agudas, aqueles pacientes instáveis que vão para as UAPs com queixas de dor no peito, muito dos quais são diagnosticados com infarto.

“Esses pacientes têm uma mortalidade bem maior do que aqueles que fazem o procedimento programado, que estão em casa e vão para um hospital fazer um cateterismo eletivo. Então, o serviço do Santa Isabel dá prioridade aos pacientes instáveis.Com infarto, que chegam frequentemente à noite, na madrugada, nos finais de semana e feriados”, declarou o médico.

E o serviço ofertado no Hospital Municipal Santa Isabel é diferenciado porque conta com bom material, equipamentos, boa equipe e um atendimento de 24 horas nos sete dias da semana, prestando assistência com qualidade tanto no diagnóstico quanto no tratamento dos pacientes.

É o caso do comerciante Pedro dos Santos Sobrinho, 66 anos, que no mês passado fez um cateterismo com implante de stent. “Foi um susto muito grande, mas graças ao atendimento rápido que ele teve, deu tudo certo e agora ele está se recuperando muito bem. É uma nova vida”, disse Rosicleia Oliveira do Nascimento, esposa de seu Pedro.

Ela contou que ele começou com fortes dores e foi levado pela família para a UPA do Valentina Figueiredo, onde os profissionais perceberam que ele precisava de uma assistência cardiológica de urgência e o encaminharam para o Hospital Municipal Santa Isabel.

Rosicleia não poupou elogios ao atendimento que seu Pedro recebeu no hospital. “Agradeço a essa equipe maravilhosa pela vida do meu marido. Todo o atendimento foi nota dez, dos enfermeiros aos médicos que atenderam ele”, disse emocionada.

Outro paciente também atendido este ano no Serviço de Hemodinâmica do Santa Isabel foi José Maria Faustino, 70 anos. A filha dele, Vaneide Faustino Filho, disse que a assistência prestada ao pai foi fundamental para sua recuperação.

“A equipe que atendeu meu pai no dia em que ele chegou ao hospital foi muito atenciosa, muito cuidadosa. Realmente fiquei admirada com a atenção da equipe com o paciente, com o cuidado que tiveram com meu pai. Só tenho a agradecer pela vida dele”, disse Vaneide.

Texto: Max Oliveira e Glaudenice Nunes
Edição: Andrea Alves
Fotografia: Sérgio Lucena

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Hospital Santa Isabel, em João Pessoa, conquista reconhecimento por práticas de segurança do paciente

Hospital Santa Isabel. Foto: Secom-JP

O trabalho realizado no Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) em relação a segurança do paciente rendeu a unidade o reconhecimento de excelência por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa). O HMSI alcançou 100% de conformidade na avaliação das práticas de segurança do paciente, promovida pela Anvisa e a Agevisa. Pela alta adesão, o Santa Isabel recebeu uma estrela, marcando o trabalho de excelência desenvolvido na unidade hospitalar.

Durante 2022, foi realizada uma avaliação com os profissionais do hospital sobre as práticas seguras referentes ao ano de 2021. Um questionário de segurança foi disponibilizado para a grande maioria dos profissionais, ocasião em que houve alta adesão por parte dos servidores em responder o questionário. O resultado final da avaliação foi divulgado na terça-feira (14/3) durante reunião com representantes da Agevisa, do Hospital Municipal Santa Isabel e representantes de hospitais do Estado, público, privado e filantrópico.

A nutricionista Danielly de Moraes Santos Chiappetta, que integra o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do Santa Isabel, destacou o trabalho feito na unidade hospitalar, contribuindo para a qualidade do atendimento prestado aos usuários da Rede Municipal de Saúde e para um ambiente mais seguro para pacientes e também os colaboradores.

“Esse resultado reflete na qualidade do atendimento que nós oferecemos aos nossos pacientes. Um atendimento de qualidade, voltado para a segurança do paciente, evitando eventos adversos e sempre com foco na qualidade. Fomos reconhecidos como hospital que aderiu as práticas de segurança, sendo um mérito de toda equipe assistencial do hospital, de todos os envolvidos no processo, desde a Direção até os mais diversos setores. A avaliação mostrou que todos os profissionais estão envolvidos com a segurança do paciente”, afirmou Danielly.

As metas de segurança, preconizadas internacionalmente, são sugeridas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e coordenada pela Agevisa.

Objetivando oferecer melhor assistência em um ambiente cada vez mais seguro para pacientes e profissionais, o Hospital Municipal Santa Isabel trabalha diariamente com as seis metas de segurança do paciente, são elas: identificação do paciente; comunicação efetiva; cirurgia segura; medicação segura; higienização das mãos e prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS); e prevenção de quedas e de Lesão Por Pressão (LPP).

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Fotografia: Arquivo e Assessoria PMJP




Cícero entrega serviço de hemodinâmica no Hospital Santa Isabel na Capital

As vítimas de infarto, uma das principais causas de morte no Brasil, terão um atendimento de urgência ainda mais eficiente em João Pessoa. Isso pelo fato de o prefeito Cícero Lucena (Progressistas) e o vice-prefeito Leo Bezerra terem lançado, na manhã desta terça-feira (25), o serviço de hemodinâmica, procedimento mais moderno disponível para lidar com a ocorrência. O atendimento terá como referência o Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI).

“Tínhamos um plano antigo de garantir este serviço, mas isso não foi possível devido à pandemia. Hoje estamos implantando e ampliando nossa capacidade de atendimento, que era de três infartados por dia, para dez, atendendo não só João Pessoa, mas toda a Paraíba. O serviço vai funcionar independente de haver vagas, com agilidade e isso faz a diferença. Tenho certeza que cada vez mais vamos conseguir inovar, fazer além e alcançar nosso maior objetivo que é atender com qualidade e preservar a vida”, afirmou Cícero Lucena, em fala emocionada por lembrar sua relação histórica com o Hospital Santa Isabel.

O vice-prefeito Leo Bezerra destacou que quando atuou como vereador tinha como sonho colocar o Santa Isabel para funcionar em toda a sua capacidade. “Chegou o momento de, ao lado de Cícero, garantir que essa máquina funcione, trazendo tratamentos inovadores, diferenciados, como é mais este caso da hemodinâmica”, afirmou.

O secretário municipal da Saúde, Luís Ferreira, explicou que a medida chega depois de muitos anos de vazio assistencial, se configurando como tratamento definitivo para o infarto agudo. “O tratamento até agora era muito paliativo e não cuidava de fato da lesão aguda. A partir de agora esse paciente vai ser tratado”, explicou.

O paciente infartado que procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) serão transferidos para o Hospital Santa Isabel para fazer o cateterismo durante a urgência e passar por um procedimento que hoje só é oferecido em hospitais privados. “Há mais de 15 anos não tínhamos um serviço como este no Estado”, explicou o secretário.

João Pessoa tem uma média de 10 infartados por semana. Eles faziam um cateterismo posteriormente para buscar outras artérias que poderiam comprometer o coração, mas que não tratavam a artéria que causou o problema, o que muda com a chegada do serviço de hemodinâmica.

O coordenador do serviço, doutor Fulvio Petrucci, afirmou que a ação é um grande passo na melhoria da assistência, já que problemas cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, principalmente o infarto e o AVC. “Teremos agora todas as condições de tratar de forma rápida, eficiente e efetiva os casos de infarto e vamos reduzir o número de mortes”, comemorou.

Estiveram presentes ao evento a secretária executiva de Saúde, Janine Lucena; a diretora de Atenção à Saúde, Alline Grisi; e a diretora do Hospital Municipal Santa Isabel, Adriana Lobão, entre outros auxiliares da gestão municipal.

Fonte e Foto: Secom JP




Morre Genuíno Bezerra, 13 dias após perder esposa, ex-diretora do Hospital Santa Isabel, vítima de Covid-19

Faleceu nessa quinta-feira (10), Genuíno Bezerra, vítima da Covid-19, 13 dias após a esposa, Micheline Aquino, então diretora administrativa do Hospital Santa Isabel, Micheline Aquino, perder a luta contra o coronavírus.

Genuíno já estava internado desde antes da morte de Micheline Aquino, na madrugada da sexta-feira (28), aos 46 anos.

Ela tinha assumido o cargo no hospital há apenas dois meses, e recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, mas adoeceu antes do efeito de imunização.

O horário do sepultamento não foi divulgado pela família, mas deve acontecer de forma restrita por conta da pandemia.