Procurador revela que ao menos 200 pacientes estão na fila de espera por consulta no Napoleão Laureano

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Hospital Napoleão Laureano (Foto: Arquivo )

O procurador da República, José Guilherme Ferraz, revelou, nesta quinta-feira (15), que cerca de 200 pacientes com câncer estão na fila de espera por consulta no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. Segundo divulgado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba, há pacientes sem acesso sequer a marcação de consultas e outros em flagrante atraso para início do tratamento, inclusive de urgência.

O procurador menciona, nos áudios, que dez pacientes com leucemia, em situação de urgência, ainda estão sem resposta sobre o agendamento do atendimento. Ele também aponta que cerca de 200 pacientes estão entre os casos de falta de agendamento de consulta oncológica ou agendamento para atendimento tardio, fora do prazo de até 60 dias, previsto na lei, para início do tratamento contra o câncer.

Ainda conforme relato do procurador da República, José Guilherme Ferraz, “pode haver ainda mais pacientes nessa situação de aguardar nessa fila de atendimento sem perspectiva segura de que seu direito seja respeitado a início do tratamento dentro do prazo legal.” Ele reforçou a necessidade de que as pessoas nessa situação preencham o formulário do MPF que mapeia o número de pessoas sem assistência para o tratamento contra o câncer.

O MPF ainda aguarda resposta para os pacientes. “Também em relação aos pacientes que estão aguardando agendamento de consultas e agilização daquelas que foram agendadas para um intervalo de tempo muito grande, nós ainda não tivemos uma sinalização de qual vai ser a sistemática adotada para atendê-los.”

O MPF solicitou “que o CRM-PB acompanhe a situação de saúde desses pacientes, especialmente os casos de urgência, como os acometidos pela leucemia “para que se evite prejuízos irreparáveis à saúde e à vida desses cidadãos.”

O procurador da República também informou que “o Ministério da Saúde se comprometeu em enviar uma equipe do DENASUS, que é o Departamento de Auditoria do SUS, para monitorar o cumprimento das recomendações que foram feitas e, até o momento, não foram implementadas, no tocante ao controle da demanda de pacientes e a devida regulação de atendimento pela Secretaria Municipal de Saúde.”

José Guilherme Ferraz concluiu relatando que há completo desrespeito ao direito ao tratamento contra o câncer. “Nós sabemos que o câncer é uma doença grave, que conduz a quadros dolorosos e nós entendemos que é perfeitamente justificável o desespero dos pacientes que estão vendo ser desrespeitado o seu direito a ter o início do seu tratamento dentro do que a legislação prevê, que é o prazo máximo de 60 dias. O que nós estamos vendo é um completo desrespeito a esse direito”, relata o procurador-Geral de Justiça.

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MPF e MPPB recomendam que Saúde de João Pessoa assuma regulação e agilize atendimento no Hospital Napoleão Laureano

Recomendação do MPF e do MPPB foi tomada após a identificação de uma série de irregularidades no hospital em um relatório feito pela Controladoria Geral da União.

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Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa (Foto: reprodução)

Uma recomendação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) quer que a Secretaria de Saúde de João Pessoa assuma a regulação e agilize o atendimento de pacientes com câncer no Hospital Napoleão Laureano. A recomendação foi feita na sexta-feira (2) e divulgada nesta terça-feira (6).

A medida foi tomada após a identificação de uma série de irregularidades no hospital em um relatório feito pela Controladoria Geral da União (CGU). Ela também recomenda que pacientes com câncer em situação de urgência, que não estejam recebendo atendimento devido, tenham consultas e tratamentos agendados.

O MPF e o MPPB também recomendaram que a Saúde da Capital se abstenha de destinar emendas parlamentares federais e municipais sem observar a legislação de regência. O documento também orienta a reavaliação de repasses já realizados para evitar pagamentos em duplicidade.

“Foi recomendado, ainda, que reavalie repasses já realizados para compra de medicamentos, visando evitar pagamentos em duplicidade pela mesma finalidade, assim como agilize a análise das pertinentes prestações de contas. E, por fim, que seja ampliada a transparência desses repasses, possibilitando-se maior debate público das prioridades de aplicação eleitas em planos de trabalho”, cita a recomendação

O MPF e MPPB lembrou que em outubro de 2020 propuseram uma ação civil pública solicitando intervenção judicial com o afastamento imediato de membros da diretoria e do conselho deliberativo da Fundação que mantém o hospital,

A proposta foi feita após investigações revelarem graves e variadas irregularidades no gerenciamento dos recursos financeiros e na administração do hospital. Esta ação aguarda decisão definitiva quanto a competência para julgamento.




Napoleão Laureano recebeu pelo menos R$ 63 mil do SUS por procedimentos não realizados, mostra relatório da CGU

Hospital Napoleão Laureano, que fica em João Pessoa e é referência no tratamento de câncer no estado. Relatório da CGU cita graves falhas e irregularidades na instituição.

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Hospital Napoleão Laureano (Foto: Walla Santos)

O Hospital Napoleão Laureano, que fica em João Pessoa e é referência no tratamento de câncer no estado, teria recebido recursos públicos por exames e procedimentos sem comprovar a realização deles. Os dados constam em um relatório feito pela Controladoria Geral da União (CGU),  sobre os serviços prestados pelo hospital no ano de 2021.

O relatório mostra que, em 2021, o hospital recebeu R$ 63.307,20 em diversos procedimentos pagos, mas sem comprovação de realização. O procedimento mais em conta pago e supostamente não feito foi uma monoquimioterapia do carcinoma de mama, no valor de R$ 34,10.

Os supostos procedimentos mais caros cobrados ao Sistema Único de Saúde (SUS) foram cinco poliquimioterapias do carcinoma de mama. Cada um custou aos cofres públicos R$ 5,1 mil, totalizando, só neles, R$ 25,5 mil em serviços não comprovadamente realizados.

No documento, a CGU concluiu que o Hospital Napoleão Laureano possuí “graves falhas e irregularidades que comprometem significativamente a prestação dos serviços médico-hospitalares de oncologia contratualizados pela Prefeitura Municipal de João Pessoa para atendimento de pacientes do SUS de todo o estado da Paraíba”.

Veja abaixo dados do relatório sobre o Hospital Napoleão Laureano:

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Hospital Laureano recebe visita do secretário estadual de Saúde para ampliar serviços de oncologia com o hospital

 

Jhony Bezerra reafirma importância do HNL para combater o câncer na Paraíba

A oncologia da Paraíba está prestes a viver um novo momento! Nesta quarta-feira (17), o secretário estadual de Saúde, Jhony Bezerra, esteve no Hospital Napoleão Laureano (HNL) para dar início as tratativas de ampliação dos serviços ofertados pelo HNL. O representante estadual esteve reunido com o presidente da Fundação Napoleão Laureano (FNL), Marcelo Lucena Filho, e diretoria do hospital, a fim contar com a expertise do HNL no Programa Paraíba Contra o Câncer.

“Nosso objetivo aqui é fazer uma discussão do que a gente pretende construir dentro desse novo programa do governo João Azevêdo. Nossa gestão elegeu a oncologia como prioridade absoluta da nossa secretaria de Saúde e o governador abraçou nossa ideia. Precisamos somar forças para que possamos ampliar o acesso à oncologia dos usuários SUS na Paraíba”, explica Jhony Bezerra.

O presidente da FNL fez questão reafirmar o comprometimento do Laureano em combater o câncer na Paraíba, como já vem fazendo há quase 62 anos. “A vinda do secretário de Saúde ao nosso hospital só demonstra o papel que esse hospital tem para todos os paraibanos, sobretudo por sermos o único CACON (Centro de Alta Complexidade em Oncologia) do estado. Os pacientes merecem todo esse apoio. Inclusive, na parte da radioterapia contem com o Laureano para a implantação da radioterapia no Sertão. O Laureano sempre será parceiro e apoiador de qualquer programa de combate ao câncer”, garante Marcelo Lucena.

Jhony também dialogou com os médicos das áreas de radioterapia, hematologia, urologia, neurologia,
ginecologia e cirurgias oncológicas do Laureano. “Vocês precisam nos ajudar nesse momento e na construção desse projeto. Por isso vim dialogar para saber o que a gente consegue produzir aqui no Napoleão Laureano, além do que já se realiza atualmente, para que possamos ampliar a capacidade de diagnóstico, de cirurgias, de tratamentos, de leitos, da oncohematologia priorizando a oncologia na Paraíba”, ressalta o secretário estadual de Saúde.

 

Segundo o gestor estadual, os principais pontos do programa Paraíba Contra o Câncer é fortalecer as unidades já existentes no estado (a exemplo do HNL) para levar o atendimento oncológico ao interior do Paraíba. Em que o hospital Laureano será primordial para regionalizar os tratamentos, o acesso ao diagnóstico e biópsia, com a realização de exames avançados que proporcionará o estadiamento da oncologia.

“Esses serviços contratualizados pelo governo do estado serão regulados pela Secretaria Estadual de Saúde e isso com certeza vai expandir os atendimentos, garantindo que os usuários dos 223 municípios tenham acesso aos serviços oncologia. Tenho certeza absoluta que vamos conseguir avançar muito, porque sei da capacidade que o Laureano tem e nosso objetivo e dar acesso integral ao doente, com todo o corpo oncológico existente aqui e nos demais hospitais UNACON (Unidades de Alta Complexidade em Oncologia) da Paraíba”, acrescenta Jhony Bezerra.




Mulher é baleada na cabeça  em frente ao Hospital Napoleão Laureano, em Jaguaribe

Uma mulher foi vítima de feminicídio no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, nesta segunda-feira (08).  A víitima estava em frente ao Hospital Napoleão Laureano quando sofreu um tiro na cabeça, que segundo testemunhas teria sido disparado pelo próprio companheiro da mulher.

De acordo com testemunhas, inicialmente houve uma discussão entre os dois e, em seguida, o suspeito efetuou o disparo. No entanto, a polícia ainda está investigando o caso para ter certeza dos fatos.

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Conforme socorristas do Samu, o tiro atingiu a região da testa da vítima que apresentava dificuldades de respirar no momento do socorro.




Governador anuncia programa que amplia rede de oncologia da Paraíba com mais hospitais

O governador João Azevêdo anunciou a ampliação da rede oncológica de tratamento na Paraíba. Serão preparados mais hospitais para a realização de diagnósticos, cirurgias, quimioterapia e radioterapia. O anúncio foi feito em cerimônia no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa. O programa se chamará Saúde Plena e tem investimentos de R$ 40 milhões (confira a imagem ao final da matéria). Os detalhes serão apresentados em solenidade no próximo dia 10 de janeiro.

As ações incluem, além de outros hospitais, o Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, o Hospital da FAP, em Campina Grande, e o Hospital do Bem, em Patos. “O Hospital do Bem faz quimioterapia, mas não faz radioterapia. Vai fazer agora porque nós compramos o acelerador linear”, declarou o governador, como acompanhou o ParlamentoPB.

Mais hospitais para diagnóstico, cirurgias e quimioterapia

Segundo João Azevêdo, “o grande problema é que essa rede tem problemas de diagnóstico. Então nós vamos ter 12 hospitais do Estado que estarão preparados para fazer o diagnóstico. Mas se faz o diagnóstico, muitas vezes, precisam de cirurgia. Aí nós vamos ter 10 hospitais do Estado para estarem devidamente preparados para fazer as cirurgias. E vamos colocar quimioterapia em 11 hospitais.”

O gestor fala em enfrentamento. “Nós estamos criando uma rede estadual, investindo esses R$ 40 milhões que estão aí previstos, para, da mesma forma que nós enfrentamos a questão das cirurgias eletivas, enfrentar a questão da oncologia.”

Sobrecarga do Hospital Napoleão Laureano e do Hospital da FAP

O governador destaca que “não dá para deixar e esperar que somente o Hospital Napoleão Laureano e o Hospital da FAP tentem atender todo mundo porque não atende. Tem muita gente morrendo de câncer por falta de atendimento. Nós vamos enfrentar, como enfrentamos com o Coração Paraibano e com o Opera Paraíba, uma questão que é muito séria.

Secom




Promotores e procuradores em conjunto, querem que Hospital Napoleão Laureano dê mais transparência a recursos recebidos

A recomendação é feita em atenção a alguns problemas em relação à transparência da instituição que foram detectados pelos Ministérios Públicos.

O documento foi encaminhado aos diretores do Hospital Napoleão Laureano nessa sexta-feira (Foto: arquivo)

 

O Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) e o Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) expediram uma recomendação conjunta visando dar mais transparência na gestão da Fundação Napoleão Laureano. O documento direcionado ao diretor geral Marcílio Mendes Cartaxo e ao diretor administrativo e financeiro Afro Rocha de Carvalho foi encaminhado nesta sexta-feira (09).

A recomendação é feita em atenção a alguns problemas em relação à transparência da instituição que foram detectados pelos órgãos, tendo em vista a importância de informações sobre a destinação de recursos públicos. Nesta semana, conforme noticiado pelo ClickPB, o promotor Octávio Paulo Neto teceu duras críticas à falta de transparência da gestão. Ele declarou que “estamos diante de uma caixa preta que precisa ser revelada a sociedade” destacando as quantias que chegam ao Napoleão Laureano por meio de doações e emendas ao mesmo tempo em que persistem denúncias de falta de medicamentos.

Ficou estabelecido o prazo de 30 dias para que os diretores possam fazer a complementação das informações disponibilizadas no site da instituição no que é referente à transparência. A recomendação é feita para que sejam sanadas as leis nº 12.527/2011 (Acesso à Informação) e lei nº 13.0019/2014, que estabelece o regime jurídico das parcerias voluntárias.

Os representantes do Ministério Público alertam especialmente para alguns problemas do site, como:

– na aba licitações só há informações sobre cinco certames;

– na aba dados só há informações de atendimentos de urgência do SUS e procedimentos realizados até o ano de 2019, demonstrativos contábeis dos anos de 2019 e 2020 e relatórios de governança corporativa dos anos de 2019 e 2020;

– os dados relativos ao recebimento de emendas de bancada federal e emendas impositivas de deputados estaduais e vereadores não contam com data dos repasses, o que impossibilita o controle do fluxo financeiro na exata sequência cronológica;

– nos dados relativos aos convênios celebrados com os municípios só constam nas cidades de Cabedelo e Jacaraú;

– na aba relativa à Plataforma Mais Brasil, só há dados de transferências voluntárias realizadas até o ano de 2021;

– na aba relativa às verbas covid, só há dados de recursos recebidos e gastos no ano de 2020.

A recomendação dá um prazo de 10 dias para que os diretores informem se irão acatar ou não o que foi solicitado.

A recomendação foi assinada pelos promotores de Justiça Alexandre Jorge do Amaral Nóbrega, titular da 40ª Promotoria das Fundações de João Pessoa, e Octávio Celso Gondim Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pelos procuradores da República José Guilherme Ferraz da Costa e Janaína Andrade de Sousa e o procurador-geral do Ministério Público de Contas Bradson Tibério Luna Camelo.

Confira a recomendação na íntegra:

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Coordenador do Gaeco cobra transparência na gestão da Fundação do Hospital Napoleão Laureano

“Estamos diante de uma caixa preta que precisa ser revelada a sociedade” disparou Coordenador do Gaeco

Promotor Octávio Paulo Neto

O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba, promotor Octávio Paulo Neto, fez críticas duras à falta de transparência na gestão das contas do Hospital Napoleão Laureano.

“Estamos diante de uma caixa preta que precisa ser revelada a sociedade. Existem denuncias diárias agravadas pelo desabastecimento de medicamentos e insumos que provoca a interrupção dos serviços de saúde naquele hospital. Por outro lado sabemos que volumosas quantias de emendas parlamentares, doações e parcerias financeiras são feitas aos milhões sem nenhum controle ou transparecia. A sociedade precisa saber o que acontece naquela fundação e só dando transparência aos que se recebe e como se gasta, poderemos sanar todas as dúvidas desta gestão” disse Octávio Paulo Neto.

Os Ministérios Públicos Federal e da Paraíba ajuizaram no ano passado uma ação civil pública contra a Fundação Napoleão Laureano, pedindo o afastamento de 14 diretores, em razão de supostas fraudes contábeis, dentre outras irregularidades.

A ação civil pública é um desdobramento de procedimentos instaurados no MPF e também no MPPB para apurar denúncia envolvendo a Fundação e o Hospital Napoleão Laureano, em razão de reclamações sobre o atraso no início dos tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgias eletivas, em decorrência de um evidente desequilíbrio econômico-financeiro por parte do hospital.

A Justiça Federal negou o pedido a princípio. Mas explica que ainda há a possibilidade de haver a destituição dos diretores da fundação e o pedido pode, inclusive, ser reexaminado.

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