Explosões no Irã e Líbano causam medo de escalonamento da guerra

O maior temor é que o conflito entre Israel e o Hamas abra novas frentes de batalha

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Explosão no Irã
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Explosão no Irã

Os últimos dois dias foram marcados por uma elevação da tensão no Oriente Médio, após explosões no Irã e no Líbano deixarem mais de 100 vítimas e levarem à morte do xeque Saleh al Aruri, vice-presidente do gabinete político do Hamas e fundador do braço militar do grupo palestino que controla a Faixa de Gaza e tem laços estreitos com o grupo radical libanês Hezbollah.

Salah al-Arouri morreu numa explosão na cidade libanesa de Beirute na terça-feira (2), que também fez outras cinco vítimas fatais e foi atribuída a Israel pelo Primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, que afirma que o país “busca arrastar o Líbano para uma nova fase de confronto” contra o Hamas.

Após os ataques, o Hezbollah classificou a morte de al-Arouri como um crime de guerra que “não ficará impune”, e Israel declarou que está preparado para “qualquer cenário”.

Além disso, nesta quarta-feira (3) outro ataque, desta vez no Irã, deixou 103 mortos durante uma procissão para o túmulo de Qassem Soleimani, ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã que era uma figura importante no país e foi morto por um ataque dos Estados Unidos em 2020.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, lamentou as explosões no Irã. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu ao integrante do gabinete de guerra israelense, Benny Gantz, que busque evitar a escalada da guerra, “especialmente no Líbano”.

“O Presidente da República sublinhou que era essencial evitar qualquer atitude de escalada, particularmente no Líbano, e que a França continuaria a transmitir estas mensagens a todos os interventores direta ou indiretamente envolvidos na área”, diz o comunicado francês, que também expressa preocupação com as mortes de civis e crise humanitária em Gaza.

O Hamas também se pronunciou após o ataque, por meio de uma declaração do oficial sênior do grupo, Izzat al-Rishq.

“Os covardes assassinatos cometidos pela ocupação sionista contra oficiais e símbolos do nosso povo palestino, dentro e fora da Palestina, não poderão quebrar a contínua e brava resiliência de nosso povo nem impedir que continue com sua corajosa resistência”, disse al-Rishq.

 

 




Brasileiros ficam fora da lista de estrangeiros que podem deixar Gaza

Mais de 500 pessoas estão nesta primeira lista para sair de Gaza

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Grupo de brasileiros que estão em Gaza e aguardam para cruzar fronteira

Divulgação/Itamaraty

Grupo de brasileiros que estão em Gaza e aguardam para cruzar fronteira

A passagem entre Rafah e o Egito foi aberta pela primeira vez nesta quarta-feira (1º)  desde o início da guerra entre o grupo extremista Hamas e Israel, em 7 de outubro . No entanto, os brasileiros que aguardam para deixar o local do conflito ainda não foram liberados para cruzar a fronteira.

Segundo o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, mais de 500 pessoas estão nesta primeira lista para deixar Gaza. A fronteira foi aberta para retirar pessoas gravemente feridas, estrangeiros e portadores de dupla nacionalidade.

O chanceler afirmou ainda estar ciente do desespero das famílias brasileiras e disse ao g1 que “haverá outras listas”.

“Pela 1ª vez, estrangeiros são autorizados a sair da Faixa de Gaza. Acredito que em breve novas listas serão publicadas. Espero que nossos brasileiros estejam nelas”, disse o embaixador.

Um grupo de 30 brasileiros de Gaza aguarda para ser repatriado. Eles agora esperam pela autorização para cruzar a fronteira com o Egito e possam retornar ao país na aeronave presidencial que está em Cairo, capital egípcia.

“Eu acredito que o Governo Federal não está fazendo o esforço pra retirar os brasileiros daqui”, disse Hasan Habbee ao g1, um dos brasileiros na Faixa de Gaza.

Ainda, após a abertura da fronteira, as primeiras ambulâncias transportando palestinos feridos vindos da Faixa de Gaza,  após contraofensiva de Israel, já conseguiram entrar no Egitona manhã desta quarta-feira (1º).

O confronto, iniciado por Hamas em 7 de outubro , já deixou mais de 9,7 mil pessoas mortas. O Ministério da Saúde palestino já contabiliza mais de 8,5 mil mortos desde o início da guerra. Além disso, a pasta registra mais de 20 mil feridos. Entre os israelenses, são 1,4 mil mortos e 5,4 mil feridos.




“Risco da guerra virar conflito regional é real”, diz presidente da Comissão Europeia

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, faz discurso sobre o Estado da União no Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França. foto: reuters

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O risco de que a guerra Israel-Hamas se transforme em um conflito regional no Oriente Médio é real, disse a presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, durante discurso em um think tank conservador de Washington na quinta (19).

Como exemplo, Von der Leyen mencionou os confrontos entre manifestantes e policiais registrados em vários países, como Líbano e Jordânia, ao longo dos últimos dias, em protestos que se opunham às ações de Tel Aviv.

“Israel sofreu o maior ataque terrorista de sua história”, afirmou em fala no Hudson Institute. “O Hamas os atacou simplesmente porque eram judeus, porque estavam vivendo no Estado de Israel. Só há uma resposta dos países democráticos: seguimos com Israel.”

Em uma breve passagem, antevendo críticas, sinalizou que “não há contradição entre ser solidário a Israel e agir para que palestinos [de Gaza] recebam ajuda humanitária”.

Ela também comparou o Hamas à Rússia, há mais de 600 dias em guerra contra a Ucrânia. “Ambos têm um modo bárbaro de lutar”, disse, mencionando ataques que mataram crianças.

Sobre o conflito no Leste Europeu, dedicou seu discurso a uma lista de menções ao presidente Vladimir Putin. “Putin achou que tomaria a Ucrânia em questão de dias, e errou”, disse. “Também achou que a Europa hesitaria em responder, mas fomos rápidos”, seguiu.

“Colocamos nossa casa em ordem e seguimos unidos contra Putin”, afirmou, referindo-se às estratégias europeias para se desvencilhar da dependência do gás natural russo, um dilema enfrentado desde o início do conflito. “Queremos garantir que o custo da guerra para os russos siga subindo.”

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EUA dizem que Hamas dificulta abertura da fronteira de Gaza com Egito

Palestinos e estrangeiros, incluindo brasileiros de Gaza, estão em Rafah, cidade fronteiriça

Reprodução/ONU

Gaza destruída

Os Estados Unidos acusaram o grupo extremista Hamas neste domingo (15) de dificultar um acordo para a passagem de cidadãos estrangeiros na fronteira entre o sul da Faixa de Gaza e o Egito.

Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, afirmou que a abertura da fronteira já foi negociada entre os governos de Israel e Egito, no entanto, Hamas travou a passagem.

“Os egípcios concordaram em permitir que os americanos cruzassem a fronteira por Rafah (a cidade fronteiriça). Os israelenses garantiram que tentariam, no que cabe a eles, manter a área segura. Ontem (14) tentamos retirar um grupo (de cidadãos norte-americanos), mas a questão foi que o Hamas impediu que isso acontecesse”, disse Sullivan à CBS.

Palestinos e estrangeiros, incluindo brasileiros de Gaza, estão em Rafah,  cidade que faz fronteira com o Egito. Uma aeronave da Presidência da República do Brasil – um VC-2 com capacidade para até 40 passageiros, mais tripulantes – já está em Roma, na Itália, aguardando para seguir viagem para o Egito e resgatar brasileiros de lá.

O acordo permite somente a saída de estrangeiros pela fronteira. O Hamas e o governo do Egito declararam que palestinos devem permanecer no local.

O número de mortos na guerra entre Israel e o grupo palestino armado Hamas já passa dos 3.700 neste domingo (15). Ao todo, são 1.400 israelenses mortos, segundo autoridades de Israel, e 2.329 palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino.

Os feridos somam pelo menos 13 mil pessoas desde o início do conflito, sendo 3.400 israelenses e cerca de 9.714 em Gaza.




Hezbollah e Israel trocam ofensivas militares nesta terça-feira (10)

A escalada de violência teve início depois que Israel declarou guerra contra o grupo radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza

Reprodução/Flipar

O conflito começou no sábado e já matou milhares de pessoas, entre israelenses e palestinos

De acordo com informações do The Spectator Index, nesta terça-feira (10), além de continuar a ofensiva ao Hamas, Israel também trocou ataques com o Hezbollah , grupo islâmico libanês que também se opõe ao país e luta pela implementação de um Estado Muçulmano.

Primeiro o Hezbollah atacou um tanque israelense usando um míssil teleguiado. O país, então, retaliou: um helicóptero de ataque israelense ataca posto de observação do Hezbollah no sul do Líbano.

Até então, mesmo com a troca de ofensivas com o Hezbollah, o principal alvo de Israel é o Hamas, grupo armado – e com atuação política – que controla a Faixa de Gaza.

Durante a manhã, as Forças de Defesa israelenses comunicaram ataques a “alvos terroristas pertencentes à organização terrorista Hamas na costa da Faixa de Gaza”.

Na ofensiva, um barco de pesca teria sido atingido por foguetes, pegando fogo no porto de Gaza, enquanto mais foguetes caíam na água. Até o momento, não há mais informações sobre outros alvos e de possíveis vítimas.

O Hamas também disparou uma leva de foguetes da faixa de Gaza e do sul do Líbano em direção a Israel, “em resposta ao deslocamento de civis em Gaza”.

Antes do ataque, um porta-voz do Hamas emitiu um alerta aos moradores da cidade israelense de Ashkelon, para que deixassem a cidade antes das 17h, no horário local (11h, horário de Brasília).

O conflito começou no último sábado, após um ataque-surpresa do Hamas a Israel, que foi retaliado com mais uma ofensiva e declaração de estado de guerra.  O número de mortos já ultrapassou 1670 pessoas – 900 israelenses e 770 palestinos.

O número real, no entanto, pode ser muito maior, visto que o governo de Israel declara ter encontrado cerca de 1500 corpos , supostamente combatentes do Hamas, nas proximidades da fronteira com a Faixa de Gaza.

Por Ig




Hamas está ‘aberto a discutir trégua’ com Israel, diz líder do grupo

Líder disse que grupo já “atingiu seus objetivos”

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Ansa|iG Último Segundo

Soldados israelenses lançam mísseis na fronteira de Gaza
Reprodução Twitter/X

Soldados israelenses lançam mísseis na fronteira de Gaza

Moussa Abu Marzuk, um dos líderes do Hamas , declarou à Al Jazeera que o grupo “atingiu seus objetivos” e está aberto a discutir sobre uma possível trégua com Israel.

Em uma entrevista por telefone, ele disse que o Hamas está aberto a “todos os diálogos políticos”, quando foi perguntado se estaria disposto a um cessar-fogo.

Ele também declarou que o Hamas capturou dezenas de cidadãos israelenses com dupla cidadania, incluindo cidadãos russos e chineses.

O conflito

No último sábado (7), o grupo  Hamas realizou a maior ofensiva dos últimos anos contra Israel, que declarou guerra como resposta. Ao reivindicar o ataque, o Hamas afirmou que esse é o início de uma grande operação para retomar território e que se trata de uma resposta à “agressão sionista”.

O ataque de sábado desencadeou uma série de ofensivas tanto do grupo Hamas quanto de Israel,  deixando mais de 1,2 mil mortos.

Nesta segunda-feira (9), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a resposta do país ao Hamas “mudará o Oriente Médio”.  No sábado, ele já havia dito que a formação ofensiva israelense “continuará sem reservas e sem tréguas até que os objetivos sejam alcançados”.




Prigozhin morre em acidente de avião na Rússia, diz agência

Dez pessoas morreram após queda de aeronave durante o voo de Moscou para São Petersburgo

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Morre líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin em queda de avião
Reprodução/redes sociais – 21.08.2023

Morre líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin em queda de avião

Um avião que tinha na lista de passageiros o nome de Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner, caiu durante um voo de Moscou para São Petersburgo, de acordo com autoridades russas. Prigozhin liderou uma tentativa fracassada de golpe contra o presidente Vladimir Putin em junho deste ano e depois se exilou na Bielorrússia.

Todas as 10 pessoas a bordo do avião, incluindo três membros da tripulação, morreram no acidente, informou o ministério de emergência da Rússia, segundo a agência de notícias estatal RIA Novosti

A Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia (Rosaviatsiya) iniciou uma investigação sobre a queda de um avião Jato Executivo da Embraer, que ocorreu na Região de Tver nesta quarta-feira (23).

As informações foram divulgadas pela agência em comunicado, acrescentando que o nome Yevgeny Prigozhin estava incluído na lista de passageiros do voo acidentado.

“Uma investigação sobre a queda do avião Embraer que ocorreu na Região de Tver nesta noite foi iniciada. De acordo com a lista de passageiros, o primeiro e o último nome de Yevgeny Prigozhin estavam incluídos nessa lista”, observou a agência.

O que se sabe sobre o acidente

No primeiro comunicado sobre o acidente, o Ministério de Situações de Emergência disse à agência TASS  — que o jato executivo Embraer havia caído na região de Tver, matando todos a bordo, mas não foi adicionado outros detalhes sobre os passageiros.

“O avião Embraer estava a caminho de Sheremetyevo para São Petersburgo. Havia três pilotos e sete passageiros a bordo. Todos eles faleceram”, disse a fonte.

Os serviços de resposta de emergência informaram à TASS (Agência de Notícias Russa) que quatro corpos haviam sido encontrados. O avião, aparentemente, pegou fogo após a queda e o impacto com o solo, sendo consumido pelas chamas. A aeronave havia levantado voo por cerca de 30 minutos.

Até o momento só está confirmada a presença do nome de Prigozhin na lista de passageiros da aeronave. Na segunda-feira, o líder do grupo Wagner teria postado um vídeo falando diretamente da África, de onde supostamente atuava no conflito armado na região do Níger.  Prigozhin teria afirmado que estava em combate ao lado de vários soldados para tornar o continente “mais livre”.




Mercenário do Wagner diz que ‘não fazia ideia’ de que participava de motim na Rússia

Combatente paramilitar relata à BBC que sua unidade só soube que participava de uma insurreição contra Putin ao acompanhar o noticiário no Telegram.

Militantes do Wagner em Rostov, durante o motim de 23 de junho; combatente diz à BBC que sua unidade não sabia que participava de uma insurreição (Foto: G1/GETTY IMAGES)

 

Um mercenário que participou da tentativa de motim contra o presidente russo Vladimir Putin afirma que ele e seus colegas combatentes “não tinham ideia” do que estava acontecendo naquele 23 de junho.

Foi o dia em que, em um intervalo de 24 horas, o líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, organizou uma insurreição e mandou suas tropas paramilitares à cidade russa de Rostov e depois em direção a Moscou. Mas horas depois, Pregozhin afirmou que esse avanço seria interrompido para evitar derramamento de sangue – os detalhes de o que levou à interrupção do motim não estão claros até hoje.

Combatentes do Wagner raramente falam à imprensa, mas o Serviço Russo da BBC conseguiu conversar com um comandante júnior que se viu no meio dos acontecimentos.

Gleb (nome fictício) já havia participado da luta na simbólica cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia. Quando o motim de junho começou, ele estava descansando com sua unidade, em um quartel na região ucraniana de Luhansk, ocupada pelos russos.

No início da manhã de 23 de junho, os combatentes receberam uma ligação para se juntarem a uma coluna de combatentes do Wagner que estava de saída da Ucrânia.

A ordem viera de um comandante do Wagner que Gleb pede para não identificar – mas que ele diz que estava cumprindo determinação direta de Prigozhin e do Conselho de Comando do Wagner.

“É um deslocamento total”, ele ouviu. “Estamos formando uma coluna, vamos embora.”

Gleb diz que ninguém foi informado sobre para onde iria a coluna, mas ele ficou surpreso em saber que ela estava se movendo na direção oposta à frente de batalha com a Ucrânia.

Os combatentes do Wagner não encontraram nenhuma resistência, diz Gleb, ao cruzarem a fronteira russa rumo a Rostov.

“Não vi nenhum guarda de fronteira”, ele diz. “Mas a polícia rodoviária nos saudou no caminho.”

Canais de Telegram associados ao Wagner mais tarde afirmaram que as patrulhas de fronteira haviam baixado suas armas quando os combatentes do Wagner apareceram, no posto de checagem de Bugayevka.

Quando se aproximaram de Rostov-on-Don, os combatentes receberam a ordem de render todos os prédios de agências de segurança na cidade e de ocupar o aeroporto militar local.

A unidade de Gleb foi ordenada a tomar controle dos escritórios regionais da agência de inteligência russa, a FSB. Quando eles se aproximavam do prédio, este parecia estar completamente trancado e esvaziado. Até que, meia hora depois, uma porta se abriu e duas pessoas saíram à rua.

“Eles nos disseram, ‘vamos fazer um acordo’”, afirma Gleb. “Eu respondi: ‘que acordo? Esta cidade é nossa’. Então apenas concordamos que um deixaria o outro em paz. Eles saíam para fumar de vez em quando.”

Jornalistas baseados em Rostov reportaram episódios parecidos em vários prédios governamentais da cidade e seus arredores. Os combatentes do Wagner primeiro voavam drones sobre os edifícios. Ninguém era autorizado a sair deles, mas serviços de entrega de comida eram permitidos.

Enquanto isso, Prigozhin estava no quartel-general do Distrito Militar Sul do Exército russo, em encontro com o vice-ministro de Defesa, general Yunus-bek Yevkurov, e com o também general Vladimir Alexeyev.

Prigozhin exigia que eles entregassem o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e o comandante da ofensiva na Ucrânia, Valery Gerasimov – os quais Prigozhin criticava por suposta incompetência na guerra da Ucrânia.

Simultaneamente, outra coluna de combatentes do Wagner estava se movendo.

Gleb confirma relatos da imprensa de que essa coluna era liderada pelo fundador do Wagner, Dmitry Utkin, um ex-oficial das forças especiais russa que raramente é visto em público.

Essa coluna estava na rodovia principal rumo a Voronezh e, aparentemente, a caminho de Moscou.

Gleb, então, sabia quais eram as intenções e os planos de Prigozhin?

Na noite de 24 de junho, Gleb foi contactado por um de seus superiores, que ordenou, sem dar explicações, que ele e sua unidade regressassem à base em Luhansk. Nesse trajeto, eles acompanharam os acontecimentos pelo Telegram e souberam que Prigozhin havia sido alvo de acusações criminais – depois derrubadas – e seria enviado a Belarus (ele já regressou à Rússia, segundo o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko).

Daí, eles leram que os combatentes do Wagner não seriam responsabilizados por seu papel no motim por causa de seus “méritos de combate”, segundo o porta-voz e Putin, Dmitry Peskov.

Para Gleb e sua unidade, o futuro agora é incerto. Eles foram ordenados a permanecer no quartel em Luhansk e aguardar novas ordens.

Seus anfitriões – que são as autoridades da autodenominada República Popular de Luhansk, um grupo de militantes separatistas pró-Rússia – estão ansiosos em saber mais sobre os planos futuros e o que vai acontecer com seus equipamentos e munições, diz Gleb.

Questionado por que ele não abandona o Wagner, Gleb tem uma resposta simples: “meu contrato ainda não venceu”.




PL dará apoio jurídico, mas não entrará em guerra por Bolsonaro

Valdemar Costa Neto defenderá Jair Bolsonaro, mas seguindo às regras da Justiça

 

Bolsonaro pode ficar inelegível
redacao@odia.com.br (AFP)

Bolsonaro pode ficar inelegível

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido não vai levar “um tiro” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (RJ). A ordem dada pelo cacique político é de apoiar publicamente o capitão da reserva, dar todo o apoio jurídico para que ele possa recorrer da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas não entrar em nenhuma guerra contra o judiciário.

Valdemar relembrou aos seus aliados que a sigla entrou na onda bolsonarista ao fim das eleições de 2022 e ganhou uma multa de R$ 22 milhões. Ele ainda destacou que muitos parlamentares ficaram na mira da justiça por conta dos questionamentos feitos em relação ao processo eleitoral do país.

O presidente do PL pediu que as principais lideranças da agremiação demonstrem indignação pela provável inelegibilidade de Bolsonaro, mas que evitem ataques ao poder judiciário.

A ideia é criar a narrativa que o ex-presidente foi injustiçado, no entanto, o PL respeitará a decisão judicial e buscará uma revisão do processo por vias legais.

Valdemar não quer que representantes do partido entrem na onda dos bolsonaristas. Na sua opinião, haverá tentativa de uma nova radicalização. “O presidente não quer entrar numa nova guerra”, falou um interlocutor.

Bolsonaro inelegível?

O ex-presidente da República corre o risco de ficar inelegível pelos próximos oito anos. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julga nesta terça uma ação do PDT sobre a reunião do capitão da reserva com embaixadores em julho do ano passado, no Palácio do Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro disseminou informações falsas sobre o sistema eleitoral e integrantes da Corte Eleitoral e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Neste momento, três ministros votaram a favor da condenação do antigo mandatário do país, enquanto apenas um votou contra.

Por ig

 




Líder mercenário russo ordena que combatentes recuem para evitar derramamento de sangue

O chefe da milícia Wagner, C concordou em aliviar a situação

Chefe da milícia Wagner, Yevgeny Prigozhin
Chefe da milícia Wagner, C

Foto: Reuters

O líder do grupo mercenário russo amotinado, Yevgeny Prigozhin, disse neste sábado, 24, que ordenou que seus combatentes, que avançavam em direção a Moscou, dessem meia volta e recuassem às suas bases para evitar derramamento de sangue.

Prigozhin havia dito mais cedo que queria depor o alto escalão do Exército e “restaurar a justiça”. O presidente russo, , disse que o motim tinha que ser decisivamente reprimido.

O gabinete do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse que conversou com Prigozhin, com aprovação de Putin, e que o chefe da milícia Wagner concordou em aliviar a situação.

Em uma mensagem de áudio divulgada pelo seu serviço de imprensa, Prigozhin disse:

“Eles queriam desmembrar a milícia Wagner. Embarcamos em uma marcha de justiça em 23 de junho. Em 24 horas, chegamos a 200 kms de Moscou. Até agora, não derramamos uma gota de sangue dos nossos combatentes.”

“Agora, chegou o momento em que sangue pode ser derramado. Entendendo a responsabilidade (pela chance) de que sangue russo seja derramado em um lado, estamos dando meia volta em nossas colunas e voltando aos campos como planejado”.

A revolta de Prigozhin

Prigozhin, um ex-condenado e aliado de longa data de Putin, lidera um exército privado que inclui milhares de combatentes recrutados nas prisões russas.

Seus homens enfrentaram os combates mais ferozes da guerra de 16 meses na Ucrânia, incluindo a batalha prolongada pela cidade oriental de Bakhmut.

Ele protestou durante meses contra os altos escalões do Exército regular, acusando os generais de incompetência e de reter munição de seus combatentes. Neste mês, ele desafiou ordens para assinar um contrato que colocava suas tropas sob o comando do Ministério da Defesa.

Ele lançou o aparente motim na sexta-feira, 23, depois de alegar que os militares mataram muitos de seus combatentes em um ataque aéreo. O Ministério da Defesa negou.

“Somos 25.000 e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse ele, prometendo destruir quaisquer postos de controle ou forças aéreas que estivessem no caminho do Wagner. Mais tarde, ele disse que seus homens se envolveram em confrontos com soldados regulares e derrubaram um helicóptero.

Terra.com