A Guerra Ideológica contra a Universidade Pública Por Rui Leitao 

A Guerra Ideológica contra a Universidade Pública Por Rui Leitao

O vídeo postado recentemente pela família do ex-jogador de futebol Túlio Maravilha, no qual afirma não concordar que a filha se matricule em uma universidade pública, integra uma ofensiva ideológica destinada a deslegitimar as instituições de ensino superior custeadas pelo Estado. Sob o argumento de preservar “valores familiares”, o casal reforça o velho e seletivo falso moralismo das elites, que veem na educação pública um espaço incômodo de crítica social e pluralidade de ideias.

É cada vez mais evidente a existência de um projeto político para desmontar a universidade pública. Esse projeto não se limita ao discurso: materializou-se em cortes orçamentários sistemáticos, que provocaram asfixia financeira, comprometeram o custeio, os investimentos, a assistência estudantil e reduziram bolsas de pesquisa. Trata-se de uma ofensiva conduzida por lideranças da extrema direita, com apoio de setores da elite econômica e cultural, que pretendem submeter o ensino superior à lógica neoliberal, extinguindo a gratuidade e transferindo recursos públicos para instituições privadas.

Multiplicam-se ataques que tentam rotular as universidades públicas como ineficientes, irrelevantes e ideologicamente “doutrinadoras”. Recusam-se a reconhecer que nelas se produz a maior parte do conhecimento científico do país, que se desenvolvem pesquisas estratégicas e que se formam profissionais altamente qualificados. Esse negacionismo é político. Suas consequências são concretas: fuga de cérebros, sucateamento de laboratórios, dificuldades de permanência para estudantes pobres e um ambiente de intimidação que ameaça a liberdade de cátedra.

Os inimigos da universidade pública não toleram que ela seja espaço do contraditório e da crítica. Rejeitam a ideia de que ciência, tecnologia e conhecimento sejam instrumentos de emancipação social.

Declarações como as do casal Túlio Maravilha reforçam a narrativa de “doutrinação de esquerda” e “balbúrdia”, estigmatizando professores e pesquisadores e expressando a histórica aversão das elites brasileiras a uma universidade gratuita, inclusiva e crítica.

Defender a universidade pública é defender a soberania científica, a mobilidade social e a democracia. Enquanto instituição pública, ela não serve ao lucro, mas ao interesse coletivo. Atacá-la é atacar o futuro do país. Em síntese, esses ataques não são apenas contra as universidades, mas contra a própria democracia.

www.reporteriedoferreira.com.br/Rui Leitao- advogado, jornalista, poeta, escritor




Acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza: veja detalhes da 1ª etapa

Tratado entrou em vigor ao meio-dia, no horário local (6h em Brasília)

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Israelenses comemoram acordo de paz e cessar-fogo em Gaza
Paulo Pinto/Agência Brasil

Israelenses comemoram acordo de paz e cessar-fogo em Gaza

governo de Israel  aprovou, na madrugada desta sexta-feira (10), o acordo de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns.  O tratado dá início à primeira fase do que pode ser o fim da guerra, que já completou dois anos na última semana e vitimou milhares de pessoas.

O acordo inclui a  entrega de reféns mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos dentro de Israel, além da retirada parcial das tropas israelenses do enclave. Ainda há pontos a serem negociados.

Cessar-fogo e retirada

O cessar-fogo começou imediatamente após a aprovação do governo israelense e, segundo o exército, estava em vigor a partir do meio-dia do horário local (6h em Brasília).

Em até 24 horas, as forças israelenses devem se retirar totalmente para as linhas acordadas e evitar o contato com civis palestinos. A redistribuição retira tropas de algumas áreas urbanas, mas mantém o controle sobre cerca de metade do território de Gaza. As forças militares afirmaram que estão “ajustando as posições operacionais” no enclave.

Entre as cidades desocupadas estão Khan Younis, intensamente atacada durante a guerra, e a Cidade de Gaza, alvo da mais recente operação terrestre contra o Hamas. Agora, estima-se que as tropas de Benjamin Netanyahu fiquem com o controle de 53% do território – antes, estavam em 75%.

“Estamos cercando o Hamas. Nós o envolvemos completamente, antes das próximas etapas do plano, nas quais o Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada. Se isso puder ser alcançado pelo maneira fácil, muito bem. Se não, será alcançado pela maneira difícil”, disse Netanyahu em pronunciamento.

Libertação dos reféns

No prazo de 72 horas após a retirada parcial das tropas, o Hamas deverá liberar todos os 48 reféns e entregá-los às autoridades de Israel.

Entre eles, 20 estão vivos. A recuperação dos corpos de reféns mortos pode demorar mais, já que nem todos os locais de sepultamento são conhecidos.

O coordenador israelense para reféns, Gal Hirsch, informou que uma força internacional ajudará a localizar os restos mortais não identificados pelo Hamas.

Após a libertação, Israel deve soltar 250 palestinos condenados ou suspeitos de crimes de segurança, além de 1.700 adultos e 22 menores detidos em Gaza durante a guerra, e devolver 360 corpos de combatentes.

Os prisioneiros serão libertos em Gaza ou, em alguns casos, deportados para o exterior, com restrições permanentes de entrada na região.

Ajuda humanitária

A ajuda em Gaza será intensificada, com circulação livre de suprimentos entre norte e sul pelas principais estradas. Dois funcionários israelenses informaram que 600 caminhões vão entrar diariamente no enclave.

Os veículos vão levar alimentos, combustível, gás de cozinha, equipamentos médicos e materiais para reparos de infraestrutura, como tubulações de água, esgoto e padarias.




Duas pontes desabam em locais distintos na Rússia e deixam mortos

Autoridades do país falam em “interferência ilegal na operação de transporte”

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Trem descarrilhado após queda de ponte em Kursk, na Rússia
Reprodução/X

Trem descarrilhado após queda de ponte em Kursk, na Rússia

Duas pontes desabaram na  Rússia em menos de 24 horas, deixando ao menos sete mortos e 69 feridos. O primeiro incidente aconteceu na noite de sábado (31), quando uma  ponte rodoviária caiu sobre os trilhos da ferrovia na região de Bryansk, provocando o descarrilamento de um trem que se aproximava, informaram autoridades russas.

Uma segunda ponte desabou horas depois, já neste domingo (1º), quando um  trem de carga cruzava a passagem na região de Kursk, causando um descarrilamento semelhante.

Inicialmente, órgãos oficiais chegaram a atribuir o acidente em Bryansk — que faz fronteira com a  Ucrânia — a uma “interferência ilegal na operação de transporte”, em postagem no Telegram. A publicação, no entanto, foi apagada pouco depois, segundo o jornal The Independent .

Explosões

Ponte rodoviária que caiu sobre trilhos em Bryansk, na Rússia
Reprodução

Ponte rodoviária que caiu sobre trilhos em Bryansk, na Rússia

O Comitê Investigativo da Rússia disse, no domingo, que as duas pontes caíram devido a explosões. Em um terceiro incidente separado, um importante grupo guerrilheiro ucraniano assumiu a responsabilidade por um ataque aos sistemas de retransmissão na região ocupada de Donetsk, o que interrompeu o movimento de uma nova linha ferroviária russa.

“Hoje, às 10h52 [4h52 no horário de Brasília], no trecho Unecha-Zhecha, na região de Bryansk, durante uma inspeção da infraestrutura com equipamentos especiais, ferroviários constataram danos nos trilhos. Ninguém ficou ferido. A circulação de trens suburbanos e de passageiros neste trecho não é permitida” , informou a Ferrovia de Moscou, afiliada da Ferrovia Russa, neste domingo.

Putin recebeu relatos de explosões

O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu relatórios durante toda a noite do Serviço Federal de Segurança e do Ministério de Emergências sobre incidentes envolvendo trens nas regiões de Bryansk e Kursk, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

O Comitê Investigativo da Rússia diz que ambas as explosões foram deliberadas e provavelmente estão relacionadas.

A Ucrânia não comentou sobre os incidentes, embora sua inteligência militar diga que um trem militar russo também foi atingido por uma explosão na área ocupada de Zaporizhzhia, afirma o The Indenpedent .

Ausações de sabotagem ucraniana

Alguns políticos russos se alinharam para culpar a Ucrânia sobre os incidentes. O parlamentar Andrei Kartapolov publicou que “este é definitivamente o trabalho dos serviços especiais ucranianos”, e que o objetivo era atrapalhar as negociações de paz exigidas pelos EUA.

Vale ressaltar que, até o momento, não foram encontradas ou divulgadas evidências destas acusações. A Ucrânia não se comprometeu a participar das negociações americanas na Turquia, dizendo que primeiro precisa ver as propostas da Rússia.




Após troca de prisioneiros, Rússia ataca a capital da Ucrânia e deixa ao menos 15 feridos

Segundo o exército ucraniano, Kiev foi alvo de mísseis e drones na noite desta sexta (23). Neste mesmo dia, Ucrânia e Rússia disseram ter trocado 270 prisioneiros de guerra e 120 civis cada.

Após troca de prisioneiros, Rússia ataca a capital da Ucrânia e deixa ao menos 15 feridos

Após troca de prisioneiros, Rússia ataca a capital da Ucrânia e deixa ao menos 15 feridos

A capital da Ucrânia foi alvo de um ataque combinado de drones e mísseis vindos da Rússia na noite de sexta-feira (23). Segundo a agência de notícias Associated Press, explosões e disparos de metralhadora foram ouvidos por toda a cidade.

Na manhã de sábado (24), autoridades ucranianas relataram danos em seis distritos da capital ucraniana, e um total de 15 feridos até o momento. Três precisaram ser hospitalizados — dois deles eram crianças.

Destroços de mísseis e drones interceptados caíram em pelo menos quatro distritos da cidade, informou Tymur Tkachenko, chefe interino da administração militar de Kiev, no Telegram.




Trump afirma que Zelensky está disposto a estabelecer um ‘acordo’ com a Rússia

Os dois se encontraram na França em uma conversa mediada pelo presidente francês Emmanuel Macron

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AF

Volodimir Zelensky (E) se reuniu com Donald Trump (D) e Emmanuel Macron em Paris
Julien de Rosa

Volodimir Zelensky (E) se reuniu com Donald Trump (D) e Emmanuel Macron em Paris

JULIEN DE ROSAO presidente eleito dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou neste domingo (8) que o presidente da Ucrânia , Volodimir Zelensky , está disposto a alcançar um “acordo” para acabar com a guerra com a Rússia, depois que os dois se reuniram em Paris para falar sobre o conflito.

O presidente da França , Emmanuel Macron , atuou como mediador em um diálogo de três partes com Zelensky e Trump no Palácio do Eliseu no sábado (7), em um contexto de medo em Kiev sobre a posição que o próximo governo americano adotará em relação ao conflito.

Durante a reunião, Zelensky destacou que a Ucrânia precisa “de uma paz justa e duradoura, uma que os russos não sejam capazes de destruir em alguns anos”, afirmou o presidente ucraniano neste domingo.

Trump critica abertamente a ajuda militar que os Estados Unidos fornecem à Ucrânia, da ordem de bilhões de dólares, e em uma oportunidade afirmou que poderia acabar com o conflito em 24 horas, sem revelar como.

“Zelensky (…) e a Ucrânia gostariam de fazer um acordo e parar a loucura”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Deve haver um cessar-fogo imediato e as negociações devem começar. Muitas vidas são desperdiçadas desnecessariamente, muitas famílias destruídas e, se isso continuar, pode virar algo muito maior e muito pior”, completou.

Zelensky anunciou neste domingo que 43.000 soldados ucranianos morreram e 370.000 ficaram feridos desde o início do conflito, desencadeado pela invasão russa da Ucrânia no final de fevereiro de 2022.

“Garantias de segurança fortes”

O governo ucraniano teme que, para alcançar a paz, Trump exija que Kiev faça concessões significativas a Moscou. Zelensky insistiu que qualquer acordo com a Rússia deve ser “justo”.

“O mais importante é uma paz justa e garantias de segurança, garantias de segurança fortes para a Ucrânia”, afirmou Zelensky, em uma declaração divulgada no site da Presidência ucraniana.

Zelensky agradeceu a Trump por sua “firme determinação” e disse que a conversa no Palácio do Eliseu foi “boa e frutífera”.

O encontro de Zelensky com Trump, pouco antes de ambos assistirem à reabertura da Catedral de Notre-Dame de Paris, foi a primeira reunião presencial entre ambos desde que o republicano venceu as eleições presidenciais, em 5 de novembro.

A viagem de Trump foi a primeira visita internacional do presidente eleito desde sua vitória eleitoral. Os aliados europeus conseguiram uma colaboração muito próxima com o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na crise no Oriente Médio.

Mas a chegada de Trump à Casa Branca pode mudar o rumo, caso o futuro presidente opte por um distanciamento dos europeus e por fortalecer ainda mais os laços com Israel.

Novo pacote de ajuda

Poucas horas após a reunião entre Macron, Zelensky e Trump, Joe Biden anunciou uma nova ajuda militar para a Ucrânia, de 988 milhões de dólares (6 bilhões de reais).

O pacote inclui drones, munições para o sistema de lançamento de foguetes HIMARS, além de equipamentos e peças de reposição para sistemas de artilharia, tanques e veículos blindados, informou o Pentágono.

No campo de batalha, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que Moscou derrubou 46 drones ucranianos na noite de sábado nas regiões fronteiriças e no sul da Rússia.

As autoridades russas também anunciaram que suas tropas conquistaram a localidade de Blahodatne, no leste da Ucrânia, confirmando o avanço do exército de Moscou na frente leste.




Bombardeio israelense na Faixa de Gaza deixa quase 100 mortos

“A maioria das vítimas eram mulheres e crianças. As pessoas tentaram salvar os feridos, mas não há hospitais ou cuidados médicos adequados”, disse testemunha

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AFP

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Socorristas removem um corpo dos escombros após um ataque israelense em Beit Lahia, norte da Faixa de Gaza, em 29 de outubro de 2024

Socorristas removem um corpo dos escombros após um ataque israelense em Beit Lahia, norte da Faixa de Gaza, em 29 de outubro de 2024

Um bombardeio israelense matou, na madrugada desta terça-feira (29), quase cem pessoas no norte da Faixa de Gaza , onde o Exército israelense intensificou desde setembro as suas operações aéreas e terrestres contra o movimento islamista palestino Hamas.

O ataque contra um prédio residencial em Beit Lahia deixou 93 mortos e 40 desaparecidos, disse o porta-voz da agência de Defesa Civil de Gaza, Mahmud Basal.

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“A maioria das vítimas eram mulheres e crianças. As pessoas tentaram salvar os feridos, mas não há hospitais ou cuidados médicos adequados”, disse Rabi al-Shandagog, uma testemunha de 30 anos que se refugiou em uma escola próxima.

Questionado pela AFP, o Exército israelense afirmou que estava examinando as informações sobre o ataque. Por outro lado, reivindicou ações no setor próximo de Jabaliya que mataram “cerca de 40 terroristas”.

Desde 6 de outubro, as tropas israelenses implementam uma nova ofensiva no norte de Gaza , onde garantem que os combatentes do Hamas estão se reagrupando. Sua operação causou o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas e, de acordo com a Defesa Civil, centenas de mortos.

A guerra, iniciada há mais de um ano em Gaza pelo ataque do Hamas contra Israel, foi ampliada em setembro para o Líbano , onde o Exército israelense luta contra o Hezbollah, um aliado do movimento palestino e também apoiado pelo Irã.

Israel enfrenta uma onda de rejeição internacional por sua decisão de proibir as atividades da agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA). Também enfrenta pressões crescentes por suas ofensivas no Líbano e em Gaza.

– “Momento mais perigoso em décadas” –

A região do Oriente Médio vive o “momento mais perigoso” em “décadas”, alertou o enviado da ONU para a região, Tor Wennesland , para o Conselho de Segurança da ONU.

Em Gaza, a guerra eclodiu em 7 de outubro de 2023 com o ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, que matou 1.206 pessoas, principalmente civis. Os milicianos islamistas também capturaram 251 pessoas naquele dia, das quais 97 ainda estão em cativeiro em Gaza. O Exército israelense indicou que 34 delas morreram.

A ofensiva israelense, lançada em retaliação para acabar com o movimento palestino, já matou mais de 43.000 pessoas em Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

Tropas israelenses e combatentes libaneses do Hezbollah começaram a trocar disparos na fronteira entre os dois países em 8 de outubro de 2023, o que forçou milhares de moradores dos dois lados a fugir.

Com o objetivo de permitir o retorno dos 60.000 habitantes deslocados do norte do seu território, Israel lançou bombardeios diários sobre o Líbano desde 23 de setembro, acompanhados uma semana depois por uma ofensiva terrestre no sul do país.

Esta ação enfraqueceu a poderosa formação político-militar xiita, que perdeu o seu influente líder, Hassan Nasrallah, em 27 de setembro em um bombardeio na periferia sul de Beirute, e o seu provável sucessor, Hashem Safieddine , dias depois.

– Novo líder do Hezbollah –

Nesta terça-feira, o Hezbollah anunciou a nomeação como novo líder do seu número dois desde 1991, Naim Qassem , cofundador do movimento e o seu líder mais visível publicamente nas últimas décadas.

A nomeação de Qasem será “temporária” e não vai “durar muito”, disse Yoav Gallant , ministro da Defesa de Israel, nesta terça -feira.

Segundo dados oficiais, a ofensiva do último mês deixou mais de 1.700 mortos no Líbano.

Nesta terça-feira, Israel continuou com seus bombardeios no sul do Líbano e, de acordo com a agência de notícias estatal, realizou um ataque de tanques em direção à cidade de Khiam, a 6 quilômetros da fronteira, incomum por sua profundidade.

A força de paz da ONU no Líbano, Unifil, afirmou que um foguete, provavelmente lançado pelo Hezbollah ou por um grupo aliado, atingiu seu quartel-general em Naqura, no sul, ferindo levemente alguns capacetes azuis.

O território israelense também foi atingido por mísseis lançados a partir do Líbano.

A nível diplomático, Israel enfrenta uma onda de críticas pela aprovação no seu Parlamento de uma lei que proíbe as atividades da UNRWA em seu território e a colaboração com a agência e os seus funcionários.

Várias capitais europeias, a própria ONU e a Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciaram a proibição, à qual os Estados Unidos também expressaram oposição.




Biden afirma que Israel não vai tomar decisão sobre os ataques do Irã “imediatamente”

Presidente norte-americano também fez apelo para israelenses não atacarem instalações de petróleo iranianas

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AFP|iG Último Segundo

|Joe Biden também falou que não sabe se as eleições dos Estados Unidos serão pacíficas

AFP

Joe Biden também falou que não sabe se as eleições dos Estados Unidos serão pacíficas

O presidente dos Estados Unidos , Joe Biden , afirmou nesta sexta-feira (4) que  Israel  “não tomará uma decisão imediatamente” a respeito de uma possível retaliação ao ataque realizado pelo Irã na última terça-feira (1º).

Biden ainda fez um apelo a Israel , para que não ataque instalações petroleiras do Irã, após ter reconhecido na véspera que esta possibilidade está sendo considerada.

“Se eu estivesse em seu lugar, estaria pensando em outras alternativas além de atacar campos petrolíferos”, declarou Biden à imprensa.

Eleições nos Estados Unidos

O presidente Joe Biden também falou sobre as eleições presidenciais. Ele destacou que não sabe se as eleições dos Estados Unidos, marcadas para o dia 5 de novembro, serão pacíficas, devido aos comentários do candidato republicano Donald Trump.

“Confio em que serão livres e justas”, mas “não sei se serão pacíficas”, declarou.

“As coisas que Trump disse e o que ele falou da última vez, quando não gostou do resultado das eleições, foram muito perigosas”, acrescentou.




Chefe do Hezbollah desaparece após bombardeio de Israel no Líbano, diz agência

O paradeiro de Nasrallah é incerto, mas fontes indicam que ele não foi atingido pelo

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Hasan Nasrallah, líder do Hezbollah, em foto tirada em 2019
Divulgação/Governo do Irã

Hasan Nasrallah, líder do Hezbollah, em foto tirada em 2019

Hezbollah , um grupo extremista com sede no Líbano , sofreu um ataque aéreo israelense em seu quartel-general em Beirute, na tentativa de eliminar seu líder, Hassan Nasrallah . Israel acredita que a morte de Nasrallah enfraqueceria o grupo terrorista, considerado uma ameaça à segurança da região.

O paradeiro de Nasrallah é incerto, mas fontes indicam que ele não foi atingido pelo ataque. Até o momento, o Hezbollah não se pronunciou sobre o estado de seu líder.

O governo do Irã, principal apoiador do Hezbollah, está investigando a situação após a perda de contato do grupo com Nasrallah.

Além disso, o ataque israelense em Beirute resultou em seis mortes e deixou 91 pessoas feridas. A situação entre Líbano e Israel continua a se agravar, com mais de 700 mortos em ataques durante a última semana.

No Líbano, 25 pessoas, incluindo quatro crianças, morreram em ataques no sul do país. Em resposta, o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade israelense de Haifa, intensificando ainda mais o conflito.

No norte de Israel, milhares de pessoas foram obrigadas a evacuar suas casas devido aos ataques do grupo terrorista.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o conflito continuará até que os moradores dessas áreas possam retornar com segurança.

Netanyahu também rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 21 dias, sugerida por diversos países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos, mantendo a escalada da tensão na região.




Número de mortos por ataques israelenses  no Líbano sobe para 492

Segundo Ministério da Saúde libanês, há 35 crianças entre as vítimas

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AFP|iG Último Segundo

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Nuvem de fumaça e chamas provocadas por ataque aéreo israelense na área de Marjayoun, no sul do Líbano, perto da fronteira
Rabih DAHER

Nuvem de fumaça e chamas provocadas por ataque aéreo israelense na área de Marjayoun, no sul do Líbano, perto da fronteira

O último balanço realizado pelo Ministério da Saúde do Líbano aponta 492  mortos  (sendo 35 crianças) e mais 1.246 feridos no maior ataque aéreo realizado por Israel no país nesta segunda-feira (23). Segundo as Forças Israelenses, o bombardeio atingiu mais de 800 alvos do movimento islamista Hezbollah em solo libanês.

Com os ataques desta segunda, o Líbano vive seu dia mais sangrento em mais de 18 anos, desde a guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006. De acordo com as autoridades libanesas, há mulheres, crianças e socorristas entre os mortos e feridos.

O Hezbollah anunciou que, em resposta, lançou foguetes contra três alvos no norte de Israel.

A onda de ataques a partir do amanhecer contra alvos do movimento pró-Irã no sul e leste do Líbano é a maior executada pelas tropas de Israel desde o início da guerra.

Pouco antes dos ataques, Israel havia alertado os civis do Líbano para que se afastassem “imediatamente” de supostas posições e depósitos de armas do Hezbollah.

“Até o momento, mais de 300 alvos do Hezbollah foram atacados”, informou o Exército em um comunicado emitido ainda no começo da manhã. Mais cedo, as forças militares israelenses anunciaram 150 ataques aéreos em apenas uma hora, das 6H30 às 7H30 (entre 0H30 e 1H30 de Brasília).

“Plano de destruição”

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou um “plano de destruição” executado por Israel contra o país e pediu à ONU e aos “países influentes” para “dissuadir” o governo israelense da “agressão”.

A agência estatal libanesa de notícias ANI relatou “mais de 80 bombardeios em meia hora”.

“Estamos vivendo sob bombardeios, dormimos e acordamos com os bombardeios”, declarou Wafaa Ismail, uma dona de casa de 60 anos, na localidade de Zautar, sul do Líbano.

O Exército israelense aconselhou os libaneses a “se afastarem” das posições do Hezbollah e alertou que prosseguirá com bombardeios mais “extensos e precisos” contra o grupo islamista.

Ligações de alerta

A ANI informou que “moradores de Beirute e de diversas regiões” receberam ligações telefônicas de israel com pedidos para que “abandonem rapidamente os locais onde se encontram”. O gabinete do ministro da Informação, Ziad Makari, confirmou à AFP que recebeu o mesmo alerta.

“Quando a secretária do ministro atendeu, ouviu uma mensagem gravada que pedia (aos funcionários) que abandonassem o edifício ou ficariam sob escombros”, segundo a agência. O ministro denunciou uma “guerra psicológica”.

As autoridades libanesas ordenaram o fechamento de escolas nas áreas atingidas pelos bombardeios na segunda e terça-feira.

O Hezbollah, um influente ator político e militar no Líbano, abriu uma frente de batalha na fronteira com Israel há quase um ano, após o início da guerra na Faixa de Gaza, em apoio a seu aliado islamista Hamas, que governa o território palestino.

Os ataques de artilharia aumentaram desde as explosões de pagers e walkie-talkies utilizados por membros do Hezbollah, atribuídas a Israel, na semana passada, que deixaram 39 mortos e quase três mil feridos em redutos da milícia no Líbano, segundo as autoridades.

“As ameaças não vão nos parar: estamos preparados para todos os cenários militares contra Israel”, afirmou no domingo o número dois do Hezbollah, Naim Qasem, que anunciou uma “nova fase” na batalha contra Israel, a do “acerto de contas”.

“À beira da catástrofe”

Diante do agravamento do cenário, o governo dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, recomendou que seus cidadãos abandonem o Líbano.

“Faremos todo o possível para impedir a explosão de uma guerra mais ampla”, disse o presidente Joe Biden.

A China aconselhou seus cidadãos a deixarem Israel “o mais rápido possível”.

“A região está à beira de uma catástrofe iminente”, disse a coordenadora especial das Nações Unidas para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert.

O Egito afirmou que teme uma “guerra total” no Oriente Médio e alertou que a escalada entre Israel e Hezbollah pode minar os esforços para alcançar um cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde o Exército israelense prossegue com a ofensiva devastadora de represália.

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, após o ataque do movimento islamista Hamas em Israel, no qual morreram 1.205 pessoas, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.

Dos 251 sequestrados durante a incursão islamista, 97 ainda continuam em cativeiro em Gaza, embora 33 deles tenham sido declarados mortos pelo Exército israelense.

A ofensiva israelense matou pelo menos 41.455 palestinos, de acordo com dados do Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas, que a ONU considera confiáveis.




Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia

Presidente russo manifestou solidariedade no enfrentamento dos incêndios florestais

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GPS Brasília

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Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia
Henrique Neri

Putin telefona para Lula e discute conflito contra Ucrânia

Vladimir Putin telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (18) e o presidente russo manifestou solidariedade ao Brasil no enfrentamento dos incêndios florestais” que têm afetado o país em meio a uma seca histórica.

Durante o telefonema, os dois presidentes também “conversaram sobre a reunião e os temas que serão debatidos na cúpula dos BRICS, mês que vem, em Kazan, e as relações bilaterais entre os dois países”. Além disso, também discutiram a proposta de paz do Brasil e China para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que já acontece há 2 anos e 6 meses.

Durante entrevista publicada na semana passada pelo portal Metrópoles, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a proposta é “destrutiva” e não passa de uma “declaração política”.

“Não nos perguntaram nada. E a Rússia aparece e diz que apoia a proposta do Brasil e da China. Nós não somos tolos. Pra que serve esse teatro? Ou seja, vocês falaram com a Rússia sobre uma iniciativa, apresentaram esta iniciativa e disseram: ‘essa é a nossa proposta’. Bem, definitivamente não se trata de justiça, não se trata de valores. Definitivamente é uma falta de respeito à Ucrânia. Não somos tolos”, afirmou Zelensky.

Zelensky ainda disse que o Brasil seria pró-Rússia, e que não seria necessário fortalecer a posição da Ucrânia antes de qualquer tipo de negociação futura para o fim do conflito

“Eu disse a Lula e ao lado chinês: ‘vamos sentar juntos, vamos conversar’. Voces não são nossos inimigos. Por que você de repente decidiu que deveria ficar ao lado da Rússia? Ou estar em algum lugar no meio? Qual é esse ponto de vista? No meio do quê? Não estamos lutando no meio. Não estamos lutando na fronteira. Estamos lutando nas nossas terras. Devemos parar os russos”, finalizou Zelensky.

Em resposta, o Itamaraty, quando procurado pela CNN, declarou que o “governo brasileiro tem reiterado, de forma clara e inequívoca, sua condenação à invasão russa do território ucraniano na Organização das Nações Unidas e em outros foros multilaterais, inclusive nos BRICS”.

O governo brasileiro defendeu “o diálogo e uma solução pacífica” para a guerra, e disse que o texto proposto em parceria com a China é um esforço de contribuir pela volta do diálogo. “Os elementos propostos sugerem princípios básicos que poderiam ser considerados na consolidação de eventual processo negociador”, conclui o Itamaraty.

Proposta de paz do Brasil e China

O texto propõe uma negociação direta entre Rússia e Ucrânia por meio de três princípios, não expandir o campo de batalha; não escalar combates; e a não inflamação da situação. O Brasil e a China pedem pelo fim de bombardeamentos em infraestrutura civil e também a criação de uma zona segura entorno de usinas nucleares nos dois lados.

“As duas partes convidam os membros da comunidade internacional a apoiar e endossar os entendimentos comuns, mencionados acima, e a desempenhar, conjuntamente, um papel construtivo em favor da desescalada da situação e da promoção de conversações de paz”, pontuam os dois países.

“1. As duas partes apelam a todos os atores relevantes a observarem três princípios para a desescalada da situação, a saber: não expansão do campo de batalha, não escalada dos combates e não inflamação da situação por qualquer parte.

  1. As duas partes acreditam que o diálogo e a negociação são a única solução viável para a crise na Ucrânia. Todos os atores relevantes devem criar condições para a retomada do diálogo direto e promover a desescalada da situação até que se alcance um cessar-fogo abrangente. O Brasil e China apoiam uma conferência internacional de paz realizada em um momento apropriado, que seja reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes, além de uma discussão justa de todos os planos de paz.
  2. São necessários esforços para aumentar a assistência humanitária em áreas relevantes e prevenir uma crise humanitária de maior escala. Ataques a civis ou instalações civis devem ser evitados, e a população civil, incluindo mulheres, crianças e prisioneiros de guerra, deve ser protegida. As duas partes apoiam a troca de prisioneiros de guerra entre os países envolvidos no conflito.
  3. O uso de armas de destruição em massa, em particular armas nucleares, químicas e biológicas, deve ser rejeitado. Todos os esforços possíveis devem ser feitos para prevenir a proliferação nuclear e evitar uma crise nuclear.
  4. Ataques contra usinas nucleares ou outras instalações nucleares pacíficas devem ser rejeitados. Todas as partes devem cumprir o direito internacional, incluindo a Convenção de Segurança Nuclear, e prevenir com determinação acidentes nucleares causados pelo homem.
  5. A divisão do mundo em grupos políticos ou econômicos isolados deveria ser evitada. As duas partes pedem novos esforços para reforçar a cooperação internacional em energia, moeda, finanças, comércio, segurança alimentar e segurança de infraestrutura crítica, incluindo oleodutos e gasodutos, cabos óticos submarinos, instalações elétricas e de energia, bem como redes de fibra ótica, a fim de proteger a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais.”

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