Greve dos caminhoneiros fracassa em todo o país; não houve adesão na Paraíba

Sabe aquela greve dos caminhoneiros que ia parar o Brasil nesta quinta-feira (4)? Não, não foi apenas na Paraíba que ela fracassou. As rodovias não tiveram contenção em nenhum lugar no Brasil, de acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A manifestação era capitaneada pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), tinha pauta oficialmente centrada na suspensão do pagamento de empréstimos pelos profissionais, mas tinha como pano de fundo um apoio velado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Este último ponto, inclusive, contribuiu para o fracasso.

Entidades que representam transportadores autônomos refutam uma adesão formal ao movimento por causa do apoio velado à pauta da anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro. Eles entendem que, mais uma vez, seriam usados como “massa de manobra”. Em 2018, uma greve dos profissionais pavimentou a candidatura de Jair Bolsonaro para a Presidência da República. Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciar o cumprimento definitivo dos 27 anos de prisão do ex-gestor, aliados prometeram parar o país. O que não aconteceu.

A Polícia Rodoviária Federal revelou que não recebeu nenhum aviso de paralisação no país e que, mesmo assim, continuará patrulhando os 75 mil quilômetros de rodovias federais. O fracasso, desta vez, foi conhecido imediatamente. Não será preciso mais 72 horas.




VIA CRUCIS DO SERVIDOR PÚBLICO Por Francisco Nóbrega dos Santos

VIA CRUCIS DO SERVIDOR PÚBLICO

Por Francisco Nóbrega dos Santos

O Projeto de Lei que deu origem a Lei Complementa 101, de 04 de Maio de 1990, trouxe ao povo brasileiro, esperança de que a vida do País em devaneio, iria respirar com um pouco de oxigênio econômico, nos saturados meios de sobrevivência, já transita na via trintenária.

Alguns, em lamentável frustração, viram suas esperanças, em tese, escorrerem pelos ralos do esgoto da política eleitoreira, tornando sua fé e credibilidade, pelos rumos, no tocante aos servidores públicos, de modo particular, dos Estados e Municípios, sem a expectativa dos dias melhores, firmados nos discursos eleitoreiros.

Quando a Lei de Responsabilidade Fiscal, LRF (LEI DE RESTRIÇOES AO FUNCIONÁRIO), antiga denominação dada AO SERVIDOR DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA OU INDIRETA, SEM EXCLUSÃO DE AUTARQUIAS OU EMPRESAS PÚBLICAS.

Os gestores, numa visão de esperteza, com a complacência dos órgão fiscalizadores, sem exclusão do próprio judiciário, de primeira última instâncias, transformaram tais assertivas, em manobras orçamentárias, com as limitações das despesas correntes, nas quais eram regidos encargos de Pessoal, inserindo nos Orçamentos Anual e Plurianual, valores que vedam qualquer reajuste nos salários ou proventos dos servidores da Administração Pública.

Desse modo, paridade entre os ativos e inativos, deixou de existir, em cruel desrespeito à isonomia, que dava um pouco de fôlego a inativos e pensionistas, muitos desses que sobrecarregam seus desempenhos, contribuindo para o progresso político dos gestores público.

Basta se fazer um paralelo entre os servidores que ocupam cargos de Assessoramento ou Direção, na atual conjuntura para se perceber a disparidade entre essas duas condições.

Numa simples visão dos poderes, constata-se a distância gigante entre ativos ou inativos.

Por outro ângulo, verifica-se na proposta da Lei Orçamentária, onde se estabelece que as despesas de pessoal, rezam como suporte orçamentário, associado as receitas restritas, para fixar 60% das receitas correntes, para custeio de ativos, inativos, pensionistas, além encargos previdenciários, tão restritos que inviabilizam o mínimo reajuste de salários, proventos e benefícios,cuja realidade contribui para miserabilidade do servidor, de modo especial, dos Estados e Municípios.

Convém ressaltar que, considerando que os ativos, muitos na iminência de uma aposentação, ainda dispõem de um força, quase coercitiva, constituída pelo Direito a Greve, não obstante a tecnologia que força restrição do número de admissão de servidores, tenha ocupado espaço, onde existe uma questão social que os fabricantes de normas restritivas implicitamente, existe como corolário de Direitos Humanos, a sobrevivência humana, que para os cofres públicos pesa na proposta orçamentária, no intuito de aumentar as despesas de capital destinadas a obras que rendem mais dinheiro. Não para a Administração, que se obriga a cumprir o princípio da anualidade, além da equidade RECEITA + DESPESA, porém do enriquecimento sem causa.

Os DiReitos Humanos, data vênia, criados para proteção dos frágeis, excluem do raio de atuação os inativos ou pensionistas, que, em muito, contribuíram na atividade, hoje morrem à míngua face ao distanciamento do poder de compra.

Existem casos em que muitos, pelo mérito do exercício de funções de chefia, direção ou assessoramento, mantêm essas vantagens incorporadas, como complemento porém congeladas em ínfimos valores, criam distanciamento do poder aquisitivo. Isso é DESUMANO, à ótica de Direitos Humanos, mundialmente respeitado no Mundo, com exceção do BRASIL. Vote e volte sempre.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Por Francisco Nóbrega dos Santos- Advogado, jornalista, poeta, escritor




Fim da greve: motoristas de ônibus aceitam proposta de 5% de reajuste em João Pessoa

Foto: Albemar Santos/MaisPB

O Sindicato dos Motoristas aceitou a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PB), em acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de João Pessoa (Sintur), e encerrou a greve iniciada na última segunda-feira (27). A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na manhã desta quinta (30).

A categoria aceitou a proposta de reajuste linear de 5% nos salários dos motoristas e reajuste gradual no vale alimentação, que chegará a R$ 550 em junho.

Com maioria, a proposta apresentada foi aprovada de maneira integral. O acordo proposto foi definido ontem (29) na ultima rodada de negociações com o Sintur-JP. Agora, os jurídicos dos sindicatos devem assinar o acordo e homologar o resultado pelo fim da greve.

A frota de ônibus em circulação na capital paraibana, que estava em 60%, deve ser totalmente reestabelecida nas próximas horas.

Em entrevista à Rede Mais, Jhonatan Pontes, advogado do sindicato dos motoristas, afirmou que a solução não foi ideal. “O sindicato dos motoristas sofre com bastante defasagem salarial, congelamento, perdas acumuladas ao longo dos anos, mas foi possível se encerrar a greve. A partir desse momento, a greve está encerrada”

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros no Município de João Pessoa (Sintur-JP) informou que os motoristas aceitaram a contraproposta. Com isso, a frota de ônibus voltará a operar com 100% da capacidade até amanhã.

Confira a nota:

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros no Município de João Pessoa (Sintur-JP) informa que os motoristas aceitaram a nova proposta durante assembleia realizada pela categoria na manhã desta quinta-feira (30). Com isso, a greve foi encerrada e a frota de ônibus voltará a operar com 100% da capacidade até amanhã.

O acordo firmado prevê um reajuste de 5% no piso salarial e na gratificação, 25% no vale alimentação, escalonado em duas etapas: R$ 500 retroativo a 1º de janeiro e R$ 550 a partir de 1º de julho de 2025, além da manutenção do plano de saúde e das demais cláusulas da convenção coletiva.

O Sintur-JP reforça seu compromisso com o diálogo e com a busca por soluções para continuidade do transporte coletivo para a população.

www,reporteriedoferreira.com.br/MaisPB




Greve dos motoristas de ônibus de JP entra no segundo sem acordo

Foto: Divulgação/Secom-JP

A greve dos motoristas de ônibus de João Pessoa, que pedem reajustes salariais, entrou no segundo dia nesta terça-feira (28). A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) monitora e fiscaliza o cumprimento da determinação judicial que estabeleceu uma frota mínima de 60% em circulação.

Durante o primeiro dia de paralisação, a cidade registrou paradas de ônibus lotadas e uma operação reduzida, acarretando à população longas esperas e dificuldades para se deslocar. Segundo a Semob-JP, somente 25,49% dos ônibus realizaram viagens, considerando o horário entre 7h45 e 12h no primeiro dia de paralisação dos motoristas.

Para tentar corrigir a situação, a Semob-JP adesivou os veículos para identificar os ônibus em circulação e garantir que a frota mínima determinada pelo TRT-PB seja cumprida.

Nova audiência

A desembargadora-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT-PB), Herminegilda Leite Machado, convocou uma nova audiência de instrução para amanhã (29), às 14h, para tentar chegar a um acordo entre as partes. Na audiência de conciliação realizada na manhã dessa segunda (27), não houve acordo, e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Passageiros e Cargas da Paraíba (Simtro/PB) decidiu manter a greve por tempo indeterminado.

Faixas exclusivas

As faixas exclusivas de ônibus estão liberadas enquanto durar o movimento grevista, podendo ser utilizadas por qualquer outro veículo comum, como carros e motocicletas. A medida foi anunciada pela Semob-JP desde que a paralisação foi iniciada. Alguns corredores com faixas exclusivas na cidade são:

  • Avenida Josefa Taveira
  • Avenida Epitácio Pessoa
  • Avenida Vasco da Gama
  • Avenida Getúlio Vargas
  • Avenida Pedro II
  • Avenida Padre Meira
  • Rua Guedes Pereira



Greve dos ônibus em São Paulo é cancelada de última hora

Acordo foi estabelecido na noite desta terça-feira (2); greve estava prevista para iniciar à meia-noite

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Movimento de ônibus no viaduto Doutor Plínio de Queirós, em Bela Vista
Rovena Rosa/Agência Brasil – 28/03/2022

Movimento de ônibus no viaduto Doutor Plínio de Queirós, em Bela Vista

Em uma reviravolta de última hora, a greve dos motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo, que estava programada para começar à meia-noite desta quarta-feira (3), foi cancelada na noite desta terça-feira (2). A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Leite (União).

A mudança ocorreu após a intervenção do parlamentar, que na noite desta terça-feira se reuniu com representantes do Sindmotoristas —que representa a categoria— e da SPUrbanuss, o sindicato patronal, para intermediar um acordo.

A confirmação inicial da greve ocorreu após uma série de reuniões entre o Sindmotoristas —que representa motoristas e outros funcionários das empresas de ônibus—, o sindicato patronal e representantes de órgãos públicos.

Houve encontros no TCM (Tribunal de Contas do Município), no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e uma última negociação entre patrões e trabalhadores, no final da tarde desta terça-feira. O impasse prevaleceu.

Na audiência de conciliação no TRT, o SPUrbanuss, que representa as empresas de ônibus, ofereceu um aumento salarial de 3,6% aos trabalhadores, sem conceder outros aumentos reivindicados pela categoria.

Os trabalhadores pedem reajuste de 3,69% pelo IPCA (inflação oficial), mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais durante a pandemia na ordem de 2,46%, índice calculado com base em dados do Dieese.

Além disso, reivindicam jornada de trabalho de 6h30 com 30 minutos de intervalo remunerado, vale-refeição mensal com valor diário de R$ 38, participação nos lucros e resultados, e seguro de vida equivalente a dez salários mínimos para os motoristas.

“Vamos para a greve, não tem mais saída”, disse o presidente do Sindmotoristas, Edivaldo Santiago, sendo aplaudido pelos trabalhadores.

Ao final da reunião, o diretor de organização e relações de trabalho do Sindmotoristas, Nailton Francisco de Souza, disse que, caso as empresas apresentem uma proposta sobre a nova jornada de trabalho ou para a reposição das perdas pela inflação e para o vale-refeição, o sindicato poderá convocar uma assembleia de trabalhadores para esta quarta-feira.

“Se isso acontecer, amanhã os trabalhadores estarão mobilizados para uma assembleia da categoria, em vez da paralisação”, afirmou Souza na reunião.

No último dia 6, os motoristas haviam rejeitado a paralisação, quando uma mesa técnica instalada no TCM continuaria as negociações entre empresas e funcionários.




Professores da UFPB definem data de retorno das aulas após fim de greve

Universidade Federal da Paraíba. (Foto: Divulgação)
MAURÍLIO JÚNIOR

Os professores da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) definiram nesta quinta-feira (27/6) o retorno das aulas após o fim da grave da categoria no início de junho em cobrança de reajustes salariais e melhores condições trabalhistas.

— Greve na UFPB foi encerrada, estamos de volta para a sala de aula no dia 01/07 (segunda-feira). Faz-se necessário o planejamento de reposição das aulas — informou o professor Charlinton Machado.

Nas três assembleias realizadas pela categoria, em João Pessoa, Areia e Bananeiras, foram 149 votos pelo fim da greve e duas abstenções.




Após acordo por fim de greve, UFPB e UFCG devem definir retorno às aulas

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) devem anunciar, nesta semana, a data de retomada das aulas após um acordo para o fim da greve nacional dos professores das universidades e institutos federais de todo o país.

As instituições federais da Paraíba seguiram a decisão da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN), federação que aceitou proposta do acordo com o governo, que sinalizou com um aumento para a categoria.

Por parte da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), uma assembleia da Associação dos Docentes da UFPB já está marcada para esta semana, nos dias 26 e 27 de junho.

Os professores da UFCG, por sua vez, aprovaram a saída coletiva e unificada da greve, com indicativo para o dia 1º de julho. As aulas, no entanto, não tem data definida para retomada.

Os técnicos-administrativos em educação também aceitaram as propostas do Governo Federal para o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação.

 

Com MaisPB




Lula se reúne com grevistas e anuncia R$ 5,5 bilhões em investimentos na educação federal

Lula se reuniu nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, com reitores de universidades e institutos federais.

Presidente, Lula, Educação

Presidente Lula (Foto: reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (10), no Palácio do Planalto, com reitores de universidades e institutos federais. O governo preparou o anúncio de investimentos nas instituições.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que serão R$ 5,5 bilhões em investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para universidades e hospitais universitários.

  • R$ 3,17 bilhões na consolidação de estruturas;
  • R$ 600 milhões para expansão;
  • R$ 1,75 bilhões para hospitais universitários.

A consolidação, conforme Camilo, prevê investimento em sala de aula, laboratórios, auditórios bibliotecas, refeitórios, moradias, centros de convivência. Os recursos contemplam 223 novas obras, 20 em andamento e 95 retomadas.

A expansão trata de dez novos campi vinculados a universidades já existentes nas cinco regiões do país.

As cidades dos novos campi de universidades federais são:

  • São Gabriel da Cachoeira (AM)
  • Cidade Ocidental (GO)
  • Rurópolis (PA)
  • Baturité (CE)
  • Sertânia (PE)
  • Estância (SE)
  • Jequié (BA)
  • Ipatinga (MG)
  • São José do Rio Preto (SP)
  • Caxias do Sul (RS)

Nos hospitais, Camilo informou que serão 37 obras em 31 hospitais para ensino e atendimento à população.

Ainda de acordo com o governo, haverá recurso para oito novos hospitais universitários. Eles serão nas seguintes instituições:

  • Universidade Federal de Pelotas (RS)
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)
  • Universidade Federal do Acre (AC)
  • Universidade Federal de Roraima (RR)
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)
  • Universidade Federal de Lavras (MG)
  • Universidade Federal de São Paulo (SP)
  • Universidade Federal do Cariri (CE)

Além dos R$ 5,5 bilhões, Camilo anunciou o acréscimo de R$ 400 milhões para custeio de universidade (R$ 279,2 milhões) e institutos federais (R$ 120,7 milhões).

Orçamento das UFs no Governo Lula

O ministério disse que o orçamento das universidades, em 2024, após a recomposição, será de R$ 6,38 bilhões. Nos institutos federais, o orçamento ficará em R$ 2,72 bilhões.

“A proposta que o governo está fazendo é que, amanhã terá reunião, que se for aceito, mais R$ 10 bilhões até 2026, mais R$ 10 bilhões no orçamento das universidades”, disse Camilo.

Reitora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Márcia Abrahão, destacou que os salários de professores e servidores estão “defasados” e disse esperar um acordo entre governo e sindicatos nesta semana.

“São trabalhadoras e trabalhadores essenciais para darmos conta de todos os desafios do país e que possuem remunerações muito defasadas, como o senhor [Lula] bem sabe, ainda mais quando comparamos com carreiras que tiveram reajuste recentemente. Há técnicos que chegam a ganhar menos de um salário mínimo. Esperamos que essa semana governo e sindicatos cheguem a situação negociada, pacificando a situação”, disse Márcia.

Presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e reitor do Instituto Federal Goiano, Elias Monteiro fez um apelo para um acordo que encerre a greve.

“Suplicamos para que avance nas negociações para o fim da greve. Movimento legítimo e justo mas que já gera reflexo com aumento da evasão escolar e prejuízo do cumprimento do calendário acadêmico”, afirmou.

Fonte: G1 Política




Lula encontra reitores para tentar estancar greve de professores

Presidente deve anunciar reajuste maior. Atualmente, 62 instituições de ensino superior estão em greve

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Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne hoje com reitores de universidades federais no Palácio do Planalto. O encontro, porém, não deve afetar as  greves de professores e técnicos em instituições federais em todo o país.

O governo planeja anunciar mais verbas para as universidades aos reitores, mas os sindicatos de professores e funcionários em greve reclamam da falta de diálogo e esperam uma proposta melhor de reajuste salarial e de carreira.

Segundo a Andes(sindicato nacional dos docentes das instituições de ensino superior), 62 instituições de ensino superior federal estão atualmente em greve, e mais 3 devem parar nesta segunda-feira (10). Os professores estão exigindo reajustes salariais e uma reestruturação de carreira que superem as propostas do governo.

Por outro lado, o Ministério da Gestão e Inovação declarou que encerrou as negociações com os professores com a proposta apresentada em 15 de maio. Além dos aumentos salariais, o Ministério também sugeriu alterações nas carreiras, com um impacto financeiro estimado em R$ 6,2 bilhões até 2026.

Participarão do encontro a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e o Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica). No entanto, esses grupos têm pouca influência sobre o início ou fim das greves, pois são órgãos de direção das instituições de ensino.

As entidades representativas dos professores não estarão presentes e afirmam, nos bastidores, que o movimento de greve prejudica os esforços do governo para chegar a um acordo. A categoria reclama da falta de diálogo e interlocução direta com Lula.

Há críticas também pelo fato de Lula não receber entidades mais representativas do setor, que tentarão alcançá-lo por meio dos participantes do encontro. O ponto central para os professores em greve é o salário. Mais verba para as universidades não resolve a questão. Entidades insatisfeitas com a proposta de reajuste do governo, como a Andes e a Sinasefe, não foram convidadas.

Os sindicatos veem o presidente como distante e acusam-no de abandonar o compromisso com o setor, que o apoiou nas eleições. Há frustração com o governo por “priorizar” a Proifes, única entidade que aceitou a proposta do Executivo para reajuste e reestruturação de carreira. A Proifes justificou sua decisão em seu site oficial, alegando que foi a opção menos pior.

“Foi opção mais acoplada na ideia do “melhor do pior”, do que apostar numa negociação que não teria resultados práticos, tendo em vista que o governo já definiu —e não só para a categoria da Educação—, que o orçamento de 2024 estava esgarçado até o limite”, diz a entidade em sua página.




Argentina entra em greve geral contra o governo Milei nesta quarta

Organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a greve se opõe, principalmente, às alterações nas leis trabalhistas implementadas pelo governo

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A greve organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) se opõe, principalmente, às alterações nas leis trabalhistas implementadas pelo governo.
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A greve organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) se opõe, principalmente, às alterações nas leis trabalhistas implementadas pelo governo.

O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrentará, nesta quarta (24) uma greve geral convocada pelas principais centrais sindicais do país.

A greve organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) se opõe ao megadecreto anunciado por Milei em dezembro a ao pacote de leis de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos. O ponto de divergência é, principalmente, a alteração nas leis trabalhistas e a implementação de medidas que desregulam a economia.

Em uma tentativa de negociação, o governo apresentou uma nova proposta nesta segunda-feira (22) que exclui 141 dos 664 artigos do pacote. Milei quer que o texto seja votado na Câmara nesta quinta (25).

No entanto, desde o anúncio da greve geral, o governo não suspendeu as medidas que desestimulam a participação dos trabalhadores no protesto. Entre elas estão o desconto do salário de funcionários que se unirem à greve e a criação de um canal de denúncias para trabalhadores e empresários que se sentirem coagidos a aderir à paralisação.

A greve desta quarta-feira acontecerá das 12h até 00h, no horário local, e deve afetar os serviços de saúde, educação, aeroportos, indústrias, bancos e restaurantes.

O transporte público permanecerá em funcionamento até às 19h para garantir a locomoção dos grevistas até a concentração do protesto, segundo os sindicatos.