João Azevêdo e demais governadores solicitam à ONU ajuda humanitária para combate a Covid-19 no Brasil

O governador João Azevêdo participou, nesta sexta-feira (16), por meio de videoconferência, de reunião do Fórum de Governadores do Brasil com a secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohammed, ocasião em que foram apresentados pleitos emergenciais dos governos estaduais no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e a solicitação de ajuda humanitária para o Brasil.

Em carta enviada à ONU e à Organização Mundial da Saúde (OMS), os gestores solicitaram ajuda para viabilização da compra de mais vacinas com o intuito de acelerar o processo de imunização e deter a disseminação do coronavírus; o apoio para a importação das doses oriundas do consórcio global Covax Facility; e a mediação de negociações entre o Brasil e a China com o propósito de que seja antecipada a entrega suplementar do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) ainda em abril.

Também foi pleiteada a intermediação dos órgãos junto aos Estados Unidos visando à aquisição ou empréstimo condicionado a posterior devolução do imunizante da AstraZeneca/EUA para o Brasil; bem como a assistência para a obtenção de insumos hospitalares, a exemplo de oxigênio e medicamentos que compõem o “kit intubação”.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual destacou a importância da união de esforços para a superação da pandemia e a necessidade de avançar na imunização. “Saímos da reunião esperançosos de que contaremos com mais esse apoio para vencermos a Covid-19 e os desafios que ela tem imposto a todos nós. Seguiremos com a nossa missão de salvar vidas, defendendo o distanciamento social, o uso de máscaras e a higiene correta das mãos e trabalhando incansavelmente para que as vacinas cheguem para todos o mais rápido possível”, comentou.

A secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohammed, enalteceu o engajamento dos governadores e a adoção das medidas corretas para evitar a transmissão da doença e se prontificou a ajudar o Brasil nos pleitos encaminhados pelo Fórum. “Nós entendemos a necessidade dos insumos para a produção das vacinas e asseguro o meu compromisso no sentido de reforçar os esforços para o recebimento de insumos e também para os equipamentos médicos. Nós vamos fazer de tudo para ajudar o Brasil no enfrentamento da pandemia”, garantiu.

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Governadores do Nordeste emitem nota reagindo ao ataque de Bolsonaro a Barroso

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O Consórcio Nordeste, composto pelos governadores da região, emitiu uma nota nesta sexta-feira 9 em repúdio ao ataque do presidente Jair Bolsonaro ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que determinou ao Senado aabertura da CPI da Pandemia. A comissão investigará a omissão do governo federal no combate à Covid-19.

Os governadores, “vítimas recorrentes de ataques injustificáveis promovidos pelo presidente da República”, dizem ser “inaceitável ver o nosso País enfrentar uma crise tão profunda, que tem provocado tantas perdas, em meio à insana tentativa de criar falsas guerras, sem argumentos, apenas falácias e acusações vazias, além de destemperadas”.




Governadores afirmam que troca na Saúde será ineficaz se Bolsonaro não mudar comportamento

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Governadores criticaram nesta segunda-feira (15) a atuação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 e disseram que a troca de comando no Ministério da Saúde será ineficaz se o presidente da República não mudar seu comportamento em relação às ações de combate à pandemia.

O governo federal sofre pressão para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deixe o cargo. Deputados do Centrão têm pressionado pela sua substituição diante do desgaste gerado pelo agravamento da crise sanitária de Covid-19 no país.

As declarações dos governadores foram feitas durante uma reunião da comissão temporária do Senado realizada por videoconferência, e destinada a acompanhar as ações de enfrentamento à crise sanitária instalada com a proliferação da Covid-19.

Participaram do encontro o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“Vai trocar o ministro? Não vai adiantar muito, porque o que tem que mudar é o comportamento do governo. O governo tem que passar a coordenar essa ação, que não fez até agora”, afirmou Casagrande.

“É preciso que o governo mude, mas nós não acreditamos muito na mudança do governo, então é importante que o Senado cumpra o papel”, concluiu.

Para Dino, as carências do país no combate à pandemia não devem ser creditadas aos ministros que ocuparam a cadeira durante o período, mas sim a Jair Bolsonaro.

“Acho que tanto o Mandetta, o Teich quanto o atual ministro Pazuello, tentaram dialogar com os governadores. A questão central é de fato mais à cima, é a hierarquia administrativa que tem determinado atitudes de sabotagens em relação aos esforços de estados e municípios”, afirmou o governador do Maranhão.

“Creio que não adianta mudar o ministro se a política continuar a mesma. Se o presidente continuar atrapalhando fica muito difícil qualquer ministro dar certo”, completou.

Leite, do Rio Grande do Sul, afirmou que não há ministro que sobreviva no cargo caso Bolsonaro continue com ações de “sabotagem”.

“Eu não me arvoro a tratar sobre esse tema porque o que eu vi depois da troca de três ministros é que o problema está nas orientações que o presidente dá”, afirmou. “Não há ministro que consiga trabalhar com a sabotagem feita pelo próprio presidente da república às medidas necessárias ao combate ao coronavírus”, disse o governador.

Segundo ele, o atual ministro, Eduardo Pazuello, sempre foi “gentil” e “atencioso”, mas não conseguiu avançar nas ações de enfrentamento à Covid por orientação de Bolsonaro.

“Quando precisamos avançar na articulação internacional por vacina e no apoio para medidas de distanciamento são dois problemas que o presidente não tem ajudado e fica difícil exigir que o ministro da saúde consiga resolver”, declarou. “Precisamos especialmente de um presidente sensibilizado. Se não for para oferecer ajuda, que seja para parar de oferecer ataques e agressões e atrapalhar o processo de enfrentamento da pandemia”, afirmou Leite.

‘Negacionista’

Em sua fala, o governador João Doria chamou Bolsonaro de ‘negacionista’ e disse que ele promove um genocídio no país. O governador de São Paulo defendeu ainda a condenação do presidente da República em tribunais internacionais, em razão da sua conduta durante a crise sanitária.

“Temos um presidente da República ‘negacionista’, que desde março do ano passado quando deveria dar exemplo, como líder do país, deu exemplos lamentáveis de negacionismo, participou de atividades, estimulou atividades, não usou máscaras, qualificou de maricas quem usa máscara, de covarde quem fica em casa, apostou em uma única vacina”, criticou Doria.

“Jair Bolsonaro será condenado por tribunais internacionais, porque o que ele está promovendo no Brasil é um genocídio. Nós estamos matando os brasileiros, é inacreditável isso”, declarou Doria.

“O Brasil hoje é um mar de morte e um oceano de incompetência, tendo como capitão o mito Jair Bolsonaro. Meu repúdio a este homem, meu repúdio aos ‘negacionistas’”, afirmou.

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João Azevêdo se reúne com governadores do Nordeste e anuncia compra de 37 milhões de doses da Sputnik V

O governador da Paraíba, João Azevêdo, esteve reunido com demais gestores dos outros estados do Nordeste e com o ministro Eduardo Pazuello para definir a compra de 37 milhões de doses da vacina russa contra Covid-19, a Sputnik V. O encontro por videoconferência aconteceu neste sábado (13). João Azevêdo também se preparava para uma outra reunião, dessa vez, do Fórum de Governadores, para também tratar da aquisição dessas doses.

“Hoje, sábado, 13 de março, terminamos agora mais uma videoconferência entre os governadores do Nordeste e o Ministério da Saúde, participando o ministro Pazuello e toda sua equipe. Definindo, exatamente, a compra das 37 milhões de doses da vacina Sputnik V para que a gente possa, dentro do Plano Nacional de Imunização, fazer essa distribuição para todo o Brasil. Isso é uma decisão tomada dentro do Fórum dos Governadores e o Consórcio Nordeste dá a sua contribuição para esse momento tão difícil”, declarou o governador da Paraíba.

João Azevêdo disse que o mês de março será um divisor de águas na quantidade de vacinas contra Covid-19 nos estados. “Nós sabemos que só a vacina salva e resolve, em definitivo, a questão. Por isso essa luta incansável. Vamos ter fé. Nós vamos vencer essa batalha. O mês de março será um divisor de águas na quantidade de vacinas que os estados receberão. Por isso esse esforço e essa dedicação.”

O gestor paraibano falou da reunião com todos os governadores do Brasil, para definir mais detalhes dessa aquisição. “Hoje a tarde teremos mais uma reunião, dessa vez com todos os governadores do Brasil, para definirmos maiores detalhes. Vamos ter fé e esperança. Nós vamos vencer essa guerra.”

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João Azevêdo se reúne com governadores do Nordeste e anuncia compra de 37 milhões de doses da Sputnik V
13 mar 2021
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O governador da Paraíba, João Azevêdo, esteve reunido com demais gestores dos outros estados do Nordeste e com o ministro Eduardo Pazuello para definir a compra de 37 milhões de doses da vacina russa contra Covid-19, a Sputnik V. O encontro por videoconferência aconteceu neste sábado (13). João Azevêdo também se preparava para uma outra reunião, dessa vez, do Fórum de Governadores, para também tratar da aquisição dessas doses.

“Hoje, sábado, 13 de março, terminamos agora mais uma videoconferência entre os governadores do Nordeste e o Ministério da Saúde, participando o ministro Pazuello e toda sua equipe. Definindo, exatamente, a compra das 37 milhões de doses da vacina Sputnik V para que a gente possa, dentro do Plano Nacional de Imunização, fazer essa distribuição para todo o Brasil. Isso é uma decisão tomada dentro do Fórum dos Governadores e o Consórcio Nordeste dá a sua contribuição para esse momento tão difícil”, declarou o governador da Paraíba.

João Azevêdo disse que o mês de março será um divisor de águas na quantidade de vacinas contra Covid-19 nos estados. “Nós sabemos que só a vacina salva e resolve, em definitivo, a questão. Por isso essa luta incansável. Vamos ter fé. Nós vamos vencer essa batalha. O mês de março será um divisor de águas na quantidade de vacinas que os estados receberão. Por isso esse esforço e essa dedicação.”

O gestor paraibano falou da reunião com todos os governadores do Brasil, para definir mais detalhes dessa aquisição. “Hoje a tarde teremos mais uma reunião, dessa vez com todos os governadores do Brasil, para definirmos maiores detalhes. Vamos ter fé e esperança. Nós vamos vencer essa guerra.”

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Em live, Bolsonaro ataca governadores e Lula

Em uma live que durou mais de uma hora, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mentiu, fez menção às Forças Armadas ao dizer que faz “o que o povo quiser” e atacou governadores e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dentre as mentiras ditas por Bolsonaro nesta quinta-feira (11), ele voltou a afirmar que nunca se referiu à Covid-19 como uma “gripezinha”.

Bolsonaro utilizou o termo gripezinha ao menos duas vezes. Em uma entrevista em 20 de março do ano passado, ele disse que “depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, não”.

Quatro dias depois, desta vez em um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, usou o termo pela segunda vez.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho”, afirmou em 24 de março de 2020.

O presidente reafirmou que nunca foi contra vacina, o que também não procede. Há diversas manifestações do presidente contra a vacinação.

“Ninguém vai tomar tua vacina na marra, não, tá ok? Procura outra. E eu, que sou governo, não vai comprar sua vacina também não. Procura outro pra pagar sua vacina”, disse o presidente em uma live em 29 de outubro do ano passado.

“Eu não vou tomar vacina e ponto final. Minha vida está em risco? O problema é meu”, afirmou em entrevista à TV Bandeirantes em 15 de dezembro de 2020.

O presidente estava acompanhado do secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcelo Morales, que integrou a missão que foi a Israel para buscar um spray que ainda está em fase inicial de testes para tratamento de Covid-19. Bolsonaro deixou o médico em saia justa ao questioná-lo sobre a eficácia de lockdowns.

“Cada caso é um caso e tem que ser analisado”, esquivou-se o convidado diante da insistência do presidente.

Bolsonaro também disse, sem provas, que o governador João Doria (PSDB-SP) promove pancadão em sua residência durante a pandemia.

Além de ser negada com veemência pelo tucano, a versão não foi sustentada pela vizinha que deu origem ao boato.

O governo paulista afirmou que a gravação que circulou nas redes sociais foi feita da residência da vizinha Alessandra Maluf. O som mais alto viria de outra casa na mesma rua onde Doria mora, no Jardim Europa, mas não havia nem festa nem aglomeração no local.

A assessoria do governador afirma ainda que o filho do governador nem sequer mora no local e não estava em São Paulo na data da gravação.

Em depoimento à polícia, a vizinha que gravou o vídeo não sustentou que era, de fato, o filho de Doria quem estava na casa, como afirmou nas imagens que viralizaram na internet.

Disse ainda que não tinha a intenção de ofender o governador e que, depois de fazer a filmagem, tomou conhecimento de que um outro vídeo, em que um dos filhos de Doria aparece em uma festa, é antigo e não tem qualquer relação com os que foram gravados por ela, no dia 5.

​Bolsonaro também voltou a fazer menção às Forças Armadas e ao período da ditadura militar no Brasil.

“Eu faço o que o povo quiser. Digo mais: eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. As Forças Armadas acompanham o que está acontecendo. As críticas em cima de generais, não é o momento de fazer isso. Se um general errar, paciência. Vai pagar. Se errar, eu pago. Se alguém da Câmara dos Deputados errar, pague. Se alguém do Supremo errar, que pague. Agora, esta crítica de esculhambar todo mundo? Nós vivemos um momento de 1964 a 1985, você decida aí, pense, o que que tu achou daquele período. Não vou entrar em detalhe aqui”, disse Bolsonaro.

O presidente fez críticas aos governadores —em especial aos de São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul— por causa de medidas restritivas que estão sendo adotadas para tentar conter a disseminação do novo coronavírus.

“O governador fala que não é, mas é estado de sítio”, disse Bolsonaro ao comentar o toque de recolher noturno em vigor no Distrito Federal.

Bolsonaro disse ter como “garantir a nossa liberdade” e que é o “garantidor da democracia”, além de ser “a pessoa mais importante neste momento”.

“Usam o vírus para te oprimir, para te humilhar, para tentar quebrar a economia”, afirmou.

“Quanto mais atiram em mim, de forma covarde por parte de parte da sociedade, mais você está enfraquecendo quem pode resolver a situação” , afirmou.

“Como é que eu posso resolver a situação? Eu tenho que ter apoio. Se eu levantar minha caneta BIC e falar ‘shazam’, vou ser ditador. Vou ficar sozinho nesta briga?”, indagou Bolsonaro.

“O meu exército, que eu tenho falado do tempo todo, é o povo. Eu sempre digo que eu devo lealdade absoluta ao povo brasileiro. E este povo está toda a sociedade, inclusive o Exército fardado. A vocês eu devo lealdade. Eu faço o que vocês quiserem, porque esta é a minha missão de chefe de Estado”, afirmou Bolsonaro, cobrando que as pessoas reconheçam o que ele diz estar fazendo.

“O sacrifício que a gente faz para buscar solução tem que ter reconhecimento. Eu não quero ser tratado com mito, messias, herói nacional. Longe disso. Apenas respeito e entender o que que posso fazer para evitarmos um caos.”

Ao longo da live, ele também xingou o ex-presidente Lula, a quem chamou de jumento e carniça.

Em discurso na quarta-feira (10), Lula disse que Bolsonaro era terraplanista. Para rebater o petista, o presidente fez a live com um globo terrestre na mesa.

“O carniça ontem falou que eu deveria procurar o Marcos Pontes, que é o nosso ministro da Ciência e Tecnologia, que esteve no espaço, para ele dizer para mim que a Terra é redonda. Olha a qualidade do meu ministro da Ciência e Tecnologia e a qualidade dos ministros do presidiário para depois a gente começar a discutir”, disse Bolsonaro.

“Lá atrás, a especialidade era outra. Com cinco dedos. E nós sabemos para onde foi o Brasil”, afirmou.

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Governadores do NE vão pedir a Biden liberação de 10 milhões de vacinas

Os governadores do Nordeste receberam a informação de que um lote de 10 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca está estocado nos EUA, ainda sem data para ser aplicado. Eles tentam confirmar a notícia. Caso ela se confirme, pretendem pedir, em carta enviada ao governo Joe Biden, a liberação para o Brasil.

As doses não estariam sendo ainda aplicadas porque os EUA ainda não teriam treinado profissionais para aplicar especificamente a vacina de Oxford —neste momento, a maior parte da população norte-americana está recebendo os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

Em outra frente, eles pretendem convencer a OMS (Organização Mundial da Saúde) a antecipar o envio de doses já previstas para o Brasil de vacinas do consórcio Covaxin.

“O mundo está dizendo que o Brasil é um risco, por estar com a epidemia descontrolada, com recordes de contaminações e mortes e que pode ser um celeiro de novas variantes do coronavírus. É preciso nos ajudar a solucionar o problema. E a solução são mais vacinas”, diz o governador do Piauí, Wellington Dias (PI-SP), que preside o Consórcio de Governadores do Nordeste.




Covid-19: Lira quer reunião com governadores após ataques de Bolsonaro a medidas restritivas

Os governadores foram chamados para uma conversa virtual com o presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL) na próxima semana. Na pauta estão as questões relacionadas à pandemia diante do aumento de casos e mortes por Covid-19.

Lira destacou que pretende fazer uma teleconferência com os gestores, junto com o relator-geral da proposta de Orçamento da União de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), e a presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputada Flávia Arruda (PL-DF), para ouvir propostas sobre como o Orçamento da União pode ajudar na superação da pandemia.

Nas redes sociais, Lira destacou que “Neste momento em que inúmeros governadores estão tendo que tomar a difícil decisão do lockdown, é hora de contribuir, buscando novas alternativas e novas vias legais para, juntos, mitigarmos essa crise. Também ouvirei os governadores sobre sugestões legislativas emergenciais para tramitarem em caráter de urgência, que possam ser adotadas, respeitando o teto fiscal, com o objetivo de enfrentar os efeitos da Covid 19. Com o recrudescimento e nova onda da pandemia, quero  chamar todos os governadores para contribuírem com sugestões na formulação do orçamento geral da União”, disse.

A proposta vem um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro atacar os chefes de Executivo dos Estados e tentar chantagear com a liberação do auxílio emergencial, devido às medidas restritivas que estão sendo adotadas em meio ao pior momento da pandemia no Brasil.

Bolsonaro fala abertamente contra as medidas restritivas, prega o negacionismo e informações falsas que prejudicam o combate à doença. O presidente comentou em discurso durante aglomeração no Ceará, que “esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer” e acrescentou: “Não me critiquem, vá para o meio do povo mesmo depois das eleições porque durante as eleições é muito fácil. Eu quero ver é depois.”, afirmou instigando a desobediência às norma de proteção contra a doença.

Ainda na sexta-feira (26), Bolsonaro discursou em Fortaleza, transferindo para os governadores que adotam medidas restritivas o pagamento do auxílio emergencial, que na teoria seria uma medida exatamente para que as pessoas não sejam obrigadas a sair de casa para ter como sobreviver durante um possível lockdown.

“O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para frente, o governador que fechar seu estado, o governador que destrói o emprego, ele é que deve bancar o auxílio emergencial. Não pode continuar fazendo política e jogar para o colo do presidente da República essa responsabilidade”, disse Bolsonaro.

Em sua live de quinta-feira (25), o presidente disse que o governo deve pagar, a partir de março, uma nova rodada do benefício. Agora, seriam R$ 250, durante quatro meses.

Bolsonaro pretende vincular a aprovação do benefício à retirada da obrigatoriedade de investimentos em Educação e Saúde, por exemplo. Ele espera a aprovação da PEC Emergencial, que ficou para a próxima semana, antes de enviar uma proposta de nova rodada de auxílio emergencial.

O governador do Ceará, Camilo Santana, não compareceu aos eventos com Bolsonaro, ele alegou que não compactua com as aglomerações no momento em crítico que o estado passa. O Ceará registra um total de 11.227 mortes e 421.763 casos. Em fevereiro, Fortaleza registrou a maior média diária preliminar de casos confirmados de coronavírus, segundo informe semanal epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde – até o dia 20, a média diária preliminar atingiu 664 casos, um aumento de cerca de 40%.

O estado adotou restrições mais severas a partir deste fim de semana. Entre as medidas, foi imposto um toque de recolher entre 20h e 5h, de segunda a sexta-feira, e entre 19h e 5h aos sábados e domingos. A circulação está permitida somente em situação de comprovada necessidade.

Com informações da Agência Câmara de Notícias, Folha de S. Paulo e G1.

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Congresso avalia reduzir poder de governadores sobre PM e polícia civil

O Congresso se prepara para votar dois projetos de lei orgânica das polícias civil e militar que restringem o poder de governadores sobre braços armados dos Estados e do Distrito Federal. As propostas trazem mudanças na estrutura das polícias, como a criação da patente de general, hoje exclusiva das Forças Armadas, para PMs, e de um Conselho Nacional de Polícia Civil ligado à União.

O novo modelo é defendido por aliados do governo no momento em que o presidente Jair Bolsonaro endurece o discurso da segurança pública para alavancar sua popularidade, na segunda metade do mandato.

Os projetos limitam o controle político dos governadores sobre as polícias ao prever mandato de dois anos para os comandantes-gerais e delegados-gerais e impor condições para que eles sejam exonerados antes do prazo. No caso da Polícia Militar, a sugestão é para que a nomeação do comandante saia de uma lista tríplice indicada pelos oficiais. O texto prevê que a destituição, por iniciativa do governador, seja “justificada e por motivo relevante devidamente comprovado”.

Na Polícia Civil, o delegado-geral poderá ser escolhido diretamente pelo governador entre aqueles de classe mais alta na carreira. A dispensa “fundamentada”, porém, precisa ser ratificada pela Assembleia Legislativa ou Câmara Distrital, em votação por maioria absoluta dos deputados.

Os textos foram obtidos pelo Estadão e esses mecanismos são vistos nas polícias como formas de defesa das corporações contra ingerência e perseguição política. Estudiosos do tema alertam, no entanto, que o excesso de autonomia administrativa e financeira – e até funcional, como proposto para as PMs – pode criar um projeto de poder paralelo. A avaliação é que, dessa forma, os governadores se tornam “reféns” dos comandantes.

O sociólogo Luis Flávio Sapori, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), considera que as propostas estão em “sintonia ideológica” com o governo Bolsonaro. “É um retrocesso o que está para ser votado no Congresso, e a sociedade brasileira não está sabendo. São acordos intramuros. O projeto está muito de acordo com a perspectiva do governo Bolsonaro: há um alinhamento ideológico claro pela maior militarização e maior autonomia das polícias militares em relação ao comando político”, disse Sapori.

Para o pesquisador, isso cria um problema grave em relação aos governadores, “uma autonomia política e administrativa absurdas”. “A PM se torna uma organização sem controle político e civil, mais próxima do modelo de Forças Armadas e afastada do cidadão. As PMs vão sendo dominadas por interesses corporativos, para ter ganhos, e se afastando da sociedade”, observou.

A maior evidência disso, no diagnóstico de Sapori, é a proposta de criação de um novo patamar hierárquico, equivalente ao posto dos oficiais-generais, por “simetria” com o padrão das Forças Armadas. Haveria, assim, três níveis: o mais alto seria o tenente-general, seguido do major-general e do brigadeiro-general. Atualmente, a hierarquia das PMs vai até os oficiais-superiores; a patente no topo é a de coronel. Enquanto na Aeronáutica, no Exército e na Marinha, os comandantes são considerados generais, nas PMs e nos Corpos de Bombeiros eles são coronéis.

“Por mais relevantes e por mais que sejam instituições de Estado, e não de governo, as polícias são executoras de política pública e o governador precisa ter controle para definir as linhas e quem serão os gestores. A política não é Judiciário, nem Ministério Público. Mandato não vai resolver perseguição”, afirmou a advogada Isabel Figueiredo, consultora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e ex-diretora de Ensino e Pesquisa na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão do Ministério da Justiça.

Uma das entidades consultadas para o projeto de lei, a Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais e do DF (Feneme) argumenta que a similaridade deve existir porque os policiais e os bombeiros militares constituem a força auxiliar e reserva do Exército. A legislação das polícias é de 1969 e, de acordo com a Feneme, as leis aprovadas nos Estados – sem uma padronização nacional – acabam desfigurando as polícias por “interesses particulares”. A federação compara a situação dos militares estaduais à da advocacia, do Ministério Público e da magistratura, classes do sistema de Justiça que já possuem leis orgânicas.

Apesar da restrição da liberdade de escolha e de demissão sugerida, a entidade alega que os governadores não perdem autonomia sobre a PM, que continua vinculada aos Estados, e que não há no projeto de lei “nenhuma premissa ideológica ou partidária”.

O Palácio do Planalto vem sendo consultado e chegou a dar sugestões para os projetos de lei orgânica desde a gestão do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Questionado sobre o apoio político aos projetos, o atual titular da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, disse que “os pontos de discussão encontram-se sob análise”.

O ministério confirmou ao Estadão que foram realizadas reuniões com conselhos nacionais, associações e sindicatos das polícias estaduais para discutir e receber sugestões ao texto.

Na eleição de 2018, Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, encampou o discurso de endurecimento na segurança pública e valorização de policiais, uma plataforma de campanha que também impulsionou a representação da classe no Legislativo.

No ano passado, um motim de PMs no Ceará expôs a politização latente pró-Bolsonaro entre policiais militares. O movimento grevista ilegal não foi condenado pelo presidente e ocorreu contra um governo de esquerda, de Camilo Santana (PT), que denunciou a “partidarização” nos batalhões. Em agosto, uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da empresa de inteligência digital Decode identificou que 41% dos praças das PMs interagiam em ambientes virtuais bolsonaristas no Facebook e 25% deles ecoavam ideias radicais.

Em dezembro de 2019, o Congresso aprovou uma proposta de reforma previdenciária para as Forças Armadas, de autoria do governo Bolsonaro, e equiparou as regras aos policiais e bombeiros militares estaduais, por lobby dos comandantes e da bancada da bala, os deputados eleitos pelo voto dos profissionais da segurança pública. A lei foi sancionada sem vetos por Bolsonaro.

No fim de 2020, o presidente também assinou, pelo segundo ano consecutivo, indulto de Natal que beneficia com o perdão da pena agentes de segurança condenados por crimes culposos – aqueles cometidos sem intenção. O presidente já fez outros acenos à categoria, como o reajuste em maio, durante a pandemia da covid-19, para as forças de segurança do DF, Amapá, Rondônia e Roraima, enquanto outros servidores teriam aumentos congelados. Além disso, virou “habitué” de formaturas de policiais egressos das academias e também costuma ir a velórios ou homenagear nas redes sociais policiais mortos.

Das duas leis orgânicas, o projeto mais adiantado politicamente é o das PMs. O texto vigente, porém, ainda não foi formalmente apresentado na Câmara.

O relator do projeto é o deputado Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada da bala no Congresso – que reúne cerca de 300 parlamentares – e aliado do governo. Havia acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para votá-lo ainda no ano passado, mas a pandemia e as eleições municipais adiaram a pauta. Além disso, falta consenso sobre boa parte das mudanças previstas, entre elas a padronização nacional de viaturas e uniformes.

Capitão Augusto admite que seu texto ainda deve passar por mudanças. O deputado apontou, por exemplo, a resistência da PM de Minas Gerais a adotar um fardamento padrão nacional diferente do atual, na cor cáqui, e a contrariedade da PM de São Paulo em exigir curso superior para ingresso na corporação.

Em algumas praças, há diferentes critérios de promoção e os PMs conseguiram benefícios no plano de carreira similares ao dos servidores estaduais. Se alterados por uma lei orgânica de alcance nacional, esse grupo poderia sair prejudicado.

“Está difícil chegar a consenso. Falta aparar algumas arestas para ter o texto pronto, mas, se não tiver consenso, vou pedir para pautar da mesma forma. A gente retira o que não tem acordo e aprova-se o resto”, disse Capitão Augusto. “Desde a Constituição, faz 32 anos que estamos aguardando uma lei orgânica básica.”

 

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João Azevêdo discute plano de vacinação com governadores do Nordeste

O governador João Azevêdo participou, nesta segunda-feira (28), de reunião, por meio de videoconferência, com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste), ocasião em que foram discutidos o plano de vacinação contra o coronavírus e a implantação de câmaras técnicas que irão subsidiar a implantação de ações integradas na região em diversas áreas.

Na oportunidade, o governador João Azevêdo apresentou projetos exitosos na Paraíba que poderão ser compartilhados com os demais estados do Nordeste nos segmentos de saneamento básico, educação, tecnologia e inovação, gestão fiscal, além do direcionamento do aplicativo ‘Preço da Hora’ para compras governamentais. “Nós temos muitas experiências boas e podemos colaborar na área do saneamento; com as escolas integrais, onde já atendemos 53% da rede estadual  e chegaremos a 100% em 2022. Também temos o Paraíba Digital, com uma grande quantidade de serviços prestados à população; o sistema de monitoramento de gestão fiscal; e o aplicativo Preço da Hora voltado para o preço de referência de compras governamentais, um sistema que já foi aprovado pelo TCE da Paraíba e que já foi levado para o TCU”, pontuou.

As câmaras técnicas também irão atuar nas áreas de segurança, parcerias público-privadas (PPPs); educação infantil; energias limpas; saúde; turismo; e resíduos sólidos e contarão com um coordenador e um vice-coordenador para cada setor.

Em relação ao plano de vacinação, os gestores deverão se reunir virtualmente, nos próximos dias, com representantes da FioCruz e do Instituto Butantan e com a Coordenação Nacional de Imunização para discutir os pedidos para aprovação emergencial das vacinas junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a confirmação da distribuição das doses dos imunizantes a partir de 21 de janeiro do próximo ano.

Também participaram da reunião os governadores Wellington Dias (Piauí/presidente do Consórcio Nordeste); Camilo Santana (Ceará); Paulo Câmara (Pernambuco); Belivaldo Chagas (Sergipe); e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).

www.reporteriedoferreira.com.br  Assessoria




Próxima guerra de Bolsonaro é contra governadores

Próxima guerra de Bolsonaro é contra governadores

“Com uma vocação ditatorial que não lhe permite conviver com instituições democráticas, Bolsonaro prepara ataque a governadores”, escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

João Doria, Rui Costa, Wilson Witzel, Flávio Dino, Paulo Câmara e Jair Bolsonaro
João Doria, Rui Costa, Wilson Witzel, Flávio Dino, Paulo Câmara e Jair Bolsonaro (Foto: SECOM | Reuters)

 Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democraci

Comprometido até a medula pela tragédia do coronavírus, a guerra de Bolsonaro contra os governadores de Estado constitui um esforço óbvio de sobrevivência de um governo que inicialmente desprezou a pandemia. Mais tarde,  sabotou todas as possibilidades para minimizar seus efeitos. Agora, precisa encontrar o indispensável bode expiatório.

Desde a AP 470, iniciada por uma denúncia de seu atual aliado Roberto Jefferson, o país aprendeu que as investigações de corrupção são um velho recurso das autoridades para reconstruir a ordem política ao sabor de suas conveniências.

Num país onde a necessária preocupação com o bom emprego de recursos públicos também  se presta à manipulação política, Bolsonaro descobriu uma fantasia adequada para a Covid-19. Consiste em sustentar que o morticínio  — pelo qual o presidente tem responsabilidades no plano absoluto — é produto da corrupção de governadores e prefeitos que se valeram de compras milionárias de equipamentos e insumos da China para desviar dinheiro público.

Como encenação didática, tudo  foi resumido na porta do Alvorada. Na quarta-feira, quando uma eleitora indignada lhe apontou o dedo, acusando-o de traição, Bolsonaro mandou que saísse dali  e fosse reclamar com “seu governador”. Errado.

Depois de mostrar uma reação de estranho incômodo com um ministro da Saúde que conseguia boa aprovação em pesquisas de opinião, graças à aplicação do feijão-com-arroz da medicina para enfrentar uma pandemia, Bolsonaro mobilizou o governo para atacar qualquer vestígio que lembrasse as recomendações da Organização Mundial de Saúde, em especial pelas quarentenas. O resultado todos sabemos.

Correndo atrás de uma imaginária consagração, Bolsonaro só alcançou novos conflitos, derrotas e mortes, muitas mortes. Há dez dias, a Covid-19 já matava um brasileiro (a) a cada minuto e 38 segundos.  Hoje, a média diária de óbitos do Brasil é a mais alta do mundo e deve  piorar.

Com uma vocação ditatorial que não lhe permite conviver com a diversidade política inerente aos regimes democráticos, o choque de Bolsonaro com instituições que expressam a soberania popular e o regime de liberdades instituído pela carta de 1988 não é  uma opção ideológica — é um destino.

Responsáveis pelo segundo nível de gestão do Estado brasileiro, logo abaixo da presidência, em sua diversidade os governadores de Estado sempre asseguraram uma   indispensável oxigenação e diversidade as democracias.  Tornaram-se um alvo permanente do Planalto, de mãos livres depois que Sérgio Moro deixou a Justiça e o comando da Polícia Federal.

Antes que fosse possível procurar — e encontrar — irregularidades na construção de hospitais de campanha no Rio de Janeiro, Wilson Witzel já se encontrava no radar do Planalto por outra razão. Bolsonaro suspeitava que estivesse em busca de laços capazes de envolver 01 e 02 no assassinato de Marielle Franco. Encontrado o motivo, faltava encontrar um crime.

O ataque ao governador do Pará, Helder Barbalho,  produziu mais petardos midiáticos do que consistência jurídica. Após horas de estardalhaço, não foi possível sustentar que o dinheiro do contribuinte tenha sido desviado para intermediários que operam no mundo sombrio de respiradores e insumos médicos importados. Apareceu até um pequeno saldo a favor do erário.

Ali também surgiu um ponto claramente político. Alberto Beltrame, secretário de Saúde do Pará, é presidente Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, onde tem uma atuação especialmente crítica em relação aos desmandos do  bolsonarismo. Quando o governo tentou controlar a divulgação de dados sobre a Covid-19, Beltrame respondeu em cima. “Essas informações são propriedade do povo brasileiro”, disse.

A guerra parece longe de encerrada, porém. Há prováveis adversários no Nordeste, região com uma coleção de governadores oposicionistas. Não só. Carla Zambelli já fez várias referências de que João Dória pode ser atingido em breve.  Quem sabe?

O que se sabe é uma verdade mais simples.  Depois da AP 470 e da Lava Jato, as investigações contra a corrupção se transformaram em operações  contra a democracia.

Alguma dúvida?

 www.reporteriedoferreira.com.br     Por Brasil 247