G20: Lula inicia agenda com líderes mundiais; Biden, Macron e Starmer estão na lista

Presidente do Brasil tem agendas confirmadas com 12 representantes de países como África do Sul, Itália, Índia e Japão

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iG Último Segundo

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Lula também terá conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
Ricardo Stuckert/PR

Lula também terá conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) tem uma agenda diplomática intensa com pelo menos dez encontros bilaterais confirmados durante a Cúpula do G20 , que será realizada nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro .

Entre os líderes que se reunirão com Lula estão o presidente dos Estados Unidos , Joe Biden, o francês Emmanuel Macron , a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni , e o recém-eleito primeiro-ministro do Reino Unido , Keir Starmer .

Além desses, Lula também terá conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Outras reuniões estão previstas com os líderes do Japão, Malásia, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Agenda presidencial

As conversas bilaterais começam já neste sábado (16), quando Lula se encontrará com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Ambos participarão juntos do encerramento do  G20 Social. No domingo (17), véspera do início oficial da cúpula, o presidente brasileiro reservou a maior parte do dia para as reuniões reservadas com líderes internacionais.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a agenda ainda está sendo finalizada e pode sofrer alterações nos próximos dias.

No sábado, Lula também pretende prestigiar o Aliança Global Festival, evento cultural criado para impulsionar a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, prioridade do Brasil à frente do G20. Dezenas de  estrelas da música brasileira estarão reunidas em shows gratuitos na Praça Mauá, a partir das 17h.

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A ideia do festival é aproveitar o poder transformador das expressões artísticas para consolidar uma mensagem sobre o compromisso do país de construir uma rede colaborativa e de impacto duradouro, envolvendo países, organizações e cidadãos na luta pela segurança alimentar.

A agenda do presidente segue no domingo (17) com participação de reuniões bilaterais e da Plenária dos Prefeitos do Urban 20 (U20), no Armazém da Utopia, na capital fluminense. O evento receberá prefeitos e delegações de mais de 100 cidades para debates sobre soluções urbanas e o futuro das cidades, em meio aos desafios climáticos.

Os encontros do U20 abordarão os temas prioritários do G20, destacando a perspectiva dos governos locais. Os três principais eixos de discussão são a inclusão social e combate à fome e pobreza, transição energética e enfrentamento às mudanças climáticas, e a reforma das instituições de governança global.

A agenda continua na segunda (18) e terça-feira (19), quando o presidente Lula presidirá a Cúpula de Líderes do G20. Além de 19 países dos cinco continentes (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia), integram o fórum a União Europeia e a União Africana. O grupo agrega dois terços da população mundial, cerca de 85% do PIB global e 75% do comércio internacional.

A agenda terá fim na manhã de terça-feira, quando ocorre a terceira e última sessão substancial dos líderes, para tratar sobre desenvolvimento sustentável e transição energética.

Na sequência, haverá a sessão de encerramento da Cúpula e a transmissão da presidência do Brasil para a África do Sul, que preside o G20 a partir de 1º de dezembro. No mesmo dia, Lula terá reuniões bilaterais e concederá uma entrevista coletiva à imprensa, no final da tarde.

Encontro com Xi Jinping

Após o encerramento do G20 no Rio de Janeiro, Lula receberá o presidente chinês Xi Jinping em Brasília, reforçando a parceria estratégica entre Brasil e China, o maior parceiro comercial do país.

Reuniões bilaterais confirmadas até agora:

– Joe Biden – Presidente dos Estados Unidos

– Emmanuel Macron – Presidente da França

– Giorgia Meloni – Primeira-ministra da Itália

– Keir Starmer – Primeiro-ministro do Reino Unido

– Narendra Modi– Primeiro-ministro da Índia

– Abdel Fattah Al-Sisi – Presidente do Egito

– Anwar Ibrahim – Primeiro-ministro da Malásia

– Shigeru Ishiba – Primeiro-ministro do Japão

– Cyril Ramaphosa – Presidente da África do Sul

– Mohammed bin Zayed Al Nahyan – Primeiro-ministro dos Emirados Árabes

– António Guterres – Secretário-geral da ONU

– Ursula von der Leyen – Presidente da Comissão Europeia

O G20 deste ano no Brasil contará com a presença de 55 líderes mundiais e chefes de organizações internacionais, consolidando o país como protagonista no cenário global.




Putin diz que não participará da cúpula do G20 no Rio após mandado de prisão

Confirmação vem em meio à ameaça de prisão devido a um mandado do Tribunal Penal Internacional, do qual o Brasil é signatário

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Ansa

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Putin garante ter relação amigável com Lula
AFP

Putin garante ter relação amigável com Lula

O presidente da Rússia,  Vladimir Putin, afirmou que não participará da cúpula de líderes do G20  no Rio de Janeiro, em 18 e 19 de novembro, em meio à  ameaça de prisão devido a um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI), do qual o Brasil é signatário.

“Tenho uma relação amigável com Lula. Eu iria lá de propósito para violar a decisão e arruinar a cúpula? Não”, disse Putin à CNN Brasil, durante um encontro com jornalistas em Moscou. No entanto, o líder do Kremlin garantiu que o governo russo “terá um representante” na reunião.

Em 2023, o TPI, sediado em Haia, emitiu uma ordem de prisão contra Putin por crimes de guerra ligados à deportação forçada de crianças da Ucrânia para a Rússia.

Em entrevista no último domingo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, havia admitido que o presidente russo poderia ser preso caso viesse para a cúpula do G20.




Haddad presidirá reunião do G20 com ministros de Finanças em SP

Entre os dias 28 e 29 de fevereiro, ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países membros do grupo se reúnem no Pavilhão da Bienal

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Agência Brasil

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Fernando Haddad
Valter Campanato/Agência Brasil – 08/08/2023

Fernando Haddad

A cidade de São Paulo sediará a primeira reunião em nível ministerial da Trilha de Finanças do G20, grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo, mais a União Africana e União Europeia.

Entre os dias 28 e 29 de fevereiro, ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países membros se reúnem no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, representarão o Brasil.

O encontro será precedido da segunda reunião de deputies, representantes em nível vice-ministerial de Finanças e bancos centrais, nos dias 26 e 27, no mesmo local. Nessa reunião, o Ministério da Fazenda será representado pela embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais da pasta e coordenadora da Trilha de Finanças.

A Trilha de Finanças do G20 propôs uma agenda que se inicia com o debate sobre o papel de políticas públicas no combate às desigualdades, em linha com as prioridades gerais do Brasil no G20.

A reunião ministerial também trará à tona as perspectivas globais sobre aspectos macroeconômicos, como crescimento, emprego, inflação e estabilidade financeira. Serão debates em busca de melhores práticas para lidar com a dívida global crescente e financiamento para o desenvolvimento sustentável, taxação internacional e como as nações vislumbram o setor financeiro para um futuro próximo.

Com as participações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o primeiro encontro de deputies da Trilha de Finanças aconteceu em dezembro de 2023, em Brasília. Na ocasião, também houve o primeiro encontro conjunto da Trilha de Sherpas e Finanças, mostrando o comprometimento da presidência brasileira no G20 em propor soluções construídas pelo diálogo entre as trilhas.

Confirmações

Entre membros e convidados, 27 delegações já confirmaram presença na 1ª Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais. A Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen; o ministro de Finanças da Alemanha, Christian Lindner; o comissário para o Comércio e Indústria da União Africana, Albert Muchanga; a ministra das Finanças da Indonésia, Sri Indrawati; e o ministro da Economia da Argentina, Luis Toto Caputo, confirmaram presença.

Representantes de alto nível de 16 de organizações e bancos internacionais, convidados oficiais de toda a Trilha de Finanças, também estarão presentes. Dentre eles, a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff; o presidente do Banco Mundial, Ajay Bang; o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ilan Goldfajn; a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva; e o presidente do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, Jin Liqun.

Membros e convidados que confirmaram presença na reunião: África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, União Europeia, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Nigéria, Noruega, Portugal, Reino Unido, Rússia, Singapura, Suíça, Turquia e União Africana.




G20: Vieira abre reunião e reforça posição do Brasil sobre as guerras

No discurso, O ministro das Relações Exteriores afirmou que vê a ONU “paralisada” e que não aceita que o mundo resolva as diferenças pela força

Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira

Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira
O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera, abriu nesta quarta-feira (21) o encontro dos chanceleres do G20. A reunião, que acontece no Rio de Janeiro, reúne os representantes da maiores economias do mundo. O evento termina na próxima quinta-feira (22). É esperado que seja discutido a reforma de organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Mauro Vieira, o Brasil não concorda que as diferenças do mundo sejam resolvidas através da força militar, e afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) está paralisada. “Nossas posições sobre os casos ora em discussão no G20, em particular a situação na Ucrânia e na Palestina, são bem conhecidas e foram apresentadas publicamente nos foros apropriados, como o Conselho de Segurança da ONU e a Assembleia Geral da ONU”.

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Vieira criticou o orçamento militar, comparando com o valor que é destinado em assistência: “Não é minimamente razoável que o mundo ultrapasse – e muito – a marca de US$ 2 trilhões em gastos militares a cada ano. A título de comparação, os programas de ajuda da Assistência Oficial ao Desenvolvimento permanecem estagnados em torno de US$ 60 bilhões por ano – menos de 3% dos gastos militares”.

Segundo o ministro, faltam ações concretas para resolver os problemas de desigualdade e das mudanças climáticas. “Os casos bem-sucedidos de cooperação pacífica da América Latina, África, Sudeste Asiático e Oceania fazem com que as vozes dessas regiões devam ser ouvidas nos foros relevantes com especial cuidado e atenção”.

Ele completa pedindo para os países rejeitarem publicamente “o uso da força, a intimidação, as sanções unilaterais, a espionagem, a manipulação em massa de mídias sociais e quaisquer outras medidas incompatíveis com o espírito e as regras do multilateralismo como meio de lidar com as relações internacionais”.

O discurso de Vieira surgem em um momento de tensões diplomáticas entre o Brasil e Israel, após a fala do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma entrevista, ele comparou a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.

Encontro

Os dois dias de reunião deverá discutir temas como o combate à fome e a transição energética, sendo como uma prévia dos assuntos que virão a ser discutidos em novembro, no encontro dos chefes de Estados do G20 no Rio de Janeiro.

O encontro desta quarta-feira conta com a presença do:

  • Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira;
  • Ministro de Estado das Relações Exteriores da Índia, Vellamvelly Muraleedharan;
  • Ministra das Relações Exteriores da África do Sul, Naledi Pandor;
  • Comissário de Comércio e Indústria da União Africana, Albert M. Muchanga;
  • Ministra das Relações Exteriores da Agentina, Diana Mondino;
  • Ministra das Finanças, Ministra das Mulheres e Ministra do Serviço Público da Austrália, Katy Gallagher;
  • Ministra das Relações Exteriores do Canadá, Mélanie Joly;
  • Vice-Ministro Executivo das Relações Exteriores da China, Ma Zhaoxu;
  • Alto Representante da União Europeia, Josep Borrell;
  • Ministro das Relações Exteriores da França, Stéphane Séjourné;
  • Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock;
  • Ministra das Relações Exteriores da Indonésia, Retno Lestari Priansari Marsudi;
  • Vice-Ministro das Relações Exteriores da Itália, Edmondo Cirielli;
  • Ministra das Relações Exteriores do Japão, Yōko Kamikawa;
  • Ministra das Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena;
  • Ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, Cho Tae-yul;
  • Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov;
  • Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al-Saud;
  • Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan;
  • Secretário de Estado das Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron;
  • Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.

Por Ig