BRB assume em outubro a folha de pagamento do TJPB

Des. Fred Coutinho com diretores do BRB 

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) oficializou, nesta quinta-feira (24), contrato com o Banco de Brasília S.A. (BRB) para a gestão da folha de pagamento de magistrados(as) e servidores(as). A partir de outubro, o banco será responsável por processar os vencimentos.

A mudança representa um marco para o Judiciário estadual, e foi celebrada pelas instituições envolvidas.

Segundo o diretor executivo de Atacado Governo do BRB, Diogo Ilário Araújo, “é um dia de muita felicidade para o banco poder fazer essa parceria e trazer a experiência do BRB para os servidores do Tribunal”. Ele destacou que as equipes técnicas das duas instituições já estão trabalhando nos ajustes operacionais para garantir que a primeira folha seja processada com eficiência em outubro.

Para o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, a contratação representa uma mudança histórica. “É um momento de alegria e de muita confiança. Apostamos numa eficiência, acima de tudo, para que sirva cada vez mais à nossa população e ao Judiciário paraibano”, declarou.

O presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), juiz Alexandre Trineto, destacou que, embora mudanças sempre gerem algum desconforto inicial, a classe confia na capacidade do BRB e na decisão do TJPB. “Acreditamos que será algo positivo, não apenas para magistrados e servidores, mas principalmente para o jurisdicionado paraibano”, declarou.

Segundo a diretora de Economia e Finanças do TJPB, Izabel Vicente Izidoro da Nóbrega, a parceria com o BRB vai além da simples gestão da folha. O banco também atuará como agente arrecadador de custas e emolumentos e como pagador de fornecedores do Tribunal. “Com esse contrato os servidores e magistrados não terão nenhum pagamento de tarifas. Eles serão considerados clientes preferenciais, com benefícios como 10 dias de cheque especial sem juros, empréstimos consignados com juros diferenciados e cartões de crédito exclusivos”, detalhou.

Além disso, o próprio TJPB será isento de tarifas bancárias, o que não ocorria anteriormente. A diretora destacou que a administração pensou em maximizar a rentabilidade e, ao mesmo tempo, trazer vantagens diretas para todos os envolvidos.

A abertura de contas poderá ser feita pelo aplicativo do banco, mas também será disponibilizado um cronograma de visitas presenciais com equipes do BRB às comarcas do Estado. “Os magistrados e servidores terão um calendário amplamente divulgado, com envio de e-mails contendo instruções e a presença de gerentes do banco para facilitar o processo”, afirmou Izabel.

A diretora explicou ainda que todos devem abrir uma conta no BRB, mas há possibilidade de portabilidade para outro banco, caso desejem. “O recomendado é que conheçam as condições do BRB, que são muito vantajosas, e escolham a melhor opção”.

De acordo com o contrato, o BRB deverá oferecer agências com estrutura de caixas em João Pessoa e Campina Grande, além de unidades em Sousa, Patos e outras 13 comarcas: Itabaiana, Mamanguape, Boqueirão, Cuité, Monteiro, Umbuzeiro, Juazeirinho, Itaporanga, Princesa Isabel, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Conceição e Guarabira.

Também estão previstas agências ou postos eletrônicos nos prédios do Tribunal — como o Anexo Administrativo, Fórum Cível da Capital, Fórum Affonso Campos e Fórum Criminal. “Serão ao todo 26 agências abertas nessas comarcas, além das unidades nas grandes cidades”, reforçou Izabel Nóbrega.

Eficiência em alvarás e depósitos judiciais

A parceria entre o BRB e o TJPB começou em março deste ano, com a contratação da instituição bancária para o gerenciamento de depósitos judiciais, pagamentos de alvarás, precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs). A medida já gerou ganhos em agilidade, segurança e eficiência nas operações financeiras do Judiciário.

Com a nova fase da parceria, a expectativa é de ainda mais modernização e comodidade para quem atua e depende dos serviços da Justiça estadual.

www.reporteriedoferreira.com.br Assessoria




Governo anuncia Renda Cidadã, o novo Bolsa Família, e adia reforma tributária

 

Novo programa estará na PEC Emergencial e terá recursos provenientes do Bolsa Família, precatórios e cerca de 5% do Fundeb

Reprodução/Globonews

Ministro Paulo Guedes, presidente Jair Bolsonaro e líderes do governo e do Congresso em anúncio do Renda Cidadã

O governo anunciou no início da tarde desta segunda-feira (28) o Renda Cidadã, novo programa social que substituirá o Bolsa Família, herança do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Visto como “marca” do governo Bolsonaro, o Renda Cidadã terá maior custo ao governo do que o atual programa de transferência de renda e, para isso, usará, além dos recursos do Bolsa Família, precatórios e cerca de 5% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Enviada ao Congresso, a proposta fará parte da PEC Emergencial.

Em curto anúncio com as presenças do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), e mais líderes, o Renda Cidadã foi oficializado e teve suas fontes de recursos divulgadas, mas ainda não há grandes detalhes sobre a proposta, como o valor das parcelas do novo programa, encarado por Guedes como “aterrisagem suave” após o fim do auxílio emergencial, em dezembro. Nenhum dos presentes no anúncio do governo usava máscara de proteção contra a Covid-19, e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, um dos que deveria liderar a discussão de um novo programa social, esteve ausente.

Ricardo Barros garantiu que o ‘novo Bolsa Família’ respeitará o teto de gastos, apesar de ter maior custo. Segundo ele, o governo não abre mão da responsabilidade fiscal e buscou formas de financiar o programa realocando os recursos do Fundeb e utilizando precatórios , que são uma espécie de ordem de pagamento decorrente de condenações judiciais. Anualmente, a União gasta cerca de R$ 55 bilhões por ano com precatórios, e parte desse valor deverá ser destinado ao Renda Cidadã.

Reforma tributária

Havia expectativa de anúncio do governo nesta segunda-feira sobre a  segunda etapa da reforma tributária , que acabou adiada por falta de acordo. O líder do governo na Câmara justificou que o objetivo é construir o texto em conjunto com os parlamentares e ouvindo interesses da sociedade civil.

O governo garante que não aumentará a carga tributária, mas admite que busca substituir tributos, promovendo a desoneração da folha de pagamentos das empresas e recriando um imposto sobre movimentações financeiras , tratado como ‘ nova CPMF ‘, uma das principais razões para a dificuldade de chegar a um acordo sobre a proposta do Executivo. Defensor do novo tributo, Guedes não falou sobre o tema nesta segunda, após ser retirado de anúncio em que mencionou “substituição tributária” na semana passada .

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), confirmou nesta segunda que o governo vai propor um novo imposto sobre transações , com alíquota de 0,2%. Como exemplo, ele citou que, em uma transação de R$ 1 milhão, o contribuinte passaria a pagar R$ 2 mil, o que o governo considera pouco.

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