Boneco gigante de Fernanda Torres é ovacionado durante desfile em Olinda

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O boneco gigante de Fernanda Torres foi o grande destaque do tradicional desfile de carnaval em Olinda, realizado nesta segunda-feira (3), na manhã seguinte à premiação que rendeu o Oscar de melhor filme estrangeiro a “Ainda Estou Aqui”.
Performando em meio à multidão, o boneco da atriz arrancou aplausos e gritos entusiasmados dos foliões, que foram ao delírio e transformaram o momento em uma homenagem à artista brasileira. “Fernandaaa é a melhor!”, gritavam, em coro.
O cortejo percorreu as ladeiras do Sítio Histórico e reuniu outras personalidades, como Pelé, Ayrton Senna, Ana Maria Braga, Luiz Gonzaga, Alceu Valença e Lampião. Figuras de animação, a exemplo de Batman e Chaves, também marcaram presença.
Nenhum deles, no entanto, causou tanta reação quanto o de Fernanda Torres. A atriz é a protagonista do longa “Ainda Estou Aqui”, que faturou o primeiro Oscar para o Brasil na noite de domingo (3). Ela também concorria à categoria de melhor atriz, mas não saiu vencedora.
www.reporteriedoferreira.com.br/ Diário de Pernambuco
Foto: Fernanda Melo (DP)



O importante Festaruanda Por Sérgio Botelho

O importante Festaruanda
Sérgio Botelho
– Neste sábado, 7, fomos ao 19º Festaruanda (governo estadual, Energisa, Itaú, Canal Brasil, organizado pelo professor Lúcio Vilar com apoio da UFPB) que acontece no Cinépolis do Manaíra Shopping. Apresentado de forma espontânea, mas segura, pelo jornalista Jãmarri Nogueira, pudemos assistir a dois curtas e um longa bem representativos do bom nível do evento, como já vem acontecendo desde a sua primeira versão.
O primeiro curta, “A Voz de Guadakan”, em estilo documental, é dirigido por Joel Pizzini, que explora o universo criativo de Gleycielli Nonato, a primeira escritora indígena de Mato Grosso do Sul. Ambientado às margens do Rio Taquari, o filme apresenta Gleycielli e sua mãe, Maria Agripina, na luta para preservar a memória milenar da Nação Guató. Um belo resgate das ancestralidades brasileiras.
O segundo curta apresentado, motivo maior de nossa ida ao Cinépolis, foi Ladeira Abaixo, rodado em Cuité, na Paraíba, terra do diretor Ismael Moura. A produção conta com a participação de atores como Titina Medeiros, Solana Bandeira e Fernando Teixeira.
“Ladeira Abaixo” acaba sendo uma narrativa existencial que explora tensões entre liberdade e destino, autenticidade e inautenticidade, queda e redenção. Ao retratar personagens presos em lutas pessoais e dilemas morais, o filme sugere que mesmo em uma descida aparentemente inevitável, há espaço para confrontar o desespero e buscar sentido na travessia.
Enfim, o longa “Manas”, drama brasileiro de 2024, dirigido por Marianna Brennand, que aborda de forma sensível e impactante a realidade de abusos sexuais sofridos por meninas em comunidades ribeirinhas da Ilha de Marajó, no Pará. O filme acompanha Marcielle, conhecida como Tielle, jovem de 13 anos que, ao amadurecer, confronta a violência que permeia sua família e a comunidade.
O filme é uma crítica contundente às estruturas patriarcais que perpetuam a violência contra meninas e mulheres em contextos socioeconômicos vulneráveis, como comunidades ribeirinhas no Brasil. Uma obra profundamente feminista que denuncia a violência de gênero, enaltece a resistência, a sororidade e a chance de transformação social.
O Festaruanda, mais que uma mostra de cinema, virou plataforma de memória e futuro para o audiovisual brasileiro.
Na imagem, cena com as atrizes Titina Medeiros e Solana Bandeira, em Ladeira Abaixo.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor