Ex PM é Preso em Itaporanga por crime de homicidio
POLÍCIA CIVIL. 17aDSPC ITAPORANGA. GTE. Prisão de ex PM por crime de homicídio.
O GTE de Itaporanga efetuou, na manhã de hoje, dia 11/06/2025, quarta-feira, a prisão de um sujeito de 55 anos, de iniciais ALMB, natural de Serra Talhada, ex-policial militar do Estado de Pernambuco, condenado a 20 anos e 7 meses de prisão por homicídio.
O condenado, munido de arma de fogo, efetuou vários disparos contra a pessoa de Marco José Viturino de Lima, os quais o atingiram no crânio, percoço e braço, causando a sua morte da vítima, tendo sido atingida, ainda, a pessoa de Eliete Alves de Souza, que sofreu
lesões de natureza grave no rosto.
As vítimas encontravam-se em um bar quando, de forma inesperada e surpreendente, o acusado deflagrou vários disparos contra a pessoa da vítima fatal, tendo a segunda vítima saído correndo do local, no entanto, foi atingida no rosto por um dos projéteis da arma de fogo.
A investigação apontou que havia uma inimizade entre a vítima fatal e o
acusado; decorrente de um desentendimento entre ambos, quando a vítima esteve presa na cidade de Serra Talhada ,oportunidade em que o acusado teria queimado a vítima com uma ponta de cigarro.
O conduzido encontra-se recolhido na carceragem desta delegacia aguardando a designação da audiência de custódia
Lessa diz que proposta para matar Marielle envolveu criação de milícia
Em delação premiada, o ex-PM afirmou que negócio renderia mais US$ 20 milhões (R$ 100 milhões)
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iG Último Segundo
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Reprodução
Ronnie Lessa foi o assassino de Marielle Franco
O ex-PM Ronnie Lessa afirmou que os mandantes da morte da vereadora Marielle Franco ofereceram a ele e a um comparsa dois loteamentos clandestinos na zona oeste do Rio para formarem uma milícia.
Segundo Lessa, o negócio renderia mais US$ 20 milhões (R$ 100 milhões) . A declaração foi feita em delação premiada, que o Fantástico, da TV Globo, teve acesso e divulgou na noite de domingo (26).
“Na verdade, eu não fui contratado para matar a Marielle como um assassino de aluguel. Eu fui chamado para uma sociedade”, disse na delação.
Ronnie admitiu ter matado a vereadora e contou que ficou surpreso com a proposta dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão. Eles ofereceram os lotes a Lessa e ao ex-PM Edimilson de Oliveira, o Macalé, morto em 2021.
“Era muito dinheiro envolvido. Na época, daria mais de US$ 20 milhões. A gente não está falando de pouco dinheiro (…) Ninguém recebe uma proposta de receber US$ 10 milhões simplesmente para matar uma pessoa. Uma coisa impactante realmente”, disse Lessa.
“A gente ia criar uma milícia nova. Então ali teria a exploração de gatonet, a exploração de kombis, venda de gás… A questão valiosa é depois. A manutenção da milícia que vai trazer voto”, explicou Lessa.
O ex-PM disse ainda que os mandantes consideravam Marielle “uma pedra no caminho”.
“Ela teria convocado algumas reuniões com várias lideranças comunitárias, se eu não me engano, no bairro de Vargem Grande ou Vargem Pequena [zona oeste carioca], justamente para falar sobre esse assunto, para que não houvesse adesão a novos loteamentos da milícia. Isso foi o que o Domingos [Brazão] passou para a gente. Que a Marielle vai atrapalhar e para isso ela tem que sair do caminho”, disse Ronnie, que está preso desde março de 2019.
Encontros
Ronnie Lessa disse ainda que se encontrava com Domingos e Chiquinho em uma rua na Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio.
O ex-PM afirmou ter se encontrado três vezes com os mentores do crime. Duas antes do assassinato e uma depois.
“O Domingos fala mais e o Chiquinho concorda. E o local escuro, propício ao encontro. Um encontro secreto porque a situação pedia uma coisa dessa, isso seria muito mais inteligente do que sentar numa churrascaria”.
A Polícia Federal declarou, em relatório, que não encontrou provas desses encontros.
Marcelo Freixo
Lessa afirmou, ainda, que o alvo principal em um primeiro momento era matar o político Marcelo Freixo. Mas desistiu do plano, por considerar que o “trabalho” seria mais complicado.
Após o recuo, Marielle, se tornou o alvo número um por ter feito mobilizações políticas contra os loteamentos em questão.
“Eliminá-lo poderia gerar grande repercussão”, disse Lessa.
A PF conseguiu comprovar que Lessa pesquisou sobre políticos do PSOL, incluindo Freixo, que era uma das lideranças do partido na época.
Em 2008, no relatório final da CPI das Milícias, presidida por Freixo no Legislativo do Rio de Janeiro, Domingos e Chiquinho foram identificados como beneficiários do “curral eleitoral” estabelecido pela pressão da milícia de Oswaldo Cruz (zona norte).
Caso Marielle: Ronnie Lessa delatou ‘pessoa com foro privilegiado’ à Justiça
PF tenta fechar acordo de delação com o autor dos disparos que assassinaram a vereadora e seu motorista
Ronnie Lessa no momento de sua prisão.Créditos: Reprodução/Jornal Nacional
Por Raphael Sanz
Escrito en BRASILel
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O ex-PM e miliciano Ronnie Lessa, apontado como o executor da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e seu motorista Anderson Gomes em março de 2018, tenta fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. E no âmbito dessas tratativas teria revelado aos agentes o nome de um envolvido no crime que tem foro privilegiado.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22) pela coluna da Juliana Dal Piva, no site ICL Notícias. Agora sobram especulações sobre quem seria essa pessoa.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está descartado, uma vez que perdeu as últimas eleições e está sem cargo e sem foro privilegiado. Apontado como um entusiasta das milícias, tendo dado uma série de declarações nesse sentido, ele e Ronnie Lessa eram vizinhos à época do crime no Condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro.
De acordo com a matéria supracitada, Lessa estaria muito perto de fechar o acordo com a PF e os policiais temem que o vazamento de informações a respeito do seu depoimento – e das próprias investigações – atrapalhem a assinatura do acordo. Por isso ainda estão mantendo sigilo sobre o nome revelado pelo ex-PM.
As tratativas estariam na fase de validação das declarações do matador. Uma vez confirmadas as informações dadas por Lessa, o acordo ainda dependerá de uma homologação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Atualmente defendido pelos advogados Bruno Castro e Fernando Santana, Lessa pode ter que trocar de defesa uma vez que o escritório que o atende já declarou que não faz acordos de delação premiada.
Linha do tempo da investigação
14 de março de 2018: Na noite do dia em que foi assassinada, a vereadora Marielle Franco (Psol) participou de um debate na Casa das Pretas, na Lapa. Por volta das 21h, ela deixou o local acompanhada de seu motorista, Anderson Gomes, e sua assessora, Fernanda Chaves. O carro em que estavam foi seguido pelo veículo dos assassinos e, quando passava pelo bairro do Estácio, Marielle foi atingida por quatro tiros na cabeça. Anderson também foi morto no local, enquanto Fernanda foi atingida por estilhaços e sobreviveu ao ataque;
21 de março de 2018: A 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal solicitou que um grupo de promotores fosse designado para auxiliar na apuração do crime. Esses promotores trabalharam em conjunto com as autoridades responsáveis pela investigação para identificar os responsáveis pelo ataque;
1 de setembro de 2018: Entra no caso o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ). Acontece a primeira troca de promotores do MPRJ;
22 de janeiro de 2019: Na busca pelos responsáveis pelo assassinato, foi deflagrada a operação Os Intocáveis. Nessa operação, promotores e policiais cumpriram 63 mandados de busca e apreensão nas residências de 13 suspeitos de integrar a milícia de Rio das Pedras. O principal alvo era o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. Os investigadores acreditam que a disputa por terras na região poderia ser um dos motivos do assassinato, já que Marielle estaria atuando em regularização fundiária na Zona Oeste;
12 de março de 2019: Na operação Lume, a Polícia Civil prendeu o PM Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, acusados pela execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. As prisões foram realizadas após uma investigação iniciada a partir de um telefonema anônimo. Na casa de um amigo de Lessa, no Méier, foram encontrados 117 fuzis M-16 incompletos.
Julho de 2019: Um relato de um pescador à Polícia Civil que um aliado de Ronnie Lessa, um dos acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, contratou seu barco para jogar seis armas no mar, próximo às Ilhas Tijucas. A polícia suspeita que uma dessas armas seria a submetralhadora HK MP5, usada para matar a vereadora;
3 de outubro de 2019: Quatro pessoas foram presas durante a operação Submersus, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Entre os detidos está Elaine Lessa, esposa de Ronnie Lessa.”
Fevereiro de 2020: Um laudo da Polícia Civil concluiu que a voz do porteiro que autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no dia do assassinato de Marielle, não era a do funcionário que mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro aos investigadores da Delegacia de Homicídios. Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro no condomínio, foi mencionado em depoimento por um dos porteiros, que afirmou que Bolsonaro havia autorizado a entrada de Élcio. No entanto, o porteiro voltou atrás em sua declaração;
27 de agosto de 2020: O Ministério Público obteve uma decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que obriga o Google a fornecer dados telemáticos que podem auxiliar nas investigações;
Junho de 2021: a viúva do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, morto durante confronto com policiais, na Bahia, Júlia Emília Mello Lotufo, concordou em fazer uma delação premiada em troca de benefícios, incluindo a revogação de sua prisão;
Julho de 2021: Após serem exoneradas a pedido, as promotoras Simone Sibílio e Leticia Emile que acompanhavam o caso desde setembro de 2018 deixaram a Força-Tarefa do Caso Marielle. Fontes da instituição afirmaram que elas entregaram seus cargos em razão do risco de interferência externa nas investigações do caso;
17 de fevereiro de 2022: Telegrama estarrecedor do governo Bolsonaro sobre caso Marielle é revelado.
22 de fevereiro de 2023: A abertura de inquérito da Polícia Federal para investigar assassinatos é anunciado pelo ministro da Justiça, Flávio Dino;
24 de julho de 2023: Élcio Queiroz, em delação premiada, diz que ele e Ronnie Lessa assassinaram a vereadora.