Paris 2024: Espanha bate França em final frenética no futebol masculino

Partida que parecia se encaminhar para uma vitória tranquila dos espanhóis teve reviravolta com pênalti no fim e decisão na prorrogação

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Esporte News Mundo

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Atualizada às Espanha e França se enfrentaram no Parque dos Príncipes

Reprodução/@fifaworldcup_es

Espanha e França se enfrentaram no Parque dos Príncipes

Espanha conquistou o Ouro Olímpico no futebol masculino em Paris, ao bater a França na final, em partida com muitos altos e baixos. Os franceses abriram o placar no início, mas sofreram a virada em menos de 15 minutos depois. A Espanha abriu 3×1, mas no segundo tempo os donos da casa reagiram e levaram o jogo para a prorrogação, em pênalti nos acréscimos.

A França começou melhor o jogo, com muita posse de bola, deixando a Espanha desconfortável no jogo. Não à toa, os donos da casa abriram o placar com 11 minutos de jogo, em um chute na lateral da grande área de Enzo Millot. Pelo ângulo surpreendente, o goleiro Arau Tenas falhou no lance e cedeu o 1×0 para a França.

Depois disso, os franceses recuaram e deram espaço para os espanhóis trocarem passes. Com uma posse de bola muito longa, a Espanha foi avançando gradualmente, até que Baena deu uma bela assistência para Fermín López, que finalizou livre na entrada da área para empatar o jogo, com 18 minutos.

Com a confiança de volta, a Espanha conseguiu a virada já aos 25 minutos do primeiro tempo, após mais uma jogada em trabalhada. Juan Miranda avançou pela lateral-esquerda e cruzou para Abel Ruíz, que chutou em cima do goleiro Reestes. Entretanto, o arqueiro francês acabou dando rebote, que caiu nos pés de Fermín López. O meia não perdoou em fez o seu segundo gol do dia para selar o 2×1.

A França sentiu psicologicamente a virada e a Espanha se empolgou de vez. Tanto que no ataque seguinte ao segundo gol, os espanhóis fizeram o terceiro. Mais um golaço, desta vez com Baena, em cobrança de falta. O goleiro Reestes nem pulou na bola. Com isso, o jogo foi para o intervalo com 3×1 para a seleção espanhola.

Na volta para a segunda etapa, a França conseguiu voltar melhor, finalizando mais e retomando um pouco mais da posse de bola. Mas, a Espanha se manteve forte defensivamente no início do segundo tempo.

Com 28 minutos do segundo tempo, o técnico Santi Denia, da Espanha percebeu que a França vinha ganhando cada vez mais volume de jogo e decidiu mudar a equipe. Entraram Juanlu Sánchez e Benabé para adicionar mais energia para marcação e quem sabe recuperar o controle da partida.

Mesmo com as substituições, a Espanha não conseguiu conter a pressão francesa. Os donos da casa diminuíram o placar com 34 minutos do segundo tempo, em jogada de bola parada. Olise cobrou uma falta lateral no meio da área, a desviou em Akliouche, que fez o gol do 3×2 e mateve a França viva para o fim da partida.

Após cobrança de escanteio aos 44 minutos, o VAR chamou o árbitro brasileiro  Ramon Abatti para rever um possível pênalti para a França. O juiz foi até a tela e marcou a penalidade já nos acréscimos. Jean-Philippe Mateta, que é um dos atletas com mais de 23 anos convocados, foi o escolhido para a cobrança. O atacante deslocou o goleiro e levou a partida para a prorrogação de forma heroica.

Prorrogação

O atacante Sergio Camello jogou ‘água no chopp’ da torcida francesa ao colocar a Espanha à frente no placar. De cavadinha, o espanhol decretou o 4×3 aos 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação, mostrando novamente a força mental da ‘Fúria’.

O segundo tempo da prorrogação foi de muita posse de bola para a França, mas já sem muita força para levar perigo. A seleção espanhola colocou números finais ao jogo no último lance, em contra-ataque que Camello teve campo livre e ficou cara a cara com o goleiro francês. O atacante marcou seu segundo gol no jogo, sendo os dois de cavadinha.

A Espanha conquistou o Ouro, após ter perdido a final de Tokyo 2020 para o Brasil. Jogando em casa, os franceses ficaram com o Prata, de uma geração muito promissora, mas que esteve desfalcada de seus principais nomes.




Brasil derrota Espanha e garante lugar na final do futebol feminino em Paris

Adriana corre para abraço depois de gol para o Brasil (Rafael Ribeiro / CBF)

O Brasil garantiu a classificação para a decisão do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar a Espanha por 4 a 2, na tarde desta terça-feira (6) no estádio Velódrome, em Marselha, em confronto válido pelas semifinais da competição.

O Brasil garantiu a classificação para a decisão do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar a Espanha por 4 a 2, na tarde desta terça-feira (6) no estádio Velódrome, em Marselha, em confronto válido pelas semifinais da competição.

O Brasil mostrou maturidade a partir daí, para aproveitar a vantagem no marcador, se fechando bem na defesa e apostando em jogadas rápidas de contra-ataque para empilhar oportunidades de marcar. De tanto tentar, a seleção brasileira conseguiu ampliar aos 48 minutos, quando a meio-campista Yasmim avançou em liberdade pela ponta esquerda e cruzou na medida para Gabi Portilho escorar de primeira.

Após o intervalo a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias assumiu de vez o controle da partida, criando ótimas oportunidades de marcar o terceiro, com Gabi Portilho aos 3 minutos, com chute de fora da área de Ludmila aos 6 e com Jheniffer um minuto depois.

Aos 24 minutos Hermoso ainda deu um susto no Brasil ao acertar chute da entrada da área que obrigou a goleira Lorena a realizar uma difícil defesa. Mas o dia era mesmo da equipe brasileira, que encaixou um contra-ataque em velocidade um minuto depois para chegar ao terceiro. Priscila partiu em velocidade pela esquerda e, ao chegar à área, rolou para Adriana, que chutou no travessão. A bola sobrou então para Gabi Portilho, que escorou de cabeça para Adriana, que não perdoou.

As oportunidades continuaram aparecendo de lado a lado e, de tanto tentar, a Espanha conseguiu descontar aos 39 minutos, quando Paralluelo aproveitou bola levantada na área por Hermoso para cabecear e vencer Lorena. Um minuto depois as atuais campeãs do mundo tiveram outra grande oportunidade de marcar, com uma finalização da entrada da área de Putellas que explodiu no travessão.

Porém, o Brasil estava em uma jornada especial e deixou o melhor para o final. Após vacilo da lateral Oihane Hernández, Kerolin dominou a bola, avançou com muita liberdade e mostrou frieza para bater por baixo das pernas da goleira Cata Coll. A Espanha ainda voltou a marcar com Paralluelo, mas o triunfo final ficou mesmo com a seleção brasileira.

Agência Brasil




Espanha marca no fim, bate a Inglaterra e se isola como maior campeã da Eurocopa

 

A Europa é da Espanha! Neste domingo, a seleção espanhola venceu a Ingalterra por 2 a 1, no Estádio Olímpico, em Berlim, na Alemanha, e se consagrou campeã da Eurocopa de 2024. Nico Williams e Oyarzabal anotaram os gols dos campeões, enquanto Palmer descontou.Com o resultado, a Espanha se isolou como a maior vencedora do torneio, com quatro canecos. Antes, La Roja já havia conquistado o título em 1964, 2008 e 2012.Já a seleção inglesa segue sem vencer a Eurocopa. Esse foi o segundo vice da equipe. Em 2020, os ingleses perderam para a Itália. Assim, a Copa do Mundo de 1966 segue sendo o único títulos dos Três Leões.

(Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

O jogo

O primeiro tempo foi bem morno. A Espanha tentou tomar conta da partida e até dominou a posse de bola. A equipe, porém, teve muitas dificuldades para encontrar espaços na defesa inglesa. Nas únicas descidas mais agudas, com com Williams e Morata, Stones apareceu para bloquear as finalizações.

Do outro lado, a Inglaterra só apareceu no ataque nos acréscimos. Rice cruzou na área, Le Normand desviou e deixou nos pés de Foden, que bateu para boa defesa de Unai Simón.

Na volta do intervalo, o jogo enfim esquentou. Com apenas um minuto, Lamine Yamal recebeu bom passe de Carvajal, costurou a defesa adversária e achou Nico Williams sozinho na esquerda. O ponta chegou finalizando de primeira para abrir o placar.

Logo na sequência, quase saiu o segundo. Depois de chute fraco de Williams, Dani Olmo dominou na área, girou e tirou tinta da trave de Pickford. Ao 10, Morata recebeu ótimo passe de Yamal e tocou na saída do goleiro. Guéhi apareceu na hora certa para afastar. No lance seguinte, Williams arriscou de longe e mandou à direita da meta.

A Ingalterra ficou perto de empatar aos 18 minutos. Bellingham recebeu na intermediária, tirou três de uma vez só com um lindo drible e soltou uma pancada, pelo lado. A resposta espanhola foi aos 20. Yamal foi acionado na direita, cortou para o meio e mandou no cantinho. Atento, Pickford se esticou todo pra espalmar.

Já aos 27, saiu o empate inglês. Saka desceu pela direita e achou Bellingham, que tocou de primeira para Palmer. Em seu primeiro toque na bola, o atacante finalizou com muita categoria para deixar tudo igual.

No fim, a Espanha se lançou ao ataque para tentar matar o confronto ainda no tempo normal. Com 36, Yamal dominou com liberdade na área e chutou para mais uma boa intervenção de Pickford.

Já aos 41 minutos, a estratégia deu certo. Cucurella recebeu na esquerda e cruzou rasteiro. Oyarzabal se antecipou à marcação e desviou para o fundo da rede.

Nos minutos finais, a Inglaterra se lançou toda ao ataque, mas nada foi o suficiente para buscar o empate. Assim, a Espanha se tornou tetracampeã europeia.

www.reporteriedoferreira.com.br/Gazeta Esportiva



No último minuto, Inglaterra vira sobre Holanda e vai à final da Eurocopa

Watkins finaliza cruzado aos 44 minutos do segundo tempo para marcar o gol da classificação da Inglaterra sobre a Holanda

Watkins finaliza cruzado aos 44 minutos do segundo tempo para marcar o gol da classificação da Inglaterra sobre a HolandaCrystal Pix/MB Media/Getty Images

Luccas Oliveirada CNN

Em sua melhor exibição na Eurocopa, até agora, a Inglaterra venceu a Holanda por 2 a 1, de virada, nesta quarta-feira (10), e fará a final do torneio pela segunda edição consecutiva. A adversária será a Espanha.

O gol da classificação inglesa foi marcada por Ollie Watkins, aos 44 minutos do segundo tempo, numa belíssima finalização cruzada. Pouco antes, ele havia entrado no lugar do artilheiro Harry Kane.Morata revela se jogará final da Euro após ser derrubado por segurança

Gols antes dos 20 minutos

No Signal Iduna Park, em Dortmund, a Holanda abriu o placar logo aos 7 minutos do jogo, com o jovem Xavi Simons, que roubou a bola de Declan Rice e acertou uma bomba de fora da área, sem chances para Pickford.

Os ingleses empataram dez minutos depois, quando Harry Kane sofreu e converteu pênalti convertido por Dumfries.

Na segunda etapa, a Inglaterra chegou a marcar um gol com Saka, mas a arbitragem marcou impedimento na origem do lance.

Do Aston Villa para herói nacional

Até que Watkins recebeu de Cole Palmer, girou sobre De Ligt e finalizou no cantinho, sem chances para Verbruggen. Ele marcou seu quarto gol em 14 partidas pelo English Team e virou herói nacional.

A decisão entre Espanha e Inglaterra será no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Berlim.




Com polêmica, Espanha vence a Alemanha na prorrogação e vai à semi da Eurocopa

Merino marcou de cabeça nos minutos finais para dar a classificação aos espanhóis

Espanha venceu a Alemanha e se classificou à semifinal da EurocopaAlex Caparros – UEFA/UEFA via Getty Images

Da CNN

Em grande prova de força, a Espanha venceu a Alemanha por 2 a 1, nesta sexta-feira (5), e eliminou a anfitriã da Eurocopa diante de sua torcida na Mercedes-Benz Arena, em Stuttgart.

A seleção espanhola, então, se torna a primeira semifinalista da Euro 2024, e agora espera o vencedor do confronto entre Portugal e França para conhecer seu adversário na próxima fase — a bola rola às 16h (de Brasília) acompanhe aqui.

Os gols do triunfo da Espanha foram marcados por Dani Olmo e Merino. Wirtz anotou o gol alemão.

Já na prorrogação, a arbitragem do britânico Anthony Taylor ignorou uma bola na mão de Cucurella após chute de Musiala e não marcou pênalti. Na sequência, os espanhóis marcaram o gol da vitória.




Espanha, Irlanda e Noruega reconhecerão a Palestina como Estado

Espanha, Irlanda e Noruega anunciaram nesta quarta-feira (22) a decisão de reconhecer a Palestina como Estado a partir de 28 de maio

Por

AFP

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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez
THOMAS COEX

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez

Thomas COEXEspanha, Irlanda e Noruega anunciaram nesta quarta-feira (22) a decisão de reconhecer a  Palestina como Estado a partir de 28 de maio, e esperam que outros países sigam o passo, diante do “perigo” que a solução de dois Estados enfrenta devido à guerra em Gaza.

O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, foi o primeiro a anunciar a decisão, em Oslo, onde foram negociados os acordos, atualmente ignorados, que obrigavam israelenses e palestinos a aceitar uma coexistência pacífica entre dois Estados independentes.

Ao anunciar que o país reconhecerá o Estado palestino em 28 de maio, Støre fez um “forte apelo” para que outros países sigam o mesmo caminho.

Depois de chamar o dia de “histórico e importante”, o primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris, fez o anúncio poucos minutos depois, no que foi seguido pelo chefe de Governo da Espanha, Pedro Sánchez, no Parlamento em Madri.

“É uma declaração inequívoca de apoio a uma solução de dois Estados como o único caminho crível para a paz e a segurança, para Israel e a Palestina, e para os seus povos”, afirmou o primeiro-ministro irlandês em Dublin.

O reconhecimento dos dois Estados é “a pedra angular sobre a qual a paz deve ser construída”, acrescentou.

“Hoje, afirmamos que reconhecemos o Estado de Israel, reconhecemos o seu direito de existir em paz e segurança dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas. Reconhecer o Estado da Palestina envia a mensagem de que existe uma alternativa viável ao niilismo do Hamas”, completou.

Em Madri, o primeiro-ministro Sánchez também falou sobre a decisão.

“O primeiro-ministro (israelense Benjamin) Netanyahu não tem um projeto de paz para a Palestina”, afirmou o socialista Sánchez, uma das vozes mais críticas dentro da União Europeia (UE) contra a operação militar iniciada por Israel após o ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro.

“Lutar contra o grupo terrorista Hamas é legítimo e necessário (…) mas Netanyahu está gerando tanta dor e tanta destruição, e tanto ressentimento em Gaza e no resto da Palestina, que a solução de dois Estados está em perigo”, afirmou Sánchez.

Formalmente, a medida será adotada com um decreto que deve ser aprovado na próxima terça-feira, durante uma reunião do Conselho de Ministros espanhol.

Segundo uma contagem da Autoridade Palestina, 142 dos 193 Estados-membros da ONU expressaram apoio ao reconhecimento de um Estado palestino.

A iniciativa de Madri, Dublin e Oslo pode ser acompanhada por outros países europeus.

Em março, os governantes da Eslovênia e de Malta assinaram em Bruxelas um comunicado conjunto com Madri e Dublin, no qual expressavam o desejo de adotar a mesma medida.

O governo esloveno anunciou um decreto neste sentido em 9 de maio, com a intenção de enviá-lo ao Parlamento para aprovação até 13 de junho.

“Passos precipitados”

O governo de Israel reagiu rapidamente e convocou seus embaixadores na Noruega e na Irlanda para consultas.

“Hoje, eu envio uma mensagem forte à Irlanda e à Noruega: Israel não permanecerá calado diante disso”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, em um comunicado.

“Os passos precipitados dos dois países terão mais consequências graves”, acrescentou o chanceler israelense, que prometeu adotar uma medida similar caso a Espanha aderisse à iniciativa.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP), considerada internacionalmente a único representante legítima do povo palestino, considerou o reconhecimento do Estado Palestino por três países europeus como um “momento histórico, em que mundo livre triunfa pela verdade e pela justiça”.

Uma fonte do Hamas celebrou os anúncios de Espanha, Irlanda e Noruega e afirmou que estes foram possíveis graças à “corajosa resistência” do povo palestino.

“Vemos como um passo importante para afirmar o nosso direito à terra e ao estabelecimento de um Estado palestino com Jerusalém como capital”, afirmou o Hamas em um comunicado, em que faz um apelo aos “países de todo o mundo para que reconheçam (os seus) direitos nacionais legítimos”.

Israel prometeu “aniquilar” o Hamas e iniciou uma ofensiva em larga escala contra a Faixa de Gaza em represália ao ataque de 7 de outubro, que matou mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados divulgados pelas autoridades israelenses.

Das 252 pessoas sequestradas durante o ataque, 124 permanecem em Gaza, mas o Exército israelense acredita que 37 foram mortas.

Desde 7 de outubro, mais de 35.000 palestinos, a maioria civis, morreram na Faixa de Gaza em bombardeios e operações militares israelenses, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa Gaza.




Copa Feminina: Espanha conquista primeiro título mundial na história; veja todas as campeãs

Por Redação do ge — Sidney, Austrália

 

A Espanha é campeã da Copa do Mundo Feminina! Em uma final inédita, a seleção espanhola bateu a Inglaterra por 1 a 0 e se junta às outras quatro vencedoras do torneio: Estados Unidos, Alemanha, Noruega e Japão.

Aos 28 min do 1º tempo – gol de dentro da área de Olga Carmona da Espanha contra a Inglaterra

Apenas em sua terceira participação do mundial, a equipe de Jorge Vilda já alcança o lugar mais alto do pódio do futebol feminino. Na estreia, em 2015, ficou em último lugar no grupo do Brasil e não avançou. Em 2019, parou nas oitavas diante dos Estados Unidos.

Olga Carmona colocou a Espanha na final da Copa do Mundo Feminina — Foto: Reuters

Olga Carmona colocou a Espanha na final da Copa do Mundo Feminina — Foto: Reuters

Confira as campeãs da Copa do Mundo Feminina:

  1. Estados Unidos – 4 (1991, 1999, 2015 e 2019)
  2. Alemanha – 2 (2003 e 2007)
  3. Noruega – 1 (1995)
  4. Japão – 1 (2011)
  5. Espanha – 1 (2023)

Veja os detalhes das edições:

1991 – Estados Unidos

A primeira edição foi disputada na China e teve a seleção norte-americana no lugar mais alto do pódio após vencer a Noruega por 2 a 1 na final. A Suécia goleou a Alemanha na disputa pelo terceiro lugar e ficou com o bronze.

1995 – Noruega

As norueguesas conseguiram o título logo na edição seguinte disputada na Suécia. A decisão foi diante da Alemanha, vencendo por 2 a 0. Os EUA ficaram no terceiro lugar, seguidos pela China.

Noruega foi campeã da Copa do Mundo Feminina de 1995 — Foto: Getty Images

Noruega foi campeã da Copa do Mundo Feminina de 1995 — Foto: Getty Images

1999 – Estados Unidos

As norte-americanas conquistaram o bi dentro de casa. Foi a primeira final de Copa feminina decidida nos pênaltis e as donas da casa superaram a China após empate sem gols. O Brasil, da artilheira Sissi, foi bronze após bater a Noruega na disputa pelo terceiro lugar.

2003 – Alemanha

Em nova edição realizada nos Estados Unidos, as alemãs conseguiram sua primeira conquista ao baterem a Suécia na grande decisão. Birgit Prinz foi a melhor jogadora e artilheira do torneio, e as anfitriãs ficaram com o terceiro lugar após superarem o Canadá.

2007 – Alemanha

Mais uma edição disputada na China e o bicampeonato alemão. A vitória foi sobre o Brasil, da artilheira e craque Marta, por 2 a 0 na final. Os Estados Unidos venceram a Noruega na disputa pelo terceiro lugar.

Seleção da Alemanha festeja título da Copa do Mundo de 2007, após bater o Brasil na final — Foto: Feng Li/Getty Images

Seleção da Alemanha festeja título da Copa do Mundo de 2007, após bater o Brasil na final — Foto: Feng Li/Getty Images

2011 – Japão

Alemanha jogou em casa mas não passou das quartas de final, em que foi eliminada pela seleção japonesa, campeã da edição. O Japão venceu os Estados Unidos para confirmar o primeiro e único título asiático na história das Copas. As suecas bateram a França na disputa pelo bronze.

Japão conquistou a Copa do Mundo Feminina de 2011 — Foto: Thorsten Wagner/Getty Images

Japão conquistou a Copa do Mundo Feminina de 2011 — Foto: Thorsten Wagner/Getty Images

2015 – Estados Unidos

Depois de 16 anos, os Estados Unidos venceram o Japão por 5 a 2, em uma reedição da final anterior, e conquistaram a edição do Canadá. A Inglaterra foi a terceira colocada ao superar a Alemanha.

2019 – Estados Unidos

Em edição disputada na França, novo título das norte-americanas, que contaram com brilho de Megan Rapinoe, craque e uma das artilheiras da competição. Vitória na final contra a Holanda (comandada por Sarina Wiegman), por 2 a 0. A Suécia venceu a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.

Jogadoras da seleção dos Estados Unidos erguem o troféu da Copa do Mundo Feminina — Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Jogadoras da seleção dos Estados Unidos erguem o troféu da Copa do Mundo Feminina — Foto: REUTERS/Denis Balibouse




Espanha vence Suécia e é a primeira finalista da Copa do Mundo feminina

Seleção da Espanha comemora o gol de Paralluelo contra a Suécia Getty Images

Na manhã desta terça-feira (15), a Espanha fez história e vai disputar, pela primeira vez em sua história, a final da Copa do Mundo feminina. A ‘Roja’ venceu a Suécia por 2 a 1 e ficou com a primeira vaga na decisão do Mundial.

Paralluelo e Carmona marcaram para as espanholas, enquanto Blomqvist descontou para as suecas. Agora, a Espanha aguarda na grande final a vencedora da outra semifinal, que será disputada por Inglaterra e Austrália nesta quarta-feira (16)

O confronto também ficou marcado por recorde do Brasil. A comandante do apito desta partida de semifinal, Edina Alves se tornou, entre homens e mulheres, a árbitra brasileira com mais participações em Copa do Mundo, com oito jogos ao todo.

O grande duelo começou muito tenso, com as equipes se estudando nos minutos iniciais. Com Putellas, a melhor jogadora do mundo na última temporada, de titular novamente, a Espanha manteve a posse de bola e tentou pressionar as adversárias. Contudo, sólida defensivamente, a Suécia pouco sofreu mesmo com a bola rondando sua área.

Aos 41, a Suécia teve a melhor chance da primeira etapa. Após erro na saída de bola da Espanha, Rolfo recebeu cruzamento na área e finalizou de primeira, mas Cata Coll fez grande defesa.

O segundo tempo começou de forma diferente. As suecas tentaram ficar um pouco mais com a bola e tiraram a Espanha do conforto. Para tentar recuperar o controle da partida, Jorge Vilda acabou tirando Putellas para colocar Paralluelo e tentar dar ‘vida nova’ ao ataque.

E a mudança parece ter surtido efeito. Aos 24, após confusão na área, Paralluelo evitou a saída da bola e Redondo, mesmo deitada, finalizou com muito perigo e, por pouco, não inaugurou o marcador.

E Paralluelo estava destinada a mudar o rumo da partida. Aos 35, a jovem centroavante de 19 anos aproveitou a sobra dentro da área, chutou forte de primeira e abriu o placar para a Espanha.

Porém, a vantagem da ‘Roja’ acabou durando pouco. Aos 42, Blomqvist aproveitou a ajeitada de Hurtig e finalizou sozinha de dentro da área para empatar o jogo.

A emoção tomou conta nos minutos finais. Dois minutos mais tarde, a Espanha voltou a marcar. Em jogada ensaiada de escanteio, Carmona recebeu na entrada da área, soltou a bomba, venceu Musovic e decretou a vitória das espanholas por 2 a 1.

Próximo jogo da Espanha:

Com a classificação, a Espanha vai enfrentar na grande final da Copa do Mundo feminina quem vencer entre Inglaterra e Austrália, que duelam pela outra semifinal da competição nesta quarta-feira.

A decisão será no próximo domingo (20), às 7h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Sidne




Justiça absolve jovem paraibano acusado de participar do caso da cachina de uma família na Espanha

A juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho, do 2º Tribunal Júri, absolveu sumariamente Marvin Henriques Correia, que era acusado de ser cúmplice das mortes da chacina de uma família cometida na cidade de Pioz, na Espanha, por François Patrick Nogueira Gouveia. “A absolvição sumária nada mais é do que a decisão que coloca fim ao processo, julgando improcedente a pretensão punitiva do Estado, quando presente alguma dessas quatro hipóteses: estar provada a inexistência do fato; estar provado não ter sido o réu autor ou partícipe do fato; que o fato não constitui infração penal; e estar demonstrada excludente de ilicitude (causa de exclusão do crime) ou de culpabilidade (causa de isenção de pena)”, explicou a magistrada na sentença.

De acordo com os autos da ação nº 0034085-70.2016.8.15.2002, François Patrick procedeu a execução de Janaína Santos Américo (esposa de seu tio Marcos), e, em seguida, ceifou a vida dos filhos daquela, seus primos Maria Carolina Américo (3 anos de idade) e David Américo Campos Nogueira (1 ano de idade), momento após o qual começou a dialogar com Marvin, através do aplicativo de mensagens Whatsapp expondo todos os pormenores das condutas perpetradas e adiantando estar aguardando o instante de ceifar a vida do último integrante da família exterminada, justamente o seu tio.

Consta no processo que quando o executor (Patrick), nas conversações travadas, demonstrara sinais de esgotamento, diante da longa espera pela chegada de seu tio, sugerindo que tendia ao abandono da empreitada criminosa, Marvin o instigou a persistir em seu atroz projeto originário, o que aconteceu.

No julgamento do caso, a juíza entendeu que a conduta do réu Mavin Henriques não é típica. “Considerando que para caracterizar a existência de uma infração penal, faz-se necessário que a conduta seja típica e ilícita, não restam dúvidas que os fatos narrados na denúncia, no que diz respeito ao réu Marvin, não constituem uma infração penal. No máximo, poderiam ser considerados como sendo atos preparatórios; contudo, em nosso ordenamento jurídico não há tipicidade em condutas subjetivas”, ressaltou.

Em outro trecho da sentença, a juíza pontuou: “Em que pese a conduta do indigitado ter sido abjeta, repugnante, amoral, sórdida, fria, vil, dentre outros adjetivos negativos, ela não pode ser considerada criminosa, simplesmente, porque não foi descrita na lei penal como tal. Percebe-se que há um vácuo legal, o qual não pode ser suprido pelo Poder Judiciário. É importante destacar que a função do Poder Judiciário é fazer justiça, mas não a qualquer custo. Ao poder discricionário de julgar de um magistrado cabe os limites do nosso ordenamento jurídico. É o caso em comento”.

Da decisão cabe recurso.

Confira, aqui, a sentença.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Gecom-TJPB




Espanha supera os 4 mil mortos pelo coronavírus

Espanha superou o número de mortes da China por causa do coronavírus e se tornou segundo país no mundo com mais mortes — Foto: Bernat Armangue/AP

Espanha superou o número de mortes da China por causa do coronavírus e se tornou segundo país no mundo com mais mortes — Foto: Bernat Armangue/AP

A pandemia de coronavírus superou nesta quinta-feira (26) os 4 mil mortos na Espanha, onde as autoridades esperam estar chegando ao limite de casos, em um país com muitos hospitais sobrecarregados pelo fluxo de pacientes.

No seu balanço diário, o Ministério da Saúde relatou 655 novos mortos, o que eleva o total a 4.089, a metade deles na região de Madri, 2.090.

A Espanha é o segundo país do mundo com mais mortos pela Covid-19, atrás apenas da Itália.

Fernando Simón, diretor do centro de emergências sanitárias, indicou que “87% dos mortos têm mais de 70 anos”. Os casos confirmados são 56.188, e 7.015 pessoas foram curadas, 30% há mais em 24 horas.

O aumento dos números foi vertiginoso na última semana em uma Espanha submetida a um confinamento quase total desde 14 de março, para reduzir o risco de transmissão. Desde sexta-feira o número de mortos quadruplicou.

Agentes funerários carregam o caixão com vítima de Covid-19, no cemitério em Leganes, na Espanha, na terça-feira (24) — Foto:  Manu Fernandez / AP

Agentes funerários carregam o caixão com vítima de Covid-19, no cemitério em Leganes, na Espanha, na terça-feira (24) — Foto: Manu Fernandez / AP

No entanto, as autoridades destacaram o forte aumento de curados e a redução no ritmo de mortos, que nesta quinta-feira aumentou 19%, menos do que na quarta-feira (+27%), quando se alcançou um recorde de 738 mortos.

O ritmo de infecções também tem sido moderado, e nesta quinta-feira o aumento foi de 18%, dois pontos a menos do que nos dois últimos dias.

Com muita cautela, o ministro da Saúde, Salvador Illa, disse que “os dados dos últimos dias indicam uma mudança de tendência”, e que “o número de casos pode estar se aproximando de seu limite”.

No entanto, alertou que, uma vez ultrapassado esse limite, haverá “um efeito de acumulação” nos hospitais, devido ao prolongado período de internação que muitos pacientes necessitam.

Compras de material

A situação é crítica em diversos hospitais do país, onde profissionais de especialidades distintas foram mobilizados para atender o fluxo de pacientes, e as unidades de cuidados intensivos estão sobrecarregadas.

Os profissionais denunciam, além disso, uma falta aguda de material de proteção, principalmente máscaras, assim como respiradores e equipamentos para fazer mais diagnósticos.

“As emergências estão sobrecarregadas no momento”, disse à AFP Jorge Rivera, porta-voz do hospital de Leganés, próximo a Madri.

A Espanha pediu nesta semana ajuda à OTAN para obter máscaras, testes rápidos e ventiladores para assistência respiratória.

Em Málaga, na Espanha, funcionários desinfetam um aeroporto, em 16 de março de 2020 — Foto: Jon Nazca/Reuters

Em Málaga, na Espanha, funcionários desinfetam um aeroporto, em 16 de março de 2020 — Foto: Jon Nazca/Reuters

Testes para todos

Para acelerar os diagnósticos e combater a pandemia de forma mais eficaz, a Espanha confia também em estender massivamente os testes rápidos, quando até o momento tem realizado diagnósticos com um método mais trabalhoso, obtendo entre 15.000 e 20.000 testes diários quando deveriam ser feitos 50.000, segundo Illa.

Segundo Fernando Simón, nos próximos dias chegarão do exterior “em torno de 5 milhões” de testes rápidos.

Em paralelo, estão trabalhando com empresas locais de biotecnologia “para que esses testes possam ser produzidos na Espanha em um breve prazo”.

A Espanha e seus mais de 46 milhões de habitantes continuarão sob confinamento pelo menos até 11 de abril.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou a instalação de duas unidades de hospitalização temporárias com mais de 200 camas em Madri.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por France Presse