Cícero Lucena apresenta plano de ocupação do Conventinho para empresários




Bandidos espancam empresário, roubam dinheiro, objetos e fazem transferência

Foto: Redes Sociais

O empresário do ramo pecuarista, Francisco Oliveira Pinheiro, de 61 anos, teve a casa invadida por criminosos armados, na tarde deste domingo (27), em São João do Rio do Peixe, no Sertão paraibano.

O empresário foi espancado e os bandidos levaram levaram dinheiro, objetos e realizaram transações bancárias com o celular da vítima.

Ao repórter David Edson, da TV Diário do Sertão, Vierinha, como é conhecido o empresário, relatou que ao  chegar em casa por volta das 12h deste domingo (27), se deparou com três homens. Quando tentou reagir, ele foi  foi imobilizado e espancado pelo trio.

Os bandidos vasculharam a residência e levaram um cordão de ouro, um anel, uma quantia em dinheiro em espécie e o celular do empresário. Pouco tempo depois, foi constatado que duas transações bancárias no valor total de R$ 7 mil já haviam sido feitas pelos criminosos usando o celular.

Ainda de acordo com o relato, um carro chegou pouco tempo depois e fugiu com os bandidos pela BR-405, no sentido para Uiraúna. O empresário foi socorrido para o hospital municipal de São João do Rio do Peixe com vários hematomas e uma fratura no nariz.

www.reporteriedoferreira.com.br   com Diário do Sertão 




Confederação dos caminhoneiros repudia bloqueios: ‘Antidemocrático’

Empresários do setor também se posicionam de forma contrária aos bloqueios de rodovias

Por

Brasil Econômico

Manifestação em Santa Catarina
Reprodução/Twitter – 01.11.2022

Manifestação em Santa Catarina

Associações que representam os caminhoneiros e empresas do setor se posicionaram de forma contrária aos  bloqueios em rodovias em protesto à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), composta por 800 mil caminhoneiros autônomos e celetistas, afirmou em nota que “repudia veementemente o movimento antidemocrático organizado por grupos rivais bolsonaristas que bloquearam algumas rodovias”.

 

De acordo com a CNTTL, a alegação de que os bloqueios são realizados com o apoio da categoria é falsa. “A CNTTL e as suas entidades filiadas dos modais de transporte repudiam essa atitude e requerem que as autoridades competentes intervenham imediatamente”, diz a nota.

A confederação ainda afirma que as autoridades policiais estão “fazendo vista grossa” para os bloqueios, que prejudicam o transporte. “Os caminhoneiros autônomos e celetistas são vítimas desses bloqueios”, afirma a CNTTL.

A entidade ainda afirma que a luta dos caminhoneiros por mais direitos é permanente, mas que os protestos atuais não se tratam disso.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que representa as empresas de transporte rodoviário de cargas, também se posicionou de forma contrária aos bloqueios.

“Sendo entidade de representação empresarial manifesta-se veementemente contra movimento grevista, de natureza política, que fere o direito de ir e vir de todos os cidadãos, criando obstáculos à circulação de veículos que prestam serviços essenciais ao abastecimento da população, em especial de gêneros de primeira necessidade, como medicamentos e alimentos”, diz a entidade.

  



Perfil dos candidatos a deputado estadual na PB: maioria é homem, pardo e empresário

Assembleia Legislativa da Paraíba — Foto: Foto: divulgação/ALPB

A maioria dos candidatos a deputados estaduais da Paraíba é homem, pardo, casado e empresário. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 464 pessoas concorrem às 36 vagas da Assembleia Legislativa.

Conforme o TSE, 302 (65,08%) dos candidatos paraibanos são homens e 162 (34,91%) são mulheres. A maioria (53,02%) se declarou casada. São 246 candidatos casados e 142 solteiros. Do total, 13 são viúvos e 2 são separados judicialmente.

Entre as ocupações, 50 candidatos são empresários. O cargo lidera o ranking das atividades laborais entre os que disputam as cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Do total, 23 são advogados, 20 são comerciantes e 17 são policiais militares. Os demais se dividem entre outras profissões.

Em relação à faixa etária, a maior parte dos candidatos tem entre 40 e 44 anos. São 84 no total. Outros 72 candidatos estão com idade entre 45 e 49 anos. Do total, 68 estão na faixa dos 35 aos 39 anos.

Sobre cor/raça, 228 candidatos se declararam pardos (49,13%), 169 se declararam brancos (36,42%), 64 se declararam pretos (13,79%), 2 indígenas (0,43%) e um amarelo (0,21%).

Com relação ao grau de instrução, 219 (47,19%) candidatos têm ensino superior incompleto e 149 (32,11%) têm apenas o ensino médio completo. Dois candidatos apenas leem e escrevem. Outros 25 têm ensino fundamental completo e 14 não concluíram o ensino fundamental incompleto.

Por Palavras.com




Polícia Federal faz buscas contra empresários bolsonaristas

Determinação foi de Alexandre de Moraes, ministro do STF. Busca é motivada por supostas mensagens apoiando um golpe de estado se Bolsonaro não for reeleito

Alexandre de Moraes toma posse do TSE
Flickr/TSE

Alexandre de Moraes toma posse do TSE

Após o portal ‘Metrópoles’ revelar o compartilhamento de mensagens golpistas sendo enviadas por empresários em um aplicativo de conversas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal cumpra mandados de busca e apreensão em endereços desses empresários.

São alvos da operação desta terça-feira (23):

  • Afrânio Barreira Filho;
  • Ivan Wrobel;
  • José Isaac Peres;
  • José Koury;
  • Luciano Hang;
  • Luiz André Tissot;
  • Marco Aurélio Raymundo;
  • Meyer Joseph Nigri.

Os mandados são cumpridos em cinco estados diferentes: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

Os oito empresários são apoiadores declarados do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que também é candidato à reeleição. No conteúdo das mensagens, eles defendiam um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula (PT), também candidato à Presidência, vença as eleições de outubro.

EMPRESÁRIOS NEGAM INTENÇÃO DE GOLPE

Em nota, o empresário Luciano Hang informou que segue tranquilo e diz que seu ativismo político é a favor da democracia e da liberdade de expressão.

“Sigo tranquilo, pois estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. Desde que me tornei ativista político prego a democracia e a liberdade de pensamento e expressão, para que tenhamos um país mais justo e livre para todos os brasileiros. Eu faço parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas, e cada um tem o seu ponto de vista. Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião. Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu NUNCA, em momento algum falei sobre Golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil.”

Já a assessoria da Tecnisa informou, por meio de nota, que a companhia “não fala em nome de Meyer Nigri” e que ele “não é porta-voz da empresa”.

“A Tecnisa é uma empresa apartidária, que defende os valores democráticos e cujos posicionamentos institucionais se restringem à sua atuação empresarial.”

Afrânio Barreira, do grupo Coco Bambu, se pronunciou, também por meio de uma nota, dizendo que nunca se manifestou a favor de qualquer conduta que não seja institucional e democrática.

“A democracia é a chave para construção de um Brasil melhor. Valorizo, e muito, a oportunidade de conseguir votar e escolher os representantes de nosso povo brasileiro, e todo cidadão deveria ter a consciência da importância deste momento. Valorizo e sempre defenderei um processo eleitoral honesto e justo”, afirmou o empresário.




Roberto Paulino recebe empresários no Salão Nobre do Palácio da Redenção

Registro de um importante diálogo entre o Secretário-Chefe de Estado do Governo, Roberto Paulino (MDB), e os empresários Roberto Cavalcanti (Sistema Correio de Comunicação) e Leonel Freire (Grupo São Braz de Indústrias Alimentícias).

O encontro aconteceu no Salão Nobre, em solenidade no Palácio da Redenção, onde o governador João Azevêdo (Cidadania) assinou, nesta quarta-feira (29), o decreto para a redução da alíquota de ICMS do gás natural para a indústria.

O imposto terá uma redução de 18% para 12%, o que vai poder beneficiar 40 indústrias em todos os segmentos de cerâmica, têxtil, metalúrgico, bebidas, alimentos, calçados e mineração, na Paraíba.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Giovani Meireles




Justiça mantém bloqueio de bens de prefeito e empresário acusados de irregularidades na compra de testes de covid

 

A Justiça da Paraíba manteve o bloqueio dos bens do prefeito do município de Princesa Isabel, Ricardo Pereira do Nascimento, bem como a secretária municipal de saúde, empresário e a empresa Everton Barbosa Falcão. Eles são acusados de irregularidades na aquisição de testes rápidos contra a covid-19 e máscaras.

Os réus recorreram ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, por meio de agravo de instrumento, mas o relator do caso negou a liminar. Com isso, foi mantido o bloqueio de valores dos réus, conforme decisão da 11ª Vara da Justiça Federal no mês passado.

De acordo com ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro, o município comprou 5 mil testes rápidos e 40 mil máscaras descartáveis à empresa Everton Barbosa Falcão (CNPJ 34.132.697/0001-76), no valor de R$ 420 mil, com dispensa de licitação. A empresa é alvo da Operação Select, deflagrada no mês passado.

Segundo o Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), há indícios de sobrepreço no valor de R$ 268,5 mil nas aquisições. Já a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que supostamente a empresa contratada não forneceu os materiais adquiridos em sua integralidade, de maneira a potencializar o dano ao erário causado.

“Isso porque há um evidente descompasso entre a aquisição dos produtos, aferida a partir de notas fiscais de entrada e saída do estoque da empresa Everton Barbosa Falcão, e a venda aos entes públicos que com ela firmaram avença”, destaca a Justiça na decisão de primeira instância.

Ainda de acordo com a decisão da 11ª Vara Federal da Paraíba, “chama a atenção a ausência de especificidade mercadológica da empresa para fornecer material médico quando do início da crise pandêmica. Isso porque, da análise do manancial probatório, a empresa cuidou de acrescentar a especificidade acima apenas para o fim de firmar o acordo com o município de Princesa Isabel”.

Conforme a decisão da 11ª Vara, as impropriedades em evidência na empresa Everton Barbosa Falcão eram de conhecimento dos agentes públicos. “Com efeito, a própria Comissão Permanente de Licitação (CPL) do município de Princesa Isabel indicou cautela na contratação, realçando, na ocasião, que sua especificidade mercadológica basicamente se limitava ao fornecimento de materiais e serviços para construção”.

“A despeito desse cenário, a secretária de saúde, de um lado, optou por concluir pela boa reputação da empresa, e o prefeito, de outro, decidiu por homologar a contratação. Desta feita, a probabilidade do direito está demonstrada nas provas que acompanham a presente ação, tendo em vista que há fortes indícios de que os demandados causaram lesão ao erário”, acrescentou o juiz de primeira instância.

Assim, em análise preliminar, o prefeito, na condição de gestor do município de Princesa Isabel e autoridade responsável pela ratificação do certame licitatório, a então secretária de saúde e autoridade responsável por atestar a contratação, além da empresa Everton Barbosa Falcão e seu proprietário, beneficiários de verbas federais, incorreram, em tese, na conduta prevista no inciso I, artigo 10, da Lei 8.429/92 (improbidade administrativa).




 Bandidos armados rendem empresário e funcionários de bar e fazem arrastão no Sertão

Câmeras de segurança do estabelecimento comercial flagraram a ação dos criminosos e já estão de posse das autoridades policiais da cidade de Sousa

Na madrugada deste sábado (21), um assalto à mão armada foi registrando em um bar, localizado no bairro Gato Preto na cidade de Sousa. O proprietário e os demais funcionários foram surpreendidos por dois indivíduos armados, que lhes renderam e anunciaram o assalto, no momento em que preparavam para fechar o estabelecimento.

Segundo informações repassadas à polícia, os bandidos mandaram que as vítimas deitassem no chão enquanto realizavam um verdadeiro arrastão. Na ação delituosa, os bandidos roubaram doze anéis de ouro, dois cordões de ouro, cinco celulares e um valor em dinheiro que não foi revelado.

Após o assalto, os elementos foragiram sem deixar pistas. Guarnições policiais realizaram diligências em toda a região, porém até o momento nenhum dos suspeitos foi preso.

Assalto em Sousa. Foto: Reprodução da internet

Câmeras de segurança do estabelecimento comercial flagraram a ação dos criminosos e já estão de posse das autoridades policiais.

 




Execução de empresário que denunciava gestão do ex-prefeito de Pedras de Fogo continua impune

 

Passado quase um ano da execução do empresário Abson Matos, que fazia inúmeras denúncias contra o ex-prefeito de Pedras de Fogo, Dedé Romão, e seu grupo político, o crime continua impune, sem nenhum acusado sendo identificado ou preso. Abson foi executado com vários tiros na cabeça no dia 05 de agosto do ano passado, dentro do seu estabelecimento comercial, localizado na Rua das Turmalinas, que fica em Itambé, cidade pernambucana dividida de Pedras de Fogo apenas por uma rua.

Na época do crime, o então delegado de Pedras de Fogo, Paulo Martins, declarou, em entrevista a imprensa local que o crime teve motivações políticas. “A meu ver esse crime foi no meio político. Não estou formando opinião. Apenas eu acho que foi um crime político”, declarou.

Paulo Martins também confirmou que Abson Matos fez denúncias contra o poder público local, devido ao suposto uso de máquinas da prefeitura de Pedras de Fogo para o beneficiamento de terrenos privados.

Abson Matos ficou conhecido no município por participar de diversos programas de rádio e de TV denunciando supostas irregularidades na prefeitura de Pedras de Fogo, na gestão de Dedé Romão. Ele também era bastante conhecido por ter criado o slogan “Bomba, Bomba” e divulgar áudios em grupos Whatsapp com acusações contra Dedé Romão e seu grupo, entre eles o presidente da Câmara de Vereadores, Ninho da Mangueira, por isso existem as suspeitas de motivação política no crime.

Em um dos últimos áudios, que circulou nos grupos de Whastapp, a época, o empresário revelou que estava sendo ameaçado de morte por uma pessoa próxima a Dedé, a quem ele chamava de primeiro ministro, e afirmava que não iria se intimidar.

“Não iremos nos calar, não adianta está me ameaçando de morte e mandando recado por babões, dizendo que vai calar minha boca, nem que seja no chumbo. Iremos entrar com processo de ameaça, porque é inadmissível o gestor de um município entrar em desespero e ameaçar as pessoas, que estão fiscalizando a má administração que está acontecendo no município de Pedras Fogo”, declarou Abson antes de ser executado.

No áudio, Abson dizia que se fosse executado, seus áudios e história ficariam circulando na cidade.

“Pode até me calar na bala, como falaram, que vão estourar minha cara na bala. Mas, meus áudios e minha história vão ficar circulando na cidade”, disse

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É guerra, tem que jogar pesado com governadores, diz Bolsonaro a empresários

“Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra.”, disse Bolsonaro

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado o impacto do novo coronavírus e se colocado contra medidas de distanciamento social (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conclamou nesta quinta-feira (14) um grupo de grandes empresários a pressionar governadores pela reabertura do comércio, disse que “é guerra” e que o setor empresarial precisa “jogar pesado” com os chefes de governo nos estados.

“Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil”, afirmou Bolsonaro, referindo-se ao governador paulista, João Doria (PSDB), seu adversário político. “Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra.”

“Nós temos que mostrar a cara, botar a cara para apanhar. Porque nós devemos mostrar a consequência lá na frente. Lá na frente, eu tenho falado com o ministro Fernando [Azevedo], da Defesa… os problemas vão começar a acontecer. De caos, saque a supermercados, desobediência civil. Não adianta querer convocar as Forças Armadas porque não existe gente para tanta GLO [Garantia da Lei e da Ordem].”

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado o impacto do novo coronavírus e se colocado contra medidas de distanciamento social, atitude que culminou na demissão de seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e, na semana passada, por exemplo, em uma marcha com empresários ao STF.

Apesar de dizer lamentar as mortes, o presidente tem dado declarações às vezes em caráter irônico quando questionado sobre as perdas humanas com a Covid-19. Como na ocasião em que afirmou não ser coveiro ou quando disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre.”

A videoconferência foi organizada pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, aliado político do presidente Bolsonaro.

Bolsonaro é um crítico das ações de isolamento social e tem atacado governadores que determinaram o fechamento de comércio. Doria e governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), são dois dos principais alvos do presidente.

Nesta quinta, o mandatário voltou a se queixar da determinação de diversos governadores, amparados por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de ignorar um decreto presidencial que ampliou o número de atividades consideradas essenciais. Para Bolsonaro, trata-se de um ato de “desobediência civil”.

“Nós devemos buscar cada vez mais rápido abrir o mercado. Como eu abri agora, por exemplo, o decreto colocando academias, salões de beleza e barbearia [como atividades essenciais]. Semana passada eu botei a construção civil e a questão industrial. Tem governador falando que não vai cumprir. Eles estão partindo para a desobediência civil.”

Em outro momento de fortes ataques aos chefes de executivo nos estados, Bolsonaro afirmou que, ao que parece, existe no Brasil uma “questão política”, com o objetivo de “quebrar a economia para atingir o governo”.

A conclamação para que os empresários “joguem pesado” com Doria e os demais governadores ocorreu após comentário do chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fabio Wajngarten, que pouco antes havia dito que, na próxima semana, São Paulo poderia entrar em regime de “lockdown”.

“É o Brasil que está em jogo Se continuar o empobrecimento da população daqui mandetta;

a pouco seremos iguais na miséria. E a miséria é o terreno fértil para aparecer aqueles falsos profetas, aquelas pessoas que podem levantar borduna e partir [para] fazer com que o Brasil se torne um regime semelhante à Venezuela. Não podemos admitir isso”, concluiu.

Mais cedo, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez um apelo pela reabertura do comércio e disse que, caso contrário, “vamos morrer de fome”. O presidente afirmou que está pronto para conversar com os chefes de governo estaduais sobre o tema.

“Tem que reabrir, nós vamos morrer de fome. A fome mata, a fome mata! Então, [é] o apelo que eu faço aos governadores: revejam essa política, eu estou pronto para conversar. Vamos preservar vidas, vamos. Mas dessa forma, o preço lá na frente serão centenas a mais de vidas que vamos perder, por causa dessas medidas absurdas de fechar tudo”, declarou Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.

Desde o início da pandemia no novo coronavírus, que até o momento matou 13.149 pessoas no Brasil, Bolsonaro tem atacado as políticas de isolamento social implementadas por governadores e prefeitos. O mandatário tem feito sucessivos apelos à reabertura do comércio e ao relaxamento das políticas de quarentena e de suspensão do funcionamento do comércio.

Na teleconferência com líderes empresariais, Bolsonaro voltou a falar da redução salarial de 25% para jornalistas durante a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. E pediu para empresários não anunciarem em jornais que, segundo ele, fazem uma cobertura desequilibrada e negativa do governo.

“Vocês que anunciam em jornais e televisões. Tem TV e jornal que vive esculhambando o Brasil. Por favor, não anunciem mais nessa televisão e nesse jornal. Vão para outras TVs e outros jornais, que tenham um jornalismo sério, que não fique levando o terror o tempo todo entre lares aqui no Brasil”, afirmou.

“Globo, Folha, Jornal do Commercio e Estadão reduziram 25% o salário do seu pessoal. Estão sentindo na pele agora, não adianta dar pancada no Jair Bolsonaro”, disse, destacando que não pode ser responsabilizado por tudo. Declaração semelhante foi dada por ele aos jornalistas pela manhã, no Palácio do Alvorada.

Algumas empresas jornalísticas já aderiram à medida provisória do governo que autoriza a suspensão de contratos ou redução de salários e jornadas de trabalhadores durante a crise provocada pelo coronavírus. Outras empresas da área estão em processo de negociação.

O número de trabalhadores formais que tiveram salários e jornadas reduzidos ou contratos suspensos após a crise do coronavírus ultrapassou 7 milhões na segunda-feira (11), segundo o Ministério da Economia. Pelo menos 600 mil empresas aderiram, de acordo com os últimos dados do governo.

Até agora, não houve movimentos para redução de salários do presidente Bolsonaro e de servidores do Executivo durante a crise.