Pazuello tentará fugir da CPI pela segunda vez e está com medo de ser preso

 

Ex-titular da pasta da Saúde estaria temendo ser preso por seguir determinações de Bolsonaro para propagandear cloroquina, atrasar compra da vacina contra o novo coronavírus e também por negligenciar o colapso da saúde em Manaus

247 – O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teme a qualquer momento ser preso e tenta, pela segunda vez, fugir de seu depoimento na CPI da Covid-19 no Senado que apura irregularidades da gestão federal no combate à pandemia.

Segundo reportagem do portal Correio Braziliense, parlamentares relatam que a estratégia seria conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o depoimento como testemunha. Nestas situações, o depoente se compromete a falar a verdade e, caso minta, pode responder por crime.

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, disse à reportagem que se trata de um “artifício jurídico” para obter o adiamento ou a mudança na condição de testemunha. “Pazuello pode querer usar um artifício jurídico para driblar a CPI, dizendo que hoje ele é investigado num Inquérito Criminal deflagrado pelo Aras e que, nessa condição, não pode prestar compromisso de dizer a verdade, para não produzir prova contra si ou ainda tentar um habeas corpus no STF para não comparecer”, afirma Randolfe.

O maior temor de Pazuello é a comprovação de que ele seguiu ordens de Jair Bolsonaro para propagandear cloroquina, atrasar compra da vacina contra o novo coronavírus e também por negligenciar o colapso da saúde em Manaus em janeiro, no momento em que o governo já sabia da falta de insumos na capital.

www.reporteriedoferreira.com.br  / agência brasil




OMS rebate críticas de Bolsonaro à origem da vacina: ‘escolhemos a ciência’

 

Porta-voz da entidade diz que debate não deve girar em torno de nacionalidade do imunizante, mas de sua eventual eficácia e segurança

Agência Brasil

Nos últimos dias, Jair Bolsonaro vêm criticando a CoronaVac por ser desenvolvida por um laboratório chinês.

decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a aquisição de doses da vacina Coronavac , produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e testada no Brasil contra a Covid-19 pelo Instituto Butantan, foi repercutida por uma representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (23).

Indagada sobre a posição do dirigente brasileiro, Margaret Harris afirmou, em Genebra, que a entidade se guia “pela ciência” ao indicar os imunizantes mais promissores na corrida global contra o novo coronavirus (Sars-CoV-2).

“Nós escolhemos a ciência . [O debate] não é a respeito da nacionalidade, e essa é a beleza de ser multilateral, esse é o ponto da ONU. Nós escolhemos a ciência e deveremos escolher a melhor vacina. E, como se sabe, não vamos apoiar nenhuma vacina até que seja provado que ela teve o mais alto padrão de segurança e o nível certo de eficácia”, disse Harris a jornalistas.

Na última quarta-feira (21), em entrevista à rádio Joven Pan, Bolsonaro criticou a vacina Coronavac e criticou sua origem chinesa da vacina .

O presidente afirmou que existe um “descrédito muito grande” em relação ao imunizante, sem detalhar suas ressalvas, e que por isso o governo federal não comprará doses do imunizante mesmo que ele seja aprovado pela Anvisa .

Mais cedo, no mesmo dia, o Ministério da Saúde havia anunciado que aguardaria a eventual aprovação da fórmula pela Anvisa para sinalizar qualquer intenção de acordo com o Butantan .

“A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população [inaudível]. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos”, disse.

Jair Bolsonaro também afirmou que “a China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá”.

No mesmo dia, o presidente havia desautorizado o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , que anunciara a governadores na última terça-feira (20) que a pasta assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Coronavac do Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, comandado pelo desafeto João Doria (PSDB).

Na quinta-feira (22), o ministro sinalizou que seguira a orientação do presidente em uma transmissão ao vivo do lado de Bolsonaro. “É simples assim, um manda e outro obedece. Mas a gente tem carinho, dá para desenrolar”, comentou Pazuello .

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Embaixador da China reage a declarações de Bolsonaro sobre vacina

 

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, usou as redes sociais para ressaltar os investimentos bilionários de empresas chinesas no Brasil

Embaixador da China reage a declarações de Bolsonaro sobre vacina

O embaixador da China  no Brasil,  Yang Wanming, ressaltou, nesta quarta-feira (21), os investimentos bilionários de empresas chinesas no Brasil. A postagem foi feita após declarações do presidente  Jair Bolsonaro  (sem partido) que, contradizendo o ministro da Saúde,  Eduardo Pazuello, afirmou que o governo federal  não vai comprar a vacina  ‘CoronaVac’, desenvolvida pela farmacêutica chinesa ‘Sinovac’, em parceria com o  Instituto Butantan. 

“Nos últimos 2 anos, empresas chinesas investiram no Brasil mais de US$ 15 bilhões em agricultura, nova energia, telecomunicação, eletricidade, petróleo, infraestrutura, logística etc., com mais US$ 5 bilhões de novos investimentos já acordados. O total investido no país já superou US$ 80 bilhões e chegará em US$ 109 bilhões em 3 a 5 anos. As empresas chinesas no Brasil criaram mais de 50 mil empregos diretos”, afirmou o embaixador Wanming pelo Twitter.

A polêmica envolvendo os governos se deu por conta do  atrito criado após as delcarações do presidente que foram contra o que o ministro da Saúde,  Eduardo Pazuello, havia dito sobre a compra das vacinas.

Bolsonaro declarou que  “o povo não será cobaia de ninguém”. Ele argumentou que não justifica “um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”.

 

As afirmações do presidente se somam à repercussões negativas geradas por negociações entre os  Estados Unidos e Brasil realizadas na terça-feira (20). O governo americano sinalizou que está disposto a investir para que operadoras de telecomunicações no país não comprem equipamentos de empresas chinesas.

O governo federal  estuda se irá banir a chinesa Huawei de fornecer equipamentos para a rede 5G, cujo leilão entre as operadoras deve ocorrer em 2021.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Ig




Governo planeja ‘Dia D’ contra Covid-19 com recomendação de cloroquina e irrita ministro da Saúde

 

“Se tem cloroquina escrito, está errado”, afirmou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, sobre campanha do governo Bolsonaro cujo slogan é “tratamento precoce é vida”

Eduardo Pazuello, Jair Bolsonaro e Hidroxiclorquina (Foto: Reprodução)

 

247 – O governo de Jair Bolsonaro planeja um ‘Dia D’ contra a Covid-19 no dia 3 de outubro, segundo a CNN. O slogan da campanha é “tratamento precoce é vida”, pedindo que as pessoas, no primeiro sintoma, procurem um médico e solicite o tratamento precoce, com hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco. O kit não será distribuído pelo governo à população.

A medida irritou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. “Se tem cloroquina escrito, está errado. Vamos corrigir. Falei muitas vezes pros meus secretários que não era pra ter nome de medicamento”, reclamou. O documento cita a hidroxicloroquina pelo menos três vezes.

Pazuello disse que o ‘Dia D’ não vai servir para incentivar o uso de nenhum remédio, mas para reforçar que as pessoas busquem um atendimento médico logo no início dos sintomas do novo coronavírus, para prevenir.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Brasil 247