LULA,O ESTADISTA DO DIÁLOGO; Rui Leitao
LULA,O ESTADISTA DO DIÁLOGO; Rui Leitao
É extraordinária a capacidade de Lula em transformar divergências em oportunidades de aproximação, através do diálogo. Tornou-se, por isso mesmo, uma liderança internacional ouvida e respeitada. Tem se revelado um mestre, tanto da diplomacia quanto da governança. Claro que isso tem incomodado os que, gratuitamente, nutrem antipatia por sua forma de fazer política. As dificuldades pelas quais passou, desde a infância, fizeram com que se determinasse a trabalhar no sentido de evitar que os brasileiros na base da escala social passem pelas mesmas amarguras que experimentou. E percebe-se sinceridade quando afirma isso. Seu esforço tem sido o de colocar os pobres no orçamento público. No desenvolvimento desse trabalho, já tirou mais de 30 milhões de brasileiros da extrema pobreza — o que representa uma inclusão social jamais vista na história de nosso país.
No cenário externo, Lula também tem se destacado. Ao projetar o Brasil para o mundo, age como um verdadeiro estadista. Altivo, de cabeça erguida, tem sido vitorioso na defesa da soberania nacional, impondo respeito entre as Nações — como é o caso das negociações empreendidas com o presidente dos Estados Unidos. Já colocou o Brasil em posição de destaque na geopolítica global, recuperando o prestígio que havíamos perdido. Não se inibe em dialogar até com interlocutores que se apresentavam numa relação marcada por atritos, estabelecendo um nível de conversa pautada pela diplomacia e pelo interesse mútuo.
O mundo voltou a olhar para o Brasil. Em suas viagens internacionais, nunca perde a oportunidade de abrir novos mercados, atrair investimentos e fortalecer a presença do país nas cadeias globais de valor. Impressiona a forma competente com que tem enfrentado os desafios globais impostos pelo extremismo político, movido pela retórica agressiva e pelos ataques à democracia em nosso país e em diversas partes do mundo. Um octogenário que assume, corajosamente, o protagonismo de quem está disposto a combater as injustiças sociais — não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Fala de paz onde existe guerra. Assume o discurso da esperança, onde a desesperança tenta prevalecer.
No recente encontro com Trump, ocorrido no domingo, Lula não tratou apenas do tarifaço — que, sabidamente, se revelou um tiro no pé para os Estados Unidos —, mas ousou defender a unidade latino-americana, o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, numa postura de independência ideológica. Procurou convencer, por sua própria história, que nunca quis ser um revolucionário comunista. É, acima de tudo, um proletário que chegou a comandar os destinos do seu país. Aprendeu a tratar dos assuntos de economia observando a vida cotidiana do povo.
É natural que, numa democracia, percebamos manifestações de simpatia e de antipatia por lideranças políticas. Essas reações contrárias, no entanto, não podem deixar de enxergar o óbvio: Lula representa o Brasil soberano, garantindo a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa, sem aceitar interferências do governo norte-americano na Justiça brasileira, nem se curvar diante dos que se acham poderosos. Isso, sim, é verdadeiramente o comportamento de um autêntico patriota.
Em seus pronunciamentos, reafirma sempre: “O Brasil tem um único dono — o povo brasileiro.”
www.reporteriedoferreira.com.br /Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor


