Senador José Maranhão continua internado, a desembargadora Fátima Bezerra,pede orações

 

A desembargadora Fátima Bezerra, esposa do senador José Maranhão, pediu orações pela saúde do parlamentar. O pedido foi feito durante entrevista em emissora de rádio de João Pessoa. José Maranhão está internado em São Paulo e precisou ser entubado em decorrência de complicações pulmonares caudas pela covid-19.

A desembargadora, que também testou positivo para a doença na última sexta-feira (4) e está isolada em sua residência, disse que Maranhão vem apresentando melhora considerável. Ela pediu que a população possa, através da fé, pedir pela melhora do parlamentar. “Peço ao povo da Paraíba, que vota e que não vota em Maranhão, seja solidário, coloque-se diante de Deus e diga ‘Senhor, salva a vida de Maranhão’”, clamou a desembargadora.

Fátima Bezerra lamentou as críticas feitas à família por conta da transferência de José Maranhão para o estado de São Paulo. “Cada um dá o que a sua natureza pode dar”, declarou a magistrada

O político, de acordo com a desembargadora, vem respondendo bem aos estímulos e medicamentos.




PGR denuncia desembargadora acusada de negociar propina em esquema de venda de sentença

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia. Ela foi alvo da 5ª fase da Operação Faroeste, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

A magistrada, o filho dela Vasco Azevedo, e mais duas pessoas são acusadas dos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro por envolvimento na negociação e venda de decisões judiciais proferidas pela desembargadora.

De acordo com a denúncia apresentada nesta segunda-feira (6), a propina negociada chegou a R$ 4 milhões, sendo que R$ 2,4 milhões teriam sido efetivamente pagos à desembargadora por intermédio de seu filho.

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo pediu que o STJ determine a perda da função pública da desembargadora e o pagamento solidário pelos investigados de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 4 milhões.

A PF gravou e monitorou acertos de propina e entrega de dinheiro com a ajuda de um delator. Uma ação controlada da PF monitorou a entrega de R$ 250 mil feita pelo produtor Nelson Vigolo, por meio de intermediários, ao filho da desembargadora.

Os policiais encontraram R$ 35 mil em um dos quartos da residência da magistrada; R$ 15,1 mil com um funcionário da desembargadora no momento em que deixava a garagem do prédio; e R$ 208.800,00 no interior de um carro de luxo.

Para os investigadores, o dinheiro era parte de um esquema para comprar o voto da desembargadora em julgamento realizado em janeiro, que beneficiaria o produtor rural.

O pano de fundo do esquema é a disputa por terras na região oeste do estado, objeto da Operação Faroeste deflagrada em 2019.

No dia 24 de março, o ministro Og Fernandes, do STJ, autorizou a prisão da magistrada e determinou seu afastamento do cargo (veja no vídeo abaixo). Segundo o ministro, a desembargadora Sandra Inês continuou a cometer crimes mesmo após o desenrolar das investigações da Operação Faroeste e mesmo durante a recomendação de isolamento social diante da pandemia do coronavírus.