Caso Master: PF adia 3 depoimentos sobre compra do banco pelo BRB

A decisão veio após pedido das defesas, que alegou falta de acesso aos autos. Das oitivas de hoje, apenas a do ex-diretor do Banco Master está mantida

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Joédson Alves/Agência Brasil

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Polícia Federal (PF) adiou três depoimentos  previstos no inquérito do caso Master . As oitivas estavam previstas para a manhã desta terça-feira (27) na sala de audiência do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão veio após pedido das defesas, que alegou falta de acesso aos autos.

Dos depoimentos previstos para hoje, apenas o do ex-diretor do Banco Master, Luiz Antônio Bull, está mantido. Ele é ouvido mediante conferência de vídeo. As informações são da CNN

Enquanto as oitivas do ex-superintendente de Operações Financeiras do BRB, Robério Mangueira, dos ex-sócios ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Lima, seguem sem nova data.

A fase de depoimentos pode definir se o caso permanece na Suprema Corte ou retorna à Justiça Federal de primeira instância.

O que dizem o STF e PF

Portal iG entrou em contato com o STF para obter previsão para esses depoimentos, contudo, o órgão se limitou a dizer que “o gabinete não passou detalhes”. À reportagem, a PF alegou que “não se manifesta sobre eventuais tomadas de depoimentos”. 

Investigações

O inquérito, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, apura crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado na t entativa frustrada de compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB)

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A PF identificou esquemas com ativos inflados artificialmente, supostamente com uso de laranjas e transações entre partes relacionadas,  que teria afetado 1,6 milhão de clientes e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 86




Presidente da CPI da Pandemia divulga cronograma de novos depoimentos

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado ouvirá, pela segunda vez, na próxima terça-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O secretário executivo da pasta, Antonio Élcio Franco, será ouvido no dia seguinte.

A reconvocação de Queiroga foi decidida logo depois do primeiro depoimento dele, em 6 de maio, sob a justificativa de que o ministro deixou de responder a muitas perguntas em sua passagem pela comissão. Um dos assuntos que devem ser abordados pelos senadores é a decisão do governo federal de o Brasil sediar a Copa América, a pedido da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). O campeonato ocorrerá entre os dias 13 de junho e 10 de julho.

O novo cronograma, com a novidade de depoimentos agendados também às sextas-feiras, foi divulgado hoje (2) pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Um dos depoimentos agendados é o do secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, para 15 de junho. O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel será ouvido no dia 16. No dia 17 de junho, será a vez de o empresário Carlos Wizard falar à CPI. Senadores da comissão suspeitam que o empresário integra um “gabinete paralelo” de aconselhamento do governo em assuntos relacionados à pandemia da covid-19.

Já o representante da White Martins, empresa que fornece de oxigênio a unidades hospitalares de todo o país, Paulo Baraúna, irá responder às perguntas de senadores no dia seguinte.

O presidente da CPI chegou a anunciar que o primeiro governador em exercício a ser ouvido, Wilson Lima, do Amazonas, compareceria à comissão no dia 29. Mas, diante da quarta fase da Operação Sangria, da Polícia Federal, que tem o governador amazonense como um dos alvos, no fim da manhã de hoje, Aziz disse que a oitiva vai ser antecipada para o dia 10. O secretário de Saúde do estado também é investigado na operação, que apura desvios de recursos destinados ao enfrentamento da covid-19.

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Pazuello responsabilizará STF, TSE, Congresso e governadores em depoimento

General passou o fim de semana no Palácio do Planalto e recebeu um treinamento para depor aos senadores membros da CPI da Covid

Pazuello responsabilizará STF, TSE, Congresso e governadores em depoimento
Reprodução: iG Minas Gerais

Pazuello responsabilizará STF, TSE, Congresso e governadores em depoimento

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, continua seu treinamento – dentro do Palácio do Planalto – para prestar esclarecimentos aos senadores membros da  CPI da Covid na próxima quarta-feira (05), às 10h. A defesa do general irá se basear em quatro tópicos: responsabilizar o Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleioral (TSE), Congresso Nacional e governadores estaduais. As informações são da jornalista Thaís Oyama .

Principal preocupação de Bolsonaro, a prioridade de Pazuello será em proteger o governo federal. Antes mesmo de realizar a defesa da sua passagem à frente do Ministério da Saúde.

Prefeitos e governadores

A linha de defesa do general se iniciará tratando sobre a demora da Organização Mundial da Saúde na decretação do estado de pandemia, no início de 2020.

Com isso, a crítica será endereçada aos chefes de executivos municipais e estaduais por permitirem a realização de festas comemorativas naquele ano, como o Carnaval.

Superior Tribunal Federal

Argumento frequentemente utilizado pela base governista, Eduardo pontuará que o STF ‘retirou’ a autonomia do governo federal em conduzir um plano nacional de enfrentamento à pandemia de covid-19.

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