Sistema Arapuan de Comunicação demite Nilvan Ferreira, após aparecer em lista de transmissão no celular de Bolsonaro

Nilvan Ferreira era apresentador do Tribuna Livre, nas manhãs da TV Arapuan – Foto: Reprodução

O comunicador e ex-candidato a prefeito de Santa Rita, Nilvan Ferreira (Republicanos), foi demitido do Sistema Arapuan de Comunicação depois de ter seu nome citado em um relatório da Polícia Federal (PF). O documento aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantinha listas de transmissão no celular com a inclusão de políticos e lideranças paraibanas, entre elas o nome de Nilvan.

Conforme apurado pelo Fonte83, Nilvan Ferreira foi comunicado da decisão da emissora apenas na manhã deste domingo (31). A direção do Sistema Arapuan decidiu não lhe conceder sequer o direito de se despedir dos telespectadores do programa Tribuna Livre, exibido nas manhãs da TV Arapuan.

A decisão da direção da Arapuan foi interpretada como consequência direta da citação do comunicador na lista de transmissão apresentada no inquérito, que investiga a atuação do ex-presidente em articulações digitais com aliados.

Nome do comunicador aparece em lista de transmissão de Jair Bolsonaro – Reprodução / Estadão

Recentemente, Nilvan comentou que reagiu com tranquilidade à situação. Durante participação no programa Arapuan Verdade, da própria emissora, ele confirmou ter mantido diálogos com Bolsonaro, mas frisou que as conversas se limitavam a temas políticos e institucionais.

“Preocupação zero. Seria ruim se meu nome estivesse em lista de Marcola, de Fernandinho Beira-Mar, de José Dirceu ou do ex-presidiário que hoje é presidente da República. Aí sim teria algum medo”, declarou o comunicador. ex-presidente

Para o ex-candidato, o fato de aparecer no contato de Bolsonaro não representa risco, mas sim uma honra por ter sido lembrado pelo ex-presidente em suas movimentações políticas.

A saída de Nilvan do Sistema Arapuan ocorre em um momento de intensa movimentação política na Paraíba. Reconhecido como uma das principais vozes conservadoras do estado, ele deve continuar explorando sua presença pública e reforçando o vínculo com o eleitorado bolsonarista, mesmo fora do veículo de comunicação.

www.reporteriedoferreira.com.br / Por Da Redação Fonte83 – 31/08/2025




“Ninguém que cometer assédio ficará no governo”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que fará reuniões nesta sexta-feira para tomar uma decisão sobre o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, alvo de acusações de assédio sexual divulgadas pelo movimento Me Too Brasil.

“Ninguém que cometer assédio ficará no governo. A Polícia Federal, o MP, a CGU e Comissão de Ética da Presidência vão investigar, garantindo a defesa”, declarou Lula.

O petista também disse que o governo federal “tem feito um grande trabalho no combate à violência contra as mulheres”.

Com Veja




Maurício Barbieri é demitido pelo Vasco

Por Tébaro Schmidt — Rio de Janeiro

Fim de linha para Maurício Barbieri. Após a derrota para o Goiás por 1 a 0, nesta quinta, em São Januário, o técnico foi demitido do comando do Vasco. O clube tomou a decisão depois de uma noite tensa na Colina.

Os jornalistas chegaram a se dirigir para a sala de coletivas, mas o Vasco logo depois anunciou que não haveria entrevistas. Barbieri e dirigentes se reuniram no vestiário e decidiram pela interrupção do trabalho.

Barbieri ficou seis meses no comando da equipe do Vasco e teve um aproveitamento de 43%. Em 24 partidas, foram nove vitórias, quatro empates e 11 derrotas sob o trabalho do técnico.

O treinador já balançava no cargo há pelo menos um mês. A passagem do treinador começou a sair dos trilhos no dia 16 de março, com a eliminação da Copa do Brasil diante do ABC. No Brasileirão, a vitória sobre o Atlético-MG fora de casa, na estreia, animou torcedores. Mas desde então o time não ganhou um jogo sequer. Barbieri deixa o clube com seis derrotas seguidas.

Maurício Barbieri deixa o Vasco após a 11ª rodada do Brasileirão — Foto: André Durão

Maurício Barbieri deixa o Vasco após a 11ª rodada do Brasileirão — Foto: André Durão

O treinador deixa a equipe na 19ª posição do Campeonato Brasileiro, com seis pontos em 11 partidas. Em 2023, o time foi eliminado na semifinal do Campeonato Carioca, pelo Flamengo, e na segunda fase da Copa do Brasil. pelo ABC.

Por GE




Mandetta anuncia em rede social que foi demitido do Ministério da Saúde

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília


O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, durante entrevista na última sexta-feira (3) — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, durante entrevista na última sexta-feira (3) — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quinta-feira (16) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em uma rede social.

“Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”, escreveu Mandetta.

“Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso país”, prosseguiu.

Ex-deputado federal, Mandetta estava à frente da pasta desde o início do governo, em janeiro de 2019, e ganhou maior visibilidade com a crise provocada pelo novo coronavírus. Na tarde desta quinta, Mandetta foi chamado ao Planalto para uma última reunião com Jair Bolsonaro.

Nas últimas semanas, contudo, Bolsonaro e Mandetta tiveram divergências públicas em razão das estratégias para conter a velocidade do contágio da Covid-19, doença provocada pelo vírus.

Em entrevista ao Fantástico, no domingo (12), Mandetta disse que a população não sabe “se escuta o presidente ou o ministro” da Saúde em relação a medidas.

Em coletiva nesta quarta (15), no Palácio do Planalto, o então ministro da Saúde disse que era claro o “descompasso” entre a pasta e as orientações do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mandetta, pessoas cotadas para a sucessão no cargo chegaram a ligar para ele em busca de aconselhamento.

Na entrevista, o ministro também disse que a equipe montada por ele e empossada em 2019 trabalharia em conjunto, e ajudaria na transição para evitar uma ruptura na política contra a Covid-19.

O último dia

Na manhã desta quinta, Mandetta participou de um seminário virtual sobre o enfrentamento ao coronavírus. Durante o papo, afirmou que a perspectiva era de que a mudança no comando do ministério acontecesse “hoje, no mais tardar amanhã”.

No mesmo horário, o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o oncologista Nelson Teich. O médico, que atua em São Paulo, desembarcou em Brasília como o principal cotado para assumir o Ministério da Saúde.

  • Quem é Nelson Teich, o mais cotado para substituir Mandetta no Ministério da Saúde

Em artigo recente sobre a pandemia, Teich se mostrou a favor do isolamento horizontal, como Mandetta. Ele também afirmou, também em texto nas redes sociais que o enfrentamento da crise não pode levar em conta apenas fatores econômicos ou apenas fatores sanitários.

Até a publicação desta reportagem, nem a reunião com Bolsonaro nem a nomeação de Teich para o cargo tinham sido oficializadas pelo Palácio do Planalto.

Discordâncias

O presidente defende o que chama de “isolamento vertical”, ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco. Bolsonaro repete que o isolamento amplo, com suspensão de atividades, traz prejuízos à economia que ele considera até mais graves do que as mortes provocadas pelo coronavírus.

Mandetta reforçou nas últimas semanas a necessidade de isolamento para toda a população e reafirmou que as recomendações e determinações do Ministério da Saúde seguem parâmetros científicos e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em três ocasiões diferentes, Bolsonaro saiu por ruas de Brasília e cumprimentou apoiadores, mantendo contato físico e descumprindo as orientações dadas por Mandetta e pelas autoridades internacionais de saúde.

A discussão sobre as medidas de restrição, com suspensão de atividades comerciais e aulas, por exemplo, gerou embate do presidente não só com Mandetta, mas também com governadores – em especial com o de São Paulo, João Doria (PSDB), e o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Bolsonaro e Mandetta também discordaram sobre um remédio usado para tratamento de malária como alternativa para o coronavírus, a cloroquina (escute o podcast O assunto sobre o tema ao final da reportagem). Bolsonaro é entusiasta do remédio para tratar a Covid-19. Mandetta alerta para a falta de estudos científicos sobre o tema.Exclusivo: 'brasileiro não sabe se escuta o ministro ou o presidente', diz Mandetta

Exclusivo: ‘brasileiro não sabe se escuta o ministro ou o presidente’, diz Mandetta

Mandetta no governo

Bolsonaro anunciou Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como ministro da Saúde em novembro de 2018, após vencer a eleição presidencial e iniciar a transição de governo. Então deputado federal, Mandetta havia apoiado Bolsonaro na eleição.

O anúncio de Bolsonaro da escolha do então futuro ministro foi feito por uma rede social, após encontro do presidente eleito com representantes das santas casas e de deputados da Frente Parlamentar da Saúde.

Ex-deputado e médico de formação

Médico de formação, Mandetta era deputado em final de mandato. Ele não tentou a reeleição em 2018. Foi o terceiro ministro filiado ao DEM anunciado por Bolsonaro – Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil à época) eram os outros.

Natural de Campo Grande, o agora ex-ministro seguiu a profissão do pai, o médico Hélio Mandetta. Cursou medicina na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, fez residência em ortopedia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e uma especialização em ortopedia em Atlanta (EUA).

Em seu estado, Mandetta foi dirigente de plano de saúde e secretário municipal. Ele presidiu a Unimed de Campo Grande entre 2001 e 2004 e, ao encerrar sua gestão, assumiu a secretaria de Saúde de Campo Grande.

Coronavírus

Durante um ano e quatro meses como ministro da Saúde, Mandetta tentou cultivar uma imagem de gestor técnico e distante das pregações ideológicas que marcam a conduta de parte dos ministros de Bolsonaro.

Mandetta recebia críticas de auxiliares do presidente. No entanto, com a pandemia do novo coronavírus, passou a conceder entrevistas coletivas quase diariamente, nas quais recomendava o distanciamento social como forma de tentar reduzir a velocidade do contágio, e foi ganhando projeção.

O Brasil teve o primeiro caso de Covid-19 confirmado em 26 de fevereiro. O ex-ministro e sua equipe alertavam que haveria uma elevação do número de casos. O Ministério da Saúde orientou medidas de proteção e trabalhou na tentativa de ampliar equipamentos e aparelhos nas unidades hospitalares.

Crítico do programa Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff, Mandetta também liderou a criação do Médicos Pelo Brasil. O novo programa foi concebido para substituir de forma gradativa o Mais Médicos e ainda não está em pleno funcionamento.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por G1