Nelson Teich pede exoneração do cargo de ministro da Saúde, diz pasta

Essa é a segunda troca no Ministério da Saúde em meio à pandemia da covid-19, que já fez quase 14.000 vítimas e 202.000 infectados no Brasil

O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu exoneração do cargo, segundo informou comunicado da pasta à imprensa na manhã desta sexta-feira, 15.

A decisão do médico vem menos de um mês após ele aceitar o cargo, substituindo Luiz Henrique Mandetta, demitido pelo presidente em 16 de abril.

Essa é a segunda troca no Ministério da Saúde em meio à pandemia da covid-19, que já fez quase 14.000 vítimas e 202.000 infectados no Brasil.

Dessa vez, o desentendimento entre presidente e ministro envolveu os protocolos de liberação da prescrição da cloroquina.

 

“NOTA À IMPRENSA

O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu exoneração nesta manhã. Uma coletiva de imprensa será marcada nesta tarde”

*Mais informações em instantes




Bolsonaro diz que Moro tem compromisso com o ego e não com o Brasil

Sergio Moro pediu demissão na manhã desta sexta e afirmou em discurso de despedida que o presidente tentou interferir na Polícia Federal

Jair Bolsonaro

José Dias/PR

Jair Bolsonaro fez pronunciamento sobre saída de Moro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que Moro tem “compromisso consigo próprio e com seu ego, e não com o Brasil”. “Uma coisa é admirar uma pessoa, outra é trabalhar com ela”, disse também o presidente. Ele falou ainda que Moro teria condicionado a troca do comando da PF a sua indicação para uma vaga do Supremo Tribunal Federal.

“Torci muito para dar certo”, disse Bolsonaro sobre a relação com Moro. O presidente também disse que “fica difícil a convivência com uma pessoa que pensa bastante diferente de você” e que a saída do ex-juiz vai “deslustrar sua ilustre biografia”, em referência ao

Bolsonaro convocou uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24) após pronunciamento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que após pedir demissão na manhã desta sexta afirmou que o presidente tentou interferir na atuação da Polícia Federal.

Sobre as acusações, Bolsonaro afirmou que nunca pediu para ter acesso a informações de investigações da Polícia Federal. Ele disse ainda que não precisa pedir a ninguém para trocar o comando da Polícia Federal. O presidente relembrou ainda da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, questionando se seria interferência na PF ele pedir para seu filho Carlos ir na portaria filmar o controle de entrada, referindo-se à suspeita de que um dos homens presos pelo crime teria estado em sua casa no dia do assassinato.

Depois de quase 40 minutos de fala, Bolsonaro começou a ler um pronunciamento, quando afirmou estar “decepcionado e surpreso com seu comportamento”. “Não se dignou a me procurar e preferiu uma coletiva de imprensa”, disse. “Desculpa, sr. ministro, mas o senhor não vai me chamar de mentiroso”, completou.

Demissão de Valeixo

Em seu pronunciamento, Bolsonaro reforçou que o próprio Valeixo pediu para sair do comando da Polícia Federal e que ao comunicar ao então ministro Sergio Moro que a exoneração seria publicada no Diário Oficial, Moro exigiu indicar o substituto. O presidente não teria aceitado a condição imposta pelo ex-juiz.

Segundo Bolsonaro, Moro teria imposto ainda uma outra condição para permanecer no governo. “Você pode trocar o comando, em novembro, quando eu for indicado para o Supremo Tribunal Federal”, teria dito o então ministro. “Isso é desmoralizante para mim”, completou Bolsonaro.

O presidente disso ainda: “Não posso aceitar minha autoridade confrontada por qualquer ministro. Assim como respeito a todos, espero o mesmo. Confiança é uma via de mão dupla”.

Facada

Em diversos momentos de sua fala, o presidente relembrou a facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Ele disse que “quase implorou” para que se apurasse “quem matou Jair Bolsonaro”. “Entre o meu caso e o da Marielle, o meu está muito mais fácil de solucionar”, completou, repetindo a referência à investigação do assassinato de Marielle.

Bolsonaro afirmou que enquanto estava no hospital se recuperando da facada, o então juiz federal Sergio Moro pediu para visitá-lo. Bolsonaro teria recusado a visita porque “não queria aproveitar do prestígio dele para conseguir a vitória no segundo turno”.

Em sua fala, Bolsonaro se dirigiu a Moro: “o senhor disse que tinha uma biografia a zelar, eu digo a vossa senhoria que eu tenho o Brasil a zelar”.

Ignorando a recomendação de distanciamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o presidente apareceu ladeado por quase todos os seus ministros. Apenas o ministro da Economia, Paulo Guedes, estava usando máscara de proteção.

Além dos ministros, o deputado Eduardo Bolsonaro  (PSL-SP) também estava ao lado do presidente, assim como o vice-presidente Hamilton Mourão.

Assista:

*Matéria em atualização.

www.reporteriedoferreira.com.br Por G1




Sergio Moro pede demissão do Ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão nesta sexta-feira (24), acrescentando uma crise política ao cenário de situação econômica difícil pelo qual o país passa devido à pandemia do coronavírus.

“Queria evitar ao máximo que isso acontecesse, mas foi inevitável”, disse Moro, em entrevista coletiva.

O ex-juiz da Lava-Jato fez o pedido após o presidente Jair Bolsonaro decidir exonerar o delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral Polícia Federal (PF). Aliados do ministro afirmaram que ele só ficaria no governo se indicasse o novo nome para comandar a PF.

A demissão de Valeixo foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. O texto diz que a saída do diretor-geral foi “a pedido”. Aliados de Moro, no entanto, afirmaram que a assinatura dele no documento foi mera formalidade e creditaram a decisão ao presidente.

A principal preocupação do ministro da Justiça era com a garantia da autonomia da instituição, para que a PF pudesse continuar conduzindo as suas investigações sem interferência política.

O nome de Moro para comandar a corporação era o delegado Fabiano Bordignon, atual diretor do Departamento Penitenciário (Depen).

Bolsonaro, no entanto, tem outras opções, como o secretário de Segurança Pública, do Distrito Federal, Anderson Torres, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem.

Moro já tinha sinalizado a assessores que não aceitaria nenhum dos dois nomes.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por




Moro fora do governo? Entenda crise que pode levar ao afastamento

 

moro

Agência Brasil

Ministro da Justiça Sérgio Moro pediu desligamento do cargo

Sergio Moro, ministro da Justiça, pode pedir o seu   desligamento do governo de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (23). A tensão entre o presidente e o ex-juiz aconteceu após Jair Bolsonaro (sem partido) ter informado sobre a decisão de trocar o comando da diretoria-geral da Polícia Federal (PF), ocupada atualmente por Maurício Valeixo.

Em um movimento para reverter a situação, Bolsolnaro designou os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) para convencer o ministro a ficar no governo. Até o momento, porém, a manutenção de Sergio Moro no governo federal é incerta.

Moro escolheu Valeixo para o cargo na PF. Ele é homem de confiança do ministro da Justiça, mas tem tido sua posição ameaçada desde o ano passado por Bolsonaro, que quer controlar a atuação da instituição.

Efeitos colaterais

Apesar disso, há outros motivos que levaram o ministro a mostrar insatisfação nos bastidores. Um deles é como o governo federal está conduzindo o combate à pandemia do coronavírus, tanto que Moro estava ao lado de Luiz Henrique Mandetta (ex-titular da Saúde) na crise com o presidente.

Por causa desse novo embate, Moro está cada vez mais longe da promessa de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade já estava enfraquecida, principalmente após a publicação de mensagens particulares trocadas com procuradores da Lava Jato.

Entre as motivações do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da Polícia Federal pode estar a sua recente proximidade com parlamentares do “Centrão” , grupo de políticos investigados por Valeixo em função da Lava Jato, e que até pouco tempo era chamado de representantes da “velha política” pelo presidente.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Sérgio Moro fala em demissão após Bolsonaro anunciar troca na direção da PF

Presidente tenta agora impedir que Moro saia de fato do governo. Ministro vê intenção de trocar diretor da PF como uma desautorização de Bolsonaro a ele

(foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
(foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O ministro Sergio Moro, da Justiça, falou ao presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (23/4), que sai do governo se ocorrer a troca de comando da Polícia Federal. Bolsonaro esclou ministros que tentam, agora, impedir a saída de Moro.

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Bolsonaro anunciou ao ministro que o atual diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, deve ser demitido para dar lugar a um nome que tenha maior proximidade com o Planalto. Moro, porém, vê na troca um ato extremo de desautorização, que ocorreria para proteger aliados atualmente na mira da corporação, e disse que, saindo Valeixo, ele também sai.
A intenção de fazer a troca ocorre em meio ao andamento de um inquérito, aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do Procurador-geral da República, Augusto Aras, que mira deputados bolsonaristas. Eles são suspeitos de atuar para financiar e incentivar manifestações contra o Supremo e o Congresso
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As manifestações foram convocadas em várias cidades para pedir um “novo AI-5”. O próprio presidente participou de um ato em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília.

Resistência da corporação

As tentativas de trocar o diretor-geral da PF encontram resistência não só de Moro, mas também de delegados e agentes. É consenso que, se concretizadas, enfraquecerão o ministro da Justiça.
Dentro da corporação, a notícia da troca foi recebida como uma bomba por agentes e delegados. A Presidência não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização desta matéria. Já a assessoria do Ministério da Justiça disse apenas que a saída de Moro “não está confirmada”.



Equipe de Mandetta teme demissão por Twitter e já anuncia debandada

A equipe do ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, acredita que o presidente Jair Bolsonaro pode demiti-lo até pelo Twitter nas próximas horas e já limpa as gavetas para sair da pasta junto com o chefe.

Um dos principais auxiliares de Mandetta, o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, enviou carta aos funcionários de sua área nesta quarta (15) afirmando que “a gestão de Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto”. Oliveira afirmou ainda que “só Deus para entender o que querem fazer”.

Nesta quarta pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro disse que resolverá “a questão da Saúde” para que seja possível “tocar o barco”. “Pessoal, estou fazendo a minha parte”, disse a apoiadores na frente do Palácio do Alvorada.

“Finalmente chegou o momento da despedida”, diz Kleber de Oliveira na carta enviada aos colegas. “Ontem tive reunião com o ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer”.

“De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta”, afirma ainda o secretário.

Outros integrantes do primeiro escalão da Saúde já comunicaram que saem junto com o ministro.

Como revelou a coluna Painel nesta quarta (15), o próprio Mandetta já se despediu dos subordinados e disse que aguarda apenas que Bolsonaro encontre um nome para substituí-lo.

O secretário de vigilância diz ainda na mensagem enviada que, “por conhecer tão profundamente a SVS, tenho certeza que parte do que fizemos na SVS vai continuar, pois é uma secretaria técnica e sempre nos pautamos pela transparência, ética e preceitos constitucionais”.

Leia a íntegra da mensagem:

“Bom dia!

Finalmente chegou o momento da despedida. Ontem tive reunião com o Ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer.

De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta. No entanto, por conhecer tão profundamente a SVS, tenho certeza que parte do que fizemos na SVS vai continuar, pois é uma secretaria técnica e sempre nos pautamos pela transparência, ética e preceitos constitucionais.

A maioria da equipe vai permanecer e darão continuidade ao trabalho de excelência que sempre fizeram e para isso não precisam mais de mim.

Foi uma honra enorme trabalhar mais uma vez com você. Para que não tenhamos solução de continuidade, indiquei o meu amigo querido Gerson Pereira para ficar de Secretário interino. Ele é um Profissional excelente e vai dar seguimento a tudo que estamos fazendo.

Vou entregar o cargo assim que a decisão sobre o Mandetta for resolvida. Todos estão livres para fazer o que desejarem.

Tenho certeza que a SVS continuará grande e será maior, pois vocês é que fazem ela acontecer. Minhas contribuições foram pontuais e insignificantes, perto do que essa Secretaria é como uma só equipe. A SVS é minha escola e minha gratidão por ter trabalhado com você será eterna. Muito obrigado por me permitir estar Secretário Nacional de Vigilância em Saúde. Jamais imaginei que seria o primeiro enfermeiro a ocupar tão elevado e importante cargo e o primeiro de muitos que virão.

Muito obrigado!​”

 

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Folha de S. Paulo




Demissão como consequência da pandemia do coronavírus já é realidade na Paraíba

Demitidos esperam até 40 dias para agendar seguro desemprego na Paraíba

Demissão como consequência da pandemia do coronavírus já é realidade para vários paraibanos. O seguro desemprego garante o sustento por alguns meses, mas quem precisa do serviço enfrenta, além da demissão, outro problema: a longa fila para dar entrada no beneficio. Com o isolamento social, o Sine Paraíba e a Superintendência do Trabalho suspenderam o atendimento presencial, serviço que é oferecido atualmente apenas pelo Sine João Pessoa.

A espera chega a ser superior a um mês. A maior parte dos demitidos que têm procurado o Sine-JP para dar entrada no benefício estava empregada em restaurantes, estabelecimentos que tiveram que fechar as portas em virtude da pandemia. O comércio também está na lista do maior número de demissões, além de setores da indústria.

“É um efeito negativo da quarentena, mas algo que já era esperado. Nós estamos tentando fazer a liberação desse benefício porque ele vai garantir a sobrevivência desses trabalhadores por alguns meses”, disse o coordenador do Sine-JP, Adênio de Lima Neto.

Segundo ele, antes da pandemia o Sine-JP liberava em média 150 seguros desemprego por mês, porém, com o fechamento do Sine-PB e Superintendência do Trabalho, o número saltou para 40 por dia. “A demora é um problema que está acontecendo. Até sexta-feira o único órgão que estava agendando presencialmente o seguro desemprego era o Sine João Pessoa. Há uma fila de espera grande”, explicou.

O agendamento no Sine-JP é feito de forma exclusiva pelo e-mail segurodesemprego.sinejp@gmail.com ou telefone (83) 98603-5125.

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