Bolsonaro pode seguir Trump e questionar as eleições de 2022, diz Maia

 

Presidente da Câmara avalia que judicialização no Brasil pode se espelhar no que está ocorrendo no pleito dos Estados Unidos

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avalia que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode seguir o comportamento de Donald Trump e questionar o resultado das eleições de 2022 no Brasil. O comentário foi feito pelo deputado durante live nesta sexta-feira (6).

De acordo com o parlamentar, o governo federal tem cerca de seis meses de implementação de medidas econômicas que definirão o restante do mandato de Bolsonaro.

“Em relação a 2022, temos que esperar seis meses. Temos que entender as decisões do governo. Os próximos seis meses de governo serão decisivos para o fortalecimento ou enfraquecimento. Somado a isso, estamos vendo nos Estados Unidos como os mais radicais trabalham o processo eleitoral, o que pode ser um espelho para o Brasil. O centro precisa procurar um caminho. Tem convergência com a parte liberal da economia do governo Bolsonaro, mas divergência com outras pautas”, disse.

Maia ainda comentou que, a depender dos rumos da economia, Bolsonaro pode terminar o mandato enfraquecido, abrindo espaço para um número maior de candidatos. “A gente deve, e pode, avançar na mudança do sistema eleitoral. O fim das coligações terá impacto em 2022. Podemos construir um acordo para caminhar para um sistema misto. O Brasil é um país continental. Tem chance de poder avançar”, afirmou.

www.reporteriedoferreira.com.b  Agência Brasil




Pandemia; Médicos sugerem ao TSE o adiamento das eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, tem ouvido de infectologistas, sanitaristas, epidemiologistas e médicos de outras especialidades que é preciso adiar as eleições municipais deste ano.

Barroso tem feito reuniões para saber qual o risco de manter o calendário em meio ao cenário da pandemia do novo coronavírus. A ideia é debater o assunto posteriormente com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já que a decisão final sobre o adiamento ou a manutenção do pleito é do Congresso.

Embora se mantenha reservado sobre o assunto, a coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, apurou que é praticamente consensual entre os médicos que o melhor seria adiar as eleições por algumas semanas. A imprevisibilidade da evolução da epidemia, dizem eles, aconselha que o pleito seja remarcado.

Os deputados federais dos estados dizem que há uma resistência nas bases, prefeitos querendo prorrogar mandatos para as eleições somente em 2022, o que hoje é improvável, ou manter tudo do jeito que está. Ou seja, primeiro turno em outubro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem apenas uma certeza: “Vamos ouvir os médicos”. Ele sabe que com essa doença (Covid-19) não se deve brincar, a julgar pelo grande número de mortos espalhados pelo país inteiro.