CELSO FURTADO, O CRIADOR DA SUDENE Por Rui Leitao 

CELSO FURTADO, O CRIADOR DA SUDENE Por Rui Leitao

O paraibano Celso Furtado é reconhecido como um dos grandes pensadores do desenvolvimento regional do Brasil, em especial com respeito ao Nordeste. Talvez o maior propositor de políticas a respeito. Autor de cerca de 40 livros, ganhou projeção nacional em 1959 com a publicação de Formação Econômica do Brasil, obra fundamental para a compreensão do desenvolvimento econômico brasileiro.

No governo de Juscelino Kubitschek, apresentou um ousado projeto de desenvolvimento regional para o Nordeste. Com base no Relatório Ramagen, que denunciava os abusos da chamada “indústria da seca”, Furtado propôs a criação de uma autarquia que enfrentasse os problemas estruturais da região. Nascia, assim, a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), que ele mesmo viria a dirigir. Seu Plano de Ação definia quatro ações que considerava estratégicas: 1) aumentar os investimentos industriais, 2) reorganizar a economia do semiárido, 3) ampliar a produção de alimentos na faixa úmida, e 4) deslocar a fronteira agrícola do semiárido para o Maranhão.

À frente da nova entidade, Celso Furtado enfrentou interesses poderosos. Criticou o assistencialismo que beneficiava grandes proprietários rurais e alimentava práticas de corrupção. Em seu lugar, defendeu políticas de incentivo à agricultura de subsistência e à geração de emprego no campo. Suas ações confrontaram diretamente a oligarquia nordestina e setores das Forças Armadas. A expansão dos investimentos industriais suprindo as necessárias infraestruturas, como em energia elétrica e transportes.

Com o golpe militar de 1964, Furtado foi rapidamente incluído na primeira lista de cassações promovida pelo novo regime. No dia 1º de abril, esteve com o então governador de Pernambuco, Miguel Arraes, que resistia a deixar o cargo. Dois dias depois, entregou sua função e pediu asilo à embaixada do Chile. Exilado, passou 15 anos fora do país, mas continuou influente, atuando como assessor técnico das Nações Unidas e membro do Instituto Latino-Americano para Estudos de Desenvolvimento. Viveu em diversos países, como França, Estados Unidos e Chile, onde lecionou e participou de debates sobre o desenvolvimento. Mesmo exilado permaneceu exercendo o seu espírito crítico. Dedicou sua vida a entender o Brasil e produzir projetos de transformação social.

Celso Furtado deixou um legado de pensamento econômico voltado para a justiça social e a superação das desigualdades regionais. Seu trabalho à frente da Sudene marcou uma virada na forma de pensar o desenvolvimento do Nordeste — não como problema, mas como potencial a ser promovido com planejamento, coragem e visão estratégica. Em entrevista concedida em 1997, assim se referiu ao Nordeste na contemporaneidade: “O grande problema que eu vejo no Nordeste é a falta de consciência de que a união regional é um trunfo político. Eu diria que [hoje] o mais importante para o Nordeste é restaurar o espírito de unidade da região”.

Que suas ideias e iniciativas continuem sendo fontes de inspiração para tantos quantos assumam a responsabilidade de pensar e realizar projetos que possam dar solução à questão regional que o Nordeste ainda enfrenta. E que, cada brasileiro, em especial cada nordestino, preste o justo tributo à relevância de suas formulações.

www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão-advogado, jornalista, poeta, escritor




Criador e criatura racham no município de Pitimbu e bastidores segue agitados

Não é de hoje que todos sabem a dificuldade que um gestor tem de conseguir colocar ou manter na sucessão um apadrinhado político. Um racha, entre criador e criatura aconteceu no município de Pitimbu, no Litoral Sul paraibano.

É que o ex-prefeito Leonardo Barbalho já não fala mais o mesmo idioma do atual prefeito Jorge do Povão.

Jorge era vice no último mandato de Leonardo, que fez de tudo para elegê-lo como seu sucessor, conquistando uma boa vitória, porém, logo após Jorge sentar na cadeira de gestor municipal, Leonardo não conta com nenhum tipo de espaço na gestão.

As informações dão conta também de que os problemas que agravaram a crise são relacionados a dívidas de campanha pois quando um credor procura Jorge perguntando sobre o valor devido ele diz: ‘Procure Leonardo’ e situação contrária acontece quando as pessoas procuram por Leonardo Barbalho e ele prontamente manda falar com Jorge.

Ao que se sabe é que enquanto a dívida não for resolvida a troca de farpas permanece constante no município do Litoral Sul, onde o clima não está nada bom.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Alhandra em Foco com Blog do Ninja