Consórcio Nordeste: Fátima Bezerra sucede João Azevêdo na presidência




Fátima Bezerra substitui João Azevêdo e é a nova presidenta do Consórcio Nordeste

Na última quarta-feira (13), em Assembleia Geral, realizada no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, o Consórcio Nordeste (CNE) escolheu Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, como nova presidenta. Ela vai suceder o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) no cargo.

Fátima é a primeira mulher a assumir o comando do Consórcio e sua posse se dará em cerimônia a ser marcada em janeiro de 2024.

Sempre presente nas pautas do Consórcio Nordeste, durante o discurso de posse, a mais nova presidenta do Consórcio reforçou que as prioridades do seu mandato são o combate a desigualdade e a mitigação do El Niño.

Conheça Fátima Bezerra:

Nascida em Nova Palmeira (PB), Fátima Bezerra se mudou para Natal, no Rio Grande do Norte, para continuar seus estudos, no início da década de 1970. A governadora, eleita presidenta do CNE, é professora e pedagoga.

Ela se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1981 e foi eleita deputada estadual por dois mandatos, nos anos de 1994 e 1998. Na Assembleia Legislativa potiguar, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Interior. Por sua atuação, recebeu do Comitê de Imprensa da Assembleia os títulos de Parlamentar do Ano em 1996 e de Melhor Parlamentar da Legislatura 1995-1998.

Fátima exerceu três mandatos de deputada federal, sendo a mais votada nas eleições de 2002 e 2010.

Suas principais áreas de atuação têm sido a Educação, a Cultura, o Desenvolvimento Regional, os Direitos da Mulher e a Comunidade LGBTQIAPN+.

Em 2005, foi presidenta da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados e membro titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados desde o seu primeiro mandato federal. Desta última, foi a primeira vice-presidenta durante o ano de 2006. Em 2007, a deputada foi designada relatora da Medida Provisória (339/06) que regulamentou o Fundeb.

Em 2010, Fátima Bezerra é consagrada como a deputada federal mais votada da história do Rio Grande do Norte. Em 2011, é eleita presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Em setembro de 2011, a então deputada Fátima Bezerra, na época presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, reativou a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro e da Leitura, coordenada pela deputada potiguar. Nesses mais de quatro anos de retomada das atividades, a Frente vem realizando uma série de ações em prol de uma política pública em defesa do livro, da leitura e da biblioteca e da regulamentação via projeto de Lei do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e do Instituto Nacional do Livro, Leitura e Literatura.

Em outubro de 2014, Fátima foi eleita senadora pelo Rio Grande do Norte. Em 2015, assumiu a vice-presidência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Ela também ficou como titular na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e de Direitos Humanos (CDH) e, na suplência das comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), Assuntos Sociais (CAS) e Assuntos Econômicos (CAE).

No cargo de senadora, ainda foi nomeada vice-líder da bancada do PT no Senado.

Em 2019, tornou-se a única mulher eleita no país como governadora, sendo reeleita em 2022.

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“Consórcio não foi criado para disputa política”, diz João Azevêdo em nova defesa do Nordeste contra as declarações de Zema

 

A participação do governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), presidente do Consórcio Nordeste, em defesa dos nove estados da região, após as declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que “convocou” os estados do Sul e Sudeste para formatar um consócio que faça oposição ao existente no Nordeste, classificando os nordestinos como “vacas que produzem pouco”, continua repercutindo na imprensa nacional.

Em entrevista para o programa O Povo News, do Grupo de Comunicação O Povo, de Forteleza-CE, nesta segunda-feira (7), o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), que preside o Consócio Nordeste de governadores negou que o colegiado do bloco tenha caráter político para causar tensões envolvendo os entes federativos brasileiros.

“Em nenhum momento nós criamos o Consórcio Nordeste para que ele fosse instrumento de disputa com outras regiões, ao contrário, o lema dele é o ‘Brasil que cresce unido’”, afirmou ao O POVO News.

Confira a entrevista abaixo:

Durante o diálogo, Azevêdo voltou a criticar falas de Romeu Zema, classificando-as como “lampejo separatista”. “Esse discurso sugere que a região Sul e Sudeste parta para um confronto com outras regiões em busca desse protagonismo que ele chama de político”, apontou Azevêdo, mirando as declarações de Zema.

Para Azevêdo, não há dúvida de que as palavras do gestor foram preconceituosas. “Quando um governador de uma região diz que precisa ser criado um consórcio para fazer enfrentamento a uma outra região, inclusive na busca de protagonismo político, isso nos preocupa”, admitiu.

Ainda de acordo com o governador da Paraíba, “todos nós sabemos que, se o processo de desenvolvimento desse país tivesse sido igualitário, não teríamos as diferenças regionais que temos hoje”.

“Existem as diferenças regionais”, continuou, “a Constituição já estabelece que tem que ter uma busca no sentido de fazer com que sejam minimizadas ou reduzidas essas diferenças. Para isso, se conta com uma estruturação de políticas de desenvolvimento que entendam que as regiões Norte e Nordeste são integrante.

MAIS REPERCUSSÃO

A entrevista do governador João Azevêdo também foi capa de página inteira no jornal impresso “O Povo”, nesta terça (8). Confira:

Foto: Reprodução / O POVOwww.reporteriedoferreira.com.br/Com Fonte83




Flávio Dino critica fala de Romeu Zema: ‘Traidor da pátria’

Governador de Minas Gerais defendeu um protagonismo político da frente Sul-Sudeste

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iG Último Segundo

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Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 24/07/2023

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino , criticou a fala do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) por defender um protagonismo político da frente Sul-Sudeste .

“É absurdo que a extrema-direita esteja fomentando divisões regionais.
Precisamos do Brasil unido e forte. Está na Constituição, no art 19, que é proibido “criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. Traidor da Constituição é traidor da Pátria, disse Ulysses

Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, Zema propõe a criação de ações de um consórcio de estados do Sul e Sudeste para se defender no Congresso Nacional de perdas econômicas diante dos estados do Norte e Nordeste.

“Então Sul e Sudeste vão continuar com a arrecadação muito maior do que recebem de volta? Isso não pode ser intensificado, ano a ano, década a década. Se não você vai cair naquela história, do produtor rural que começa só a dar um tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito. Daqui a pouco as que produzem muito vão começar a reclamar o mesmo tratamento. É preciso tratar a todos da mesma forma”, disse o governador ao Estado de S. Paulo.

O objetivo seria integrar os estados do sul e sudeste do país politicamente, coordenando a atuação política em um bloco organizado que busca angariar recursos e apoio para temas importantes para a região.

Zema ainda citou que no sul e sudeste “temos 256 deputados – metade da Câmara – 70% da economia e 56% da população do País”.

“Não é pouco, nê? Já decidimos que, além do protagonismo econômico que temos nós queremos – que é o que nunca tivemos – que é protagonismo político. As decisões têm que escutar ambos os lados e o Cosud vai fazer esse papel porque ninguém pode ignorar o peso de expressivo de 256 deputados na Câmara.”

Governadores dos estados do Nordeste ainda emitiram uma nota em conjunto no domingo repudiando a fala de Zema.

“Indicar uma guerra entre regiões significa não apenas não compreender as desigualdades de um país de proporções continentais, mas, ao mesmo tempo, sugere querer mantê-las, mantendo, com isso, a mesma forma de governança que caracterizou essas desigualdades”, diz trecho da nota assinada pelo governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), presidente do Consórcio Nordeste.