Ciro Gomes vê “desespero” de Bolsonaro após virar alvo da PF

Candidato Ciro Gomes durante sabatina no Correio Braziliense. Brasilia 06-06-18. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Ciro Gomes (PDT) avalia como “grave” a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “intimidar” opositores e adversários. O ex-ministro e ex-governador do Ceará, que disputou a eleição presidencial em 2018, virou alvo da PF (Polícia Federal) por ter criticado o chefe do Executivo.

“Particularmente não ligo para esse ato contra mim, mas considero grave a tentativa de Bolsonaro de intimidar opositores e adversários. Entendo que é um ato de desespero de quem vê sua imagem se deteriorar todos os dias pela gestão criminosa do Brasil na pandemia”, escreveu Ciro em seu perfil no Twitter.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a PF investiga um possível crime de Ciro Gomes contra a honra de Bolsonaro. O pedido de abertura do inquérito foi assinado pelo próprio presidente, baseado em uma entrevista de Ciro Gomes à Rádio Tupinambá, de Sobral (Ceará), sobre as eleições muncipais de novembro do último ano.

Segundo Gomes, o baixo apoio aos candidatos lançados pelo presidente mostravam “repúdio ao bolsonarismo, à sua boçalidade, à sua incapacidade de administrar a economia do país e seu desrespeito à saúde pública”. Além disso, Ciro também chamou o presidente de “ladrão” e falou sobre o caso de rachadinhas (desvio do salário de servidores públicos).

Na entrevista, Ciro também critica o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, perguntando qual seu papel no combate à corrupção, já que “passava pano e acobertava a ladroeira do Bolsonaro”, citando as acusações do Coaf contra os filhos e a esposa de Bolsonaro, além do ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz.

A investigação tem como base o artigo 145 do Código Penal, que fala de crime contra a honra de funcionário público, no exercício de suas funções.

Fonte: Yahoo

 




ENTREVISTA BOMBA: Ciro Gomes chama Bolsonaro e os três filhos de “bandidos” – VEJA VÍDEO

Capturar 104 - ENTREVISTA BOMBA: Ciro Gomes chama Bolsonaro e os três filhos de “bandidos” - VEJA VÍDEO

O ex-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), analisou a declaração do presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quinta-feira (28), Ciro afirmou ter provas de que Bolsonaro sempre foi corrupto, e ensinou os filhos a roubar dentro da política e que, se for inocente ao cometer crimes, entregaria o celular à Justiça para provar suas ações ilibadas.

“Os filhos do Bolsonaro são tudo bandido e o fogo tá chegando perto. O presidente está defendendo fake News. Bolsonaro tá com medo porque os filhos dele são ligados à milícia, o Queiroz é ladrão, o cara que matou a Marielle é íntimo da família, as investigações estão chegando perto”, frisou.

Para o ex-governador do Ceará, o presidente “cooptou” a Procuradoria-Geral da República e pretende “coagir” o Supremo Tribunal Federal. Ciro Gomes elogiou a trajetória do ministro Celso de Mello, a quem categorizou como um magistrado respeitado em todo o mundo, e disse que Bolsonaro está levantando a voz para “testar homens da República”.

Segundo Ciro Gomes, parte dos discursos acalorados vindos de membros do governo é para “distrair” a sociedade diante dos danos causados pela pandemia do coronavírus no Brasil.

“O Brasil já virou o primeiro lugar de contaminação da pandemia, e tudo isso podia ser diferente se não fosse a incompetência, o despreparo e atitude criminosa do senhor Jair Messias Bolsonaro. Esse trimestre até abril, o Brasil destruiu 5 milhões de postos de trabalho, 860 mil carteiras foram dado baixa, e as providências de crédito não funcionam, o socorro aos Estados e municípios não funcionam, por responsabilidade do Bolsonaro, com equipe de bandidos. Ele está cercado de lunáticos que tão dando corda como se tivessem o comando das Forças Armadas brasileira”, completou.

CONFIRA A ENTREVISTA 

 




Sem mágoas, Lula se diz pronto para retomar diálogo com Ciro Gomes

 

Em entrevista por telefone, o presidente Lula, vivendo sua quarentena em São Bernardo do Campo há 21 dias, ao lado da namorada Janja, falou da importância do manifesto da oposição divulgado na segunda-feira (30), assinado pelos ex-candidatos à presidência em 2018, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Ciro Gomes, e endossado por outros governadores e presidentes dos partidos de oposição:

“O importante foi o Ciro Gomes ter entrado, não era correto eu assinar. PT, PDT, PSOL, PCdoB e o PSB têm-se reunido toda semana. Quando os partidos entenderem que eu devo participar dessas conversas, não terei problema nenhum, estarei pronto para falar com o Ciro. O importante agora é afastar o Bolsonaro”.

Lula comentou as declarações e ações do presidente Jair Bolsonaro nos últimos tempos, afirmando que “esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia. A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo”.

Deu no blog do Ricardo Kotscho
De quarentena há 21 dias em São Bernardo do Campo, desde que voltou da Alemanha, “sem por os pés para fora de casa”, o ex-presidente Lula não reclama da vida.

No final da tarde de segunda-feira, ele falou com o UOL por telefone sobre como está passando estes dias, outra vez confinado, agora por conta da pandemia.

A localização da casa alugada é mantida em sigilo, “para evitar aglomerações”, e respeitar o isolamento social imposto pelo Ministério da Saúde.

“Quando eu cheguei, consultei três médicos. Como eu não tinha nenhum sintoma, eles me falaram que não precisava fazer exames, só ficar em casa. Agora estou aqui, na bela companhia da Janjinha (apelido da namorada Rosângela da Silva, que acompanhou a entrevista por telefone). Não posso reclamar de nada. Aqui tem quintal, tem espaço para andar, bem melhor do que a cela em Curitiba, de 15 metros quadrados, onde passei 580 dias”.

Esta semana ele conversou bastante com Fernando Haddad, candidato do PT que o substituiu na última eleição presidencial, um dos articuladores do manifesto dos partidos de oposição que pede a renúncia do presidente Jair Bolsonaro, divulgado na véspera.

“Eu gostei da iniciativa do manifesto, acho que ficou muito bom. Na ideia inicial, era para ser assinado só pelos candidatos à Presidência da República em 2018 (além de Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos) e os governadores. Mas alguém vazou o documento enquanto esperavam as assinaturas dos governadores e só acabou entrando o Flávio Dino, do Maranhão, representando o PCdoB. Foi dado um passo importante pelos partidos de oposição porque, além da pandemia, temos um problema grave no Brasil hoje, que é o comportamento do Bolsonaro. Ele é o epicentro da crise que vivemos”.

Nesse ponto da conversa, Lula vira novamente líder da oposição e parte para o ataque como nos velhos tempos.

“Esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia. A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo”.

Aos que estranharam a ausência do nome dele no manifesto, Lula explica que não foi candidato em 2018, e a decisão coube aos partidos.

“O importante foi o Ciro Gomes ter entrado, não era correto eu assinar. PT, PDT, PSOL, PCdoB e o PSB têm-se reunido toda semana. Quando os partidos entenderem que eu devo participar dessas conversas, não terei problema nenhum, estarei pronto para falar com o Ciro. O importante agora é afastar o Bolsonaro”.

Aos 74 anos, Lula quer casar de novo, mas não tem pressa. Habituado a ajudar nos afazeres domésticos desde quando era casado com Marisa Letícia, Lula gosta de cozinhar e vai para a pia lavar pratos. No caso dele, a quarentena já é uma lua de mel.

“Não marcamos o casamento ainda, mas minha vida agora é uma eterna lua de mel. Eu sou um cara agraciado por Deus. Quando tudo parecia esvair-se na minha vida, surgiu a Janjinha”.

Por ter o mesmo sobrenome, Lula brinca que ela “já é minha parente há muito tempo…”.

Vida que segue.

 

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