Programação do São João 2025 de Campina Grande é divulgada
Nomes das atrações confirmadas n’O Maior São João do Mundo, que terá 38 dias de duração, foram confirmados em evento no Parque do Povo.
Por g1 PB
Campina Grande iluminada no mês de São João — Foto: Divulgação
A programação oficial do São João 2025 de Campina Grande foidivulgada nesta segunda-feira (31). O lançamento da festa aconteceu em um evento para convidados na pirâmide do Parque do Povo, lugar onde acontece a festa. Este ano, “o maior São João do mundo” acontecerá de 30 de maio a 6 de julho.
O São João 2025 de Campina Grande terá 38 dias de duração, o que totaliza cinco dias a mais que no ano anterior. Luan Santana, Flávio José, João Gomes, Jorge e Mateus, Alok, Alceu Valença, Elba Ramalho, Priscila Senna e Mari Fernandez foram alguns nomes confirmados no evento de lançamento. (confira a programação completa abaixo)
Além da programação oficial, o layout da festa, com o mapa do Parque do Povo, também foi divulgado. O espaço foi ampliado no ano passado (veja aqui o antes e depois), possibilitando o aproveitamento de uma área geral de cerca de 40 mil metros quadrados, e consequentemente, uma ampliação de 28% na capacidade de público.
Em 2024, segundo dados divulgados pela prefeitura do município, 2,93 milhões de pessoas passaram pelo Parque do Povo em 33 dias de festa.
São João de Campina Grande 2025: atrações serão divulgadas hoje (31)
Confira a programação completa do São João de Campina Grande 2025
30 de maio (sexta-feira)
Heitor Costa
Raphael Moura
Luan Santana
Walkyria Santos
31 de maio (sábado)
Mari Fernandez
Rafaela Santos
Priscila Senna
Gitana Pimentel
1 de junho (domingo)
Belo
João Gomes
Kadu Martins
Filipe Santos
6 de junho (sexta-feira)
Wesley Safadão
Dorgival Dantas
Rey Vaqueiro
Nathan Vinicius
7 de junho (sábado)
Xand Avião
Léo Foguete
Gegê Bismark
Karkará
8 de junho (domingo)
Natanzinho Lima
Taty Girl
Forró Pegado
Santanna
11 de junho (quarta-feira)
Padre Nilson
Elson Júnior
12 de junho (quinta-feira)
Alexandre Tan
Flávio José
Leonardo
Seu Desejo
13 de junho (sexta-feira)
Simone Mendes
Projeto à Vontade
Brasas do Forró
Jefferson Arretado
14 de junho (sábado)
Joelma
Alok
Barões da Pisadinha
Ranniery Gomes
15 de junho (domingo)
Limão com Mel
Mastruz com Leite
Cavalo de Pau
Stella Alves
18 de junho (quarta-feira)
Murilo Huff
Marcynho Sensação
Matheus Felipe
Eric Land
19 de junho (quinta-feira)
Henrique e Juliano
Ávine Vinny
Grelo
Fabiano Guimarães
20 de junho (sexta-feira)
Fagner
Forró Real
Juarez
Amazan
21 de junho (sábado)
Alceu Valença
Zé Cantor
Os 3 do Nordeste
Fabrício Rodrigues
22 de junho (domingo)
Eduardo Costa
Eliane
Capilé
Mexe Ville
23 de junho (segunda-feira)
Elba Ramalho
Sirano e Sirino
Guilherme Dantas
Diego Facó
24 de junho (terça-feira)
Geraldo Azevedo
Waldonys
Ton Oliveira
Kelvy Pablo
26 de junho (quinta-feira)
Matuê
Hungria
Cavaleiros do Forró
Ramon Schnayder
27 de junho (sexta-feira)
Nattan
Pablo
Vitor Fernandes
Luka Bass
28 de junho (sábado)
Jorge e Mateus
Zé Vaqueiro
Samya Maia
Deanzinho
29 de junho (domingo)
Bruno e Marrone
Manim Vaqueiro
Jonas Esticado
Bob Léo
2 de julho (quarta-feira)
Marcos Freire
3 de julho (quinta-feira)
Raça Negra
Núzio
Toca do Vale
Ramon e Randinho
4 de julho (sexta-feira)
Sorriso Maroto
Iguinho e Lulinha
Matheus Fernandes
Fabiana Souto
5 de julho (sábado)
Japãozinho
Tarcísio do Acordeon
Márcia Fellipe
Desejo de Menina
6 de julho (domingo)
Garotinho
Alcymar Monteiro
Felipe Amorim
Henry Freitas
Programação do São João 2025 de Campina Grande — Foto: Reprodução/Jornal da Paraíba
Amigão e Almeidão: 50 anos de rivalidade e política nos principais estádios da Paraíba
Principais estádios da Paraíba completam meio século de história neste fim de semana
Sérgio Montenegro e Vitória Soares
7 de março de 2025
O fim de semana será especial para o futebol da Paraíba. Além do início das semifinais do Campeonato Paraibano, os estádios Amigão e Almeidão completam 50 anos de fundação. As duas maiores praças esportivas do estado foram palco de jogos históricos e momentos marcantes do futebol paraibano. Ao longo desse meio século, tornaram-se a casa de diversas torcidas, especialmente as de Auto Esporte, Botafogo-PB, Campinense e Treze, que certamente guardam grandes lembranças vividas nas arquibancadas dessas praças.
Em homenagem ao aniversário de 50 anos do Amigão e Almeidão, o Arena Correio vai relembrar um pouco a história dessa história marcada pela rivalidade dentro de campo e pela política.
Um projeto ambicioso
Até o início dos anos 1970, a Vila Olímpica Parahyba, em João Pessoa, e o Presidente Vargas, em Campina Grande, eram os principais estádios da Paraíba, com capacidade média para cinco mil torcedores cada. Com o Brasil conquistando o tricampeonato da Copa do Mundo em 1970, o governo brasileiro — que, à época, estava sob o regime militar — queria aproveitar o bom momento da Seleção e expandir o campeonato nacional, garantindo que todos os estados tivessem um representante. No entanto, a Paraíba corria o risco de ficar de fora por não possuir estádios que atendessem aos requisitos exigidos.
Diante desse cenário, o então governador Ernani Sátiro decidiu construir não apenas um, mas dois novos estádios no estado. Nominando Diniz Filho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e filho do ex-deputado estadual Nominando Diniz — líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba —, relembra que havia recursos para erguer um estádio em João Pessoa. Porém, já naquela época, existia uma forte rivalidade entre a capital e Campina Grande. Com isso, tudo o que era feito em uma cidade precisava ser replicado na outra. Esse desejo de agradar as duas partes, no entanto, resultou em dois estádios que, mesmo após cinco décadas, ainda não foram totalmente concluídos.
Nominando Diniz Filho, ex-presidente do TCE-PB. (Foto: Divulgação)
A Paraíba ganhou dois estádios, ainda hoje inacabados, porque os recursos não davam para fazer dois estádios quando os recursos alocados eram para um estádio. Mas como ainda hoje o que o governador investe na capital tem de investir em Campina Grande, merecidamente, o então governador Ernani Sátiro em vez de um, fez dois estádios. E ambos continuam, depois de muitos anos, ainda inacabados. Quem conhece os estádios de futebol sabe que na parte traseira aos gols ainda necessita de um complemento. Não sei se um dia governadores irão destinar recursos para tal, destacou Nominando Diniz.
Para a construção dos estádios, foi criada a Superintendência de Desenvolvimento dos Estádios da Paraíba (Sudepar). O engenheiro Carlos Pereira foi escolhido para comandar a pasta e chefiar as obras.
Carlos Pereira, engenheiro responsável pela construção do Amigão e Almeidão. (Foto: Reprodução)
Carlos tinha dois grandes desafios: concluir as obras em um ano e meio, entregando-as em março de 1975; e, a pedido do governador Ernani Sátiro, projetar dois estádios iguais, mas diferentes.
Ele disse: ‘Eu quero dois estádios iguais, porém, tem que ser diferentes’. Então, o projeto era o mesmo, mas tem uma diferença. Se você for ver a fachada do Almeidão e do Amigão, eles têm uma diferença. No Amigão, os arcos da fachada são voltados para cima, do Almeidão, os arcos são voltados para baixo. Então, fizemos dois estádios em 18 meses, iguais e diferentes, conforme o governador queria, conta o engenheiro.
Inauguração com momentos de tensão
Passados 18 meses, os estádios ficaram prontos. Como o Botafogo do Rio de Janeiro era o time do coração do governador, a equipe carioca foi convidada para os jogos inaugurais. No dia 08 de março, Campinense e Botafogo disputaram a primeira partida do Amigão. Um empate sem gols que não tirou a alegria da festa dos torcedores.
No dia seguinte, foi a vez do duelo de xarás em João Pessoa. Mas, antes de a bola rolar, a inauguração do Almeidão quase foi marcada por uma tragédia. Após o término da construção do dois estádios, o grupo de oposição ao governador Ernani Sátiro espalhou boatos de que as construções poderiam desabar.
Matérias do Jornal Correio da Paraíba. (Foto: Arquivo)Matérias do Jornal Correio da Paraíba. (Foto: Arquivo)
Momentos antes do apito inicial, os torcedores foram surpreendidos por um barulho de explosão na arquibancada. Receosas com as informações que circulavam sobre o desabamento, as pessoas tentavam sair a qualquer custo, criando um momento de muita tensão.
“Eu estava na tribuna de honra com o governador, todo mundo esperando começar o jogo e correu todo mundo de arquibancada abaixo. O meu coração quase parou. Quinze dias antes havia acontecido um incidente muito grave em um estádio do Piauí, em Teresina. Houve um problema desse, e todo mundo correu para o fosso da arquibancada, o gradil cedeu, e morreu gente. Quando vi aquela multidão descendo para o gradil, meu coração parou. Quando empurraram o gradil, o gradil não cedeu. Só houve uma pessoa que pulou o gradil com medo e quebrou a perna”, relembrou Carlos Pereira.
Depois do grande susto, a bola rolou, e o Glorioso acabou vencendo o Botafogo-PB por 1 a 0.
Disputa pelo nome
A rivalidade política ainda protagonizou mais um capítulo dessa história. Quando foram inaugurados, os estádios levaram o nome do governador Ernani Sátiro. Ainda em 1975, a praça desportiva de João Pessoa foi renomeada para José Américo de Almeida Filho, em homenagem ao filho do ex-presidente do Botafogo-PB.
Matéria do Jornal Correio da Paraíba sobre o nome do estádio Almeidão. (Foto: Arquivo)
Só que, em Campina Grande, a resistência para homenagear o ex-governador Ernani Sátiro foi grande por parte dos deputados da Assembleia Legislativa. Após duas semanas de intensas discussões, eles chegaram a um acordo, como conta Nominando Diniz.
“Me lembro quando um Projeto de Lei foi encaminhado para a Assembleia Legislativa para denominar o estádio de José Américo de Almeida Filho, de Almeidão, em homenagem ao filho de José Américo de Almeida, que havia falecido em um acidente, tinha sido presidente do Botafogo-PB, era um botafoguense reconhecido, não houve questionamento. Mas quando foram denominar de Ernani Sátiro, houve uma reação da oposição e dos deputados que na época eram do Arena, mas faziam oposição ao então governador Ernani Sátiro. Foram duas semanas de discussão e de debates, mas, no final, prevaleceu o nome de ‘Amigão’, porque, naquela época, o governador Ernani Sátiro se dirigia às pessoas chamando de “amigo velho”. Então, subentendia-se que era uma justa homenagem ao governador Ernani Sátiro”.
Um novo momento
Ao longo dos últimos 50 anos, Amigão e Almeidão foram palcos de grandes jogos, títulos inesquecíveis e públicos históricos. Em 2013, por exemplo, o Campinense escreveu um dos capítulos mais marcantes do futebol paraibano ao conquistar a Copa do Nordeste no Amigão, superando adversários como Sport e Fortaleza antes de vencer o ASA na final. No mesmo ano, o Botafogo-PB gravou seu nome na história do futebol nacional ao se sagrar campeão da Série D do Campeonato Brasileiro diante de um Almeidão lotado, em uma decisão contra o Juventude.
Estádio Amigão, em Campina Grande. (Foto: Estefinho Francelino)
Após as reformas realizadas no governo de Ricardo Coutinho, os estádios ganharam novos gramados, mas tiveram sua capacidade reduzida praticamente pela metade. Na final do Campeonato Paraibano de 1998, por exemplo, o Almeidão registrou seu maior público, com mais de 44.268 torcedores no duelo entre Botafogo-PB e Campinense. Hoje, tanto na capital quanto na Rainha do Borborema, as arquibancadas comportam, em média, 20 mil pessoas.
“Quando eu vejo os domingos com o estádio lamentavelmente quase vazio, eu me lembro do trabalho que deu para fazer o estádio, que já recebeu um público de quase 40 mil espectadores. E é uma das minhas conquistas profissional, porque aquilo foi uma encomenda que eu nunca imaginei que fosse entregue a mim. O Almeidão tem prestado um enorme serviço ao desporto da Paraíba, porque se não fosse aquele estádio, não teríamos clube nenhum na Paraíba nos campeonato nacionais, tanto em João Pessoa como em Campina Grande”, revela Carlos Pereira.
Campina Grande terá 2º turno entre Bruno Cunha Lima e Jhony Bezerra
A apuração dos votos foi concluída em Campina Grande por volta das 18h45 e haverá segundo turno da Rainha da Borborema. O resultado é uma grande surpresa por causa do crescimento do médico Jhony Bezerra (PSB) que vai ao segundo turno enfrentando o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD), que disputa a reeleição.
Bruno teve 110.807 votos ou 48,22% dos votos válidos. Jhony obteve 79.471, ou 34,58% dos votos válidos. Inácio Falcão (PCdoB) foi o tereiro colocado com 16.448 ou 7,16%. Em quarto veio Arthur Bolinha (NOVO) com 16.282 (7,09%). O quinto lugar coube e André Ribeiro (PDT) com 5.386 votos ou 2,34%. E o sexto foi o professor Nelson Júnior (PSOL) com 1.403 votos ou 0,61%.
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Rosália Lucas volta ao secretariado de João Azevêdo após desistir da disputa em Campina Grande
A nomeação está no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (4).
João Azevêdo e Rosália Lucas
Depois de desistir da disputa pela Prefeitura de Campina Grande, Rosália Lucas (PSD) está de volta à Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba. A nomeação foi realizada pelo governador João Azevêdo (PSB) e oficializada na edição desta quarta-feira (4) do Diário Oficial do Estado.
Em contato com a coluna, a secretária reforçou a aliança política com o governador. “Foi um diálogo com o governador João Azevêdo, com a nossa presidente do PSD, Daniel Ribeiro. Esse alinhamento desde a nossa desincompatibilização, dia 6 de junho. A partir desse nosso apoio ao doutor John Bezerra, em Campina Grande, retornamos aos trabalhos da secretaria com a mesma dedicação, mesmo compromisso”, afirmou Rosália.
A secretária ocupava o cargo desde agosto de 2022, tendo deixado a função no dia 6 de junho. Anteriormente, ela já havia desempenhado a mesma função na Prefeitura de Campina Grande. Durante a sua ausência, a Secretaria foi dirigida por Miguel Ângelo.
No início de agosto, Rosália declarou apoio à candidatura de Jhony Bezerra (PSB), ex-secretário de Saúde do Estado, na disputa pela Prefeitura de Campina. Ela explicou que a sua retirada da pré-candidatura foi resultado de uma avaliação conjunta entre os partidos Progressistas e PSD, liderados pela família Ribeiro.
Preso em flagrante suspeito de tentar matar homem em bar no Agreste da PB
Caso aconteceu na madrugada deste domingo (26), em Campina Grande
Preso em flagrante suspeito de tentar matar homem em bar no Agreste da PB
Durante a madrugada de domingo (26), por volta das 3h, uma câmera de segurança capturou o momento em que um suspeito efetuou disparos na frente de um bar localizado no bairro do Catolé, em Campina Grande. O incidente ocorreu após uma confusão entre um suposto cliente e os seguranças do estabelecimento.
De acordo com informações da Polícia Militar, o indivíduo envolveu-se em uma briga com os seguranças e ameaçou retornar com uma arma. Minutos depois, uma outra pessoa, armada, chegou ao local e disparou seis vezes na direção dos seguranças, atingindo um homem de 51 anos que estava sentado em uma calçada. A vítima foi socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde recebeu tratamento e já recebeu alta hospitalar.
O autor dos disparos foi visto saindo de dentro de um veículo Prisma preto, registrado como pertencente a uma suposta empresa de segurança. O delegado Ramirez São Pedro confirmou que o suspeito foi preso em flagrante nesta segunda-feira (27) e confessou o crime durante o interrogatório na delegacia.
Jackson rejeita tese de aliança do PT com Romero em CG: “Ele faz parte dos problemas que Campina vive”
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba, Jackson Macêdo, manifestou-se claramente contra a possibilidade de uma aliança entre seu partido e o deputado federal Romero Rodrigues, do Podemos, e seu grupo político em Campina Grande. A cidade paraibana vem sendo palco de especulações sobre a disputa pela Prefeitura Municipal, sendo uma delas a de Romero, ex-prefeito de Campina Grande por dois mandatos, sendo o candidato a prefeito pela oposição ao atual prefeito, Bruno Cunha Lima (União Brasil).
Em entrevista à Rádio Correio FM nesta sexta-feira (16), Jackson enfatizou sua defesa pela candidatura própria do PT na cidade, destacando a decisão do diretório do partido em lançar o professor de Sociologia da UFCG, Márcio Caniello, como pré-candidato à prefeitura. O presidente do PT argumentou que apoiar Romero seria compactuar com os problemas administrativos que Campina Grande enfrenta atualmente, já que Bruno é um ex-pupilo de Romero e supostamente ex-aliado, tendo sido eleito prefeito em 2020 com a “unção” do atual deputado federal.
“Não dá para apoiar Romero até porque eu acho que Romero faz parte também de todos esses problemas administrativos que a Rainha da Borborema vive. Não começou com Bruno isso. Começou já de muito tempo, né?”, afirmou Jackson Macêdo.
De acordo com Jackson, o foco do PT em Campina Grande tem que ser manter a candidatura de Caniello e trabalhar para ampliar o número de representantes na Casa Félix Araújo, a Câmara Municipal de Campina Grande.
“Então eu acho que o PT tem que ter essa maturidade, de manter essa candidatura, de animar militância e trabalhar pra gente e manter o mandato de vereador que nós temos na Câmara do companheiro Napoleão Maracajá ou até ampliar essa representação. Tem também uma vereadora do PCdoB que é a companheira Jô. A gente não pode perder esses mandatos, né? E eu defendo a candidatura do companheiro Márcio Caniello como a melhor estratégia para o PT lá na cidade de Campina Grande”, finalizou.
www.reporteriedoferreira.com.br/PB Agora
Azevêdo busca consenso entre seus aliados para a sucessão em Campina
Nonato Guedes
Com o cenário pré-eleitoral praticamente definido em João Pessoa na órbita do seu esquema político, mediante reiteração da chapa Cícero Lucena (PP) Leo Bezerra(PSB) à reeleição, o governador João Azevêdo volta as atenções para Campina Grande, o segundo maior colégio eleitoral do Estado, onde há variedade de opções dentro do seu bloco para dar combate ao prefeito Bruno Cunha Lima, candidato a um novo mandato pelo União Brasil. O chefe do Executivo e principal líder socialista paraibano cravou para março, já a partir do dia primeiro, a deflagração de entendimentos com correligionários e outros agentes políticos para tentar encaminhar ou até mesmo apressar definições. Há nomes de expressão no radar, como os do secretário de Saúde, Jhony Bezerra (PSB) e o da senadora Daniella Ribeiro (PSD), mas serão levadas em conta indicações do Fórum Pró-Campina em torno do deputado estadual Inácio Falcão, do PCdoB, do secretário André Ribeiro (PDT) e do professor Márcio Caniello (PT).
A discussão em Campina Grande passa pela interlocução com o Republicanos, cujo diretório municipal é presidido pelo deputado federal Murilo Galdino, irmão do deputado estadual Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa. Tanto Adriano quanto Murilo têm feito gestões para atrair para a sigla o ex-prefeito Romero Rodrigues, atual deputado federal pelo Podemos, que está distanciado do prefeito Bruno Cunha Lima, embora não assuma, de público, postura de rompimento com ele. Romero está sendo estimulado a se lançar novamente candidato a prefeito ou, em último caso, dar aval ao lançamento da sua mulher, doutora Micheline, para vice numa chapa majoritária provavelmente encabeçada por Jhony. O União Brasil, através do senador Efraim Filho, faz os mesmos acenos na direção de Micheline, adicionando como trunfo um suposto apoio à candidatura de Romero ao governo do Estado em 2026 pelas oposições. A movimentação em torno de Romero fortalece a impressão de que o ex-prefeito é uma espécie de fiel da balança na disputa eleitoral vindoura na Rainha da Borborema.
O governador João Azevêdo não chega a assumir compromisso oficial com uma pretensão de Romero Rodrigues, mas admite dialogar com o ex-prefeito para a construção de uma chapa competitiva, se houver interesse concreto da parte dele em somar com a oposição. É uma aposta que divide opiniões dentro do próprio grupo liderado por Azevêdo e que inibe os passos, por exemplo, da senadora Daniella Ribeiro na direção de uma candidatura ao executivo municipal campinense. O pai de Daniella, o ex-prefeito e ex-deputado Enivaldo Ribeiro, que é filiado ao PP, chegou a se inquietar com o “rame-rame” de indefinições e a se lançar como alternativa para o páreo, alegando dispor de legenda e de uma folha de serviços prestados à cidade como homem público. Na verdade, a grande indefinição se dá na seara oposicionista local, já que do lado do prefeito Bruno Cunha Lima ele tem o apoio garantido do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), ambos ex-candidatos ao governo nas eleições de 2022. Veneziano e Pedro prometem se empenhar para reforçar a recandidatura de Bruno, em meio a gestões para persuadir o ex-prefeito Romero Rodrigues a permanecer no agrupamento em que tem militado até agora na sua trajetória política.
Enquanto não avançam algumas definições indispensáveis à formatação do jogo eleitoral deste ano em Campina Grande, o governador João Azevêdo passou a investir de forma maciça, ultimamente, em obras, serviços e investimentos da administração estadual na Rainha da Borborema, cumprindo agendas periódicas de que participam o secretário Jhony Bezerra, o vice-governador Lucas Ribeiro, filho da senadora Daniella Ribeiro e outros líderes alinhados com o governo do Estado. Bruno Cunha Lima, por sua vez, conta com o reforço da atuação dos senadores Veneziano e Efraim para conseguir recursos em Brasília e destravar pleitos de interesse da população campinense que enfrentam demandas burocráticas. As forças políticas que se movimentam em campos opostos travam, simultaneamente, uma guerra de comparações em torno de feitos administrativos que beneficiam diretamente a população, o que acirra os ânimos e acalora os debates através de redes sociais e de meios de comunicação, numa prévia dos embates que serão travados a céu aberto durante a disputa propriamente dita a ser deflagrada pelos respectivos agrupamentos.
O anúncio feito pelo governador de que já em março se debruçará, com seus aliados, sobre o panorama pré-eleitoral em Campina Grande comprova o nível de engajamento que João Azevêdo pretende ter nas eleições municipais deste ano em todo o Estado. Ele sabe que o pleito vindouro é importante para acumular forças e vitórias rumo à Estação 2026 quando estará em jogo a sua própria sucessão ao governo, bem como a renovação de duas cadeiras no Senado Federal, uma das quais possivelmente seja disputada pelo próprio Azevêdo. Embora insista que seu estilo não é de imposição e rejeite a pecha de expoente do “coronelismo político moderno”, o chefe do Executivo tem consciência de que não poderá cruzar os braços, mormente em regiões onde a construção de candidaturas competitivas enfrente dificuldades no seu esquema. Vai se engajar, sim, e ativamente, no processo, mediante articulação com os liderados que seguem sua orientação. O esquema comandado por Azevêdo distribui-se por várias siglas – e é com o reforço desses partidos que o governador vai procurar dar uma demonstração de força que lhe dê cacife para os embates mais acirrados prenunciados para dentro de dois anos.
Reunião entre Bruno e oposição na CMCG termina sem acordo sobre emendas impositivas na LOA 2024
A reunião entre o prefeito Bruno Cunha Lima (União) e a bancada de oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, destinada a discutir o orçamento de 2024 para a Rainha da Borborema, encerrou-se sem consenso. A Lei Orçamentária Anual, que deveria ter sido votada na semana passada, ainda não avançou na Casa Legislativa.
A gestão de Cunha Lima busca um entendimento com os vereadores sobre as emendas impositivas, aprovadas com 17 votos, onde a Prefeitura tem a obrigação de destinar 1,2% do orçamento para obras e ações escolhidas por cada vereador. A bancada de oposição manifesta a disposição de reduzir o percentual para 1%, mas não houve acordo. Um novo encontro está previsto ainda para hoje, até às 19h.
Impasse Entre Legislativo e Executivo
Desde a semana passada, o prefeito Bruno Cunha Lima enfrenta resistências, principalmente da bancada oposicionista. O impasse resultou na impossibilidade do presidente da Câmara, Marinaldo Cardoso (Republicanos), de colocar em votação a Lei Orçamentária de 2024.
Na semana passada, Cunha Lima convidou a oposição para uma reunião na casa de seu avô, o ex-senador Ivandro Cunha Lima, mas o convite foi recusado. Hoje, o prefeito convocou novamente os vereadores para uma reunião no Paço Municipal. Os parlamentares insistiram que o local apropriado para tal discussão é na Câmara. Mesmo assim, o prefeito surpreendeu ao comparecer à reunião, que durou aproximadamente três horas.
LOA 2024
O Projeto de Lei 317/2023 delineia a aplicação dos recursos públicos municipais ao longo de um ano, com base na arrecadação total dos impostos. O documento com a previsão de gastos de cada órgão municipal, conforme a proposta do prefeito Bruno Cunha Lima.
Para 2023, o orçamento previsto pela LOA foi de R$ 1.673.890.000,00. A LOA de 2024 projeta quase R$ 400 milhões a mais em receitas, representando um aumento de cerca de 20%. Parlamentares que se opõem à gestão municipal alegaram que a suplementação de 30% no orçamento, prevista na LOA, é inconstitucional. O impasse persiste, enquanto a votação da LOA 2024 permanece pendente na Câmara Municipal de Campina Grande.
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AVIÃO CAI EM CAMPINA GRANDE Por Gilvan de Brito
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AVIÃO CAI EM CAMPINA GRANDE Por Gilvan de Brito
Fazia alguns meses que Orlando Tejo não visitava Campina Grande e a família estava ansiosa para vê-lo. Certo dia ele venceu o medo de viajar de avião, foi à agencia do Loide Nacional e comprou um bilhete de embarque para uma sexta-feira à tarde. Seria a primeira viagem de avião, uma das coisas que ele mais temia no mundo. Como o embarque estava previsto para as seis horas da noite para chegar em Campina antes das sete horas, Orlando resolveu beber com alguns amigos naquela tarde, para passar o tempo e desanuviá-lo do temor. Foram para o Savoy onde a boa conversa o fez esquecer da viagem. Quando se lembrou do compromisso, olhou no relógio e viu que lhe restavam 30 minutos para o embarque.
Então despediu-se dos amigos, arrastou a mala debaixo da mesa, apanhou um taxi e seguiu para o aeroporto dos Guararapes, solicitando pressa ao motorista porque faltavam poucos minutos para o avião levantar voo. Mas o trânsito na Avenida Domingos Ferreira estava bastante congestionado e o carro demorou alguns minutos a mais até chegar ao aeroporto. Correu para o cheque-in, quando a moça do atendimento, depois de ver o bilhete, mostrou m avião que estava subindo:
– O seu voo estava previsto para aquele avião que acaba de decolar – disse apontando para a aeronave, que roncava tentando elevar-se no ar.
Lamentou a falta de sorte e foi, ainda, até a porta de vidro de onde viu viu o avião fazer a curva com destino ao interior, na rota de Campina Grande. Como não tinha mais nada a fazer, transferiu a viagem para a sexta-feira seguinte e tomou um taxi de volta ao bar Savoy, onde reencontrou os companheiros e seguiu com a bebedeira. Às oito horas da noite a televisão teve o som aumentado para que os fregueses do bar pudessem ouvir o Jornal Nacional, como faziam todos os dias. A primeira notícia foi arrasadora.
“- Cai o avião do Loide Nacional que saiu do Recife com destino a Campina Grande.”
Todos os amigos se levantam para cumprimentar Orlando Tejo, que havia nascido de novo, ao abusar da bebedeira e perder o horário do embarque, poucas horas antes. Orlando não sabia o que fazer, tomado de emoção. Foi quando um dos amigos o aconselhou a ligar para a família e anunciar que estava vivo, em Recife. E foi o que ele fez. Comprou cartão telefônico (não existia celular) foi até um “orelhão” e ligou para sua casa. Atenderam ao telefone do outro lado e disseram que o pessoal da casa estava comovido com a notícia da queda do avião, da morte de Orlando Tejo anunciada pelas rádios Borborema, Cariri e Caturité e que ninguém da família poderia atender naquele momento. Desligou em seguida antes que ele dissesse que era o próprio Orlando Tejo quem estava falando. Teve que ligar, então, para um vizinho, solicitando que anunciasse na sua casa a informação de que perdera o voo daquele avião sinistrado e que se encontrava em Recife, são e salvo. Fizeram uma festa quando a informação foi transmitida.
– Fiquei arrasada quando a rádio informou que o nome de meu filho não estava entre os sobreviventes – disse dona Maria das Neves, mãe de Orlando.
Trecho da biografia de Orlando Tejo, por mim escrita e não publicada.O livro tem 160 páginas.
Isso foi em 1958 e um dos sobreviventes foi Renato Aragão, que ainda não era “Trapalhão” da Rede Globo. Treze pessoas morreram nesse acidente aéreo.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito , jornalista, advogado, poeta e escritor
Aniversário de 159 anos de Campina Grande terá programação cultural que vai do dia 10 até 25 de outubro
Compõem as atividades intervenções artísticas no largo do Açude Velho, cartão postal da cidade, além de visitas guiadas em museus e ações de arte-educação descentralizadas.
Toda a programação foi pensada com o intuito de valorização dos locais de importância histórica (Foto: Clilson Junior/ClickPB)
O aniversário de 159 anos de Campina Grande – comemorado dia 11 – terá uma programação cultural extensa que começa nesta terça-feira (10) e vai até o dia 25. Compõem as atividades intervenções artísticas no largo do Açude Velho, cartão postal da cidade, além de visitas guiadas em museus e ações de arte-educação descentralizadas.
Iniciando a programação a partir desta terça-feira (10), às 17h, o Calçadão Vergniaud Waderley, no Açude Velho, receberá a centenária Filarmônica Epitácio Pessoa, que tem sua história confundida com a de Campina Grande. A intervenção contará com o Coro Municipal, regido pelo arte-educador Einstein Felinto; os alunos do Centro Cultural Lourdes Ramalho, na esquete “Os Pioneiros”; o poeta Mano Azul; além dos músicos Jalles Franklin, Erika Marques e Silvio Silva.
Na quarta-feira, 11 de outubro, aniversário da cidade, campinenses e turistas poderão aproveitar a data para conhecer e aprofundar os conhecimentos em um grande recorte do desenvolvimento de Campina Grande, por meio do Museu do Algodão e do Museu Histórico, das 8h às 12h. O primeiro museu tem um acervo que trata da importância do chamado “ouro branco” para a cidade. Já o segundo conduz à exposição do acervo permanente, intitulado “CAMPINA GRANDE – ALDEIA, VILA, CIDADE”, com um recorte histórico dos três momentos históricos do município.
Voltando no dia 18 de outubro, a partir das 14h, o projeto “Secult nos Bairros” vai até o Clube de Mães do Sítio Salgadinho com a oficina de habilidades manuais com garrafa pet, ministrada pela arte-educadora do Centro Cultural, Carmen Sheila.
No dia 25 de outubro, a partir das 9h, a Feira Central, outro espaço que representa muito da história de Campina Grande, receberá o projeto “Cultura da Feira”. Em um especial do mês de aniversário, Roninho do Acordeon, alunos de teatro e dança do Centro Cultural e o poeta Mano Azul levarão muita arte para um dos locais mais folclóricos da cidade.
Toda a programação foi pensada com o intuito de valorização dos locais de importância histórica, da cultura e do povo de Campina Grande. Desde a abertura dos museus, até a oficina de habilidades manuais, são abertas ao público e totalmente gratuitas.