Glauber Braga chama Arthur Lira de ‘bandido’, bate boca com colega e denuncia ‘armação’ em relatório

Glauber Braga chama Arthur Lira de ‘bandido’, bate boca com colega e denuncia ‘armação’ em processo. O caso foi registrado nesta quarta-feira, 28, durante sessão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. “O senhor Arthur Lira (PP-AL) é um bandido que está na presidência da Câmara dos Deputados e que está roubando o orçamento público”, afirmou. Ao proferir a acusação, o presidente do Conselho, o parlamentar Leur Lomanto Júnior (União-BA), interrompeu a fala do psolista: “Não vamos admitir”, afirmou. As declarações de Braga (PSOL-RJ) foram dadas após o parecer favorável do relator, o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), para a abertura de investigações contra ele. O deputado do PSOL é alvo de um processo por quebra de decoro por ter empurrado um integrante do MBL após ter sido xingado, em 16 de abril de 2024. Reprodução/Câmara dos Deputados/Youtube

Fonte: Redação Terra




Câmara Federal aprova urgência para projeto que regulamenta pesquisas eleitorais

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), por 295 votos favoráveis e 120 votos contrários, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 96/11, do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), que amplia multas a institutos de pesquisa e altera o conceito de pesquisa fraudulenta.

A urgência permite que a proposta seja incluída na Ordem do Dia do Plenário, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiantou que será votada uma outra proposta sobre regulamentação das pesquisas eleitorais e que esse novo texto será alvo de uma ampla rodada de negociações com os líderes de todos os partidos.

“Nós estamos votando um requerimento de urgência de um projeto mais antigo, e nada tem a ver com o mérito do que vai ser discutido. Nós fizemos um compromisso hoje com os líderes da base e com os líderes da oposição para sentarmos e dialogarmos sobre o texto de mérito desse projeto. Depois do texto resolvido, ele vem a Plenário quando tiver o mínimo possível acordado”, explicou.

Lira disse ainda que vai negociar o texto com o Senado. “Não haverá açodamento, mas tem que haver um start com relação à disposição de trazer esse assunto com a urgência que ele requer, dado o histórico das últimas três ou quatro eleições”, declarou.

Debate em Plenário

No debate do requerimento em Plenário, o deputado Paulo Eduardo Martins (PL-PR) defendeu a aprovação de uma proposta que estabeleça “regras razoáveis” e que não seja “restritiva”.

Já o deputado Zé Neto (PT-BA) é contra o projeto. Ele defendeu a discussão do tema como parte de uma reforma eleitoral que deverá ser feita.

O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que o partido vai apresentar um novo projeto sobre o tema no decorrer desta semana e pediu que o texto seja apensado ao Projeto de Lei 96/11.

Autor do projeto, o deputado Rubens Bueno lembrou que a proposta foi aprovada há muitos anos na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ). Ele ressaltou que o tema é alvo de muita discussão e que não é um texto a ser votado entre as disputas eleitorais.

Regulamentação

Apensado a este projeto está o PL 2567/22, do deputado Ricardo Barros (PP-PR), que pune os responsáveis por pesquisa eleitoral com números divergentes, acima da margem de erro, dos resultados oficiais das eleições.

Ricardo Barros afirmou que a pesquisa eleitoral interfere na escolha do eleitor e, por isso, o tema precisa ser regulamentado. “Eu mesmo já fiz pesquisas que perguntaram aos eleitores se ele mudaria o voto de acordo com a pesquisa divulgada na véspera, e a resposta de 3,4% dos entrevistados é que sim. É uma cultura do brasileiro não perder voto”, disse.

O objetivo do projeto, segundo ele, é que as pesquisas representem o resultado do pleito.

Fonte: Agência Câmara de Notícias




Eleições 2020; PSL e PRTB anunciam aliança para eleição municipal

Julian Lemos e Eduardo Carneiro (Foto: Divulgação)

O deputado federal, Julian Lemos (PSL), e o deputado estadual, Eduardo Carneiro (PRTB), decidiram marchar juntos nas eleições deste ano na Capital.

A reunião que selou a união foi decidida pelas convergências das duas legendas de propor à cidade uma nova proposta e encerrar um ciclo de 24 anos. Segundo Eduardo Carneiro, João Pessoa precisa olhar para a frente e seguir um novo caminho para virar a página e possibilitar uma renovação nos quadros políticos da cidade.

Eduardo ressaltou que a união com Julian Lemos é fundamental para esse novo tempo porque o parlamentar é hoje o deputado mais atuante na Câmara Federal, em defesa da Paraíba e de João Pessoa, com bandeiras importantes como a segurança pública e combate à pedofilia.

Já o deputado federal Julian Lemos lembrou que a aliança foi vitoriosa em 2018 com a eleição de três deputados estaduais e um federal, falou da importância de João Pessoa não voltar ao passado. Ele acredita que os pessoenses vão encerrar esse ciclo e começar uma nova era com mais segurança, educação, saúde e combate à corrupção.

Com a união, o PSL e o PRTB terão o maior tempo de TV e musculatura necessária para disputar a eleição em João Pessoa contra os tradicionais grupos políticos que dominam a política da capital há quase 25 anos.

Em relação à disputa proporcional, as duas legendas já contam com 82 pré-candidatos a vereador e a perspectiva é de eleger uma ampla bancada de vereadores na Câmara Municipal.

 




Alexandre de Moraes determina que deputados alvo de operação contra fake news sejam ouvidos pela PF

untitled design 4 270520201922 - Alexandre de Moraes determina que deputados alvo de operação contra fake news sejam ouvidos em até 10 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou que os deputados que são investigados no inquérito que apura fake news e ameaças a integrantes da corte sejam ouvidos pela Polícia Federal em até dez dias. Segundo a CNN apurou, o ministro determinou que os conteúdos de postagens feitas por eles sejam 100% preservados para análise, mas não ordenou busca e apreensão. São alvo da operação os deputados federais Bia Kicis, Carla Zambelli, Daniel Silveira, Filipe Barros, Cabo Junio Amaral e Luiz Phillips de Orleans e Bragança. Os deputados estaduais estaduais de São Paulo DouglasGarcia e Gil Diniz também foram alvo da batida.




A MORTE QUE INCENDIOU O BRASIL: Por Rui Leitao

Texto publicado na edição de hoje do jornal A UNIÃO

A MORTE QUE INCENDIOU O BRASIL: Por Rui Leitao

Há exatamente cinquenta e dois anos, num final de tarde, alguns estudantes planejavam uma passeata programada para o dia seguinte, exigindo melhorias nas condições de higiene do restaurante Calabouço, localizado no Aterro do Flamengo, quando policiais invadiram o local usando da violência. Os estudantes secundaristas que diariamente jantavam ali, foram surpreendidos com o ataque e tentaram se defender reagindo com o arremesso de pedradas. Foi o suficiente para que disparassem vários tiros contra eles.

Entre os estudantes presentes, estava o jovem de dezesseis anos, Édson Luís de Lima Souto, atingido por uma bala no peito que lhe causou morte imediata. Viria a ser o fato determinante de uma grave crise que viveria o país. O corpo do estudante foi levado nos ombros pelos colegas até a Assembleia Legislativa onde passaria toda a noite sendo velado por milhares de pessoas, num clima de muita tensão e revolta. Os teatros cariocas, ao tomarem conhecimento do assassinato, suspenderam seus espetáculos e convocaram os expectadores a participarem do velório.

O enterro do estudante foi acompanhado por mais de cinquenta mil pessoas, cujo cortejo percorreu várias ruas do Rio de Janeiro, recebendo a solidariedade da população por onde passava. Iniciava-se, naquela oportunidade, em todo o Brasil, um período de grande agitação que perdurou por todo o ano de 1968.

Em João Pessoa os estudantes do Liceu realizaram comício relâmpago em frente ao colégio, na Avenida Getúlio Vargas, no momento em que Édson Luís era sepultado. Discursos inflamados das lideranças estudantis paraibanas defendiam a decretação de uma greve geral em solidariedade ao movimento paredista que sinalizava acontecer em todo o Brasil. A manifestação foi improvisada pelos alunos do curso noturno do Liceu, mas logo recebeu a adesão de outros educandários e dos que frequentavam as escolas no período diurno.

A vida brasileira foi incendiada por sucessivos acontecimentos que envolviam não só estudantes, mas também os intelectuais e as organizações sindicais. Na Paraíba não foi diferente. Os estudantes nas ruas e a repressão do governo acontecendo, de forma violenta, constituíram=se marcos históricos do enfrentamento à ditadura militar em nosso Estado.

O assassinato do estudante Édson Luís causou forte repercussão nos meios políticos. A Assembleia Legislativa da Guanabara, para onde o corpo foi levado e permaneceu até a hora do sepultamento, abriu sessão em caráter extraordinário com sucessivos e exaltados discursos dos parlamentares em solidariedade aos estudantes que ocupavam as escadarias do edifício, na Avenida Floriano Peixoto.
Osmar de Aquino em discurso na Câmara Federal, afirmou: “A juventude que tem sido a grande vanguarda da libertação nacional, tem sido vítima de uma real perseguição. É a luta do velho contra o novo, do reacionarismo mais primário contra o futuro”. Na Paraíba, o deputado estadual Mário Silveira em discurso declarou: “Esses arreganhos de prepotência, esses insultos ao direito do homem e do cidadão, são uma prova de que este dispositivo montado em 1964 está sofrendo um processo de decomposição”.

A comoção nacional continuava. As agitações estudantis deixavam o governo em regime de alerta. O movimento ganhava apoio importante de parcelas da sociedade que passavam a reconhecer os estudantes como seus representantes nas manifestações de oposição ao regime. A tragédia do Calabouço potencializou a insatisfação geral contra a ditadura.

www.reporteriedoferreira.com.br    Rui Leitão