Bolsonaro diz que Fachin, Barroso e Moraes ‘infernizam o Brasil’

Presidente pediu para que a Procuradoria-Geral da República investigue ministro do Supremo Tribunal Federal pelos mesmos fatos arquivados pela Corte

Presidente Jair Bolsonaro
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 26/04/2022

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, alvo de inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os ministros da Corte Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e  Alexandre de Moraes “infernizam o Brasil”. A declaração, em tom de campanha, foi dada em entrevista divulgada pelo Correio da Manhã .

“Temos três ministros que infernizam, não é o presidente, mas o Brasil: Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes. Esse último é o mais ativo”, afirmou Bolsonaro em trecho da entrevista.

Na terça-feira, Bolsonaro apresentou uma ação no STF contra Moraes . O ministro conduz inquéritos no Supremo que investigam, entre outras pessoas, o presidente por suspeita de espalhar fake news e atacar as instituições.

A investida de Bolsonaro contra Moraes foi arquivada pelo ministro Dias Toffoli , do STF, que negou o prosseguimento da notícia-crime com o argumento de que os fatos descritos na ação não trazem indícios de possíveis delitos cometidos por Moraes.

No mesmo dia, Bolsonaro entrou com um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar Moraes pelos mesmos fatos arquivados pelo Supremo.

Nessa quinta-feira, Moraes e Bolsonaro ficaram frente a frente durante evento no Tribunal Superior do Trabalho . Os dois trocaram apertos de mão durante a cerimônia. Pouco depois, Moraes foi longamente aplaudido pelo público e convidados, exceto por Bolsonaro.

Antes de cumprimentar Bolsonaro, Moraes afirmou que a Justiça Eleitoral tem “vontade de democracia e coragem” para combater quem é contrário aos ideais constitucionais e republicanos.

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos , o presidente tenta, com os ataques ao STF, mobilizar os seus apoiadores mais fiéis. A última grande aposta do chefe do Executivo foi o perdão concedido ao deputado federal Daniel Silveira , condenado pelo STF por ameaças e incitação à violência contra ministros da Corte.

Bolsonaro também tem apostado em lançar suspeitas, sem provas, sobre as urnas eletrônicas . O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, tem rebatido os ataques do presidente . O magistrado disse recentemente que “quem duvida do processo eleitoral é porque não confia na democracia” e que “quem defende ou incita a intervenção militar está praticando ato de afronta à Constituição e à democracia”.

Na mesma entrevista, o presidente afirmou que “não esperava” que o presidentedo Senado, Rodrigo Pacheco , “fosse ser tão parcial” e disse que o senador protege o Supremo. Bolsonaro foi questionado se havia se arrependido de apoiar a candidatura de Pacheco para a presidência da Casa, mas não respondeu.

“Eu não vou negar que apoiei (Pacheco para presidente do Senado). Eu não esperava que ele fosse ser tão parcial como ele está sendo ultimamente. Não quero atrito com ele, mas uma parcialidade enorme. Eu vejo na mídia e ele diz que está protegendo o Supremo. Não é atribuição nossa proteger o outro Poder, é tratar com dignidade e isenção, como propriamente diz a nossa Constituição. E o Poder mais forte no momento da República é o Supremo”, afirmou Bolsonaro.

Por

Agência O Globo



DESFAÇATEZ NORTEAMERICANA ; Por Gilvan de Brito 

DESFAÇATEZ NORTEAMERICANA
; Por Gilvan de Brito
Os editores dos jornais da grande imprensa dos Estados Unidos mudaram o critério utilizado na apuração dos resultados da Olimpíada, ao desconsiderar o ouro como referência para os primeiros lugares e adotar, doravante, a soma das medalhas. Essa seria a única forma de se manter na primeira colocação, porque a China, em primeiro lugar pela contagem do ouro (34) se mantém à frente dos EUA, com 29.
Com a nova contagem: 91 dos EUA (34 de ouro, 24 de prata e 16 de bronze), assumiram a ponta, seguido pela China com 74 medalhas (34 de ouro, 24 de prata e 16 de bronze).
A Rússia com 56 ficaria em terceiro, a Grã-Bretanha ficaria em quarto com 51 e o Japão, o mais prejudicado, cairia para sexto. Nesse novo critério o Brasil, com 16 medalhas (4 de ouro) superaria apenas Cuba (5 de ouro) , com 12. A cara-de-pau dos americanos tem sido criticada em todo o mundo por não saberem perder com dignidade.
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Brasil atinge 600 mil mortes por Covid com pandemia em desaceleração

O Brasil chegou a 600.077 mortos pela Covid, divulgou o consórcio de veículos de imprensa em boletim extra na tarde desta sexta-feira (8). Em casos confirmados, são 21.893.752.

A marca é atingida num momento em que a pandemia está em desaceleração no país. A média de mortes diárias está em 438, o menor número desde novembro do ano passado, e em queda.

Essa desaceleração se expressa também no tempo que a doença levou para tomar mais 100 mil vidas ao Brasil desde que atingimos a trágica marca de 500 mil mortes: foram 111 dias, o dobro dos 51 dias que o país levou para passar de 400 mil para 500 mil óbitos.

Naquele o momento, morriam em média 2 mil brasileiros por dia – mais de quatro vezes a média atual. Em abril deste ano, pior momento da pandemia, a média passou de 3 mil mortos por dia.

  • 1ª morte: 12/3/2020
  • 100 mil mortes: 8/8/2020 (149 dias depois)
  • 200 mil mortes: 7/1/2021 (152 dias)
  • 300 mil mortes: 24/3/2021 (76 dias)
  • 400 mil mortes: 29/4/2021 (36 dias)
  • 500 mil mortes: 19/6/2021 (51 dias)
  • 600 mil mortes: 8/10/2021 (111 dias)

Mas, apesar de o número de vítimas do vírus ter despencado nos últimos meses, o Brasil ainda é o 3º país com a maior média diária de novas mortes, atrás apenas de Estados Unidos e Rússia.

O país também mantém a marca de ser o que mais registrou vítimas da pandemia em 2021 no mundo: já foram registradas 405 mil mortes por Covid-19 neste ano, mais do que Estados Unidos e Índia e quase o mesmo que todos os 27 países da União Europeia somados.

Rio de Paz estendeu lenços brancos em Copacabana em memória das vítimas da Covid na manhã desta sexta-feira (8). — Foto: Reprodução/TV Globo

Rio de Paz estendeu lenços brancos em Copacabana em memória das vítimas da Covid na manhã desta sexta-feira (8). — Foto: Reprodução/TV Globo

Por que o cenário melhorou?

Especialistas atribuem a melhora do cenário à vacinação (veja, no vídeo abaixo, como a média móvel de mortes variou à medida que a vacinação avançou).

O Brasil já tem 69% da população vacinada com ao menos uma dose e 45%, totalmente imunizada. Além disso: todos os estados e o DF estão com mais da metade da população parcialmente imunizada e três deles –Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo– têm mais de 50% de sua população com o esquema vacinal completo.

600 mil mortes: veja a variação da média móvel e da vacinação no país

600 mil mortes: veja a variação da média móvel e da vacinação no país

No contexto mundial, país está em 59º no ranking proporcional (que leva em consideração o número de doses aplicadas em relação à população), com 113 doses aplicadas a cada 100 habitantes. Em termos relativos, estamos atrás de países como Cuba (190), Uruguai (181), Chile (170), El Salvador (119), Panamá (119), Equador (116) e Argentina (115).

Ou seja, mesmo com os avanços, os especialistas alertam que a pandemia ainda não acabou.

“Apesar de 300, 400 mortes por dia ser muito abaixo do que vimos recentemente, ainda é um número muito elevado de óbitos diários. Nenhuma possibilidade pode ser descartada, mesmo com metade da população completamente vacinada ainda, podemos ter novas tragédias”, afirma Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Para Helena Brigido, vice-presidente da Sociedade Paraense de infectologia e mestre em Medicina Tropical, o controle viral que poderia trazer “controle” da pandemia, ocorrerá quando as possibilidades de infecção forem mínimas.

“Temos milhões de brasileiros ainda sem vacina nas diversas regiões do país. Além disso, ainda não ocorre vacinação ampla e as crianças também ainda não têm vacina. E mesmo em uma proporção menor, ainda estamos tendo muitos casos de Covid.”

Por conta disso e da variante delta, ela acredita que “é possível ocorrer infecções em idosos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades que ainda não fizeram a terceira dose e/ou naqueles que nunca foram vacinados”.

A queda de casos e mortes para Helena ocorre pela “combinação entre imunidade natural, ou seja, pessoas que já tiveram a doença e ainda têm anticorpos, e pela imunidade passiva, aquela ocorrida pela proteção da vacina.”

Por mais que números menores de mortes possam dar alento para retornarmos para a normalidade e pensar em encontrar a família e os amigos nas festas de final de ano, os especialistas alertam que ainda é muito cedo para começar a dispensar cuidados contra a Covid, como o uso de máscaras e o distanciamento social, por exemplo.

“A pandemia é dinâmica e tudo isso vai depender do momento em que estivermos vivendo quando essas festas chegarem. Podemos planejar essas festas, mas dependendo da situação epidemiológica do país no momento, essas festas podem não acontecer. Ainda estamos caminhando na cobertura vacinal e precisamos de uma cobertura vacinal forte de segunda dose, e ainda não é o caso”, explica Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Weissman concorda: “A situação da pandemia no país é muito melhor do que em outros tempos, mas não se pode abusar. O vírus e as variantes de preocupação continuam em circulação e, dessa maneira, pessoas suscetíveis, que ainda não estejam totalmente protegidas, podem ser infectadas.”

Por g1




Brasil trabalha para receber Mundial de Clubes em 2021

Foto: David Ramos – FIFA/FIFA via Getty Images

Depois do Japão abrir mão de sediar o Mundial de Clubes de 2021, o Brasil trabalha e o Rio de Janeiro pode surgir com uma das cidades para receber o campeonato marcado para dezembro deste ano. Segundo secretário de Fazenda e de Planejamento do Rio de Janeiro, Pedro Paulo (DEM), a cidade avalia a chance de candidatura. A declaração foi dada na quinta-feira (16/9), em entrevista a “Bandnews”.

“A gente acredita que a volta do público com os protocolos sendo seguidos, como o próprio secretário de saúde Daniel Soranz acompanhou, com responsabilidade, é possível voltar de forma ordeira. Não tenho dúvidas de que a estratégia estabelecida pelo prefeito Eduardo Paes e pela Prefeitura, é de retorno responsável não só do Maracanã, como do Engenhão também. E o Rio de Janeiro (fica) aberto para trazer novos eventos esportivos para a cidade”, revelou o secretário.

Pedro Paulo destacou que a prefeitura da cidade já conversa com o Flamengo, que administra o Maracanã, além da CBF e a Fifa para que a cidade receba o torneio.

O Rio de Janeiro pode voltar a receber a competição após 21 anos. Em 2000, a cidade teve uma edição que terminou com o Corinthians campeão diante do Vasco.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Mary Simon




Fim do jejum: Argentina supera o Brasil na final e conquista a Copa América

Vitória por 1 a 0 sobre a seleção brasileira marca a primeira conquista de Messi pela seleção principal

Argentina conquista a Copa América

Instagram/Conmebol

Argentina conquista a Copa América

Em uma decisão marcada pela desorganização no Maracanã, com pessoas aglomeradas em portões que dão acesso ao estádio para conseguir a credencial para assistir ao jogo das arquibancadas, Brasil e Argentina protagonizaram uma final de Copa América com muita rivalidade, discussões e lances com emoção.

Apesar de toda a garra dos brasileiros, o título acabou ficando com os argentinos, marcando a primeira conquista de Lionel Messi com a sua Seleção. O gol do título foi marcado por Di Maria, após bobeada de Renan Lodi, ainda no primeiro tempo.

A seleção brasileira começou melhor no jogo, tendo a posse de bola e se impondo diante dos argentinos. Aos oito minutos, a equipe de Tite mostrou o cartão de visita com uma jogada ensaiada. Renan Lodi arremessou para Richarlison, que, de costas, serviu a Neymar. Ele entrou na área com a bola, mas perdeu o controle e foi desarmado.

Instantes depois, os brasileiros chegaram com perigo mais uma vez. Renan Lodi foi acionado na esquerda, mas o passe de Neymar saiu forte demais. O lateral brasileiro se esticou, deu carrinho para pegar e cruzou na área para Richarlison, e o atacante quase conseguiu chutar a gol.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por O Dia




Apresentador da Band afirma que Copa América não será mais realizada no Brasil; Conmebol nega

O apresentador José Luiz Datena afirmou hoje que a Copa América não deve mais ser realizada no Brasil.

A notícia foi dada na Rádio Bandeirantes. Enquanto o apresentador Milton Neves entrevistava o ex-zagueiro Neto, sobrevivente da tragédia envolvendo a Chapecoense em 2016, o colega pediu um espaço para confirmar a informação.

Apesar de pedir cautela, já que o cancelamento ainda não é oficial, ele afirmou que a notícia da não realização do torneio teria sido passada por fontes que já foram ligadas ao Governo Federal.

A informação do cancelamento, por sua vez, foi negada pela Conmebol. “A Copa América se joga no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro participou de uma reunião ontem à noite e deu todo o apoio do governo brasileiro ao torneio”, afirmou em nota.

Vale lembrar que a disputa no Brasil foi confirmada após as desistências de Colômbia e Argentina. Porém, o torneio tem enfrentado oposição de atletas e especialistas da área sanitária. Boa parte dos jogadores defendem que a disputa deve ser cancelado ou adiado. A crise, aliás, pode ocasionar um pedido de demissão do técnico Tite, logo após a partida diante do Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa.

www.reporteriedoferreira.com.br /iG




Generais críticos a Bolsonaro não descartam impeachment e articulam terceira via

Generais veem Bolsonaro minado por erros cometidos durante a pandamia

À espera de Mourão
Vasconcelo Quadros

À espera de Mourão

Em 27 meses no cargo, o general Hamilton Mourão construiu uma trajetória bem diferente da dos vices nos últimos 60 anos. Ele tem atribuições de governo e comanda efetivamente nichos importantes da política ambiental e de relações exteriores. É, por exemplo, mediador de conflitos com a China, processo iniciado com um encontro com o presidente do país, Xi Jinping, em 2019, restabelecendo a diplomacia depois de duros ataques feitos por Jair Bolsonaro ainda na campanha.

Mourão esforça-se para não parecer que conspira, mas é visto por militares e especialistas ouvidos pela Agência Pública como um oficial de prontidão diante de uma  CPI que pode levar às cordas o presidente Jair Bolsonaro pelos erros na condução da pandemia.

“Como Bolsonaro virou um estorvo, os generais agora querem colocar o Mourão no governo”, diz o coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge de Souza, um dos poucos oficiais das Forças Armadas a criticar abertamente o grupo de generais governistas que, na sua visão, “dá as ordens” e sustenta o governo de Bolsonaro.

Ex-assessor especial do general Carlos Alberto Santos Cruz na missão de pacificação no Haiti, Jorge de Souza está entre os militares que enxergam o movimento dos generais como uma aposta num eventual impeachment e ascensão de Mourão – que, por sua vez, tem fechado os ouvidos para o canto das sereias.

“Mourão jamais vai ajudar a derrubar Bolsonaro para ocupar a vaga. O que ele pode é não estender a mão para levantá-lo se um fato grave surgir. Honra e fidelidade são coisas muito sérias para Mourão”, diz um general da reserva que conviveu com o vice-presidente, mas pediu para não ter o nome citado.

A opção Mourão é tratada com discrição entre os generais que ocupam cargos no governo. Três deles, Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional, o GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), formam o núcleo duro fechado com o presidente. Os demais, caso a crise política se agrave, são uma incógnita. Mas são vistos como mais acessíveis à influência dos generais da reserva que romperam com Bolsonaro e articulam a formação de uma terceira via pela centro-direita.

“O que fazer se a opção em 2022 for Lula ou Bolsonaro? É sentar na calçada e chorar”, afirma à Pública o general Sérgio Etchegoyen, ex-ministro do GSI no governo Michel Temer (MDB).

Embora se recuse a fazer críticas ao presidente, Etchegoyen acha que os sucessivos conflitos entre Executivo e Judiciário criaram no país um quadro grave de “instabilidade e incertezas”, que exigirá o surgimento de lideranças mais adequadas à democracia.

General Sérgio Etchegoyen, ex-ministro do GSI no governo Michel Temer

“O Brasil não precisa de um leão de chácara. Precisa de alguém que conheça a política e saiba pacificar o país”, diz o general.

O ex-ministro sustenta que 36 anos depois do fim do regime militar, com a democracia madura, a reafirmação do compromisso das Forças Armadas contra qualquer aventura autoritária a cada surto da política tornou-se desnecessária e repetitiva. E cutuca a imprensa: “Alguém ensinou um modelo de análise à imprensa em que a possibilidade de golpe está sempre colocada”, diz, referindo-se à crise provocada por Bolsonaro na demissão de Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e dos comandantes militares. Para ele, a substituição é parte da rotina de governo e das crises decorrentes da política. “Ministros são como fusíveis que podem queimar na alta tensão da política. Quem não tiver vocação para fusível que não vá para o governo”, afirma.

Generais articulam terceira via para eleição

As articulações por uma terceira via são comandadas por generais da reserva, que já ocuparam cargos em governos e, até o agravamento da pandemia do coronavírus, se encontravam com frequência em cavalgadas no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), sede dos Dragões da Independência, grupamento do Exército sediado no Setor Militar Norte de Brasília, encarregado de guarnecer o Palácio do Planalto.

Os ex-ministros Etchegoyen e Santos Cruz e o general Paulo Chagas, ex-candidato ao governo do Distrito Federal, embora em diferentes linhas, fazem parte do grupo. Têm em comum o gosto pela equitação e bom trânsito com o vice, que também gosta do esporte e frequentava o 1º RCG ao lado de outros generais, o ex-comandante do Exército Edson Pujol e civis como Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa, ex-PCdoB, hoje pré-candidato à presidência em 2022 pelo Solidariedade.

Mourão defende Exército e “vai ficar na cara do gol”

Nas ocasiões em que foi sondado para substituir Bolsonaro diante da probabilidade de impeachment ou para se colocar como terceira via, Mourão rejeitou as duas hipóteses. Segundo fontes ouvidas pela Pública , ele “não se furtaria” a assumir, mas só o faria dentro de limites constitucionais, ou seja, em caso de vacância no cargo.

“O Mourão se impôs um limite ético para lidar com a política. Não disputará contra Bolsonaro e nem imporá desgaste a ele. É um homem de visão de mundo diferenciada, entende muito do que fala, compreende o país e tem trânsito confortável na política externa. Seu perfil não é do interesse do presidente e nem oposição”, avalia a fonte próxima ao vice.

Em entrevista à TV Aberta, de São Paulo, na quinta-feira, 22 de abril, Mourão disse que, por lealdade, não disputará com Bolsonaro em 2022 e apontou como seu horizonte a candidatura ao Senado ou simplesmente a aposentadoria. Em janeiro, quando veio à tona notícia sobre um assessor parlamentar da vice-presidência que falava com chefes de gabinete de vários deputados sobre a necessidade de se preparar para um eventual impeachment, Mourão o demitiu, marcando sua postura pública sobre a questão.

Mourão diz que, por lealdade, não disputará com Bolsonaro em 2022

Crítico corrosivo de Bolsonaro e um dos mais empenhados na construção da terceira via, o general Paulo Chagas vê Mourão como um reserva preparado tanto para um eventual impeachment quanto como nome viável pela terceira via. “Benza Deus que ele aceite! Mourão tem toda capacidade para colocar ordem na casa democraticamente, mas isso agora não interessa ao presidente nem à oposição, que quer ver Bolsonaro sangrar até o fim do governo”, diz.

O coronel Jorge de Souza pensa diferente. “Mourão não vai em bola dividida. Ficará na cara do gol”, afirma, referindo-se ao provável desgaste que Bolsonaro enfrentará com o avanço da CPI da Covid, o que, na sua opinião, poderá desengavetar um dos mais de cem pedidos de impeachment parados na Câmara.

Nesta segunda, 26 de abril, em entrevista ao jornal Valor Econômico , o vice defendeu a caserna e antagonizou mais uma vez com Bolsonaro. Afirmou que o Exército não pode ser responsabilizado pela atuação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. E disse que chegou a aconselhar o ex-ministro a deixar o serviço da ativa quando ele assumiu o combate à pandemia. À tarde, logo depois de ter recebido a segunda dose da vacina Coronavac, se recusou a falar sobre a CPI. “Isso aí não tem nada a ver comigo. Sem comentários”, desvia-se.

A CPI deve pegar Bolsonaro em pontos frágeis: o insistente apelo à população pelo uso de medicação sem eficácia, o boicote ao distanciamento social, a falta de remédios para intubação e de oxigênio para UTIs, a recusa em comprar vacina a tempo de evitar o espantoso aumento de mortes e a demora em prover a saúde de insumos necessários ao combate à pandemia.

Reforça as acusações – 23 delas listadas pelo próprio governo em um documento encaminhado a todos os ministérios – um pedido de impeachment da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no qual um parecer do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto sustenta existirem indícios fortes de crime de responsabilidade cometido pelo presidente. O parecer afirma que Bolsonaro sabotou as medidas que poderiam aliviar a tragédia, o que acabou transformando o vírus numa espécie de arma biológica contra a população. A OAB entretanto ainda não protocolou o pedido, e pode fazê-lo em pleno vigor da CPI.

Bolsonaro não conseguiu barrar a CPI e ainda terá de enfrentá-la em desvantagem, já que o controle da investigação, pelo acordo fechado, será exercido pela oposição.

“A CPI vai render manchetes diárias, mostrará nomes, extratos, vai revolver a política”, alerta o general Etchegoyen, com a experiência de quem teve sob seu controle a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e enfrentou as muitas crises do governo Temer.

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França suspende voos com o Brasil por conta da Covid-19

Foto: Etienne Laurent

A França vai suspender todos os voos com o Brasil, disse o primeiro-ministro francês, Jean Castex, ao Parlamento do país.

“Tomamos conhecimento de que a situação está piorando e decidimos suspender todos os voos entre a França e o Brasil até segunda ordem”, afirmou Castex.

Vários importantes médicos franceses vinham pedindo há dias que o governo do país suspendesse todo o tráfego aéreo com o Brasil.

Há um mês, o ministro da Saúde da França, Olivier Verán, disse que cerca de 6% dos casos de covid-19 no país eram de variantes mais contagiosas do coronavírus originadas no Brasil e na África do Sul.

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Pandemia no Brasil trava voos com insumos para vacinas, diz diretor da Fiocruz

A produção de imunizantes da Fiocruz contra a Covid-19 corre risco de ser suspensa

Órgão admite impacto na produção
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Órgão admite impacto na produção

O aumento de casos e mortes por Covid-19 no Brasil começa a impactar o planejamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para a produção de vacinas contra a Covid-19. Isso porque a crise sanitária já trava voos com insumos para vacinas.

A informação foi revelada por Maurício Zuma, diretor da Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz que produz a vacina Oxford/AstraZeneca, em entrevista ao site Uol, publicada nesta sexta-feira (2).

“Temos produzido imunizantes apesar dos cancelamentos de voos com suprimentos. Além da enorme demanda internacional por esses produtos, existem empresas que atualmente não querem viajar para o Brasil. Isso nos faz acender o ‘alerta amarelo’ para possíveis faltas de materiais”, disse Zuma.

Zuma afirmou que a produção da vacina de Oxford/AstraZeneca na unidade de Bio-Manguinhos pode ser impactada pelos cancelamentos de voos.“Hoje, nos esforçamos para trazer volumes maiores de cargas e evitar a escassez desses produtos. Mas, se tivermos cancelamentos desse tipo à frente, quando a produção [de vacinas] for maior, teremos problemas”, disse.

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Paralimpíada: Brasil classifica quatro esgrimistas para Tóquio

Imagem ilustrativa – (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Confederação Brasileira de Esgrima (CBE) informou nesta quinta-feira (1) que o Brasil tem quatro atletas da esgrima em cadeira de rodas classificados para a Paralimpíada de Tóquio (Japão). As vagas, definidas pelo ranking mundial da modalidade, serão oficializadas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) em junho.

Os representantes em Tóquio serão Carminha Oliveira na categoria A (amputados ou coParalimpíadam limitação de movimento, mas com mobilidade no tronco) e Jovane Guissone, Mônica Santos e Vanderson Chaves na categoria B (esgrimistas com menor mobilidade no tronco e equilíbrio). Segundo a CBE, mais três brasileiros podem se classificar de acordo com as variáveis para preenchimento de vagas restantes para equipes nos Jogos: Alex Sandro Souza, Fabiana Soares e Moacir Ribeiro, todos na categoria A.

A situação dos brasileiros foi definida após a Federação Internacional de Esportes para Cadeirantes e Amputados (IWASF, na sigla em inglês) cancelar a Copa do Mundo (marcada para São Paulo, em abril) e decidir que os Campeonatos Regionais das Américas (também cancelado, seria na capital paulista, em maio), da Europa e da Ásia não contariam na classificação paralímpica. Segundo a entidade, as incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) foram determinantes. O ranking mundial, que fecha em 31 de maio, não será mais alterado.

“Estou um pouco ansioso, devido a essa pandemia, que não passa. Treino todos os dias, tentando, cada vez mais, deixar a minha esgrima mais madura. Nesse ano, é diferente do Rio [de Janeiro, em 2016]. Estou muito bem preparado, sem lesões. Só estou esperando os Jogos para fazer o meu melhor”, disse Jovane, medalhista de ouro na Paralimpíada de Londres (Reino Unido), em 2012, em depoimento ao site da CBE.

O campeão paralímpico competirá nas provas de florete e espada em Tóquio, assim como Carminha, que estará nos Jogos pela primeira vez na carreira. Mônica e Vanderson, por sua vez, classificaram-se nas disputas de florete e sabre. Ambos representaram o país em 2016, no Rio.

“É uma honra representar o Brasil novamente no maior evento paralímpico do mundo. Fico muito feliz por conseguir a vaga. Na minha primeira Paralimpíada, fui um dos atletas convidados após a Rússia ser banida. Ir para os Jogos de Tóquio com a minha própria vaga garantida é uma sensação de dever cumprido”, destacou Vanderson, também à CBE.

Com as classificações da esgrima, o Brasil chega a 113 lugares paralímpicos em Tóquio, entre modalidades individuais e coletivas. Na semana passada, o país obteve quatro vagas no tiro com arco durante o Parapan-Americano de Monterrey (México).

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