LEGISLAÇÃO PENAL – APOLOGIA  AO CRIME OU TOLERÂNCIA?   Por Francisco Nóbrega dos Santos.

      LEGISLAÇÃO PENAL – APOLOGIA  AO CRIME OU TOLERÂNCIA?  

Por Francisco Nóbrega dos Santos.

 

O Código Penal Brasileiro, editado na década de 30, após longas viagens de idas e voltas à apreciação do Poder Legislativo, foi sancionado pelo Executivo em 1940. Daí, naturalmente elaborada sob a égide de uma constituição outorgada no final dos anos 30, época em que predominava o poder dos senhores feudais.

 As  normas do País, necessárias  a qualquer nação, trazia no seu corpo alguns ranços  de uma semidemocracia,  perdurando sua eficácia até décadas passadas, sofrendo, naturalmente, algumas mudanças que se tornavam naturais em razão  da evolução do tempo e desenvolvimento útil no avanço da tecnologia e do interesse humano.

O costume, em consonância com a natural evolução do direito, migrou para outras constituições que sucederam variadas Cartas Constitucionais que já sofriam os reflexos do casuísmo e do corporativismo, de onde  se vislumbrava a distinção entre direitos e obrigações. E, naturalmente, os doutrinadores e os jurisconsultos, no alcance teleológico distinguiam as duas prerrogativas. Porém, no seu sentido conotativo, nasceu a interpretação na ótica dos estudiosos: externada assim: “direitos e obrigações, respectivamente para ricos e para  pobres; para  governantes e governados;

 E essa filosofia que outorgava a liberdade (ou liberalidade) aos senhores feudais, em detrimento dos enfiteutas, na interpretação dos postulantes ou incrédulos:, condições que se traduziam (ou se traduzem) numa regra implícita: todos são iguais perante a lei, desde que tenham terras no Brasil e capital no exterior. Em síntese semântica: – faz nascer na mente dos leigos ou autodidatas:“ manda quem pode – obedece quem tem Juízo. E tudo isso foi se firmando na doutrina da conveniência e persistem até os dias atuais. Refrescando a memória dos que lidam com o direito é de observar que a aplicação da lei embasa-se em uma bifurcação, pois existem muitos conflitos jurisprudenciais, que fazem com que o processo, de modo particular, o penal, venham  sofrer a interpretação deletéria.

 Observa-se que alguns apenados têm o infortúnio de se eternizar no cárcere pela prática de um crime comum, enquanto outros, acolhidos pelo princípio constitucional do Processo Legal e ampla defesa e nessa ótica  vários processos penais  ficam enclausurados nas estantes da Justiça a espera da morte trienal, quinquenal  ou decenal; outros, julgados em instância única aguardam o veredito da Instância Divina, pois a lei, como uma norma abstrata é para todos; o direito, por se aplicar ao caso concreto é feito para poucos e, por fim,  a justiça que reúne a objetividade da lei e a subjetividade do direito, está ao alcance de raros.

Qualquer país, seja da Europa ou de outro continente, tem uma legislação penal rígida. Impositiva e, em alguns casos, dogmática. Os Países Muçulmanos adotam normas penais, muitas delas, retrógradas e anacrônicas, mas são severas com o crime.

No Brasil a Legislação que trata sobre delitos, são por demais condescendentes com os crime e suaves na aplicação de penas, além de conservar um benevolência, ainda amparada pela flexibilidade protetora, estrategicamente nos direitos fundamentais da Constituição, dentre essas bondades,  onde um condenado pelo mais hediondo dos crimes, dentre esses, o genocídio, implicitamente externado no tráfico de drogas, porém a hermenêutica da conveniência, permite que não exista diferença entre os crimes hediondos e os crimes comuns.

Basta uma simples visão nos indultos do Natal, quando se manda prá casa, grandes traficantes, que se reencontram com o rentável mercado de trabalho premiando esses facínoras com oportunidade de reativar o caos  e delegar mais poderes aos componentes desses grupos letais.  

             Recordo-me muito bem quando um saudoso competente advogado pronunciava a seguinte frase; A LEI É COMO RAMA DE MAXIXE – PRA ONDE ARRASTAR ELA VAI”. Enfim, a maioria dos legisladores, para salvar a pele e preservar a espécie, casuisticamente deixam tudo como está, ao que se deduz: “A lei é forte prá quem fraco e dura prá quem é mole”. Quem ousa mudar esse conceito? 

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Por Francisco Nóbrega dos Santos.  Jornalista- advogado e escritor




Brasil perde para o Uruguai nos pênaltis e está eliminado da Copa América

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Brasil perde para o Uruguai nos pênaltis e está eliminado da Copa América

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Jogada10

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Brasil perde para o Uruguai nos pênaltis e está eliminado da Copa América
Reprodução / Instagram Copa América

Brasil perde para o Uruguai nos pênaltis e está eliminado da Copa América

Em jogo de fraco nível técnico e muito truncado, o Uruguai venceu o Brasil, nos pênaltis, por 4 a 2, após 0 a 0 no tempo normal, na noite deste sábado (06). Com o resultado, a Celeste garantiu presença na semifinal da Copa América. No tempo regulamentar, o clássico realizado no Allegiant Stadium, em Las Vegas, teve placar em branco e fez justiça ao mau futebol das duas seleções. Afinal, foram muitas faltas e raros chutes no alvo. Nas penalidades, Ugarte perdeu uma cobrança para os uruguaios. Mas o Brasil perdeu com Militão e Douglas Luiz.

Na semifinal, o Uruguai enfrentará a Colômbia, que arrasou o Panamá, neste sábado, por 5 a 0. Este duelo será na quarta-feira (10), no Bank Of America Stadium, em Charlotte, na Carolina do Norte. Já a outra semifinal, entre Argentina e Canadá, ocorrerá na terça-feira no Metlife Stadium, em Nova Jersey. A grande final da Copa América será no domingo (14), em Miami.

Primeiro tempo truncado

O jogo começou truncado, com faltas e muitos estudos, mas com o Uruguai tomando mais a iniciativa e construindo as duas primeiras chances de gol. Aos poucos, o Brasil foi equilibrando o jogo e teve a primeira chance com Endrick, que recebeu na área um presente de Viña. Poderia, dentro da área, chutar a gol. Porém, resolveu rolar para Raphinha, que acabou bloqueado.

Depois dos 30 minutos o jogo ficou mais aberto. Aos 34, Darwin Núñez perdeu na cara de Alisson, cabeceando por cima, No minuto seguinte, Raphinha entrou livre na área, mas chutou em cima de Rochet. O Uruguai errava nas saídas de bola e o Brasil, mesmo sem fazer um grande jogo, era rápido no ataque e poderia ter saído do primeiro tempo em vantagem nesta etapa em que o Uruguai não teve nenhuma bola na direção do gol e ambos os times ficaram com menos de 70% de passes certos.

Uruguai com dez. Mas Brasil não aproveita

Na etapa final, o jogou ficou aida mais faltoso. Para se ter ideia, em certo momento, o scout apontava apenas 40% de bola em movimento. O Brasil seguia sem criatividade. Mas, aos 29, o time canarinho ficou com um a mais. Nandez entrou no tornozelo de Rodrygo, levou amarelo, mas o VAR chamou o árbitro e o cartão passou a ser vermelho. Bielsa tirou dois atacantes e reforçou o meio de campo, já focando em um empate e possível decisão por pênaltis, que foi o que ocorreu. O Brasil, mesmo com um a mais e substituições tardias, não finalizou. Enfim, decisão nas penalidades. E deu Uruguai: 4 a 2.

Pênaltis

Para o Uruguai: Valverde, Bentancur, Arrascaeta e Ugarte acertaram; Alisson defendeu a cobrança de Giménez.
Para o Brasil: Andreas Pereira e Martinelli acertaram; Rochet defendeu a cobrança de Militão; Douglas Luiz chutou na trave.

URUGUAI 0 X 0 BRASIL (nos pênaltis, Uruguai 4 a 2)

Quartas de final da Copa América
Data: 6/7/2024
Local: Allegiant Stadium, Las Vegas (EUA)
URUGUAI : Sergio Rochet; Nández, Ronald Araújo (Giménez, 32’/1ºT), Mathías Olivera e Viña (Cáceres, Intervalo); Ugarte, Valverde e De La Cruz (Bentancur, 21’/2ºT); Facundo Pellistri (Varela, 32’/2ºT), Maximiliano Araújo e Darwin Núñez (Arrascaeta, 32’/2ºT). Técnico : Marcelo Bielsa.
BRASIL : Alisson, Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Guilherme Arana; João Gomes (Andreas, 36’/2ºT), Bruno Guimarães (Evanilson, 41’/2ºT) e Lucas Paquetá (Douglas Luiz, 36’/2ºT); Raphinha (Savinho, 36’/2ºT), Rodrygo (Martinelli, 41’/2ºT) e Endrick. Técnico . Dorival Júnior.
Gols : –
Árbitro: Dario Herrera (ARG)
Auxiliares : Juan P. Belatti (ARG) e Cristian Navarro (ARG)
VAR: Guillermo Pacheco (MEX)
Cartões amarelos : Ugarte, De la Cruz (URU); Paquetá, João Gomes (BRA)
Cartão vermelho : Nández (URU, 29’/2ºT)

 




Governo argentino desconhece paradeiro de brasileiros presentes no 8/1

A ministra de Segurança da Argentina, Patrícia Bullrich, declarou não ter recebido qualquer solicitação oficial de deportação

Por

iG Último Segundo

| Patricia Bullrich

Reprodução Youtube / Todo Noticias

Patricia Bullrich

Em pronunciamento neste sábado (8), o governo argentino negou ter qualquer informação sobre a participação de brasileiros nos incidentes antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro. Esses eventos, segundo relatos da Polícia Federal, teriam levado alguns indivíduos a buscar refúgio na Argentina .

Na sexta-feira (7), a PF anunciou a intenção de enviar um pedido de extradição de brasileiros condenados às autoridades argentinas.

A ministra de Segurança da Argentina, Patrícia Bullrich, declarou não ter recebido qualquer solicitação oficial e destacou a ausência de registros da entrada de brasileiros foragidos.

“Até o momento, não fomos informados sobre essa situação. Não há alertas vermelhos relacionados a essas pessoas”, afirmou Bullrich em uma entrevista à Rádio Mitre, da Argentina.

Ela acrescentou que, por enquanto, considera o pedido de extradição como “mera propaganda”. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, informou ao blog do Valdo Cruz que a solicitação será encaminhada na próxima semana.

“É uma coisa o Brasil solicitar a extradição, mas é necessário haver um processo judicial, uma condenação. É complicado requisitar a extradição sem uma base judicial sólida ou um alerta específico. Além disso, não dispomos de uma lista de brasileiros. Por enquanto, trata-se mais de propaganda do que de um fato jurídico”, esclareceu Bullrich.

Esta foi a primeira manifestação oficial do governo argentino após o anúncio da PF sobre o envio do pedido de extradição.

Operação Lesa Pátria

As investigações da operação Lesa Pátria revelaram que indivíduos fugitivos dos ataques à democracia buscaram abrigo na Argentina.

Autoridades argentinas identificaram cerca de 65 desses foragidos, nenhum dos quais passou pelos controles migratórios.

As investigações indicam que alguns fugitivos podem ter ingressado no país clandestinamente, inclusive escondidos em porta-malas de veículos. Outros atravessaram a fronteira a pé, pela ponte ou pelo rio Paraná. Todas as fugas ocorreram em 2024.

Essas descobertas surgiram após uma megaoperação da Polícia Federal na semana passada, que visava prender os envolvidos, incluindo alguns fugitivos, nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e danificadas.




8/1: Brasil vai pedir extradição de foragidos que estão na Argentina

Segundo investigadores da Operação Lesa Pátria, todos entraram no país vizinho sem passar pelo controle migratório

Por

Pedro Sciola de Oliveira

|Golpistas são detidos em ataque do 8 de Janeiro

Agência Brasil

Golpistas são detidos em ataque do 8 de Janeiro

O  governo federal vai pedir à Argentina a extradição de ao menos 65 foragidos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando a praça dos Três Poderes foi invadida e vandalizada. A informação foi publicada pelo g1 na noite desta quinta-feira (6).

De acordo com investigadores da Operação Lesa Pátria , eles deixaram o Brasil e buscaram refúgio no país vizinho em 2024. Uma parte deste grupo já foi mapeada pelas autoridades argentinas. Todos entraram no país sem passar pelo controle imigratório.

Para entrar no país vizinho, os golpistas teriam se escondido dentro de porta-malas de carros, segundo apontam as investigações. Outros atravessaram a fronteira através de uma ponte no rio Paraná.

Operação para prender foragidos

Mais cedo,  a Polícia Federal (PF) cumpriu 208 mandados de prisão preventiva em 18 estados e no Distrito Federal. A operação foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Do total dos capturados, 107 são foragidos. Até o momento, 49 foram capturados.

Segundo a Polícia Federal, os indivíduos envolvidos desrespeitaram ordens judiciais de cautela ou escaparam para o exterior com o intuito de evitar o cumprimento da pena.

Os recapturados hoje foram pegos no Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Paraná, além da capital federal.

Em São Paulo foram 15 presos; 7 no Distrito Federal; 7 em Minas Gerais; 5 no Paraná; 4 em Mato Grosso; 1 na Bahia; 1 em Goiás, 1 no Mato Grosso do Sul e 1 no Espírito Santo.

Os restantes foram incluídos na lista da Interpol e seguem sendo procurados pela Polícia Federal.

Na operação, os crimes investigados são: dano qualificado, associação criminosa, golpe de estado, incitação ao crime, destruição e deterioração.




Brasil é escolhido para ser a sede da Copa do Mundo Feminina de 2027

Gianni Infantino, presidente da Fifa, anuncia o Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 — Foto: REUTERS/Chalinee Thirasupa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, anuncia o Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 — Foto: REUTERS/Chalinee Thirasupa

O Brasil foi escolhido pela Fifa como sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027. O anúncio foi feito durante a madrugada desta sexta-feira (17) durante um congresso da federação em Bangkok, na Tailândia. Veja a lista de prováveis estádios mais abaixo.

Essa será a primeira vez na história que a competição será disputada na América do Sul. O Brasil já sediou duas copas masculinas, em 1950 e 2014.

Além do Brasil, Bélgica, Alemanha e Holanda também haviam apresentado uma candidatura conjunta. Já os Estados Unidos e o México desistiram da disputa em abril.

Durante o congresso desta sexta-feira, as comitivas tiveram 15 minutos para fazer uma apresentação final. O Brasil apostou na defesa da sustentabilidade, desenvolvimento esportivo, liderança feminina no futebol e direito das mulheres.

Além disso, segundo o ge, a campanha do Brasil propôs o uso de 10 estádios que foram palco de jogos da Copa de 2014, com abertura e final no Maracanã. No entanto, a programação pode ser alterada pela Fifa.

O slogan da candidatura brasileira foi “Uma Escolha Natural”. O processo foi apoiado pelo governo federal, que criou um grupo de trabalho em outubro de 2023 para ajudar na análise dos requisitos da candidatura.

Em fevereiro deste ano, uma comitiva de especialistas de várias áreas visitou o Brasil para uma análise técnica da candidatura. O país recebeu nota 4, em uma escala que vai até 5. Bélgica, Alemanha e Holanda receberam nota 3,7.

Na votação desta sexta-feira, o Brasil venceu por um placar de 119 votos a 78 para Bélgica, Alemanha e Holanda.

A última Copa do Mundo Feminina foi sediada na Austrália e na Nova Zelândia. A competição, disputada em agosto de 2023, consagrou a seleção da Espanha como campeã. O Brasil caiu ainda na fase de grupos.

Duda Pavão durante apresentação do Brasil no Congresso da Fifa, em Bangkok — Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

Duda Pavão durante apresentação do Brasil no Congresso da Fifa, em Bangkok — Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

Estádios

Veja os estádios que o Brasil propôs para a Copa de 2027:

  1. Maracanã (Rio de Janeiro)
  2. Neo Química Arena (São Paulo)
  3. Mineirão (Belo Horizonte)
  4. Mané Garrincha (Brasília)
  5. Arena Pantanal (Cuiabá)
  6. Arena Castelão (Fortaleza)
  7. Arena da Amazônia (Manaus)
  8. Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
  9. Arena de Pernambuco (Região de Recife)
  10. Arena Fonte Nova (Salvador)
Debinha marca para o Brasil contra a França pela Copa do Mundo de 2023 — Foto: Reuters

Debinha marca para o Brasil contra a França pela Copa do Mundo de 2023 — Foto: Reuters




Brasil declara ‘grave preocupação’ com ataque do Irã a Israel

Itamaraty cobrou ‘esforços’ para evitar ‘escalada’ na região

Por

Ansa

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Ataque de Irã em território israelense
Reprodução: Redes Sociais

Ataque de Irã em território israelense

O governo do Brasil expressou “grave preocupação” com o ataque de mísseis e drones do Irã contra Israel , em retaliação ao bombardeio à embaixada de Teerã em Damasco, na Síria.

“Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

“O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada”, acrescenta a nota

No comunicado, o Itamaraty também desaconselha “viagens não essenciais à região” e afirma que “monitora a situação dos brasileiros” na zona, “em particular em Israel, Palestina e Líbano, desde outubro passado”.




Brasil lidera ranking de jogos suspeitos de manipulação de resultados no futebol

Jogadores do Flamengo durante partida contra o Avaí pelo Campeonato Brasileiro de 2022, no Maracanã – Sergio Moraes – 12.nov.2022/Reuters

Tendo lidado no ano passado com uma investigação do Ministério Público de Goiás sobre a manipulação de resultados em jogos do Campeonato Brasileiro, o Brasil lidera o ranking de partidas no esporte com suspeitas de manipulação.

Segundo um relatório preparado pela consultoria global Sportradar, com sede na Suíça, de um universo de aproximadamente 9 mil partidas monitoradas no futebol brasileiro em 2023, em 109 delas, ou 1,21% do total, foram identificadas suspeitas de manipulação de resultados.

Para chegar aos jogos suspeitos, a consultoria se vale de uma ferramenta de inteligência artificial que indica aqueles em que há apostas esportivas relacionadas que fogem ao padrão do esporte. Após o apontamento feito com base nos algoritmos, os jogos passam por uma análise humana mais minuciosa que confirma os que devem ser classificados como suspeitos.

Segundo Marcel Belfiore, especialista em Direito Desportivo e sócio do escritório Ambiel Advogados, o Brasil legalizou as apostas em eventos esportivos no fim de 2018 e, por cerca de quatro anos, houve um aumento significativo da atividade de forma livre e ilimitada, sem que houvesse qualquer regulamentação do setor.

“Essa lacuna acabou criando um cenário sem a participação adequada do Estado na fiscalização e controle de irregularidades, que eram relegados apenas às próprias operadoras de apostas (casas de bet), igualmente vítimas dos manipuladores”, diz Belfiore.

Além disso, a sensação de impunidade, aliada à situação econômica de muitos atletas de pouca expressão, contribuíram para estimular a atividade de manipuladores no Brasil, que se aproveitam do extenso e variado cardápio esportivo nacional para realizar apostas em eventos cujo resultado já está comprometido, acrescenta o especialista.

Apenas em dezembro de 2023, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que regulamenta as apostas de alíquota fixa, como as chamadas bets. A proposta foi sancionada no dia 30 do mesmo mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No fim de janeiro, o governo criou a Secretaria de Prêmios e Apostas, que será responsável pela regulamentação e pelo monitoramento do mercado das bets e dos jogos online.

“A principal medida para reduzir o risco de manipulações é a regulamentação do setor. Com a regulamentação, o Estado arrecada e, consequentemente, passa a ter recursos para aparelhar os órgãos de controle e fiscalização”, diz Belfiore.

Embora tenha liderado o levantamento, que monitorou 118 competições da modalidade no país, o futebol brasileiro registrou uma queda de 29% nos jogos suspeitos de manipulação em 2023, na comparação com o ano anterior.

Foi a primeira redução desde 2020, com a regulamentação do setor e a investigação do MP contribuindo para coibir a prática, assinala o sócio do Ambiel Advogados.

A Operação Penalidade Máxima do Ministério Público demonstrou a existência de um esquema de manipulação de partidas de futebol para ganho ilícito em sites de aposta esportiva. Atletas eram aliciados para, por exemplo, cometer pênaltis ou tomar cartões de propósito.

Entre as partidas sob investigação, está o duelo entre Avaí e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 2022, que terminou com uma vitória por 2 a 1 do clube catarinense. O primeiro gol da partida, a favor do Flamengo, foi contra, marcado pelo zagueiro Wellington Nascimento.

Das partidas identificadas pela Sportradar com suspeitas de manipulação, 15 foram disputadas em competições organizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e 94 por federações estaduais.

O Brasil lidera com folga o ranking de jogos suspeitos. A República Tcheca, segunda da lista, teve 67 partidas consideradas com risco aumentado de manipulação. Na sequência vem as Filipinas, com 65, e a Rússia, com 55 jogos suspeitos de manipulação.

PAÍSES COM MAIS PARTIDAS SUSPEITAS DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS

  1. Brasil

    109

  2. República Tcheca

    67

  3. Filipinas

    65

  4. Rússia

    55

  5. Grécia

    46

  6. Cazaquistão

    43

  7. Vietnã

    43

  8. Peru

    38

  9. Argentina

    36

  10. Sérvia

    36

Para reduzir o risco de manipulação, a CBF —que mantém um contrato com a Sportradar desde 2018 para monitoramento dos campeonatos nacionais e estaduais— criou em novembro do ano passado a Unidade de Integridade do Futebol Brasileiro, nova frente que prevê o desenvolvimento de boas práticas.

A CBF também firmou no ano passado um convênio de cooperação com a Polícia Federal para o combate à manipulação de resultados no futebol. Pelo acordo, a PF receberá uma cópia de todos os relatórios sobre casos suspeitos detectados pela Sportradar.

“O desenvolvimento de jogos de apostas online aumenta os riscos de manipulação e impõe novos e mais complexos desafios ao combate à corrupção no esporte. Este fenômeno é uma ameaça mundial e não seria diferente no país do futebol”, afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Para Marcos Sabiá, CEO da plataforma de apostas Galera.bet, é preciso investir na educação dos atletas, para que elas compreendam que, “qualquer que seja o ato que ele participe, ainda que seja um simples lateral ou cartão sem muita relevância, constitui uma atividade criminosa e na qual ele fará parte de uma organização criminosa.”

POPULARIDADE FAZ DO FUTEBOL ESPORTE MAIS SUSCETÍVEL A MANIPULAÇÕES

O relatório aponta também que o futebol é a modalidade esportiva em que mais ocorrem partidas com suspeitas de manipulação.

Ao todo, a consultoria detectou 1.329 partidas suspeitas durante o ano passado em 11 modalidades e 105 países, uma alta de 9% em relação a 2022.

Do total, 880, ou cerca de 66,2%, foram no futebol. Na sequência vêm basquete, com 205 partidas (15,4%), tênis de mesa, com 70 (5,2%), tênis de quadra, com 61 (4,6%) e e-sports, com 46 (3,5%).

Sendo o futebol o esporte mais popular no Brasil, e dada as proporções continentais do país, existe uma infinidade de jogos de futebol ocorrendo todos os dias, com milhares de atletas envolvidos, gerando uma gama enorme de “alvos” para manipulação, diz Belfiore.

No consolidado, em termos proporcionais, o levantamento da Sportradar identificou um jogo suspeito a cada 467 partidas. No futebol, a proporção é de uma suspeita a cada 160 partidas, e de uma a cada 244 no basquete.

“Um padrão semelhante de partidas suspeitas provavelmente persistirá em 2024. As incertezas econômicas contínuas e seu impacto em equipes esportivas e atletas provavelmente desempenharão um papel significativo na influência da integridade esportiva”, aponta a consultoria.

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G20: Vieira abre reunião e reforça posição do Brasil sobre as guerras

No discurso, O ministro das Relações Exteriores afirmou que vê a ONU “paralisada” e que não aceita que o mundo resolva as diferenças pela força

Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira

Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira
O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera, abriu nesta quarta-feira (21) o encontro dos chanceleres do G20. A reunião, que acontece no Rio de Janeiro, reúne os representantes da maiores economias do mundo. O evento termina na próxima quinta-feira (22). É esperado que seja discutido a reforma de organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Mauro Vieira, o Brasil não concorda que as diferenças do mundo sejam resolvidas através da força militar, e afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) está paralisada. “Nossas posições sobre os casos ora em discussão no G20, em particular a situação na Ucrânia e na Palestina, são bem conhecidas e foram apresentadas publicamente nos foros apropriados, como o Conselho de Segurança da ONU e a Assembleia Geral da ONU”.

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Vieira criticou o orçamento militar, comparando com o valor que é destinado em assistência: “Não é minimamente razoável que o mundo ultrapasse – e muito – a marca de US$ 2 trilhões em gastos militares a cada ano. A título de comparação, os programas de ajuda da Assistência Oficial ao Desenvolvimento permanecem estagnados em torno de US$ 60 bilhões por ano – menos de 3% dos gastos militares”.

Segundo o ministro, faltam ações concretas para resolver os problemas de desigualdade e das mudanças climáticas. “Os casos bem-sucedidos de cooperação pacífica da América Latina, África, Sudeste Asiático e Oceania fazem com que as vozes dessas regiões devam ser ouvidas nos foros relevantes com especial cuidado e atenção”.

Ele completa pedindo para os países rejeitarem publicamente “o uso da força, a intimidação, as sanções unilaterais, a espionagem, a manipulação em massa de mídias sociais e quaisquer outras medidas incompatíveis com o espírito e as regras do multilateralismo como meio de lidar com as relações internacionais”.

O discurso de Vieira surgem em um momento de tensões diplomáticas entre o Brasil e Israel, após a fala do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma entrevista, ele comparou a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.

Encontro

Os dois dias de reunião deverá discutir temas como o combate à fome e a transição energética, sendo como uma prévia dos assuntos que virão a ser discutidos em novembro, no encontro dos chefes de Estados do G20 no Rio de Janeiro.

O encontro desta quarta-feira conta com a presença do:

  • Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira;
  • Ministro de Estado das Relações Exteriores da Índia, Vellamvelly Muraleedharan;
  • Ministra das Relações Exteriores da África do Sul, Naledi Pandor;
  • Comissário de Comércio e Indústria da União Africana, Albert M. Muchanga;
  • Ministra das Relações Exteriores da Agentina, Diana Mondino;
  • Ministra das Finanças, Ministra das Mulheres e Ministra do Serviço Público da Austrália, Katy Gallagher;
  • Ministra das Relações Exteriores do Canadá, Mélanie Joly;
  • Vice-Ministro Executivo das Relações Exteriores da China, Ma Zhaoxu;
  • Alto Representante da União Europeia, Josep Borrell;
  • Ministro das Relações Exteriores da França, Stéphane Séjourné;
  • Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock;
  • Ministra das Relações Exteriores da Indonésia, Retno Lestari Priansari Marsudi;
  • Vice-Ministro das Relações Exteriores da Itália, Edmondo Cirielli;
  • Ministra das Relações Exteriores do Japão, Yōko Kamikawa;
  • Ministra das Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena;
  • Ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, Cho Tae-yul;
  • Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov;
  • Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al-Saud;
  • Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan;
  • Secretário de Estado das Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron;
  • Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.

Por Ig




DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA Por Rui Leitao 

DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA Por Rui Leitao

Esse é o lema que marcou o movimento conhecido na História como Ação Integralista Brasileira, em 1932, liderado por Plínio Salgado, inspirado no fascismo italiano. Em 2022 o candidato à reeleição se apropriou dele e foi assim que se despediu no debate promovido pela TV Bandeirantes.

O integralismo dava ênfase à figura do chefe como fonte máxima de poder. Algo muito parecido com a postura autoritária do ex mandatário da Nação, desrespeitando as instituições democráticas e chegando a dizer “a Constituição sou eu”. Comportamento próprio dos regimes totalitários, onde a palavra do líder jamais pode ser questionada. Sua propaganda doutrinária se baseia num falso moralismo e amor cívico.

Para sorte nossa esse movimento não foi bem aceito. Ficou facilmente percebido que havia um interesse em ludibriar a mente dos brasileiros sendo alvo, portanto, de severas críticas. Apresentava-se, falsamente, como um movimento de renovação social, mental e política. O medo do comunismo colocado como pauta na retórica proclamada, estimulando a luta contra o “inimigo interno”.

A bandeira da trilogia: Deus, Pátria e Família, defendida ardorosamente, tentando passar a impressão de que eles são os únicos que se interessam pelo destino da Nação, com as bênçãos divinas e pregando o falso moralismo. Fundamentam-se na ideia da luta do bem contra o mal. O legado integralista está presente na política contemporânea nacional. A extrema direita o adota como fonte doutrinária. A expansão do neopentecostalismo no Brasil, por sua vez, acompanha a consolidação e a amplificação do discurso dominante do mercado.

Repetem-se os discursos da valorização nacional ufanista, da defesa da família tradicional, dos valores morais, contra a ilusória ameaça comunista. O integralismo fracassou no Brasil, o que nos anima a acreditar que o movimento contemporâneo que se assemelha, também não terá vida longa. Num país pluricultural como o nosso, desconsiderar as diferenças entre os cidadãos, usando o nome de Deus em vão e, na prática, contrariando o discurso moralista, não prospera. Articulações golpistas perceptíveis provocam uma reação coletiva em sentido contrário. No Brasil ninguém é contra Deus, Pátria e Família. O Deus cristão zela pelo amor ao próximo, não prega o armamentismo, nem homenageia torturadores. Ele é paz, fraternidade e justiça social. Não estimula os discursos de ódio. Não divide, Ele une.

www,reporteriedoferreira.com.br. Por Rui Leitão- Jornalista, advogado, poeta, escritor




Brasil e China assinam acordo que dobra prazo do visto entre os países

Com o novo acordo, validade passa de 5 para 10 anos. Termo foi assinado durante visita de ministro chinês a Brasília

Por

iG Último Segundo

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Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi
Serviço de Imprensa do Presidente da Federação Russa / Wikimedia Commons – 11.03.2016

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi

Nesta sexta-feira (19), Brasil e China assinaram um acordo que dobra o prazo de validade do visto entre os dois países, que passa de 5 para 10 anos. O termo foi assinado durante a visita do ministro de negócios chinês, Wang Yi, ao Brasil.

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou à imprensa que o Brasil apoia o lema “uma só China”, referindo-se à oposição chinesa ao movimento separatista de Taiwan. O chanceler chinês disse que vê com “apreço” o apoio brasileiro.

“Estamos cientes das nossas responsabilidades em promover a paz e o desenvolvimento do mundo. Nossa cooperação ultrapassa o âmbito bilateral. Nossa cooperação deve ter papel positivo para a estabilidade do mundo”, disse Wang Yi.

Ainda na reunião no Itamaraty, os chanceleres confirmaram a vinda do presidente Xi Junping para cúpula do G20, que será em 18 e 19 novembro no Rio de Janeiro.

Os chanceleres também discutiram sobre a guerra na Ucrânia e sobre o conflito na faixa de Gaza. Além disso, a reunião tratou de acordos de cooperação no âmbito da Comissão Sino-Brasileira.

Encontro com o presidente Lula

O ministro Wang Yi e o presidente Lula devem se encontrar ainda na tarde desta sexta (19) em Fortaleza. O chanceler chinês chegou a Brasília na quinta-feira (18).

A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. No ano passado, as relações comerciais entre os países atingiram o recorde de RS$ 157,5 bilhões, o que gerou um superávit brasileiro de US$ 51,1 bilhões. Apenas o comércio com a China foi responsável por 52% do superávit comercial do país.