Maduro rompe combinado e crise entre Brasil e Venezuela aumenta

Agentes cercaram embaixada do Brasil e cortaram a eletricidade. O objetivo é invadir e encontrar os opositores do presidente

Por

iG Último Segundo

|

Tensão entre Venezuela e Brasil
Agência Brasil

Tensão entre Venezuela e Brasil

Na sexta-feira (6), embaixadores e diplomatas brasileiros foram convocados de forma emergencial para uma reunião no Itamaraty: o governo Lula (PT) havia recebido um alerta de que a embaixada em Caracas, aquela que era da Argentina, estava cercada e sem eletricidade. Pouco tempos depois, os venezuelanos quebraram o acordo e tiraram a responsabilidade do Brasil pelo local.

A ação, abre um dos maiores impasses diplomáticos da região. De acordo com agências de notícias, o governo brasileiro pediu à Venezuela para que a embaixada não fosse invadida.

O governo venezuelano prometeu não entrar no local, mas o corte da energia e a possibilidade da invasão acenderam uma luz vermelha dentro do Palácio do Planalto. Afinal, até onde Maduro vai cumprir o que prometeu?

Vale lembrar que logo que ganhou a eleição, o governo Maduro expulsou os argentinos da embaixada de Caracas. A medida foi uma resposta ao governo de Javier Milei de não reconhecer a suposta vitória do venezuelano.

Com objetivo de evitar uma ruptura ainda maior, o Brasil passou a assumir os interesses da Argentina em Caracas, inclusive da estrutura da embaixada.

Em um comunicado, o governo da Venezuela disse: “tomou a decisão de revogar, com efeitos imediatos, a aprovação concedida ao Brasil para representar os interesses da República Argentina e dos seus nacionais em território venezuelano, bem como a custódia das instalações da missão diplomática Brasil para exercer a representação dos interesses da República Argentina e dos seus nacionais em território venezuelano, bem como a custódia das instalações da missão diplomática, incluindo os seus bens e arquivos, conforme anunciado no comunicado conjunto de 5 de agosto de 2024”.

“A Venezuela vê-se obrigada a tomar esta decisão devido às provas da utilização das instalações desta missão diplomática para o planejamento de atividades terroristas e tentativas de assassinato contra o Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e contra a Vice-Presidente Executiva, Delcy Rodriguez Gómez, por parte de fugitivos da justiça venezuelana que permanecem no interior da missão”.

Em comunicado emitido hoje, o governo brasileiro afirmou:

“De acordo com o que estabelecem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares, o Brasil permanecerá com a custódia e a defesa dos interesses argentinos até que o governo argentino indique outro Estado aceitável para o governo venezuelano para exercer as referidas funções”, explicou.

O governo brasileiro ainda disse que “a inviolabilidade das instalações da missão diplomática argentina, que atualmente abrigam seis asilados venezuelanos além de bens e arquivos”.

Vale dizer que o Brasil não reconhece nem rejeita o resultado da eleição. A postura do país tem sido a de exigir a apresentação das atas eleitorais — espécie de boletim das urnas —, o que ainda não foi feito pelas autoridades venezuelanas.

Para o Comando Nacional de Campanha da oposição venezuelana, seis membros do grupo estão asilados dentro da embaixada. O regime de Maduro tem interesse nos integrantes.




Brasil mantém posição e não vai reconhecer suposta vitória de Maduro sem atas eleitorais

Fontes do governo do Brasil confirmam que Lula vai conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre crise na Venezuela.

brasil, vitória, maduro

Nicolás Maduro. (Foto: reprodução)

O governo brasileiro vai manter sua posição de não reconhecer a suposta vitória do autocrata Nicolás Maduro nas conturbadas eleições presidenciais da Venezuela se as atas de votação não forem tornadas públicas.

A informação foi confirmada à CNN por fontes do governo que acompanham de muito perto a situação no país vizinho. Segundo as informações apuradas, nas condições atuais, não há como ter reconhecimento do resultado das eleições.

As fontes também confirmaram uma informação trazida anteriormente pelo analista da CNN, Caio Junqueira, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai, de fato, conversar sobre a crise venezuelana com o seu colega colombiano, Gustavo Petro.

Ainda não está definido, no entanto, se os presidentes vão conversar nesta sexta-feira ou no fim de semana, por causa da agenda dos dois.

A ideia é que Brasil e Colômbia fechem uma posição conjunta e divulguem notas coordenadas exigindo, mais uma vez, a apresentação pública de todas as atas com os dados de votação das urnas eletrônicas venezuelanas. Essa é a condição básica para os dois países definirem uma posição oficial sobre o resultado do pleito.

O novo capítulo da crise diplomática foi aberto na quinta-feira (23), quando o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ratificou a suposta vitória de Maduro no pleito do dia 28 de julho –apesar das muitas evidências de fraude no processo eleitoral.

Além disso, o tribunal determinou, na prática, que as atas eleitorais tanto do Conselho Nacional Eleitoral (o órgão que coordena as eleições no país) como as obtidas pela oposição, que questiona a vitória de Maduro, sejam mantidas em sigilo.

A decisão do Supremo Tribunal não surpreendeu ninguém, visto que a autocracia Venezuela tem total poder sobre o Judiciário do país – que está muito longe de ser independente.

No entanto, com a decisão de manter as atas em sigilo, fica claro que Maduro não tem intenção nenhuma de atender às exigências do Brasil, da Colômbia e de outros países que cobraram transparência no processo eleitoral.

O CNE disse desde a noite da eleição que Maduro ganhou pouco mais da metade dos votos, embora nunca tenha publicado os números completos.

A oposição publicou online o que diz ser 83% das urnas de votação, dando ao seu candidato Edmundo González um apoio de 67%. A própria Fundação Carter, entidade de defesa dos direitos humanos e da democracia que tem longa experiência em observação internacional de eleições, afirmou que o pleito venezuelano não foi limpo ou justo.

Por CNN Brasil




Paris 2024: Brasil se aproxima de recorde de medalhas e encerra participação com três ouros

Com a prata no futebol feminino e o bronze no vôlei feminino, o Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris neste sábado (10). Embora ainda haja medalhas a serem definidas no domingo (11), último dia da Olimpíada, nenhuma delas tem brasileiros na disputa. Com isso, já se sabe a quantidade oficial de pódios brasileiros em 2024. Foram 20 no total: três ouros, sete pratas e dez bronzes. O país se despede sem registrar o melhor desempenho em boa parte dos critérios, embora tenha se aproximado em alguns casos.

O desempenho em Tóquio 2020 seguirá, pelo menos por mais quatro anos, como o parâmetro a ser batido. No Japão, tivemos a maior quantidade de ouros (sete, empatado com os Jogos do Rio, em 2016), o maior total de medalhas (21), a melhor posição no quadro geral (12º), assim como o maior número de modalidades diferentes subindo ao pódio (13).

A principal queda na performance em Paris está no número de ouros. Além de Rio e Tóquio, o desempenho em Atenas, quando o Brasil conquistou cinco primeiros lugares, também foi superior. Neste critério, o resultado é igual a Atlanta (1996), Pequim (2008) e Londres (2012), todas com três ouros. De 1996 para cá, apenas em Sydney, em 2000, o país teve menos ouros. Naquela edição, na realidade, o Brasil não subiu ao lugar mais alto nenhuma vez.

No número total de medalhas, no entanto, Paris fica atrás apenas de Tóquio. Agora são duas edições consecutivas na casa dos 20 pódios.

Ainda é preciso esperar o fim dos Jogos para saber em que posição o país termina no quadro de medalhas. Porém, já se sabe que serão onze as modalidades medalhistas, atrás de Tóquio e Rio (em casa, doze esportes medalharam). No final das contas, nenhuma modalidade estreou como medalhista para o Brasil em Paris.

A Olimpíada de Paris chegará ao fim neste domingo (11), com a cerimônia de encerramento, prevista para começar às 16h (horário de Brasília). no Stade de France. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou que a dupla Duda e Ana Patrícia, campeãs olímpicas no vôlei de praia, ficará responsável por carregar a bandeira do país no evento.

Agência Brasil




Paris 2024: Brasil sofre com “carrasco”, perde para EUA e fica com a prata pela 3ª vez

Seleção brasileira feminina faz bom 1º tempo, mas peca nas finalizações e amarga mais um vice-campeonato

Por

iG Esporte|Pedro Sciola de Oliveira

|

Brasil e Estados Unidos se enfrentam em uma final de Olimpíadas pela 3ª vez
Luiza Moraes/COB

Brasil e Estados Unidos se enfrentam em uma final de Olimpíadas pela 3ª vez

seleção brasileira feminina de futebol terminou com a prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 . Neste sábado (10), o Brasil até fez um jogo competitivo, mas foi derrotado pelos Estados Unidos por 1 a 0, em final disputada do Parque dos Príncipes, estádio do PSG.

A equipe treinada por Arthur Elias mostrou a mesma organização dos últimos jogos. No primeiro tempo, além de se defender bem, a seleção brasileira conseguiu incomodar com ataques, quase sempre pelas beiradas. No segundo tempo, porém, os EUA equilibraram, foram eficazes e marcaram com Mallorry Swanson.

Com o resultado, o time norte-americano aumenta a fama de carrasco do Brasil. Dos cinco ouros conquistados na história das Olimpíadas, três foram obtidos em finais diante das brasileiras – as outras duas aconteceram em 2008 e em 2012.

Brasil tem as melhores chances no 1º tempo

Mesmo com a Rainha Marta começando o duelo no banco de reservas, a seleção brasileira foi mais criativa na etapa inicial. Utilizando bem os lados do campo, o Brasil deu trabalho para as estadunidenses com Ludmilla e Gabi Portilho.

Logo no primeiro minuto, Ludmilla tabelou com Jheniffer, saiu na cara do gol e parou na goleira Naeher. Já aos 15, a atacante chegou a balançar as redes com uma linda jogada individual pela esquerda, mas a auxiliar flagrou o impedimento da jogadora.

Melhor nos 25 minutos iniciais, o Brasil ainda reclamou de uma penalidade na disputa entre Adriana e Dunn. O VAR chegou a paralisar o jogo para checar, mas não chamou a árbitra para analisar o lance.

Com o passar do tempo, os Estados Unidos equilibraram o duelo e quase marcaram com Mallorry Swanson, que parou em boa defesa da goleira Lorena. Apesar disso, a melhor oportunidade do primeiro tempo saiu com Portilho – a atacante exigiu um milagre da arqueira norte-americana, já aos 46 minutos.

EUA voltam bem e são eficazes

A partida mudou de rumo no retorno do intervalo. Sem conseguir manter a posse de bola no ataque, o Brasil passou a ter dificuldades no setor criativo. Para piorar, os Estados Unidos foram letais na primeira grande chance. Aos 11 minutos, Mallorry Swanson foi lançada nas costas da defesa e tirou de goleira para abrir o placar.

Atrás do placar, Arthur Elias decidiu colocar Marta, Angelina e Priscila nas vagas de Ludmilla, Duda Sampaio e Jheniffer. Apesar disso, as estadunidenses continuaram melhores, explorando os espaços no campo de defesa brasileiro – Smith e Rodman conseguiram arrematar em boas oportunidades, mas mandaram para fora.

No fim, o Brasil esboçou uma pressão para tentar levar a disputa à prorrogação, mas não conseguiu. Seis vezes melhor do mundo, Marta teve uma falta perto da área para cobrar e mandou por cima. Já Adriana cabeceou à queima-roupa, mas Naeher fez excelente defesa.




Rebeca Andrade é prata, e Simone Biles fatura o hexa no Mundial

Simone Biles e Rebeca Andrade ficaram lado a lado para receber suas medalhas. Pela primeira vez as duas estrelas da ginástica artística dividiram um pódio em uma prova individual. Nesta sexta-feira, a americana retomou o posto de número 1 do mundo e conquistou o hexa do individual geral no Mundial da Antuérpia. Campeã no ano passado, a brasileira também brilhou com a prata. A americana Shilese Jones completou o primeiro pódio 100% de mulheres pretas da prova mais nobre de um Mundial. Flávia Saraiva acabou na 15ª posição depois de ter sofrido duas quedas.

Simone Biles fez uma competição à parte, como de costume. Nem precisou apresentar seu novo salto homologado, o Yurchenko Double Pike. Se deu ao luxo de tropeçar no solo, uma cena raríssima que não a tirou dos trilhos. A americana de 26 anos já era recordista de títulos e estendeu seu reinado para seis ouros no individual geral, somando 58,399 pontos.

Campeã no Mundial de 2022, Rebeca Andrade também deu show. Pequenos erros na trave e um passinho para fora na última acrobacia do solo a impediram de se aproximar de Simone, mas não tiraram da brasileira a prata. Somou 56,766 pontos, superando o duelo com Shilese Jones. A americana, vice-campeã no ano passado, acabou com o bronze somando 56,332 pontos.

Recorde para Rebeca

Com a prata desta sexta-feira, Rebeca chegou a seis medalhas em Mundiais, isolando-se como recordista do Brasil na história da competição. Bicampeão mundial do solo, Diego Hypolito era o recordista antes do Mundial da Antuérpia, com cinco conquistas.

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Mais chances de medalhas

Depois de conquistar a prata inédita por equipes femininas na quarta-feira e a prata do individual geral nesta sexta, o Brasil ainda tem mais cinco chances de pódio no Mundial da Antuérpia. No sábado, às 9h (de Brasília), Rebeca está na final do salto, aparelho em que é a atual campeã olímpica. No domingo, também às 9h, Rebeca está na decisão da trave e do solo. Flavinha está na final do solo. Arthur Nory fecha o Mundial na decisão da barra fixa.

sportv transmite ao vivo todas as finais do Mundial da Antuérpia, e o ge acompanha em tempo real os brasileiros nas disputas por medalhas.

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica — Foto: REUTERS/Yves Herman

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica — Foto: REUTERS/Yves Herman

A final

Primeira rotação
As favoritas ao título começaram no salto. Simone Biles optou por não apresentar o novo salto que homologou na classificatória do Mundial. Em vez do Yurchenko Double Pike, fez um Cheng cravado e conseguiu 15,100 pontos. Também com um Cheng, Rebeca também voou, só deu um passo para o lado na chegada e tirou 14,700. Flavinha fez um bom Yurchenko com dupla pirueta e tirou 13,833, acabando a primeira posição na nona posição. À frente de Simone e Rebeca, só mesmo a argelina Kaylia Nemour, que deu show nas barras assimétricas, aparelho em que é especialista: 15,200.

Segunda rotação
Nas barras, Simone conseguiu 14,333. Rebeca, que havia errado nesse aparelho na classificatória, optou por fazer uma série com dificuldade um décimo menor (6,1 pontos) para focar na boa execução. Deu certo. A série cravada rendeu à brasileira 14,500 pontos e a segunda posição, atrás apenas da americana. A americana Shilese Jones também simplificou para executar bem sua série e tirar 14,633, assumindo o terceiro posto. Flavinha sofreu uma queda nas barras e conseguiu 12,633, caindo para a 11ª posição ao fim da rotação.

Terceira rotação
Simone Biles abriu a disputa da trave com um notão em uma série muito difícil: 14,433. Rebeca teve pequenos desequilíbrios, mas se manteve firme na trave e conseguiu 13,500 pontos, caindo para a terceira posição. Shilese Jones cravou sua série e tirou 14,066 pontos, passando a brasileira por pouco mais de dois décimos. Flavinha se recuperou da queda nas barras com uma grande série no seu principal aparelho. Conseguiu 14,033 na trave e subiu para a oitava posição.

Quarta rotação
Flavinha abriu as apresentações das favoritas no solo. Ela sofreu uma queda na segunda acrobacia e simplificou o final da série: 12,200 pontos. Rebeca deu show no solo e aumentou a nota de dificuldade com um triplo giro. Só na última acrobacia acabou pisando fora do tablado e teve um desconto de três décimos. Ainda assim conseguiu 14,066 pontos, um notão para se garantir no pódio. A seleção brasileira ainda protestou, mas a arbitragem não alterou a nota. Nem precisou. Shilese Jones cometeu falhas no solo e só conseguiu 13,400, ficando com o bronze e deixando a prata nas mãos de Rebeca.

O ouro já estava nas mãos de Simone Biles, que deu um show no solo com acrobacias muito altas. Em uma cena rara, ela tropeçou e quase caiu em um elemento simples. Ainda assim tirou 14,533 para selar o hexa do Mundial.




Brasil derrota Espanha e garante lugar na final do futebol feminino em Paris

Adriana corre para abraço depois de gol para o Brasil (Rafael Ribeiro / CBF)

O Brasil garantiu a classificação para a decisão do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar a Espanha por 4 a 2, na tarde desta terça-feira (6) no estádio Velódrome, em Marselha, em confronto válido pelas semifinais da competição.

O Brasil garantiu a classificação para a decisão do torneio de futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris (França) após derrotar a Espanha por 4 a 2, na tarde desta terça-feira (6) no estádio Velódrome, em Marselha, em confronto válido pelas semifinais da competição.

O Brasil mostrou maturidade a partir daí, para aproveitar a vantagem no marcador, se fechando bem na defesa e apostando em jogadas rápidas de contra-ataque para empilhar oportunidades de marcar. De tanto tentar, a seleção brasileira conseguiu ampliar aos 48 minutos, quando a meio-campista Yasmim avançou em liberdade pela ponta esquerda e cruzou na medida para Gabi Portilho escorar de primeira.

Após o intervalo a equipe comandada pelo técnico Arthur Elias assumiu de vez o controle da partida, criando ótimas oportunidades de marcar o terceiro, com Gabi Portilho aos 3 minutos, com chute de fora da área de Ludmila aos 6 e com Jheniffer um minuto depois.

Aos 24 minutos Hermoso ainda deu um susto no Brasil ao acertar chute da entrada da área que obrigou a goleira Lorena a realizar uma difícil defesa. Mas o dia era mesmo da equipe brasileira, que encaixou um contra-ataque em velocidade um minuto depois para chegar ao terceiro. Priscila partiu em velocidade pela esquerda e, ao chegar à área, rolou para Adriana, que chutou no travessão. A bola sobrou então para Gabi Portilho, que escorou de cabeça para Adriana, que não perdoou.

As oportunidades continuaram aparecendo de lado a lado e, de tanto tentar, a Espanha conseguiu descontar aos 39 minutos, quando Paralluelo aproveitou bola levantada na área por Hermoso para cabecear e vencer Lorena. Um minuto depois as atuais campeãs do mundo tiveram outra grande oportunidade de marcar, com uma finalização da entrada da área de Putellas que explodiu no travessão.

Porém, o Brasil estava em uma jornada especial e deixou o melhor para o final. Após vacilo da lateral Oihane Hernández, Kerolin dominou a bola, avançou com muita liberdade e mostrou frieza para bater por baixo das pernas da goleira Cata Coll. A Espanha ainda voltou a marcar com Paralluelo, mas o triunfo final ficou mesmo com a seleção brasileira.

Agência Brasil




Em nota conjunta, Brasil, Colômbia e México pedem divulgação de atas na Venezuela e solução pelas ‘vias institucionais’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu jornalistas para café da manhã no Palácio do Planalto na terça (23) – Gabriela Biló /Folhapress

Brasil, Colômbia e México divulgaram uma nota conjunta no início da noite da quinta-feira (1º) em que pedem a divulgação de atas eleitorais na Venezuela. A nota pede também a solução do impasse eleitoral no país pelas “vias institucionais” e que a soberania popular seja respeitada com “apuração imparcial”.

A Venezuela mergulhou em um impasse político e social após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter declarado o atual presidente, Nicolás Maduro, reeleito na eleição de domingo passado (28).

Mas a oposição alega fraude e afirma que o vencedor foi o candidato oposicionista Edmundo González. Não só a oposição, mas também o governo de outros países — como a Argentina e o Chile — e organismos internacionais apontam irregularidades no pleito e não reconheceram o resultado.

O Brasil já vinha pedindo que o CNE — órgão controlado na prática por Maduro — apresente as atas eleitorais, espécie de boletim das urnas. A autoridade eleitoral venezuelana ainda não fez isso, mesmo após 5 dias da divulgação do resultado.

Desde o início da semana, era esperada a nota conjunta entre Brasil, México e Colômbia, países com influência regional e que vêm adotando uma posição cautelosa sobre a crise.

“Acompanhamos com muita atenção o processo de escrutínio dos votos e fazemos um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem de forma expedita e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação”, afirmaram os três países na conjunta.

“As controvérsias sobre o processo eleitoral devem ser dirimidas pela via institucional. O princípio fundamental da soberania popular deve ser respeitado mediante a verificação imparcial dos resultados”, completou o texto.

Pouco antes de a nota ser divulgada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou remotamente com os presidentes Manoel Lopez Obrador, do México, e Gustavo Petro, da Colômbia, O tema foi justamente a crise eleitoral na Venezuela.

A conversa começou por volta de 17h20 e durou cerca de 40 minutos.

Participaram também, do lado do Brasil, o ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim. .

Brasil, México e Colômbia seguem em sua posição de nem reconhecer nem refutar o resultado eleitoral. A estratégia continua sendo a espera pelas atas.

‘Manter a paz social’

Os três países disseram na nota que as preocupações prioritárias neste momento é “manter a paz social e proteger vidas humanas”.

“Nesse contexto, fazemos um chamado aos atores políticos e sociais a exercerem a máxima cautela e contenção em suas manifestações e eventos públicos, a fim de evitar uma escalada de episódios violentos”, diz o texto.

Brasil, Colômbia México também se colocaram à disposição para apoiar o diálogo entre o governo e a oposição venezuelana.

“Que esta seja uma oportunidade para expressar, novamente, nosso absoluto respeito pela soberania da vontade do povo da Venezuela. Reiteramos nossa disposição para apoiar os esforços de diálogo e busca de acordos que beneficiem o povo venezuelano”.

About Author




Paris 2024: Brasil conquista medalha de bronze na ginástica por equipes femininas

Final por equipes da ginástica feminina foi disputada na Bercy Arena, em Paris

Júlia Soares e Rebeca Andrade em comemoração após execução de aparelho em Paris 2024

Loic Venance/AFP

O Brasil ficou com a medalha de bronze na ginástica por equipes femininas nos Jogos Olímpicos de Paris. Nesta terça-feira (30), a equipe formada por Jade Barbosa, Júlia Soares, Flávia Saraiva, Rebeca Andrade e Lorrane Oliveira somou 164.497 na pontuação total e ficou atrás somente de Estados Unidos e Itália, ouro e prata.

Nos últimos Jogos Olímpicos, em Tóquio, Japão, em 2021, a Rússia ficou com a medalha de ouro. Os EUA conseguiram a prata, enquanto a Grã-Bretanha terminou com o bronze.

O Brasil não disputou a competição por equipes na Olimpíada passada.

Mais informações em instantes




Venezuela: Brasil pede que ONU e Carter Center verifiquem contestação da oposição

Entidades foram recebidas na condição de observadores na eleição venezuelana

Por

iG Último Segundo

|

Atualizada às 

Maduro e González votaram em Caracas
Montagem/Reprodução

Maduro e González votaram em Caracas

Após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela apontar a reeleição do atual presidente, Nicolás Maduro , ao apurar 80% das urnas e a oposição contestar o placar, o Brasil solicitou à missão da ONU e ao Carter Center que verifiquem a contestação do resultado.

A ONU e a Carter Center foram recebidos na condição de observadores na Venezuela.

Segundo a última pesquisa eleitoral, da ORC Consultores, realizada em julho, Maduro não iria se reeleger. Edmundo González aparecia com 59,68% das intenções de voto, enquanto o atual líder venezuelano ocupava o segundo lugar, com 14,64%.

No entanto, após 80% das urnas verificadas, o CNE disse que Maduro saiu vitorioso com 51,2% dos votos, somando 5.150.092. O principal adversário, González, teve 44,2%, totalizando 4.445.978 votos.

No domingo (28), Maduro afirmou que respeitaria o resultado da eleição.

“Vou respeitar o resultado oficial das eleições e o processo eleitoral (…). Há uma constituição, e a lei tem que ser respeitada. Sou Nicolás Maduro, presidente do povo, e reconhecerei a palavra santa do árbitro eleitoral”, declarou o venezuelano.

Maduro ocupa a presidência desde 2013, quando assumiu o cargo após a morte de Hugo Chávez, seu padrinho político. Nos últimos anos, ele perdeu popularidade pela grave crise econômica e social na Venezuela.

Venezuela e o Brasil

Na última semana, a relação entre Venezuela e o Brasil ficou estremecida, após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, criticar o sistema eleitoral brasileiro durante um discurso público nas prévias das eleições presidenciais.

“Nós vamos ganhar de novo. E na Venezuela vai haver democracia, liberdade e paz. Nós temos o melhor sistema eleitoral do mundo. Temos 16 auditorias. E se faz uma auditoria ‘profunda’, como vocês sabem, em 54% das urnas. Em que outra parte do mundo se faz isso? Nos Estados Unidos? Não há auditoria no sistema eleitoral. No Brasil, não auditam nenhum boletim de urna. Na Colômbia, não auditam nem uma urna sequer. Na Venezuela, auditamos com profundidade”, disse Maduro durante discurso na pré-eleição.

A declaração ocorreu após o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmar que não gostou de outra fala de Maduro, que afirmou que haveria “banho de sangue” se a oposição vencesse o pleito deste domingo (28).

“Eu fiquei assustado com a declaração do Maduro dizendo que se ele perder as eleições vai ter um banho de sangue. Quem perde as eleições toma um banho de voto. O Maduro tem que aprender, quando você ganha, você fica. Quando você perde, você vai embora”, declarou o presidente brasileiro.

Maduro também respondeu Lula. “Eu não disse mentiras. Apenas fiz uma reflexão. Quem se assustou que tome um chá de camomila”, disse Maduro, sem mencionar Lula. “Na Venezuela vai triunfar a paz, o poder popular, a união cívico-militar-policial perfeita”, acrescentou.

Por conta da situação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desistiu de enviar dois representantes para acompanhar as eleições presidenciais na Venezuela.

O TSE disse ainda que as urnas eletrônicas são auditáveis e seguras, além de reiterar que as falas de Maduro são falsas.

“Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo”, afirmou o tribunal, em nota.

“A Justiça Eleitoral brasileira não admite que, interna ou externamente, por declarações ou atos desrespeitosos à lisura do processo eleitoral brasileiro, se desqualifiquem com mentiras a seriedade e a integridade das eleições e das urnas eletrônicas no Brasil”, acrescentou.




Brasil sofre virada do Japão no fim e se complica no futebol

Dois gols nos acréscimos do segundo tempo transformaram um triunfo heroico em uma derrota dolorida da seleção brasileira feminina de futebol para o Japão neste domingo (28), no Estádio Parc des Princes (Parque dos Príncipes), em Paris. A vitória nipônica por 2 a 1 deixa as duas seleções com três pontos no grupo C, deixando a classificação às quartas de final para derradeira rodada, na próxima quarta-feira (31). No jogo de hoje, Jheniffer abriu o placar para o Brasil e Kumagai e Tanikawa viraram o placar.

O último compromisso do Brasil na primeira fase é na quarta-feira (31), diante das atuais campeãs do mundo. A Espanha será a adversária em Bordeaux, ao meio-dia (horário de Brasília). Japão e Nigéria se enfrentam no mesmo horário em Nantes.

Como se classificam os dois primeiros de cada grupo além dos dois terceiros melhores colocados no geral, um empate contra a Espanha garantirá o Brasil nas quartas de final

A seleção entrou em campo com seis mudanças em relação ao onze inicial da estreia contra a Nigéria. Com tantas modificações promovidas pelo técnico Arthur Elias, o Brasil teve dificuldades para sair da marcação japonesa e também sofreu com o jogo veloz das adversárias.

Aos 18 minutos, o Japão teve sua primeira grande chance, quando Tanaka recebeu livre dentro da área e finalizou de primeira para fora.

Posteriormente, Lorena fez boa defesa em desvio de Hasegawa. Na reta final da primeira etapa, veio a primeiro pênalti para o Japão na partida. Já nos acréscimos, a bola tocou no braço de Rafaelle. Na cobrança, Tanaka cobrou fraco, no canto esquerdo e Lorena defendeu.

Duas atletas que entraram em campo na volta do intervalo combinaram para marcar o gol do Brasil aos 11 minutos do segundo tempo. Após receber passe magistral de Marta, Ludmila avançou e tocou sutilmente para Jheniffer. A atacante ajeitou o corpo e chutou de perna direita no canto esquerdo da goleira Yamashita. Brasil 1 a 0.

Com mais confiança após o gol marcado, o Brasil conseguiu respirar mas logo voltou a sofrer com a pressão japonesa. Lorena fez grande defesa em chute forte de Tanaka.

No entanto, todo sofrimento ficou guardado para o fim. Aos 46 minutos, após revisão do VAR, foi marcado um segundo pênalti para o Japão após toque de mão de uma jogadora brasileira. Desta vez, Yasmim acabou encostando o braço de apoio na bola após dar um carrinho tentando marcar a adversária.

Na cobrança, Kumagai deslocou Lorena e marcou. Poucos minutos depois do baque do empate, a seleção sofreu outro duro golpe. Um erro na saída de bola foi aproveitado por Tanikawa, que viu Lorena adiantada e chutou de primeira, encobrindo a goleira e marcando um belo gol, aos 51 minutos.

Agência Brasil