Lancet, maior revista de saúde no mundo, sugere em editorial que Bolsonaro saia

“Tal desordem no coração do governo é uma distração fatal em meio a uma emergência de saúde pública e também um sinal forte de que a liderança do Brasil perdeu seu compasso moral – se é que jamais teve algum”, diz o texto

A revista científica “The Lancet” , uma das mais respeitadas do mundo em sua área, publicou em seu último editorial um panorama da situação brasileira em relação ao Covid-19 e disparou que “talvez a maior ameaça à resposta à Covid-19 para o Brasil seja o seu presidente, Jair Bolsonaro”.

A revista, que já existe há 196 anos, apontou como preocupante o fato do Brasil ter a maior taxa de transmissão entre 48 países avaliados pelo Imperial College de Londres, além de  dobrar o número de mortes em apenas 5 dias.

Bolsonaro segue causando aglomerações e pedindo fim do isolamento

Agência Brasil

Bolsonaro segue causando aglomerações e pedindo fim do isolamento

Segundo a The Lancet, Bolsonaro atiça  “confusão, desprezando e desencorajando abertamente as sensatas medidas de distanciamento físico e confinamento introduzidas pelos governadores de estado e pelos prefeitos das cidades”. A revista também deu destaque à perda de dois — Mandetta e Sérgio Moro.

O editorial relembrou a reação de Bolsonaro com a frase “E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?” quando perguntado sobre a rápida escalada do número de mortes no Brasil, a revista afirmou: “O Brasil como país deve unir-se para dar uma resposta clara ao ‘E daí?’ do presidente. Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo ou terá de ser o próximo a sair “.

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Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 8,5 mil; casos confirmados são 125 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta quarta (6) pelo Ministério da Saúde

Enfermeiros atendendo paciente
Yan Boechat

Ministério da Saúde prevê que o pico da Covid-19 pode ocorrer até junho

O Ministério da Saúde atualizou os dados sobre a pandemia da  Covid-19  no Brasil nesta quarta-feira (6). Agora, segundo a pasta, subiu para 8.536 o número de mortes pela doença, sendo 615 novos óbitos confirmados nas últimas 24 horas. Dessas 615 mortes, 140 foram registradas nos últimos três dias. A alta corresponde a um crescimento de 7,8%.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de contaminação pelo  novo coronavírus  (Sars-CoV-2) no Brasil são 10.503, totalizando 125.218. O aumento foi de 9,2%. Já a taxa de letalidade foi de 6,9% para 6,8%.

Covid-19 número de casos e óbitos
Infogram

No levantamento da pasta desta terça-feira, o número de óbitos era de 7.921, enquanto o de pessoas com a doença era de 114.715.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 3.045 das 8.536 ocorrências. A letalidade é de 8% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 1.205 mortes e letalidade de 9,1%.

Tabela de mortes e casos confirmados da Covid-19 de 6 de maio
Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela de mortes e casos confirmados da Covid-19 de 6 de maio

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 37.853 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 13.295 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (12.304), Pernambuco (9.881) e Amazonas (9.243).

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, há 1.643 óbitos em investigação, 65.312 pacientes com Covid-19 estão em acompanhamento e 51.370 estão recuperados.

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“CALA A BOCA, BATISTA”: Escrito Por Gilvan de Brito 

“CALA A BOCA, BATISTA” : Escrito Por Gilvan de Brito

Estamos retrocedendo aos tempos de Chico Anísio, nos programas de humor da TV. O triste episódio registrado ontem, no “chiqueirinho” do palácio da Alvorada, quando o presidente Bolsonaro mandou, aos gritos, os jornalistas calarem a boca, ao deixar de responder uma pergunta que lhe fora feita, têm sido corriqueiros e pontuais. O desafogo presidencial foi feito após a cobrança dos motivos que o levaram a insistir com tanta ênfase na mudança do delegado da PF, no Rio de Janeiro. Como o jornalista é o porta-voz da notícia para atender aquelas pessoas da sociedade que pretendem saber alguma coisa dessas particularidades que envolvem o governo, a reação mostrou-se extemporânea. E isso não foi novidade porque o fato vem se repetindo quase todos os dias, quando os jornalistas, de alguma forma, são agredidos apenas por tentarem ouvir da autoridade máxima, reproduzindo perguntas que não querem calar.

 

E isso está repercutindo, também, entre os fiéis seguidores do chefe da Nação, porque essas agressões estão passando para o terreno do corpo físico dos jornalistas, como ocorreu anteontem, durante uma dessas desconfortáveis “coletivas à imprensa”, quando um fotógrafo foi agredido, pisoteado e teve o seu equipamento danificado pelos escudeiros presidenciais de plantão. E não só na porta do palácio. Agora está extrapolando para todos os seguimentos da vida nacional, onde algumas pessoas desse grupo passaram a agredir os profissionais da imprensa, nas redes sociais. Ontem foi a minha vez, ao mostrar o meu ponto de vista a respeito de uma discussão que se fazia sobre questões do governo. Fui chamado de comunista, por conta dessa intervenção (como acontecia na ditadura quando eu reclamava qualquer coisa dos militares).

 

E ainda mais: fui orientado a aposentar-me para assistir de longe os novos tempos (novos?) que se mostram. Algumas pessoas não entendem a função do jornalista, cuja única missão é informar aquilo que o distinto público quer saber. O médico não se aposenta; o advogado também, assim como os representantes de outras categorias. O mesmo ocorre com o jornalista, que segue nessa profissão, muito mais como uma devoção, atendendo a uma força impiedosa, interior, chamada vocação. Eu só vou parar de escrever quando não mais tiver força para distribuir os dedos sobre um teclado e imprimir as letras que me interessam. E todas as vezes em que eu fizer isso estarei, com certeza, defendendo direitos alienados e pensamentos positivos.

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Covid-19: Brasil tem 7 mil mortes e casos passam de 100 mil

Levantamento do Ministério da Saúde apontou crescimento de novos casos, mas diminuiu o número de mortes

corona
Reprodução

coronavírus

O Brasil registrou mais 275 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 7.025, segundo balanço divulgado neste domingo (03) pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o governo, os novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil são 4.588, totalizando 101.147. A taxa de letalidade é de 6,9%.

O Estado com maior letalidade continua sendo São Paulo com 2.627 mortes e 31.772 casos confirmados, seguido do Rio de Janeiro com 1.019 óbitos. Tocantins é o estado com menos mortes, somente 4.




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 6,7 mil; casos confirmados são 96 mil

De acordo com os novos dados do Ministério da Saúde, número de contágios e mortes voltou a crescer

corona
Pixabay/Tumisu

O coronavírus ataca os brônquios e gera infecção pulmonar

O Brasil registrou mais 421 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 6.750, segundo balanço divulgado neste sábado (02) pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil são 4.970, totalizando 96.559. A taxa de letalidade é de 6,9%.

O Estado com maior letalidade continua sendo São Paulo com 2.586 mortes e 31.174 casos confirmados, seguido do Rio de Janeiro com 971 óbitos. Tocantins é o estado com menos mortes, somente

 

Com mais de 91 mil casos e 6 mil mortes, país fica atrás apenas dos EUA na soma de novas infecções diárias

Covid-19

Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Enterro de vítima de covid-19 no Rio de Janeiro

O Brasil chegou nesta sexta-feira (1º) ao quarto dia consecutivo em um novo patamar da pandemia de Covid-19. Com 6.209 casos e 428 óbitos em 24 horas, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus subiu para 91.589 e o total de mortes já chega a 6.329. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Desde a última terça-feira, o país vem registrando mais de 5.000 casos e mais de 400 mortes diárias ligadas à  Covid-19 , tornando-se um dos epicentros da doença no mundo — segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), apenas os Estados Unidos têm tido mais novos casos do que o Brasil.

A curva de contágio americana, no entanto, se assemelha a uma montanha-russa, com altos e baixos. Já a brasileira lembra a subida de uma montanha cuja altura do pico ainda é desconhecida, como afirmou o próprio ministro da Saúde, Nelson Teich. Na comparação com o dia 1º de abril, o Brasil registrou 84.753 casos novos e 6.088 mortes em um mês.

De acordo com o balanço divulgado ontem pelo ministério, o aumento no número de novos diagnósticos e óbitos foi de 7% em relação a anteontem. A persistir esse ritmo, o Brasil pode superar a casa dos 100 mil casos da doença no domingo.

“Toda previsão sobre o futuro é difícil, mas todo mundo que é especialista em modelos vê que o Brasil é a nova fronteira. Nas próximas semanas, os dois principais países em que haverá um crescimento acelerado de casos serão Estados Unidos e Brasil. O resto do mundo está desacelerando, crescendo muito pouco”, afirma Mauro Schechter, professor-titular de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele atribui o cenário atual à queda da adesão ao distanciamento social, que fez com que o país registrasse a mais alta taxa de contágio entre 48 nações analisadas pelo Imperial College de Londres. Por aqui, cada dez pessoas infectadas contaminam outras 28; estas contaminam outras 78, e assim sucessivame nte, multiplicando-se sempre à razão de 2,8.

“O que está acontecendo agora provavelmente é reflexo do relaxamento que aconteceu semanas atrás, já que é preciso ter uma massa crítica transmitindo para outras pessoas até ser notado (no registro de novos casos)”, ressalta.

Novas ondas

Doutora em epidemiologia da Fiocruz, Ana Luisa Gomes também crê que o país pode se tornar o novo polo da Covid-19, mas pondera que a Europa, que está na descendente de novos contágios, está começando a sair da quarentena agora, e que essa reabertura pode fazer a onda ressurgir.

“A tendência da doença é essa, começa a ser um pico em um país e ir diminuindo no outro. Como a América Latina foi um dos últimos lugares a receber a Covid-19, é natural que a gente se torne um epicentro, o que é diferente de ser o país com maior incidência. Epicentro é, naquele momento, onde tem a maior disseminação da doença, e, portanto, de onde ela pode sair para outros lugares. Por isso o Trump está apreensivo com a questão dos voos. A transmissão comunitária aqui está muito alta, e as pessoas que saírem do Brasil para lá podem levar a doença a várias regiões que já a controlaram”, disse.

Gomes se refere à menção feita pelo presidente norte-americano de suspender voos do Brasil para os Estados Unidos, algo que ainda não foi confirmado oficialmente pela Casa Branca. Donald Trump afirmou anteontem que o avanço da Covid-19 pôs o Brasil em uma situação “difícil”.

“No Brasil o número de casos é muito, muito alto. Se você olhar os gráficos quase todos apontam para o alto”, disse Trump. Nos EUA, o número de casos já passou de 1 milhão, e o de mortes, de 60 mil.

Rio passa de 10 mil casos

Ana Luisa Gomes, da Fiocruz, afirma que o agravamento da epidemia no Brasil já era esperado: “pelo sistema Infogripe, que avalia os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), já conseguíamos ver que a situação do Brasil está grave há algum tempo e tende a se agravar. Temos também uma subnotificação muito alta. Além disso, nosso país é um continente e tem situações muito regionalizadas, mas várias regiões do país já estão colapsando. Só não se fala que colapsou oficialmente no Rio porque é uma coisa politicamente difícil de ser dita”.

Os dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde mostram que os cinco estados com o maior número de casos confirmados são também os que têm mais mortes: SP (30.374 casos, 2.511 mortes), RJ (10.166, 921), CE (7.879, 505), PE (7.334, 603) e AM (5.723, 476).

Para Mauro Schechter, a única solução é manter a política de isolamento daqueles que podem ser isolados: “como não há vacina nem um tratamento eficaz, a única maneira de prevenir transmissão é o isolamento social. Não há outra forma. Todos os países que conseguiram controlar o fizeram utilizando soluções clássicas de controle de epidemias : evitar transmissão, diagnosticar precocemente e fazer o rastreamento de contatos”.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo 



Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 5,9 mil; casos confirmados são 85,3 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta quinta (30) pelo Ministério da Saúde

Teste positivo para o novo coronavírus
Agência Brasil

Metade dos casos confirmados de Covid-19 estão na região Sudeste

O Brasil registrou mais 435 mortes causadas pelo  novo coronavírus  (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 5.901, segundo balanço divulgado nesta quinta (30) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 8%.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de  Covid-19  no Brasil são 7.218, totalizando 85.380. O aumento foi de 9,2%. Já a taxa de letalidade caiu de 7% para 6,9%.

Covid-19 número de casos e óbitos
Infogram

No levantamento da pasta desta quarta, o número de óbitos era de 5.466, enquanto o de pessoas com a doença era de 78.162.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 2.375 das 5.901 ocorrências. A letalidade é de 8,3% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 854 mortes e letalidade de 9%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 28.698 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 9.453 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (7.606), Pernamnuco (6.876) e Amazonas (5.254). O estado que registra menos notificações é Tocantins, com 137 confirmações e três mortes.

Estimativas do Ministério da Saúde mostram que 43.544 pessoas com Covid-19 estão em acompanhamento, 35.935 pacientes estão recuperados e ainda há 1.539 óbitos em investigação.




Trump diz que acompanha ‘de perto’ o ‘surto sério’ de novo coronavírus no Brasil e sugere suspender voos

Presidente dos EUA, Donald Trump, concede entrevista na Casa Branca nesta terça-feira (28). Em primeiro plano, uma réplica de um avião oficial norte-americano — Foto: Carlos Barria/Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, concede entrevista na Casa Branca nesta terça-feira (28). Em primeiro plano, uma réplica de um avião oficial norte-americano — Foto: Carlos Barria/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (28) que “acompanha de perto” o que chamou de “surto sério” de novo coronavírus no Brasil. O republicano ainda alertou que o país tomou um rumo diferente no combate à pandemia de Covid-19 na comparação com outros países da América do Sul.

“O Brasil tem um surto sério, como vocês sabem. Eles também foram em outra direção que outros países da América do Sul, se você olhar os dados, vai ver o que aconteceu infelizmente com o Brasil”, disse Trump.

A afirmação do presidente norte-americano veio em resposta a perguntas sobre os voos internacionais ainda em operação. Ainda há viagens aéreas entre Brasil e EUA, mas em menor frequência devido à pandemia.

Donald Trump diz que Brasil enfrenta surto sério de Covid-19 e cogita suspender voos

Donald Trump diz que Brasil enfrenta surto sério de Covid-19 e cogita suspender voos

O governador da Flórida, Ron DeSantis, estava na reunião com Trump e disse que ainda não vê necessidade de suspender de vez os voos de Miami e Fort Lauderdale ao Brasil. Porém, o presidente insistiu:

“Se precisar [interromper voos], nos avise”.

Depois, Trump disse que avalia testar passageiros de voos internacionais saídos de “áreas muito infectadas” e afirmou que “o Brasil está chegando nessa categoria”. “Acho que eles vão ficar bem, eu espero que eles fiquem bem. Ele é muito amigo meu, o presidente [Jair Bolsonaro]”, acrescentou.

“Acho que a América do Sul é um lugar que deve ser falado [sobre os voos para os EUA], porque tem muitos negócios de lá com a Flórida”, disse Trump.

Embaixada alerta norte-americanos no Brasil

Passageiros aguardam para retirar bagagens no Aeroporto de Cumbica em Guarulhos — Foto: Marina Pinhoni/G1

Passageiros aguardam para retirar bagagens no Aeroporto de Cumbica em Guarulhos — Foto: Marina Pinhoni/G1

A Embaixada dos Estados Unidos alertou na semana passada que norte-americanos no Brasil devem se organizar para voltar aos EUA a não ser que estejam preparados para permanecer em solo brasileiro “por um período indefinido”, por causa da pandemia de novo coronavírus.

Em mensagem publicada no site oficial da representação, a Embaixada diz que há apenas nove voos em operação por semana entre o Brasil e os EUA — todos saindo do estado de São Paulo. Essas decolagens, segundo a nota, podem diminuir nos próximos dias.

A nova orientação veio quase um mês depois de a Embaixada dos EUA pedir aos norte-americanos no Brasil que retornassem imediatamente ao país de origem, com o agravamento da crise de Covid-19 no mundo.

Coronavírus no Brasil e nos EUA

Ambulâncias estacionadas em Nova York, com arranha-céus de Manhattan ao fundo, em foto de sexta-feira (24) — Foto: Andrew Kelly/Reuters

Ambulâncias estacionadas em Nova York, com arranha-céus de Manhattan ao fundo, em foto de sexta-feira (24) — Foto: Andrew Kelly/Reuters

Os Estados Unidos concentram quase um terço dos mais de 3 milhões de casos registrados até esta terça-feira de novo coronavírus no mundo, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O país também registra o maior número de vítimas de Covid-19: mais de 56 mil morreram com a doença.

Enquanto isso, a curva de casos e mortes no Brasil continua em crescimento, e o país já é o décimo com mais mortes pela Covid-19 em todo mundo, também de acordo com a Johns Hopkins. 

www.reporteriedoferreira.com.br  Por G1




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 5 mil; casos confirmados são 71,8 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta terça (28) pelo Ministério da Saúde

Previsão do Ministério da Saúde é de crescimento maior no números de casos confirmados e mortes no mês de abril

Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Previsão do Ministério da Saúde é de crescimento maior no números de casos confirmados e mortes no mês de abril

O Brasil registrou mais 474 mortes causadas pelo novo  coronavírus  (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 5.017, segundo balanço divulgado nesta terça (28) pelo Ministério da Saúde.

A alta corresponde a um crescimento de 10,4% e se torna o novo pico de óbitos registrados em um dia. Com esse aumento, o Brasil ultrapassou a China no número de mortos. O país foi a origem da proliferação do vírus e o epicentro inicial de contaminações. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 4.643 chineses morreram.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde pasta, os novos casos confirmados de  Covid-19  no Brasil são 5.385, totalizando 71.886. O aumento foi de 8,1%. Já a taxa de letalidade passou de 6,8% para 7%.

No levantamento da pasta desta segunda, o número de óbitos era de 4.543, enquanto o de pessoas com a doença era de 66.501.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 2.049 das 5.017 ocorrências. A letalidade é de 8,5% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 738 mortes e letalidade de 8,7%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 24.041 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 8.504 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (6.918), Pernambuco (5.724) e Amazonas (4.337).

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Efraim Filho (DEM; “Saída de Moro é notícia ruim para o governo e pior para o Brasil”

O deputado federal Efraim Filho (DEM) avaliou como negativa a saída do ministro Sérgio Moro do comando do Ministério da Justiça, sobretudo após as alegações feitas pelo ex-juiz federal de que o presidente tinha interesse em interferir politicamente na Polícia Federal, solicitando acesso a informações sigilosas de processos.

Segundo o parlamentar, a notícia foi ruim não apenas para a gestão Bolsonaro, mas, sobretudo, para o Brasil.

Sergio Moro renunciou ao cargo de juiz federal para servir ao país e sua saída significa decepção no sonho de milhões de brasileiros. Saída é notícia ruim para o governo e pior para o Brasil, afirmou.

A avaliação foi publicada em sua página, nas redes sociais.




No Brasil, ritmo de mortes por Covid-19 segue trilha dos países mais atingidos

Aceleração do número de casos em poucos dias lembra cenários de Alemanha, Bélgica, Holanda e Irã

Covid-19

GlobalStock/GettyImages/CreativeCommons

Brasil pode ultrapassar China em número de mortos pelo novo coronavírus

Passado um mês da primeira morte por Covid-19 registrada no Brasil, o país já tem 1.924 óbitos pela doença, segundo o boletim do Ministerio da Saude, divulgado nesta quinta-feira (16). Após escalada rápida nas duas primeiras semanas, o ritmo das mortes dá leve sinal de desaceleração agora, mas segue a mesma trilha de alguns países onde o vírus já matou mais do que na China.

Bélgica, Alemanha, Holanda e Irã experimentaram um aumento acentuado, por volta de 30% ao dia, nas duas primeiras semanas em que começaram a registrar mortes pela doença, e agora reduziram o ritmo para uma média mais próxima dos 20%, ou abaixo. Todas essas nações já contabilizam mais de 3.300 mortes, nível em que os chineses conseguiram estabilizar sua crise.

O que preocupa a leitura da tendência para o Brasil é que não há ainda testagem de todos os casos suspeitos, o que implica em tamanho subestimado da epidemia. O temor é que o país siga a tendência registrada, por exemplo, no Reino Unido, que tinha números parecidos nas primeiras semanas mas, em pouco tempo, saltou de 2,3 mil mortes para 13,6 mil.

“É muito provável que a gente vá atingir as 3 mil mortes, porque a epidemia ainda está ascendente. Esses números todos são muito difíceis de interpretar, porque dependem de quantos testes são feitos, dependem do momento em que você está na epidemia”, afirma Aluísio Dornellas de Barros, epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas, em entrevista ao jornal O Globo.

subnotificação dos casos confirmados da doença segue sendo um dos principais problemas da avaliação do tamanho da epidemia no Brasil. O número de testes realizados é muito menor do que o registrado na maioria dos países, como Alemanha, EUA, Itália e Espanha, e dá uma falsa impressão de que a doença esteja se estabilizando.

Um estudo recente apontou que o número de infectados no Brasil pode ser até 15 vezes maior do que o divulgado. Assim, não será surpresa se, em determinado momento, os registros atingirem os valores da China, epicentro do Covid-19 , e colocarem o país entre os mais afetados pela doença no mundo.

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