Lula vê “catástrofe” sobre eventual ataque armado à Venezuela

A fala do presidente vem diante do cenário estremecido entre os Estados Unidos e o país sul-americano

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Lula discursa na Cúpula do Mercosul
Ricardo Stuckert/PR

Lula discursa na Cúpula do Mercosul

Durante o discurso na Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), neste sábado (20), o presidente Lula (PT) alertou sobre os riscos do aumento de tensões no continente.

Na ocasião, o petista classificou uma possível intervenção armada na Venezuela como uma “catástrofe humanitária” e pode representar um “precedente perigoso para o mundo”.

A fala do presidente vem diante do cenário estremecido entre os Estados Unidos e Venezuela. Recentemente, Donald Trump faz diversas declarações sobre um possível ataque armado na região.

“Não queremos guerra no nosso continente. Todo dia tem uma ameaça no jornal e nós estamos preocupados. Agora, vai chegar o Natal e talvez eu tenha que conversar com Trump outra vez pra saber o que é possível o Brasil contribuir para um acordo diplomático e não para a guerra”, disse.

Cúpula do Mercosul
Ricardo Stuckert/PR

Cúpula do Mercosul

Além das tensões militares

Na cúpula, Lula falou também sobre o adiamento da assinatura do acordo entre o Mercosul e União Europeia. Segundo o petista, desde 2023, o Brasil vem tentando garantir que o acordo contribua para o desenvolvimento do bloco.

Além disso, o Chefe do Executivo citou as recentes movimentaçoes jurídicas do Brasil, como o julgamento dos envolvidos na trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para ele, o país “acertou a conta com os passados”.  A segurança é um direito do cidadão e um dever do Estado, independentemente da ideologia”, ressaltou Lula.




Caminho para o hexa definido; veja os grupos da Copa do Mundo

O Brasil caiu no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti

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Caminho para o hexa definido; veja os grupos da Copa do Mundo
Reprodução/ Portal iG

Caminho para o hexa definido; veja os grupos da Copa do Mundo

Brasil conheceu nesta sexta-feira (5) seu grupo na Copa do Mundo de 2026. A Seleção foi sorteada na Chave C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti.

Brasil vai encarar Marrocos, Escócia e Haiti
Reprodução/ Portal iG

Brasil vai encarar Marrocos, Escócia e Haiti

A estreia da equipe de Carlo Ancelotti vai ser contra o Marrocos, no dia 13 de junho. As outras datas em que a Amarelinha estará em campo serão 19 e 24 de junho.

O sorteio aconteceu no Kennedy Center, em Washington, capital dos EUA. A próxima edição do Mundial acontecerá entre 11 de junho e 18 de julho, no Canadá, México e Estados Unidos, e contará com a presença de 48 seleções, que serão divididas em 12 grupos com 4 países.

Assim, os grupos foram definidos e cada país conheceu seu caminho na primeira fase para a tão sonhada Copa do Mundo. Porém, como nem todas as seleções estão classificadas, alguns grupos precisam esperar a repescagem para conhecer todos os seus integrantes.

  • No Grupo A, será o vencedor da repescagem entre República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte.
  • No B, será Itália, Irlanda do Norte, País de Gales ou Bósnia.
  • No D, a vaga fica entre Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo.
  • Já no F, Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia sonham com a classificação.
  • No I, será na repescagem mundial, com Bolívia, Suriname ou Iraque brigando pela vaga.
  • Por fim, no K, será RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia.
O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo de 2026
Reprodução/ Portal iG

O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo de 2026
Grupo da morte, França caiu em chave com adversários difíceis
Reprodução/ Portal iG

Grupo da morte, França caiu em chave com adversários difíceis

Novo formato

Com o número maior de seleções competindo pela taça mais cobiçada do futebol, haverá também mais jogos, naturalmente.  De 64 confrontos, o Mundial passa a ter 104 na nova formatação. Avançam de fase os dois primeiros e, a partir desta edição, os oito melhores terceiros lugares também se classificam.

 




Trump diz que quer “começar a fazer negócios” com Lula

Após conversa de 30 minutos com o presidente brasileiro, líder americano afirma que EUA e Brasil “vão se dar bem juntos”

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Donald Trump conversou com Lula
Reprodução/Youtube

Donald Trump conversou com Lula

presidente dos Estados UnidosDonald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que pretende “começar a fazer negócios” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada na Sala Oval da Casa Branca, após uma conversa por videoconferência de cerca de 30 minutos entre os dois líderes. Segundo Trump, o diálogo teve foco na economia e no comércio bilateral.

De acordo com o governo brasileiro, a conversa foi iniciada por Trump e tratou principalmente de tarifas e relações comerciais entre os dois países.

Lula pediu a remoção da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além da tarifa base de 10%, que ele classificou como sem fundamento econômico.

O presidente também solicitou o fim das sanções impostas a autoridades brasileiras sob a Lei Magnitsky, que atingem membros do Supremo Tribunal Federal.

Durante a coletiva, Trump descreveu a conversa como “muito boa” e afirmou que os dois países “vão se dar bem juntos”.

O presidente americano destacou que a ligação foi marcada por um tom positivo e disse ter “boa química” com Lula. “Nos conhecemos rapidamente na ONU, gostamos um do outro e tivemos uma boa conversa”, afirmou.

Trump confirmou planos para encontros futuros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Em algum momento eu vou para o Brasil, e ele vai vir aqui. Nós conversamos sobre isso”, declarou.

Ele também anunciou a designação do secretário de Estado, Marco Rubio, como responsável por conduzir as negociações comerciais com autoridades brasileiras, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

Na ligação, Lula reiterou convite para que Trump participe da COP-30, que será realizada em Belém, em novembro deste ano.

Os presidentes também comentaram o breve encontro que tiveram na Assembleia Geral da ONU, em setembro, e trocaram números de telefone para estabelecer uma linha direta de comunicação.

Segundo o resumo oficial divulgado pelo governo brasileiro, o tom da conversa foi “amigável e construtivo”. Questões políticas internas, como o julgamento e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, não foram mencionadas.




OS GOLPES FRACASSADOS NO BRASIL Por Rui Leitao

OS GOLPES FRACASSADOS NO BRASIL

A história do Brasil tem bons exemplos de tentativas de golpe que fracassaram. Muitos são os fatores que contribuíram para o insucesso dessas empreitadas: falta de articulação, resistência das instituições democráticas, incompetência do núcleo conspirador. É interessante constatar que as tentativas lideradas por militares de baixa patente nunca deram certo.

Em 1922, o capitão de artilharia Siqueira Campos, com seus “18 do Forte”, foi abatido na Avenida Atlântica, nas imediações do Posto 3, no Rio de Janeiro. Em 1924, foi a vez do capitão Luís Carlos Prestes, com sua Coluna Invicta, que percorreu o país por dois anos sem conseguir abalar a estabilidade do governo do presidente Arthur Bernardes. O levante dos tenentes do Exército, ocorrido em Manaus no ano de 1932, foi mais um golpe frustrado. O capitão Prestes voltou a liderar uma tentativa de insurreição em 1935, com a Intentona Comunista, sendo novamente derrotado pelas forças legalistas nos combates da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, e em Natal, no Rio Grande do Norte.

O major Haroldo Veloso liderou o célebre levante de Jacareacanga, no Pará, em 1955, contra a posse de Juscelino Kubitschek. A rebelião terminou com o recuo dos insurgentes para a Bolívia, onde permaneceram exilados. Anistiado pelo presidente recém-empossado, Veloso voltou à cena, desta vez ao lado do tenente-coronel Burnier, à frente da fracassada rebelião dos aviadores, que teve como base o aeródromo de Aragarças, em Goiás.

Em 1963, ocorreu a Revolta dos Sargentos, que contou com a participação de marinheiros, sargentos e suboficiais da Aeronáutica. O movimento se deu como reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou a eleição de dois sargentos para a Câmara dos Deputados. Em Brasília, os revoltosos foram contidos pelas tropas do Exército. Mais um golpe de baixa patente fracassado. Seu líder, o sargento Antônio Prestes de Paula, foi condenado a quatro anos de prisão.

A mais recente movimentação golpista foi planejada e liderada por um capitão expulso do Exército. Inicialmente, buscava sua permanência no poder. Depois, derrotado nas urnas, tentou impedir a posse do presidente legitimamente eleito. Sem o apoio dos comandantes das Forças Armadas, a história registrou mais um golpe fracassado, desta vez arquitetado por alguém que, enquanto esteve no Exército, ostentava apenas a patente de capitão. O episódio culminou com a barbárie do dia 8 de janeiro de 2023, quando vândalos invadiram e depredaram os edifícios-sede dos Três Poderes, em Brasília. Ainda assim, as debilidades do golpe não devem nos levar a pensar que “a serpente esteja morta”.

Há mais de um século, integrantes das Forças Armadas que se imaginavam figuras-chave nas corporações militares e atores estratégicos da política nacional foram derrotados em suas tentativas de romper a ordem institucional do país. Sem o respaldo dos altos comandos militares, o golpe de 2023 não prosperou, embora tenha comprometido a imagem das Forças Armadas. Faltou, também, o apoio massivo da sociedade civil para que houvesse uma ruptura democrática.

O ex-presidente e outros integrantes de seu governo respondem criminalmente pela tentativa de golpe de Estado. O processo encontra-se em fase conclusiva no Supremo Tribunal Federal.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor




A ESCOLA DAS AMÉRICAS Por Rui Leitão

A ESCOLA DAS AMÉRICAS

Por Rui Leitão

A Escola das Américas foi fundada em 1946, no Panamá, quando se iniciava a Guerra Fria, com o objetivo de formar militares da América Latina e do Caribe segundo a doutrina de segurança nacional norte-americana. Ela se dedicava a aplicar métodos de contrainformação, interrogatórios com tortura e execução sumária, guerra psicológica, inteligência militar e ações de contrainsurgência. Tornou-se símbolo da aliança entre a Casa Branca e os governos ditatoriais da América Latina, treinando figuras notórias pela violação de direitos humanos, como os ditadores panamenhos Manuel Noriega e Omar Torrijos, os argentinos Leopoldo Galtieri e Roberto Viola, o peruano Juan Velasco Alvarado, o equatoriano Guillermo Rodríguez e o boliviano Banzer Suárez.

Todos os países latino-americanos enviaram militares para a Escola das Américas em algum momento. O livro Tortura Nunca Mais, escrito por Dom Paulo Evaristo Arns, identifica que entre seus ex-alunos estiveram 21 soldados e oficiais brasileiros acusados de tortura durante o período ditatorial. Dentre eles, o general Hélio Lima Ibiapina, denunciado pelo líder comunista Gregório Bezerra, e o militar João Paulo Moreira Burnier, acusado pelo ex-preso político Alex Polari de Alverga de ter torturado e matado o estudante Stuart Edgar Angel Jones.

Os militares que iam à Escola das Américas incorporavam doutrinas de promoção da violência sem contestação. Lá, alguns militares brasileiros tiveram aulas teóricas e práticas sobre tortura, que mais tarde seriam aplicadas no Brasil. Os EUA investiam pesado em armar e treinar os militares brasileiros, por considerarem essa assistência, estratégica para manter a proximidade com os ditadores. O general Ernesto Geisel, chegou a defender a tortura, afirmando: “Não justifico a tortura, mas reconheço que há circunstâncias em que o indivíduo é impelido a praticá-la, para obter determinadas confissões e, assim, evitar um mal maior”.

O Brasil era visto como o grande balizador da América do Sul, sendo compreendido pelos Estados Unidos como país cuja política tinha força determinante para o resto do continente. Para aquela escola foram enviados brasileiros com o propósito de aprenderem a produzir repressão, promovendo a chamada contrainsurgência, especialmente no combate ao comunismo. O Exército brasileiro, durante os 21 anos de ditadura militar, sofreu forte influência da Escola das Américas, com seus integrantes sendo treinados para confrontos contra grupos identificados como de esquerda. A Escola das Américas, na verdade, ensinava técnicas destrutivas dos valores democráticos, cujos manuais propunham tortura, chantagem, encarceramento de inocentes e espionagem contra civis e partidos de oposição. Oficiais e soldados de países latino-americanos eram ensinados a subverter a verdade, silenciar sindicalistas, militantes do clero e jornalistas, subjugando as vozes dissidentes e movendo guerra contra o próprio povo.

A Escola foi reestruturada em 2001, após forte pressão de grupos ligados à defesa dos direitos humanos, passando a se chamar Instituto do Hemisfério Ocidental para Cooperação em Segurança, com sede na Geórgia, adotando uma postura mais voltada para o respeito aos direitos humanos.




Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti

Seleção não teve uma grande performance, somando apenas um ponto em Guayaquil

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Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti
Rafael Ribeiro / CBF

Brasil joga mal e empata com Equador na estreia de Ancelotti

Em jogo marcado pela estreia de Ancelotti  no comando canarinho,  a seleção brasileira empatou em 0 a 0 com o Equador nesta quinta-feira (05), em Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

Com o resultado, o Brasil  permaneceu na quarta colocação da tabela sul-americana, com 22 pontos. Já os equatorianos estão na segunda posição, com 24 pontos. Quem lidera a chave é a Argentina, com 31 pontos.

1º tempo
A torcida presente no Estádio Monumental de Guayaquil viu um primeiro tempo muito ruim, com muita cautela entre as equipes e pouquíssimas oportunidades claras de gol.

A principal chance do Brasil na etapa veio aos 21 minutos, quando Estêvão roubou a bola em posição perigosa, mas errou o passe para Richarlison. Na sobra, Gerson teve a oportunidade de finalizar, mas escolheu servir Vini Jr, que bateu prensado e parou em uma defesa de Valle.

Equador não teve uma grande oportunidade de marcar, mas conseguiu ter mais volume nos primeiros 45 minutos. O maior susto gerado por “La Tri” veio em uma falta lateral, batida na segunda trave por Estupiñán. O lateral do Brighton contou com uma saída ruim de Alisson, mas não viu ninguém completar o cruzamento.

2º tempo
A segunda etapa seguiu com um ritmo parecido: os equatorianos com mais volume de jogo, principalmente na bola aérea, porém sem incomodar o goleiro Alisson, enquanto o Brasil esbarrava em uma partida pouco inspirada dos meio-campistas.

No entanto, o jogo esquentou na metade final do segundo tempo, com ambos os times chegando perto de abrir o placar.

A oportunidade equatoriana veio com Yeboah. O meio-campista limpou Casemiro com dois dribles curtos e chutou forte, mas parou em uma boa intervenção do goleiro brasileiro.

Na sequência, o time comandado por Carlo Ancelotti ficou perto de inaugurar o marcador, com Casemiro. O volante recebeu na entrada da área de Vini Jr., mas bateu fraco.

Bandeirinha fora do lugar

Um dos momentos mais comentados da partida desta noite não envolveu um belo drible, uma finalização perigosa ou um lindo lançamento, mas sim uma falha envolvendo a bandeirinha de escanteio.

Aos oito minutos da segunda etapa, com um escanteio para o Brasil, o objeto se desencaixou do buraco. Com isso, o jogo ficou paralisado por alguns minutos, e só voltou depois de Alexsandro, zagueiro da Seleção, encaixar a peça no local.

Próximas partidas

seleção brasileira  encerra sua participação nesta Data FIFA na próxima terça-feira (12), às 21h45, na Neo Química Arena, contra o Paraguai, em mais um jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2025. No mesmo dia, às 22h30, o Equador vai à Lima para enfrentar o Peru.

A Data FIFA que fecha o torneio sul-americano está marcada para setembro deste ano. Na ocasião, o Brasil vai enfrentar Chile e Bolívia. As partidas ainda não tiveram datas e horários divulgados.




Ancelotti chega ao Brasil; veja os primeiros compromissos

Treinador italiano desembarcou no Rio de Janeiro e fará primeira convocação nesta segunda-feira (26); estreia será em 5 de junho contra o Equador

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Carlo Ancelotti desembarcou no Brasil na noite deste domingo (25)
Rafael Ribeiro/CBF

Carlo Ancelotti desembarcou no Brasil na noite deste domingo (25)

Carlo Ancelotti, novo técnico da seleção brasileira, desembarcou no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 20h52 (horário de Brasília) deste domingo (25).

O italiano, contratado pela CBF até o fim da Copa do Mundo de 2026, partiu de Madri às 10h34 e, no Brasil, já se instalou no hotel Grand Hyatt.

Nesta segunda-feira (26), Ancelotti anunciará sua primeira lista de convocados.

Primeiras ações no comando da seleção

A estreia de Ancelotti no comando do Brasil será em 5 de junho, contra o Equador, em Guayaquil, pela 15ª rodada das eliminatórias da Copa de 2026.

O segundo jogo ocorrerá cinco dias depois, no dia 10, contra o Paraguai, na Neo Química Arena, em São Paulo.

Contexto da contratação

Ancelotti foi anunciado oficialmente pela CBF no dia 12 de julho, após deixar o Real Madrid, onde atuava desde 2021.

A entidade destacou em comunicado que ” o Brasil une agora sua tradição incomparável ao maior treinador de todos os tempos ” e que, com sua chegada, a seleção ” reafirma seu compromisso com a grandeza e o desejo inabalável de conquistar o hexacampeonato “.

A contratação concretizou um interesse antigo: em 2023, a CBF já havia tentado fechar com o italiano, mas a renovação dele com o clube espanhol atrasou os planos.




Volta das máscaras: Brasil pode ter novo pico de Covid-19?

Especialista aponta a necessidade de campanhas de vacinação e prevenção

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Vacinação fez o número de casos com Covid-19 desabar
Rovena Rosa/Agência Brasil

Vacinação fez o número de casos com Covid-19 desabar

A decisão da Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira(AM) de retomar o uso obrigatório de máscaras em  espaços fechados levantou a discussão sobre o risco de um novo pico da Covid-19 no Brasil.

A medida foi publicada no Diário Oficial do município na última sexta-feira (25), após aumento expressivo de casos no início de 2025, e atende a uma recomendação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que os casos confirmados passaram de 14 em dezembro de 2024 para 334 em janeiro.

Em fevereiro, foram 126 registros. Em março, o município confirmou 87 casos entre 197 suspeitos. No acumulado de abril, até o dia 22, os números variam entre 378 e 400, dependendo do boletim. Pelo menos uma morte está sob investigação.

O município, que tem cerca de 51 mil habitantes, é considerado o mais indígena do país, com 90% da população pertencente a povos originários.

O decreto municipal também restringe a entrada em territórios indígenas a pessoas com teste negativo para Covid-19 realizado nas últimas 48 horas ou vacinação comprovada.

Brasil pode enfrentar nova crise de Covid-19?

Criança se vacinando
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Criança se vacinando

Apesar do cenário local, especialistas e autoridades de saúde não identificam, no momento, risco de um novo pico em escala nacional. O clínico geral Nelson Assis afirmou que os indicadores não apontam para uma nova onda.

“Neste ano, o Brasil teve um aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com 13 estados e o Distrito Federal em nível de alerta ou alto risco, no entanto, a letalidade da Covid-19 está baixa. Tivemos mais de 179,6 mil casos registrados neste ano e pouco mais de 1,3 mil mortes”, disse.

Segundo Assis, para que haja uma nova pandemia ou uma grande onda de casos, seria necessário o surgimento de uma variante com maior capacidade de transmissão ou escape imunológico. “Não há qualquer indício que isso esteja ocorrendo em qualquer lugar do mundo”, afirmou.

 




Lula decreta luto de sete dias no Brasil após morte do Papa Francisco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou luto oficial de sete dias no Brasil após a morte do Papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira (21), aos 88 anos. Em pronunciamento nas redes sociais, o chefe do Executivo destacou o legado de amor, solidariedade e justiça deixado pelo pontífice argentino.

“A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo. O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos (…) Que Deus conforte os que hoje, em todos os lugares do mundo, sofrem a dor dessa enorme perda. Em sua memória e em homenagem à sua obra, decreto luto de sete dias no Brasil”, escreveu Lula.

Lula recordou com carinho os encontros que teve com o Santo Padre, ao lado da primeira-dama Janja da Silva, destacando a comunhão de ideais em torno da paz, da igualdade e da justiça.

“Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, afirmou.

O presidente também ressaltou a postura firme do Papa em defesa do meio ambiente, dos pobres, dos refugiados e das vítimas das guerras e do preconceito.

“Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas. Criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças”, pontuou.

Agência Brasil




Brasil avalia impacto da guerra comercial dos EUA e prepara estratégias de reação

Barral também destacou que Trump pode ter como próximo alvo a União Europeia, o que manteria o Brasil fora da mira em um primeiro momento.

A pedido do vice-presidente Geraldo Alckmin, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior está realizando um mapeamento dos setores brasileiros mais afetados pela guerra comercial intensificada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo é identificar possíveis medidas que o Brasil poderá adotar caso os norte-americanos elevem tarifas sobre produtos brasileiros.

O estudo leva em conta os efeitos colaterais de uma eventual retaliação, que pode impactar outras áreas de exportação e o mercado interno. Paralelamente, o governo busca novos mercados como alternativa para mitigar os impactos do tarifaço global imposto pelos EUA.

Brasil adota cautela, mas Lula promete reciprocidade

Embora o Ministério tenha negado oficialmente a realização do levantamento, a estratégia do governo tem sido a de cautela e silêncio. Entretanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou publicamente que o Brasil responderá caso Trump aplique tarifas sobre produtos brasileiros.

“Se ele [Trump] taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos exportados para os Estados Unidos. Simples, não tem nenhuma dificuldade”, declarou Lula.

Entre os técnicos do governo, há a percepção de que o Brasil pode se tornar um alvo de Trump no futuro. Para evitar retaliações antecipadas, o país busca não chamar atenção do governo norte-americano.

Setores mais vulneráveis e possíveis medidas de reação

O relatório avalia diversos instrumentos que o Brasil pode mobilizar em resposta a medidas protecionistas dos EUA, incluindo:

  • Salvaguardas comerciais;
  • Suspensão do regime ex-tarifário, que reduz temporariamente o Imposto de Importação para determinados produtos estratégicos;
  • Ampliação de parcerias com países dos BRICS, como China, Rússia e Índia, para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

Os setores considerados mais vulneráveis a possíveis sanções dos EUA incluem:

  • Aço e metais – O Brasil exporta grandes volumes de ferro e aço para os EUA, o que pode ser impactado diretamente por tarifas.
  • Máquinas e equipamentos – O país depende de importações norte-americanas para abastecer sua indústria. Restrições podem prejudicar o setor.
  • Carne e combustíveis – O Brasil é exportador de petróleo bruto para os EUA e importador de petróleo refinado, tornando-se vulnerável a sanções comerciais.
  • Autopeças – O impacto pode vir indiretamente, devido às medidas dos EUA contra o México, que utiliza insumos brasileiros na fabricação de veículos.

Cenário internacional e impactos da guerra comercial

O aumento das tensões entre China e Estados Unidos reacendeu a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em 1º de fevereiro, Trump impôs tarifas de 25% sobre produtos do México e Canadá e 10% sobre importações chinesas. Em resposta, a China adotou sanções contra os EUA, mirando principalmente minerais críticos usados na produção de tecnologia e armas.

Segundo especialistas, esse cenário pode beneficiar o Brasil, caso Pequim amplie a demanda por produtos brasileiros, como forma de reduzir sua dependência dos EUA.

ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, alertou que o Brasil deve adotar prudência na resposta às sanções norte-americanas. Ele lembrou a disputa entre Brasil e EUA em 2009, quando o Brasil aplicou retaliação cruzada no setor de propriedade intelectual, afetando patentes farmacêuticas norte-americanas.

Barral também destacou que Trump pode ter como próximo alvo a União Europeia, o que manteria o Brasil fora da mira em um primeiro momento. No entanto, as exportações brasileiras de ferro e autopeças podem ser afetadas indiretamente, caso os EUA ampliem tarifas para produtos do México.

Relação comercial Brasil-EUA em números

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações de produtos com maior valor agregado.

Principais produtos exportados pelo Brasil para os EUA

  • Petróleo bruto
  • Produtos semiacabados de ferro e aço
  • Aeronaves

Principais produtos importados pelo Brasil dos EUA

  • Motores e máquinas não elétricos
  • Óleos combustíveis de petróleo
  • Aeronaves

Entre janeiro e dezembro de 2023, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 9,2%, atingindo US$ 40,33 bilhões. Já as importações aumentaram 6,9%, totalizando US$ 40,58 bilhões.

Com os desdobramentos da guerra comercial, o governo brasileiro busca estratégias para proteger a economia nacional e diversificar seus parceiros comerciais, garantindo a estabilidade das exportações e minimizando os riscos de sanções norte-americanas.

Agências de Notícias