Secretário critica politica armamentista de Bolsonaro: ‘Armar população não diminui violência’

O secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, criticou nesta quarta-feira (13) a politica armamentista do governo de Jair Bolsonaro. Nunes disse não concordar com a tese de que armando a população a segurança nos estados brasileiros está garantida.

“A gente não tem a compreensão que armando a população a gente vai trazer mais segurança para todos. Essa política armamentista do governo federal, na nossa ótica, é a assunção da incompetência de poder apoiar nos estados um combate mais forte da criminalidade. É assumir também a incompetência de que não consegue também controlar problemas de fronteira, como contrabando de armas ilegais”, comentou.

Para Jean Nunes, a segurança pública deve, sim, ser garantida pelo Poder Público e órgãos competentes. “Quem, de fasto, tem que prover a segurança pública no país é o governo federal, estados e municípios. E não delegar essa missão para o particular e a população”, disse.

Segundo ele, estudos da ONU comprovam que armando a população não houve diminuição de violência nem de criminalidade: “Pelo contrário, teve aumento no número de mortes, são estudos confiáveis”, ressaltou.

O secretário lembrou que a polícia e os órgãos de segurança do Estado tem tirado de circulação várias arma




MEC determina volta às aulas presenciais a partir de janeiro

Sede do Ministério da Educação, em Brasília.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Educação

A medida vale para as instituições federais de ensino superior

Diário Oficial da União publica, nesta quarta-feira (2), portaria do Ministério da Educação (MEC), determinando que instituições federais de ensino superior voltem às aulas presenciais, a partir de 4 de janeiro de 2021. Para isso, as instituições devem adotar um “protocolo de biossegurança”, definido na Portaria MEC nº 572, de 1º de julho de 2020, contra a propagação do novo coronavírus (covid-19).

O documento estabelece ainda a adoção de recursos educacionais digitais, tecnologias de informação e comunicação ou outros meios convencionais, que deverão ser “utilizados de forma complementar, em caráter excepcional, para integralização da carga horária das atividades pedagógicas”.

O texto da portaria diz, também, que as “práticas profissionais de estágios ou as que exijam laboratórios especializados, a aplicação da excepcionalidade”, devem obedecer às Diretrizes Nacionais Curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), “ficando vedada a aplicação da excepcionalidade aos cursos que não estejam disciplinados pelo CNE”.

O documento estabelece que, especificamente para o curso de medicina, “fica autorizada a excepcionalidade apenas às disciplinas teórico-cognitivas do primeiro ao quarto ano do curso, conforme disciplinado pelo CNE”.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência Brasil




Pesquisa Ibope: aprovação de Bolsonaro “derrete” em João Pessoa e rejeição chega a 41%

Cortes no “auxílio emergencial” influíram negativamente na avaliação do presidente. João Azevêdo e Luciano Cartaxo ficam na média

Bolsonaro apoiou candidatos na Paraíba, mas nenhum deles foi eleito. Foto: Reprodução/Youtube

A quarta rodada de pesquisas do Ibope Inteligência, em João Pessoa, mostrou trajetória descendente da avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro. O gestor aparecia com avaliação positiva (bom e ótimo) de 43% no dia 5 de outubro. A avaliação negativa (ruim e péssimo) era de 33%. Agora, a avaliação positiva é de apenas 30%. Já a negativa chega a 43% da população pessoense.

O motivo da derrocada pode ter a ver com a redução no valor do Auxílio Emergencial pago pelo governo federal durante a pandemia. O benefício, antes de R$ 600, foi cortado pela metade. Houve redução, também, no número de beneficiários. O presidente, vale ressaltar, não conseguiu contribuir positivamente para os candidatos que carregaram a sua bandeira na disputa eleitoral.

O gestor chegou a apoiar alguns candidatos na Paraíba, mas nenhum conseguiu reverter o apoio em votos.

Confira o quadro com a série histórica das avaliações

A avaliação do governo de João Azevêdo (Cidadania) não sofreu grandes alterações do mês passado para cá. O índice de bom e ótimo oscilou negativamente em 1 ponto percentual, mas a rejeição também foi reduzida.

Confira o quadro abaixo sobre avaliação do governo estadual:

No caso do prefeito Luciano Cartaxo (PV), a melhor avaliação é registrada quando a pergunta diz respeito à aprovação do governo. Neste recorte, ele aparece com 50%, seis pontos percentuais abaixo da primeira consulta. A aprovação da gestão é de 34%, contra 26% de rejeição.

www.reporteriedoferreira.com.br     Jornal da Paraiba




Embaixador da China reage a declarações de Bolsonaro sobre vacina

 

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, usou as redes sociais para ressaltar os investimentos bilionários de empresas chinesas no Brasil

Embaixador da China reage a declarações de Bolsonaro sobre vacina

O embaixador da China  no Brasil,  Yang Wanming, ressaltou, nesta quarta-feira (21), os investimentos bilionários de empresas chinesas no Brasil. A postagem foi feita após declarações do presidente  Jair Bolsonaro  (sem partido) que, contradizendo o ministro da Saúde,  Eduardo Pazuello, afirmou que o governo federal  não vai comprar a vacina  ‘CoronaVac’, desenvolvida pela farmacêutica chinesa ‘Sinovac’, em parceria com o  Instituto Butantan. 

“Nos últimos 2 anos, empresas chinesas investiram no Brasil mais de US$ 15 bilhões em agricultura, nova energia, telecomunicação, eletricidade, petróleo, infraestrutura, logística etc., com mais US$ 5 bilhões de novos investimentos já acordados. O total investido no país já superou US$ 80 bilhões e chegará em US$ 109 bilhões em 3 a 5 anos. As empresas chinesas no Brasil criaram mais de 50 mil empregos diretos”, afirmou o embaixador Wanming pelo Twitter.

A polêmica envolvendo os governos se deu por conta do  atrito criado após as delcarações do presidente que foram contra o que o ministro da Saúde,  Eduardo Pazuello, havia dito sobre a compra das vacinas.

Bolsonaro declarou que  “o povo não será cobaia de ninguém”. Ele argumentou que não justifica “um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”.

 

As afirmações do presidente se somam à repercussões negativas geradas por negociações entre os  Estados Unidos e Brasil realizadas na terça-feira (20). O governo americano sinalizou que está disposto a investir para que operadoras de telecomunicações no país não comprem equipamentos de empresas chinesas.

O governo federal  estuda se irá banir a chinesa Huawei de fornecer equipamentos para a rede 5G, cujo leilão entre as operadoras deve ocorrer em 2021.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Ig




Governo planeja ‘Dia D’ contra Covid-19 com recomendação de cloroquina e irrita ministro da Saúde

 

“Se tem cloroquina escrito, está errado”, afirmou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, sobre campanha do governo Bolsonaro cujo slogan é “tratamento precoce é vida”

Eduardo Pazuello, Jair Bolsonaro e Hidroxiclorquina (Foto: Reprodução)

 

247 – O governo de Jair Bolsonaro planeja um ‘Dia D’ contra a Covid-19 no dia 3 de outubro, segundo a CNN. O slogan da campanha é “tratamento precoce é vida”, pedindo que as pessoas, no primeiro sintoma, procurem um médico e solicite o tratamento precoce, com hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco. O kit não será distribuído pelo governo à população.

A medida irritou o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. “Se tem cloroquina escrito, está errado. Vamos corrigir. Falei muitas vezes pros meus secretários que não era pra ter nome de medicamento”, reclamou. O documento cita a hidroxicloroquina pelo menos três vezes.

Pazuello disse que o ‘Dia D’ não vai servir para incentivar o uso de nenhum remédio, mas para reforçar que as pessoas busquem um atendimento médico logo no início dos sintomas do novo coronavírus, para prevenir.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Brasil 247




Maia diz que MP da intervenção nas universidades é inconstitucional

Segundo a deputada Erika Kokay, o presidente do Senado, David Alcolumbre, avalia devolver ao governo a MP 979, que permite ao ministro Abraham Weintraub nomear reitores durante a pandemia. Congressistas da oposição protocolaram ação no STF contra a medida

Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro (Foto: Câmara dos Deputados | PR)

247 – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou nesta quarta-feira, 10, que é inconstitucional a Medida Provisória 979, que permite ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomear reitores de universidades e institutos federais durante a pandemia.

A informação foi divulgada pela deputada Erika Kokay. “O @RodrigoMaia diz que medida provisória para nomear interventores nas universidades é inconstitucional. @davialcolumbre avalia devolver o texto ao governo. Vamos pressionar para que ela seja devolvida”, disse a deputada pelo Twitter.

Parlamentares da oposição estão pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para devolver a MP ao Executivo. Além da pressão no Congresso, congressistas de oito partidos políticos diferentes também protocolaram no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a MP.

 Brasil 247




Em reunião com ministros, Bolsonaro critica STF e ameaça resistir a decisões da corte

Publicado por: Gerlane Neto em 

csm bolsonaro live arabia e556f8c42e - Em reunião com ministros, Bolsonaro critica STF e ameaça resistir a decisões da corte

Irritado com a operação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que atingiu deputados da base e apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro reuniu sua equipe de ministros nesta quarta-feira (27) para definir uma estratégia de reação à corte.

No encontro, segundo auxiliares presentes, o presidente avaliou como absurda e desnecessária a investigação contra aliados do seu governo, considerou que se trata de uma retaliação e reforçou que o Poder Executivo não pode aceitar calado.

A primeira medida que ficou definida é que a AGU (Advocacia-Geral da União) ingressará com pedido de habeas corpus para que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não preste depoimento ao STF. Ele foi intimado no mesmo inquérito que apura o disparo de fake news por aliados do presidente.

A ideia seria ingressar com o habeas corpus para impedir a prisão ou outra medida cautelar contra o ministro no caso de ele se recusar a cumprir a determinação do STF de prestar depoimento.

Na reunião, também foram discutidas outras iniciativas de resistência, mas ainda nao se chegou a uma definição. Entre elas, a sugestão para que o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, não acate nenhum pedido de diligências no âmbito de um pedido de impeachment contra o ministro que foi apresentado ao tribunal e é relatado por Celso de Mello.

O núcleo ideologico defendeu ainda que o presidente insista mais uma vez na nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. O ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu a posse do amigo do presidente no mês passado.

Com exceção do pedido de habeas corpus​, as demais propostas não foram unânimes na reunião, o que levou o presidente a rediscuti-las com o núcleo jurídico do governo.

Para tratar do tema, Bolsonaro se reuniu no início da noite no Palácio da Alvorada com o ministro da Justiça, André Mendonça.

De acordo com relatos feitos à Folha, no encontro, também foi lido um texto de 2019 atribuído ao advogado Modesto Carvalhosa que sugeriu a prisão preventiva dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por causa do inquérito das fake news.

Outra ideia discutida é a divulgação de uma uma nota descrevendo a reação planejada. Caso Bolsonaro siga essa linha, aprofundará ainda mais a crise do governo com o Judiciário.

Segundo assessores do presidente, Bolsonaro avaliou nesta quarta-feira que a operação deflagrada teve como objetivo atingi-lo. O presidente discutiu o assunto com ministros, inclusive com o titular da Defesa, Fernando Azevedo.

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“CALA A BOCA, BATISTA”: Escrito Por Gilvan de Brito 

“CALA A BOCA, BATISTA” : Escrito Por Gilvan de Brito

Estamos retrocedendo aos tempos de Chico Anísio, nos programas de humor da TV. O triste episódio registrado ontem, no “chiqueirinho” do palácio da Alvorada, quando o presidente Bolsonaro mandou, aos gritos, os jornalistas calarem a boca, ao deixar de responder uma pergunta que lhe fora feita, têm sido corriqueiros e pontuais. O desafogo presidencial foi feito após a cobrança dos motivos que o levaram a insistir com tanta ênfase na mudança do delegado da PF, no Rio de Janeiro. Como o jornalista é o porta-voz da notícia para atender aquelas pessoas da sociedade que pretendem saber alguma coisa dessas particularidades que envolvem o governo, a reação mostrou-se extemporânea. E isso não foi novidade porque o fato vem se repetindo quase todos os dias, quando os jornalistas, de alguma forma, são agredidos apenas por tentarem ouvir da autoridade máxima, reproduzindo perguntas que não querem calar.

 

E isso está repercutindo, também, entre os fiéis seguidores do chefe da Nação, porque essas agressões estão passando para o terreno do corpo físico dos jornalistas, como ocorreu anteontem, durante uma dessas desconfortáveis “coletivas à imprensa”, quando um fotógrafo foi agredido, pisoteado e teve o seu equipamento danificado pelos escudeiros presidenciais de plantão. E não só na porta do palácio. Agora está extrapolando para todos os seguimentos da vida nacional, onde algumas pessoas desse grupo passaram a agredir os profissionais da imprensa, nas redes sociais. Ontem foi a minha vez, ao mostrar o meu ponto de vista a respeito de uma discussão que se fazia sobre questões do governo. Fui chamado de comunista, por conta dessa intervenção (como acontecia na ditadura quando eu reclamava qualquer coisa dos militares).

 

E ainda mais: fui orientado a aposentar-me para assistir de longe os novos tempos (novos?) que se mostram. Algumas pessoas não entendem a função do jornalista, cuja única missão é informar aquilo que o distinto público quer saber. O médico não se aposenta; o advogado também, assim como os representantes de outras categorias. O mesmo ocorre com o jornalista, que segue nessa profissão, muito mais como uma devoção, atendendo a uma força impiedosa, interior, chamada vocação. Eu só vou parar de escrever quando não mais tiver força para distribuir os dedos sobre um teclado e imprimir as letras que me interessam. E todas as vezes em que eu fizer isso estarei, com certeza, defendendo direitos alienados e pensamentos positivos.

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www.reporteriedoferreira.com.br  “CALA A BOCA, BATISTA”: Escrito Por Gilvan de Brito  Jornalista-advogado e escritor



MPF investiga interferência política de Bolsonaro no Exército

Procuradora pediu abertura de dois procedimentos para apurar revogação de portarias sobre monitoramento de armas e munições

Jair Bolsonaro revogou portarias sobre monitoramento de armas e munições

Agência Brasil

Jair Bolsonaro revogou portarias sobre monitoramento de armas e munições

Além das acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que teria interferido, por interesse próprio, na Polícia Federal, Jair Bolsonaro está sob suspeita de ter feito intervenções políticas no Exército . De acordo com reportagem publicado pelo jornal o Estado de S.Paulo, nesta segunda-feira (27), o Ministério Público Federal (MPF) abriu duas investigações para apurar se o presidente violou a Constituição por atuar em decisões que seriam exclusivas do Exército.

Os procedimentos têm como objeto a revogação de três portarias sobre monitoramento de armas e munições , publicadas entre março e abril. A suspeita é de que Bolsonaro tenha agido para beneficiar uma parcela de eleitores.

Bolsonaro determinou a revogação das portarias 46, 60 e 61, no dia 17 de abril, e foi atendido pelo general Laerte de Souza Santos , comandante do Comando Logístico do Exército (Colog). Em publicação no Twitter, no mesmo dia, ele disse que tomu a decisão porque as portarias não se adequavam as suas “diretrizes definidas em decretos”.

As portarias tratavam do rastreamento, da identificação e da marcação de armas para uso esportivo, de colecionador e militar. No ofício, a procuradora regional da República Raquel Branquinho argumenta que a revogação enfraquece o controle sob o comércio de armas e facilita o acesso do crime organizado, citando o Rio de Janeiro como exemplo problemático da ausência dessa fiscalização.

Próximos passos

Raquel Branquinho , que teve participação em processos relevantes, como o mensalão, enviou o pedido de investigação no dia 20 de abril, quatro dias antes de Sergio Moro pedir demissão e acusar Bolsonaro de intervir politicamente na Polícia Federal. Cabe ao MPF, agora, avaliar qual foi a motivação de Bolsonaro para derrubar as portarias. O caso pode desencadear uma ação de improbidade na Justiça Federal ou um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Moro se demitiu na última sexta-feira (24), após entrar em conflito com Bolsonaro quando o presidente revolveu trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo . O ministro acusou o chefe de interferência política na instituição de segurança, uma vez que vinha cobrando acesso a relatórios sigilosos.

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João Azevêdo considera preocupantes declarações de Sérgio Moro

Em entrevista à imprensa, nesta tarde, o governador João Azevêdo (Cidadania) disse que viu com preocupação as declarações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, na manhã desta sexta-feira (24), quando revelou que o presidente Bolsonaro teria intenção de interferir politicamente na Polícia Federal.

“Essa é a questão que mais preocupa”, disse o gestor. Para João, ao que parece o fato pode ensejar afastamento do cargo sob a justificativa de crime de responsabilidade. “Agora passa a ser uma questão política, antes de tudo, como qualquer processo de impeachment”, emendou.

 

Redação