Lula: Trump sabe que Bolsonaro “é passado” na política brasileira

Petista disse que explicou ao presidente dos Estados Unidos a gravidade da tentativa de golpe orquestrada por Jair e aliados

Por

|

Atualizada às 

Lula e Trump se encontraram neste domingo (26)
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Trump se encontraram neste domingo (26)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na madrugada desta segunda-feira (27), que o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, entende que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  “faz parte do passado da política brasileira” e que “rei morto é rei posto”.

A declaração ocorreu após reunião de 45 minutos entre os dois líderes, em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a 47ª cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Lula disse ainda que explicou a gravidade do plano golpista que tinha, entre outras etapas, ameaças dirigidas a ele próprio, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele adicionou que o julgamento de Bolsonaro no STF foi “muito sério, com provas muito contundentes”.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e associação criminosa. Ele cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, após decisão de Moraes, mas no inquérito que apura a tentativa dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de influenciar o governo dos Estados Unidos a impor sanções contra autoridades brasileiras.

Além do tópico Bolsonaro, o encontro tratou de temas econômicos e políticos, como as sanções impostas por Washington e as tarifas que afetam produtos brasileiros.

“Vocês sabem que, se depender de mim e de Trump, vai ter acordo”, disse Lula. “Rolou muita sinceridade na nossa relação. É bem possível que vocês fiquem surpresos com a afinidade do Estado americano e o Estado brasileiro”, completou.

Trump falou de Bolsonaro antes da reunião

“Não é da sua conta”, disparou. “Eu sempre gostei do Bolsonaro. Me senti mal com o que aconteceu com ele. Ele está passando por muita coisa”.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Márcio Elias Rosa, que participou da reunião, o nome de Bolsonaro não foi mencionado durante a conversa oficial.

Reações de Bolsonaristas

As fotos de Lula e Trump juntos na Malásia foram recebidas como uma “derrota” na cúpula bolsonarista, segundo apuração da jornalista Andréia Sadi, do g1.

Em público, aliados de Bolsonaro tentaram minimizar a importância do encontro e valorizar a breve menção feita por Trump antes da reunião. Nos bastidores, porém, a avaliação foi negativa.




Hugo Motta ameaça suspender por 6 meses bolsonaristas que mantiverem motim na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ameaçou com suspensão de seis meses de mandato os deputados que se mantiverem amotinados no plenário da Casa, para tentar impedir a realização das sessões. A punição recebeu apoio dos líderes da maioria dos partidos.

Motta reuniu as lideranças nesta quarta (6) na residência oficial do presidente da Câmara para discutir o que fazer com os deputados bolsonaristas que tomaram a mesa da Presidência da Casa desde terça (6) em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os amotinados passaram a exigir a votação de um projeto de lei para anistia-lo e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Houve consenso para retomar o espaço da cadeira do presidente da Câmara. [Hugo Motta] deixou claro que quem impedir que ele assuma a presidência da Câmara vai ser suspenso e pode ter o nome enviado para o Conselho de Ética para um processo de cassação”, disse o líder do PT, Lindberg Farias (RJ), ao deixar a reunião.

O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), afirma que quem se mantiver sentado na mesa diretora e tentar impedir a realização da sessão será punido com suspensão de seis meses, inclusive com paralisação das atividades dos gabinetes e dos assessores. “Houve apoio de todos os partidos [presentes na reunião] para retomada do plenário”, diz.

Motta também definiu com os líderes partidários que haverá sessão na noite desta quarta-feira (6), a partir das 20h30. O PP anunciou que fará obstrução junto com PL e Novo para que seja votada a anistia, mas ponderou que o movimento pode ficar restrito apenas a esta quarta-feira.

Aliados de Motta e parlamentares de esquerda defendem que Motta deve sentar em sua cadeira no plenário para comandar a sessão. O entendimento é o de que uma negociação com os deputados bolsonaristas não poderia se dar sob chantagem, mas somente depois que o comando da Câmara fosse restabelecido.

Antes de se reunir com os líderes de partidos, durante a tarde, Motta esteve com os líderes da oposição, deputado Zucco (PL-RS), e com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), na tentativa de que os bolsonaristas encerrassem o protesto, mas não houve acordo.

Os bolsonaristas ocupam as mesas da Câmara e do Senado, o que impediu a realização de sessão plenária de terça-feira. Eles estabeleceram um revezamento e, mesmo durante a madrugada, não se ausentaram do plenário. A bancada do PL pede anistia aos acusados de golpismo, o impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado.

A reunião de líderes teve a presença de representantes de ao menos 17 partidos –PL, PT, PSD, Republicanos, PP, União Brasil, PSD, Solidariedade, PSDB, PSOL, Avante, Podemos, PSB, Rede, MDB, PC do B e PDT.

Sóstenes não compareceu, mas havia um membro do PL, o deputado Altineu Côrtes (RJ), que é o primeiro vice-presidente da Câmara.

Apesar de os presidentes de PP e União Brasil terem declarado apoio à obstrução bolsonarista, o movimento de oposição não teve ampla adesão entre deputados do centrão. O próprio líder do PP, deputado Dr. Luizinho (RJ), afirmou, pela manhã, que o partido apoiava a obstrução, mas apenas durante esta terça e quarta, e que os trabalhos deveriam ser retomados na próxima semana.

Luizinho afirmou ainda que a prisão de Bolsonaro “foi excessiva”, mas evitou se comprometer com uma reação política da Câmara. Por outro lado, também declarou que não será usada força policial para retirar os bolsonaristas da Mesa Diretora.

“A medida de prisão foi excessiva, mas temos que trabalhar no Congresso dentro da legalidade. Ocupação do plenário não resolve o problema”, disse, pela manhã. “Não dá para achar isso normal, quererem parar atividade parlamentar na força. Uma chantagem total”, afirmou.

Segundo o petista, os líderes sequer discutiram as propostas exigidas pelos bolsonaristas, como anistia.

Folha Online




Emendas: governo paga R$ 8,1 bilhões em dezembro; bolsonaristas são os que mais receberam

Número representa 18% de todas as emendas do ano

Por

iG Último Segundo

|

Atualizada às 

Recursos foram liberados na véspera da semana final de votações no Congresso
Lula Marques/ Agência Brasil

Recursos foram liberados na véspera da semana final de votações no Congresso

Neste mês de dezembro, o governo federal pagou mais de R$ 8,1 bilhões em emendas parlamentares , o que ultrapassou o valor que havia sido anunciado pela União inicialmente. A quantia mostra os esforços do governo para liberar os recursos pouco antes da última semana de votações no Congresso e depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino passou a exigir mais transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

Entre os 20 deputados e senadores que mais receberam emendas estão parlamentares bolsonaristas e do centrão, de acordo com o UOL.

No início de dezembro, depois que o Congresso Nacional aprovou o projeto de mudança na gestão das emendas, Dino liberou o pagamento do dinheiro que estava suspenso desde agosto, mas impôs condições para garantir mais transparência no uso do dinheiro público.

Os números mostram que R$ 7,1 bilhões em emendas parlamentares foram pagos nos dias 12 e 13 de dezembro — 18% de todas as emendas do ano e totalizando R$ 38,6 bilhões até agora.

O alto valor foi liberado poucos dias antes da votação de temas importantes para o governo, como a reforma tributária e pacote de ajuste fiscal. Até o último dia 18, R$ 8,1 bilhões já haviam sido liberados.

Parlamentares bolsonaristas lideram

Os parlamentares bolsonaristas estão no topo da lista dos que mais receberam emendas, entre eles, os ex-ministros do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Pontes (PL-SP) e Damares Alves (Republicanos-DF).

O governo é obrigado a pagar alguns tipos de emendas, que são as chamadas emendas impositivas, ainda neste ano, mas há margem para fazer a liberação inicial. Os empenhos das emendas do ano podem ser feitos até 31 de dezembro, mas os aliados são privilegiados.

Ainda faltam R$ 5,4 bilhões em emendas de comissão para empenhar — mas elas tiveram a transparência questionada pelo STF. Por isso, Dino determinou que elas só sejam liberadas caso haja o nome dos deputados ou senadores nos portais de transparência.

 

O valor liberado reflete os esforços do governo após Dino negar três pedidos da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o desbloqueio de mais de R$ 13 bilhões em emendas parlamentares não empenhadas  no início do mês. No dia seguinte (dia 10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com os chefes da Câmara e do Senado e o governo editou uma portaria interministerial que estabeleceu parâmetros para a liberação de emendas.

No encontro, segundo relatos, o petista disse que não interferiu na decisão de Dino, mas acertou termos finais para que as emendas fossem liberadas e, consequentemente, o pacote fiscal caminhasse no Congresso.

 

Dois dias depois, R$ 1,3 bilhão foi liberado e mais R$ 5,8 bilhões foram pagos no dia 13 — mais de 90% do que foi pago em dezembro até agora.

Da quantia total que foi liberada, R$ 3,8 bilhões foram destinadas ao Fundo Nacional de Saúde e R$ 3,2 bilhões são de emendas Pix — que foram liberadas pelo ministro desde que sejam apresentados, em 60 dias, planos de trabalho detalhando como elas foram utilizadas.

O recurso foi alvo de questionamentos no Supremo por permitir o repasse de verbas para estados e municípios sem um destino específico.

É necessário, também, determinar parâmetros de pagamento de emendas de comissão. Segundo decisão de Dino, os nomes dos parlamentares que solicitaram o recurso da emenda de comissão devem constar para que o pagamento seja feito.




Tramóia de bolsonaristas no TCU para livrar Bolsonaro no roubo de jóias expõe milicianização das instituições

Escancarada na atuação mafiosa da extrema-direita lavajatista, a milicianização das instituições se aprofundou com a extrema-direita bolsonarista

Joias, TCU e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Leopoldo Silva/Agência Senado | Alan Santos/PR)

O processo de milicianização das instituições da República representa uma ameaça contínua à democracia brasileira.

Ocupantes regulares de funções públicas no aparelho de Estado ou agentes eleitos para a representação política agem como milícias ideológicas que subvertem seus cargos para materializar objetivos do extremismo e do fascismo.

Escancarada na atuação mafiosa da extrema-direita lavajatista, a milicianização das instituições se aprofundou com a extrema-direita bolsonarista. E continuará avançando perigosamente, caso não encontre resistências e respostas contundentes do campo democrático.

Numa articulação das suas bancadas no Congresso e no Tribunal de Contas da União/TCU, bolsonaristas promoveram nova ofensiva, desta vez para livrar a responsabilidade criminal de Bolsonaro pelo roubo de jóias e objetos valiosos pertencentes ao patrimônio da União.

A operação começou com uma representação do deputado bolsonarista Sanderson/PL-RS em agosto de 2023 junto ao TCU questionando situação já consolidada e devidamente legalizada pelo próprio Tribunal sobre um relógio recebido por Lula em 2005, há 19 anos.

No TCU, o ministro bolsonarista Jorge Oliveira, indicado para o cargo pelo próprio Bolsonaro em julho de 2020, contrariou parecer da assessoria técnica do Tribunal para criar uma brecha jurídica favorável à defesa de Bolsonaro no inquérito criminal.

Bem antes desta esdrúxula decisão de Oliveira, outro ministro bolsonarista do TCU havia atuado de modo estratégico para salvar Bolsonaro e seus cúmplices civis e militares que participaram do esquema de roubo das jóias, contrabando delas para venda nos EUA e lavagem do dinheiro resultante da venda ilegal no exterior.

Este ministro é João Augusto Nardes, político com carreira iniciada na ARENA, partido da ditadura, autor da farsa das pedaladas fiscais que embasou o impeachment fraudulento da presidente Dilma, e que em novembro de 2022 gravou áudio para a horda fascista com informe sobre o “movimento forte nas casernas” na preparação do golpe de Estado.




Gilmar diz que bolsonaristas ‘descobriram’ presídios após 8 de janeiro: ‘Talvez seja um ganho’

Ministro Gilmar Mendes durante sessão da 2ª turma do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

por Rayssa Motta

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ironizou na quarta-feira, 10, as visitas de deputados e senadores bolsonaristas aos presos por envolvimento nos atos golpistas do dia 8 de janeiro e a preocupação recente com as condições do sistema penitenciário.

“Terem esses parlamentares descoberto que existem presídios no Brasil e que suas condições são precárias de fato talvez seja um ganho, um raro ganho, que talvez se possa ter em um episódio como esse (atos golpistas)”, afirmou no plenário. ” Parlamentares visitando presídios eram muito raros.”

O decano afirmou que uma parcela da população, que antes espalhava um discurso punitivista sobre a criminalidade, parece ter despertado para a precaridade dos presídios.

“Alguma coisa de bom este episódio terá propiciado”, afirmou. “Sobretudo para essas pessoas certamente a gente pode dizer que eles descobriram os presídios. Aqueles que diziam que direitos humanos só existem para homens direitos, agora viram as condições dos presídios”, seguiu.

Quando foi presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre 2008 e 2010, Gilmar Mendes criou os chamados mutirões carcerários, projeto de inspeção dos estabelecimentos prisionais e uma tentativa de garantir maior controle das prisões, sobretudo as processuais que se alongam excessivamente.

Relator das investigações sobre os protestos golpistas na Praça dos Três Poderes, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o interesse de ‘alguns’ parlamentares é político.

“Não por motivos humanitários, mas por motivos políticos, eu diria politiqueiros, houve um momento de visita aos presídios por parte de alguns parlamentares”, disse.

Foi Moraes quem autorizou, na semana passada, a visita de senadores ao ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, no 19º Batalhão de Polícia Militar. Ele está preso preventivamente desde 14 de janeiro.

As primeiras comitivas de parlamentares estiveram com Torres no último final de semana. Após a visita, disseram que o ex-ministro ‘chora o tempo todo’ e está ‘detonado’ na prisão.




Moraes nega recurso da defesa e mantém prisão do ex-ministro Anderson Torres

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não concordou com a defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que seguirá preso. Ele foi investigado após invasão de bolsonaristas radicais ter depredado sedes dos três poderes federais, no dia 8 de janeiro, por suspeita de omissão.

Apesar de já não fazer mais parte do Governo Bolsonaro, ele já havia sido empossado como secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, por Ibanes Rocha, governador do distrito. Ao requerer a liberdade do ex-ministro, os advogados argumentaram que não há elementos que liguem Torres aos atos golpistas.

Mas os argumentos, de acordo com o ministro e relator das investigações sobre os atos golpistas, não foram suficientes para a liberação de Anderson Torres. Além disso, ele relembrou a minuta golpista, encontrada na casa do ex-ministro em busca e apreensão da Polícia Federal (PF).

“Conforme destacado pela procuradoria-geral da República, os elementos de prova até o momento coligidos aos autos indicam que Anderson Gustavo Torres descumprido, no mínimo mediante omissão, os deveres do cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal”, afirmou Moraes.

“No que diz respeito especificamente à ‘minuta de decreto”, a Procuradoria-Geral da República ressaltou a probabilidade de que, em liberdade, Anderson Gustavo Torres coloque em risco o prosseguimento das investigações, a colheita de provas e, por conseguinte, a persecução penal”, concluiu.

www.reporteriedoferreira.com.br    com g1 




Bolsonaristas podem perder protagonismo no novo Congresso

Impulsionado pelo bolsonarismo, o PL elegeu a maior bancada do Congresso para a próxima legislatura, mas o grupo mais associado ao presidente Jair Bolsonaro terá dificuldades de conquistar protagonismo no próximo Congresso.

Além da derrota de Bolsonaro nas urnas, os acenos do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Centrão e a aproximação com o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL) devem dificultar pretensões de nomes como como Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF).

A legenda comandada por Valdemar Costa Neto, que terá 99 deputados e 14 senadores (oito eleitos em 2022), anunciou oficialmente na quarta-feira, 8, que fará oposição a Lula. Em troca do apoio à reeleição de Lira à presidência da Câmara, o partido articula para ter a vice-presidência da Câmara e a chefia do Senado.

O desejo da cúpula do PL, porém, pode não vingar caso o atual presidente da Casa feche um acordo com a base de Lula, o MDB e o Centrão. O acerto pode isolar o PL, mas, pelo tamanho da bancada, a legenda ainda poderia reivindicar cargos na Mesa Diretora e em comissões em nome da proporcionalidade.

No entanto, sem a retaguarda do Planalto, nomes que tiveram protagonismo na atual legislatura, como Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Bia kicis devem perder protagonismo no Parlamento, enquanto as vozes moderadas do PL podem ocupar os espaços mais disputados.

A votação que define os integrantes da Mesa é secreta, mas assegura uma representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares, sem prejuízo de candidaturas avulsas. Como as siglas escolhem os candidatos que as representarão na eleição aos cargos, os quadros com discurso mais radicalizado podem ser preteridos dentro do próprio partido.

Disputa

Dentro da própria bancada já existe uma disputa pela vaga de líder na Câmara. Zambelli apresentou seu nome e Eduardo Bolsonaro também é citado.

“Jair Bolsonaro vai voltar em 2026 e precisamos manter viva a representação do nosso presidente no Congresso. Vejo o Eduardo Bolsonaro como um bom nome para liderar o partido”, disse o deputado Capitão Alberto Neto (PL-CE).

O deputado e presidente da Comissão de Agricultura, Fernando Giacobo (PL-PR), argumentou que ser oposição ao governo não significa perder espaços no Congresso, que seguem uma distribuição regimental. “Nós temos a maior bancada, mesmo sem bloco, e vamos pleitear a presidência do Senado dentro de uma composição com Lira”, disse. Se o Progressistas não compuser o bloco para apoiar o PL no Senado, o acordo estaria desfeito. O nome indicado pelo partido de Bolsonaro à Casa deve ser o do senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do governo.

Resistência

Os representantes da ala mais radical do bolsonarismo também enfrentam resistência entre os partidos do centro e a rejeição da esquerda. Para o vice-líder do PSD na Câmara, Fábio Trad, nomes radicais “não prosperarão” neste Congresso e “serão rejeitados naturalmente pelos pares”. “Porque não se coadunam com essa feição de centro que, pelo andar da carruagem, o governo Lula vai dar”, disse.

“Vai haver uma mudança da água para o vinho no Congresso. Não tem sentido (ter) radical de direita (nos cargos principais do Congresso). Agora serão nomes de centro. Se não, vai ter reação”, completou o parlamentar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Simone Tebet é ameaçada de morte e pede escolta da Polícia

Após declarar voto e fazer expressiva campanha no segundo turno para o presidente eleito Lula, do PT, a senadora Simone Tebet, do MDB, que concorreu ao pleito no primeiro turno, passou a ser alvo de bolsonaristas e a receber ataques e ameaças de morte pelas redes sociais. Nas úlimas semanas as ofensas se intensificaram.

As ações contra a integridade física da senadora, a obrigou a solicitar uma escolta permanente da Polícia Legislativa do Senado.

A assessoria de Tebet explicou ao Correio do Estado que após o primeiro turno das eleições, ela ficou sem segurança, pois equipe da Polícia Federal (PF) acompanhava ela enquanto candidata no primeiro turno, mas ficou restrita apenas enquanto concorria ao pleito.

“De fato a senadora solicitou segurança legislativa. Que é concedida ao parlamentar, mediante solicitação, para quando não estiver em Brasília”, disse a assessoria, que reiterou que as ameças mais agressivas ocorrem de maneira on-line.

Também foi confirmado que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do PSD, autorizou a escolpa à Simone, que a partir de agora terá 24 horas de proteção onde quer que ela esteja.

Correio do Estado




Moraes respaldado! Maioria do STF concorda com decisão de prender deputado

Segundo informações, ao menos seis ministros do Supremo se mostraram favoráveis ao mandado de prisão expedido contra Decisão tomada por Moraes teve anuência de boa parte do Supremo

Agência Brasil

Decisão tomada por Moraes teve anuência de boa parte do Supremo

Relator dos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos, o ministro Alexandre de Morases, do Supremo Tribunal Federal (STF), contou com o apoio da maioria dos colegas na decisão de expedir mandado de prisão contra o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) : ao menos seis deles já se posicionaram a favor da medida.

Segundo informações do blog do jornalista Lauro Jardim, que ouviu os magistrados sobre a questão, as reações citam o vídeo divulgado por Silveira, com ameaças ao STF e aos próprios ministros, como um “absurdo”, “incitação à violência” e até “desrespeito institucional”, o que viabilizaria a prisão.

Ainda de acordo com a publicação, há uma divisão na análise sobre qual será a decisão tomada na Câmara dos Deputados sobre Silveira : três dos ministros ouvidos dizem que a casa deve chancelar a decisão, enquanto os outros três dizem não serem capazes de avaliar no momento.

Discussão e ‘não’ a nota de repúdio

Ainda sobre o tema, o jornal O Globo revelou que os ministros passaram a terça-feira (16) discutindo sobre como lidar com a divulgação do vídeo do deputado . A ideia era dar uma “resposta à altura”, o que fez com que a opção por uma nota de repúdio fosse rapidamente descartada.

Conforme aponta o periódico, os magistrados cogitaram também a possibilidade de enviar um ofício ao presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), e pedir que ele tomasse as providências cabíveis. E foi em meio à discussão que Moraes informou qual ação iria tomar, como medida mais “enérgica”, no que foi apoiado pelos colegas, inclusive por Luiz Fux, presidente do STF.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Jefferson, Hang, Winter e outros bolsonaristas perdem suas contas no Twitter

 

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF, bolsonaristas como o ex-deputado Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, a ativista de extrema direita Sara Winter e o blogueiro Allan dos Santos perderam suas contas

(Foto: Divulgação)

 

247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, determinou que o Twitter derrube as contas de diversos bolsonaristas e ativistas de extrema direita na rede social.

Entre os atingidos pela decisão de Moraes estão a ativista da extrema direita Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, e o blogueiro Allan dos Santos.

Em maio, o grupo já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão autorizados por Moraes, no âmbito do inquérito que apura ameaças e ataques aos ministros da Corte e a disseminação de notícias falsas.

Em junho, o ministro determinou que redes sociais como Facebook, Twitter e Youtube forneçam dados de monetização de páginas bolsonaristas.

Na ocasião, o ministro havia determinado o bloqueio das contas nas redes sociais de 16 aliados e defensores do governo Jair Bolsonaro.

Em nota, o Twitter disse ter agido “estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Os advogados dos investigados disseram que irão recorrer da decisão.

www.reporteriedoferreira.com.br     Brasil 247