Dino diz que enviará projeto de lei que proíbe acampamento em quartéis

Em meio ao curto período no Senado até ocupar o cargo de ministro no STF, Dino diz que tem 5 projetos de lei na manga, entre eles a ‘Lei anti-vivandeiras’

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Flávio Dino ocupará o cargo de senador até 22 de fevereiro
Jeferson Rudy/Agência Senado – 13.12.2023

Flávio Dino ocupará o cargo de senador até 22 de fevereiro

Após deixar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino disse nesta quinta-feira (1º) que apresentará cinco projetos de lei entre os 21 dias em que ficará no Senado, até tomar posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos projetos pretende impedir acampamentos em frente a quartéis do Exército, como os que foram organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após o reconhecimento da vitória de Lula nas eleições de 2022.

“Eu lembro de uma expressão do marechal Castello Branco, primeiro ditador da Ditadura Militar, em que ele falava e criticava as vivandeiras de quartel, que na visão dele eram os civis que iam para as portas de quartéis provocar os militares a praticarem um golpe de Estado. Então esse [projeto de lei] vai ser ‘anti-vivandeiras’”, disse Dino.

Desde que Dino deixou o senado para se tornar ministro, o mandato foi assumido pela suplente Ana Paula Lobato (PSB). Em dezembro, Dino havia expressado o desejo de voltar temporariamente ao plenário para poder se despedir.

“Eu vou ao Senado me despedir lá. Eu não posso ser senador e não subir naquela tribuna. Ia ser uma frustração o resto da vida. Vou negociar com o ministro Barroso e com o presidente Pacheco um jeito de ir lá. Nem que seja sei lá quando”, disse o agora ex-ministro da Justiça.




Se fechar as portas aos adversários de Bolsonaro, Romero sairá isolado em 2022

“Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. A frase do ex-governador mineiro Magalhães Pinto é repetida pelos políticos brasileiros desde a década de 1960. Ela serve para atestar a gangorra da vida pública e mostra o quanto as decisões tomadas pelo ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) lá atrás com o alinhamento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) traz reflexos agora. Se o espelhamento trazia reflexos positivos antes, agora, em momento de baixa do presidente, pode tirar mais que contribuir.

Os reflexos disso são vistos no movimento do ex-prefeito no momento em que ele busca se fortalecer para a disputa do governo do Estado. Enquanto o governador João Azevêdo (Cidadania) constrói um arco de alianças que vai da esquerda à direita, Romero é cobrado pelos principais aliados para que não deixe a trincheira bolsonarista. O recado foi mandado pelo comunicador Nilvan Ferreira (PTB) e pelo deputado estadual Cabo Gilberto (PSL). O problema é que o cenário pode até mudar no ano que vem, porém, hoje, o campo da extrema-direita vem encolhendo no Estado.

O erro de cálculo é parecido com o adotado pelos petistas em 2018. A sigla lançou a candidatura de Fernando Haddad para a Presidência, mas proibiu nos estados alianças com partidos que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Houve derrota nacionalmente e nos estados. A única coisa preservada foi a bancada federal, mas a sigla sofreu grandes derrotas em praticamente todas as unidades da federação. O mesmo pode ocorrer com o grupo bolsonarista na Paraíba, frente ao esquema do governador, que, além de tudo, tem uma caneta cheia de tinta.

Diante deste cenário, Romero deu declarações na linha de que poderá fazer composições com partidos adversários do presidente. O próprio irmão do ex-prefeito, o bolsonarista raiz Moacir Rodrigues (PSL), deu declarações na rádio Arapuan admitindo que a prioridade era fortalecer a candidatura do irmão. Neste caso, ele reforçou a necessidade de ter o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), no arco de aliança, apesar do perfil de centro esquerda do verde.

É um erro imaginar que a radicalização das campanhas do plano nacional vão, necessariamente, ser reprizadas na paróquia, afinal, tradicionalmente, isso não ocorre na Paraíba. A prova disso é que em 2002 e 2006, com Lula no auge, Cássio Cunha Lima (PSDB), na disputa pelo governo, criou os velhos comitês suprapartidários. A lição vale para Romero, como valeria para João Azevêdo ou Luciano Cartaxo: apoio não se nega, a menos que o objetivo do grupo seja meramente eleger deputados e observar o candidato da majoritária lotar uma Kombi no dia da eleição.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Suetoni Souto Maior




Bolsonaro tem queda na aprovação em SP e BH, aponta Datafolha

Na maior cidade do país, apoio ao presidente caiu de 29% para 25%; na capital de Minas, foi de 40% para 35%

 

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Marcos Corrêa/PR

Presidente teve queda na sua aprovação

O presidente Jair Bolsonaro teve uma queda na sua aprovação , segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (8). Em São Paulo, por exemplo, o aumento na taxa de rejeição foi de 4%; já em Belo Horizonte, o número foi maior: 5%.

Na capital paulista, de acordo com publicação da Folha de São Paulo, a reprovação marcou 48% , ante 46%. Aqueles que acham o governo federal regular correspondem a 27%, oscilação positiva de três pontos em comparação com o fim de setembro.

Na capital mineira, quem acha o governo ruim ou péssimo oscilou de 37% para 38% , enquanto aqueles que veem o presidente como regular estão em 26% e antes eram de 23%.

Já no Rio, a aprovação de Bolsonaro permanece estável, “com viés de baixa”, disse o jornal. O índice de ótimo ou bom foi de 37% para 34% em relação a 5 e 6 de outubro, enquanto que a opção ruim/péssimo saiu de 38% para 41% . O regular estagnou em 25%.

Em toda a série no governo Bolsonaro , a melhor marca que o presidente havia atingido foi de 33% de ótimo ou bom, registrada duas vezes, em abril e maio de 2020.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Nelson Teich é o novo Ministro da Saúde no lugar de Mandetta

Teich é o substituto de Mandetta no comando da Saúde (Reprodução)

com R7

 

O médico oncologista Nelson Luiz Sperle Teich foi escolhido por Jair Bolsonaro como o novo ministro da Saúde. Ele vai substituir Luiz Henrique Mandetta no cargo.

Teich é carioca e formado em medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Teich chegou a ser cotado para a pasta da Saúde antes da posse de Bolsonaro na Presidência. Ele foi consultor de saúde durante a campanha eleitoral de Bolsonaro e assessorou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, de setembro de 2019 a janeiro de 2020.

Teich coordena a parceria com o programa de consultoria MD Anderson, criada com o objeito de criar um centro integral de câncer no Rio.

Teich tem mestrado em economia da saúde pela Universidade de York, MBA em saúde pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD) e em gestão e empreendedorismo pela Harvard Business School.

Em um artigo publicado na rede social Linkedin em 3 de abril com o título “COVID-19: Como conduzir o Sistema de Saúde e o Brasil”, Teich destacou que “estamos vivendo um tempo de guerra e tempos de guerra, apesar de todas as dificuldades e perdas, são períodos onde grandes inovações acontecem, inclusive na saúde”.

Ele ponderou sobre isolamento horizontal (para todos) e vertical (apenas para grupos de risco). Disse que “diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento. Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país.”

“Outro tipo de isolamento sugerido é o isolamento vertical”, escreveu. “Essa estratégia também tem fragilidades e não representaria uma solução definitiva para o problema. Como exemplo, sendo real a informação que a maioria das transmissões acontecem à partir de pessoas sem sintomas, se deixarmos as pessoas com maior risco de morte pela Covid-19 em casa e liberarmos aqueles com menor risco para o trabalho, com o passar do tempo teríamos pessoas assintomáticas transmitindo a doença para as famílias, para as pessoas de alto risco que foram isoladas e ficaram em casa. O ideal seria um isolamento estratégico ou inteligente.”

Teich defendeu em seu artigo que o isolamento social “deveria ser personalizado”. “Um modelo semelhante ao da Coreia do Sul. Essa estratégia demanda um conhecimento maior da extensão da doença na população e uma capacidade de rastrear pessoas infectadas e seus contatos. Estamos falando aqui do uso de testes em massa para covid-19 e de estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxilio das operadoras de telefonia celular. Esse monitoramento provavelmente teria uma grande resistência da sociedade e demandaria definição e aceitação de regras claras de proteção de dados pessoais.”

www.reporteriedoferreira.com.br  Por  R7




Revista Veja teria conseguido resultado de exame de Bolsonaro para Coronavírus

(Foto: Isac Nobrega/PR)

Circula entre jornalistas neste momento a informação de que a direção da revista Veja avalia se publica ou não o resultado do exame de Bolsonaro para o Covid-19, o Coronavírus.

A revista teria conseguido a resultado que contraria às declarações do presidente que afirmou que não estava infectado.

O exame teria dado positivo para o vírus.

A se confirmar essa informação, o impeachment de Bolsonaro pode ser requerido por crime de responsabilidade contra a saúde pública.

Este é o assunto predominante entre os jornalistas credenciados no Planalto diante da alta expectativa em torno do presidente que terminou a manhã sem comparecer à entrevista coletiva convocada pela Comunicação do Governo.

No clima de alta expectativa em torno ainda da saída do Ministro Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, repercute também a decisão do Governo Americano de mandar todos seus concidadãos do território brasileiro.

www.reporteriedoferreira.com.br    Originalmente publicado na Revista Fórum.