G20: Lula inicia agenda com líderes mundiais; Biden, Macron e Starmer estão na lista

Presidente do Brasil tem agendas confirmadas com 12 representantes de países como África do Sul, Itália, Índia e Japão

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Lula também terá conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
Ricardo Stuckert/PR

Lula também terá conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) tem uma agenda diplomática intensa com pelo menos dez encontros bilaterais confirmados durante a Cúpula do G20 , que será realizada nos dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro .

Entre os líderes que se reunirão com Lula estão o presidente dos Estados Unidos , Joe Biden, o francês Emmanuel Macron , a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni , e o recém-eleito primeiro-ministro do Reino Unido , Keir Starmer .

Além desses, Lula também terá conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Outras reuniões estão previstas com os líderes do Japão, Malásia, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Agenda presidencial

As conversas bilaterais começam já neste sábado (16), quando Lula se encontrará com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Ambos participarão juntos do encerramento do  G20 Social. No domingo (17), véspera do início oficial da cúpula, o presidente brasileiro reservou a maior parte do dia para as reuniões reservadas com líderes internacionais.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a agenda ainda está sendo finalizada e pode sofrer alterações nos próximos dias.

No sábado, Lula também pretende prestigiar o Aliança Global Festival, evento cultural criado para impulsionar a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, prioridade do Brasil à frente do G20. Dezenas de  estrelas da música brasileira estarão reunidas em shows gratuitos na Praça Mauá, a partir das 17h.

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A ideia do festival é aproveitar o poder transformador das expressões artísticas para consolidar uma mensagem sobre o compromisso do país de construir uma rede colaborativa e de impacto duradouro, envolvendo países, organizações e cidadãos na luta pela segurança alimentar.

A agenda do presidente segue no domingo (17) com participação de reuniões bilaterais e da Plenária dos Prefeitos do Urban 20 (U20), no Armazém da Utopia, na capital fluminense. O evento receberá prefeitos e delegações de mais de 100 cidades para debates sobre soluções urbanas e o futuro das cidades, em meio aos desafios climáticos.

Os encontros do U20 abordarão os temas prioritários do G20, destacando a perspectiva dos governos locais. Os três principais eixos de discussão são a inclusão social e combate à fome e pobreza, transição energética e enfrentamento às mudanças climáticas, e a reforma das instituições de governança global.

A agenda continua na segunda (18) e terça-feira (19), quando o presidente Lula presidirá a Cúpula de Líderes do G20. Além de 19 países dos cinco continentes (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia), integram o fórum a União Europeia e a União Africana. O grupo agrega dois terços da população mundial, cerca de 85% do PIB global e 75% do comércio internacional.

A agenda terá fim na manhã de terça-feira, quando ocorre a terceira e última sessão substancial dos líderes, para tratar sobre desenvolvimento sustentável e transição energética.

Na sequência, haverá a sessão de encerramento da Cúpula e a transmissão da presidência do Brasil para a África do Sul, que preside o G20 a partir de 1º de dezembro. No mesmo dia, Lula terá reuniões bilaterais e concederá uma entrevista coletiva à imprensa, no final da tarde.

Encontro com Xi Jinping

Após o encerramento do G20 no Rio de Janeiro, Lula receberá o presidente chinês Xi Jinping em Brasília, reforçando a parceria estratégica entre Brasil e China, o maior parceiro comercial do país.

Reuniões bilaterais confirmadas até agora:

– Joe Biden – Presidente dos Estados Unidos

– Emmanuel Macron – Presidente da França

– Giorgia Meloni – Primeira-ministra da Itália

– Keir Starmer – Primeiro-ministro do Reino Unido

– Narendra Modi– Primeiro-ministro da Índia

– Abdel Fattah Al-Sisi – Presidente do Egito

– Anwar Ibrahim – Primeiro-ministro da Malásia

– Shigeru Ishiba – Primeiro-ministro do Japão

– Cyril Ramaphosa – Presidente da África do Sul

– Mohammed bin Zayed Al Nahyan – Primeiro-ministro dos Emirados Árabes

– António Guterres – Secretário-geral da ONU

– Ursula von der Leyen – Presidente da Comissão Europeia

O G20 deste ano no Brasil contará com a presença de 55 líderes mundiais e chefes de organizações internacionais, consolidando o país como protagonista no cenário global.




Juíza publica quase 2 mil páginas de provas contra Trump por eleições de 2020

A magistrada Tanya Chutkan rejeitou um pedido dos advogados de Trump para manter os documentos sob sigilo até as eleições presidenciais

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Trump deveria ser julgado em março, mas o caso foi suspenso enquanto se aguarda a resolução da demanda de seus advogados sobre a imunidade presidencial
AFP

Trump deveria ser julgado em março, mas o caso foi suspenso enquanto se aguarda a resolução da demanda de seus advogados sobre a imunidade presidencial

A juíza federal que preside o caso contra Donald Trump pela suposta tentativa de alteração dos resultados das eleições de 2020 publicou, nesta sexta-feira (18), quase 2.000 páginas com provas contra o ex-presidente, a menos de três semanas das  eleições nos Estados Unidos.

A magistrada Tanya Chutkan rejeitou um pedido dos advogados de Trump para manter os documentos sob sigilo até 14 de novembro, nove dias após as eleições presidenciais nas quais Trump se apresenta novamente como candidato republicano.

Os advogados do magnata avaliam que a publicação dos documentos poderia ter uma “aparência preocupante de interferência” em uma eleição na qual seu cliente aparece empatado nas pesquisas de intenção de voto com sua adversária democrata, a vice-presidente Kamala Harris.

Chutkan considerou que, embora “sem dúvida haja um interesse público que os tribunais não se envolvam nas eleições”, reter os documentos também poderia ser interpretado como um ato de interferência na votação.

“Se o tribunal reteve informações às quais o público de outra forma teria direito de acesso apenas pelas possíveis consequências políticas de sua divulgação, essa retenção poderia constituir — ou parecer — uma interferência eleitoral”, argumentou.

“Portanto, o tribunal continuará mantendo as considerações políticas fora de sua tomada de decisões, em vez de incorporá-las como solicita o demandado”, conclui a magistrada.

Os documentos são um apêndice de uma apresentação judicial do procurador especial Jack Smith, em resposta à decisão da Suprema Corte de que um ex-presidente tem ampla imunidade por atos oficiais realizados no exercício do cargo.

Na apresentação, Smith disse que Trump fez um “esforço criminoso privado” para alterar as eleições de 2020 e não deveria estar protegido pela imunidade presidencial.

Trump, de 78 anos, deveria ser julgado em março, mas o caso foi suspenso enquanto se aguarda a resolução da demanda de seus advogados sobre a imunidade presidencial.

Chutkan não definiu uma nova data para o julgamento, mas este não ocorrerá antes das eleições de 5 de novembro.

Se Trump vencer, é muito provável que as acusações das quais é alvo sejam arquivadas.

Acusações contra Trump

O ex-presidente é acusado de conspiração para fraudar os Estados Unidos e para obstruir um procedimento oficial, a sessão do Congresso destinada a confirmar os resultados das eleições de 2020, que foi atacada por uma multidão de seus apoiadores em 6 de janeiro de 2021.

O republicano também é responsabilizado por tentar privar os americanos de seu direito ao voto com suas falsas alegações de que teria vencido as eleições.

Este é apenas um dos vários problemas legais de Trump, que em maio foi  condenado em Nova York por 34 acusações de falsificação de documentos comerciais para encobrir pagamentos feitos à atriz pornô Stormy Daniels para silenciá-la sobre um caso extraconjugal que ela afirma ter tido com o empresário.

O republicano também enfrenta acusações no estado da Geórgia por ter supostamente tentado alterar os resultados das eleições de 2020, que foram vencidas pelo democrata Joe Biden.




Biden afirma que Israel não vai tomar decisão sobre os ataques do Irã “imediatamente”

Presidente norte-americano também fez apelo para israelenses não atacarem instalações de petróleo iranianas

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AFP|iG Último Segundo

|Joe Biden também falou que não sabe se as eleições dos Estados Unidos serão pacíficas

AFP

Joe Biden também falou que não sabe se as eleições dos Estados Unidos serão pacíficas

O presidente dos Estados Unidos , Joe Biden , afirmou nesta sexta-feira (4) que  Israel  “não tomará uma decisão imediatamente” a respeito de uma possível retaliação ao ataque realizado pelo Irã na última terça-feira (1º).

Biden ainda fez um apelo a Israel , para que não ataque instalações petroleiras do Irã, após ter reconhecido na véspera que esta possibilidade está sendo considerada.

“Se eu estivesse em seu lugar, estaria pensando em outras alternativas além de atacar campos petrolíferos”, declarou Biden à imprensa.

Eleições nos Estados Unidos

O presidente Joe Biden também falou sobre as eleições presidenciais. Ele destacou que não sabe se as eleições dos Estados Unidos, marcadas para o dia 5 de novembro, serão pacíficas, devido aos comentários do candidato republicano Donald Trump.

“Confio em que serão livres e justas”, mas “não sei se serão pacíficas”, declarou.

“As coisas que Trump disse e o que ele falou da última vez, quando não gostou do resultado das eleições, foram muito perigosas”, acrescentou.




Kamala aparece à frente de Trump em nova pesquisa eleitoral dos EUA; veja

Eleições nos EUA ocorrem dia 5 de novembro

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Kamala Harris e Donald Trump são candidatos à Casa Branca
Brendan Smialowski/ AFP

Kamala Harris e Donald Trump são candidatos à Casa Branca

Na pesquisa eleitoral divulgada neste domingo (18) pelo The Washington Post-ABC News-Ipsos , a democrata  Kamala Harris aparece à frente do republicano  Donald Trump na corrida pela presidência norte-americana. A margem de erro é de 2,5%.

As  eleições dos Estados Unidos ocorrem dia 5 de novembro deste ano. A atual vice-presidente, que assumiu o posto de candidata do Partido Democrata após a desistência de Biden , aparece com 49% das intenções de voto no cenário de disputa direta. Enquanto isso, Trump tem 45%.

Cenário com três candidatos

Segundo o levantamento, em um cenário simulado com um terceiro candidato mostra que Kamala apareceria 3 pontos percentuais a frente de Trump.

No cenário em que Robert F. Kennedy Jr. é o terceiro candidato, Kamala Harris lidera com 47%, enquanto Donald Trump tem 44% e Kennedy Jr., 5%. No início de julho, com Joe Biden no lugar de Harris, a situação era diferente: Trump tinha 43%, Biden 42% e Kennedy 9%.

A vantagem de três pontos percentuais de Harris, em uma disputa que conta com outros candidatos, é um pouco menor do que a margem de 4,5 pontos percentuais de Biden nas eleições de 2020, que garantiu a ele a vitória na corrida eleitoral.

De acordo com a pesquisa mais recente do The New York Times, Harris continua à frente, com uma vantagem de 3 pontos percentuais sobre Trump, obtendo 49% contra 47% para o ex-presidente.

Segundo os jornais norte-americanos, a eleição será acirrada, e a decisão pode ficar com os estados de Michigan, Pensilvânia, Wisconsin, Carolina do Norte, Geórgia, Arizona e Nevada.




Em meio a tosses, Biden volta a dizer que não vai desistir: “Estou em boa forma”

Ao longo do evento, Biden precisou interromper sua fala inúmeras vezes para recuperar a voz

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Joe Biden voltou a dizer, nesta quinta-feira (11), que não vai desistir de concorrer à presidência dos EUA
Reprodução / Youtube Casa Branca

Joe Biden voltou a dizer, nesta quinta-feira (11), que não vai desistir de concorrer à presidência dos EUA

Nesta quinta-feira (11), o  presidente Joe Biden afirmou novamente que não vai desistir de concorrer à reeleição para a presidência dos Estados Unidos.  Em entrevista coletiva, o líder norte-americano demonstrou fragilidade ao tossir várias vezes, mas garantiu que é a melhor escolha para representar o Partido Democrata.

Ao longo do evento, Biden precisou interromper sua fala inúmeras vezes para tossir e também recuperar a voz. Porém, mesmo demonstrando dificuldades, ele garantiu que continuará como candidato para enfrentar o ex-presidente Donald Trump.

“Acho que sou a pessoa mais qualificada para concorrer à presidência. Eu o venci uma vez e o vencerei novamente”, declarou. Ele também pontuou que quer “concluir o trabalho” que começou e que não está na disputa apenas pelo seu “legado”, citando inúmeras vezes dados da economia dos Estados Unidos.

Porém, mesmo tentando demonstrar força, Biden foi questionado pelos jornalistas sobre sua saúde. Uma das repórteres relatou que o presidente precisa dormir às 20h e perguntou como ele continuaria o trabalho à frente da Casa Branca “nessas condições” caso vença as eleições, mas ele negou a informação. “Em vez de começar todos os meus dias às 7h e ir para a cama à meia-noite, seria mais inteligente eu me controlar um pouco mais”, ironizou.

O líder estadunidense ainda falou que seus exames estão em dia. “Fiz três exames neurológicos significativos e intensos com um neurologista”, disse Biden, sendo o mais recente em fevereiro, segundo ele. “E eles dizem que estou em boa forma.”

Joe Biden volta a trocar nomes

O presidente dos Estados Unidos voltou a cometer uma gafe. Durante o discurso, ele trocou os nomes da vice-presidente Kamala Harris com o de Donald Trump. “Veja, eu não teria escolhido o vice-presidente Trump para ser vice-presidente se ela não fosse qualificada para ser presidente”, afirmou.

 




Gavin Newsom é cotado para substituir Biden na corrida presidencial dos EUA

Governador da Califórnia enfatizou a lealdade dentro do partido e a falta de desafiantes democratas sérios para a indicação presidencial

Gavin Newsom é cotado para substituir Biden na corrida presidencial dos EUA

Gavin Newsom é cotado para substituir Biden

Durante o debate presidencial em Atlanta, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, demonstrou apoio explícito ao presidente Joe Biden, em meio a preocupações levantadas por importantes democratas sobre a capacidade de Biden de liderar o partido na próxima eleição. Notícias e comentários emergiram após o debate, levando a debates entre democratas sobre a continuidade de sua candidatura. Segundo a CBS/CNN, essas discussões ganharam voz com David Axelrod, comentarista político, sugerindo a possibilidade de Biden não continuar na disputa.

Após o debate, questionado sobre a possibilidade de substituição de Biden como indicado pelo partido, Newsom respondeu firmemente, descartando qualquer hipótese de virar as costas para Biden. Ele enfatizou a lealdade dentro do partido e a falta de desafiantes democratas sérios para a indicação presidencial. Enquanto isso, a vice-presidente Kamala Harris reconheceu o início difícil no debate, mas destacou o forte encerramento de Biden, apontando para a sua defesa durante os ataques de 6 de janeiro contra o Capitólio dos EUA e suas posições sobre mudança climática e outros temas como pontos altos da noite. Harris e outros oficiais do partido e da campanha reforçaram a melhoria do desempenho de Biden conforme o debate progredia, contrastando-o com o ex-presidente Donald Trump.

Além das discussões sobre a capacidade de Biden continuar na corrida, o próprio presidente respondeu positivamente sobre seu desempenho durante uma visita a uma lanchonete após o debate, apesar de enfrentar problemas de saúde como refluxo ácido e resfriado, que afetaram sua voz durante o evento. As preocupações sobre sua idade e vigor também foram temas de debate, dado que Biden, aos 81 anos, é o presidente mais velho na história dos EUA e tenta um segundo mandato na Casa Branca. O próximo grande evento para o partido Democrata será a convenção nacional em Chicago, marcada para 19 de agosto, onde Biden e Trump serão formalmente nomeados por seus partidos.

Com informações do 247




Trump ganha primeiro debate na eleição nos EUA e Biden demonstra fragilidade

Trump ganha primeiro debate na eleição nos EUA e Biden demonstra fragilidade
TrumpTrump ganha primeiro debate na eleição nos EUA e Biden demonstra fragilidade – Foto: Arquivo

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ganhou o primeiro debate presidencial americano nesta quinta-feira, 27, em uma noite marcada pela fragilidade do presidente Joe Biden, que demonstrou nervosismo nas respostas e chegou a se perder no raciocínio em alguns momentos da discussão. Enquanto Trump deu uma série de declarações falsas durante a noite, Biden chegou a congelar em uma resposta na qual parecia perder o raciocínio. Segundo a imprensa americana, o desempenho de ruim Biden preocupa a cúpula democrata.

Trump se saiu melhor nas perguntas sobre os temas que mais prejudicam Biden: economia e imigração, mas teve um desempenho negativo quando foi questionado sobre defesa da democracia americana e sua condenação judicial no caso em que foi acusado de ocultar pagamentos secretos à atriz pornô Stormy Daniels, com o intuito de influir no resultado das eleições de 2016.

Já o presidente americano aumentou os temores relacionados à sua idade, com hesitações e paradas durante a fala, mas foi melhorando ao longo do debate, com algumas críticas a Trump. O democrata também se saiu melhor quando ressaltou a sua posição sobre o aborto. Nos comentários finais, no entanto, ele novamente pareceu perder a linha de raciocínio.

Economia

Biden começou sendo questionado sobre a situação da economia sob a sua administração, principalmente em relação à alta inflação, que está prejudicando o custo de vida dos americanos. O democrata afirmou que criou muitos empregos em seu primeiro mandato e baixou os preços da gasolina.

Já Trump apontou que Biden é o pior presidente da história dos Estados Unidos e ressaltou os números da economia durante o seu governo. O republicano disse que sua presidência foi prejudicada pela pandemia da covid-19 e que ele nunca teve o crédito merecido por recuperar a economia americana mesmo durante condições difíceis relacionadas à crise sanitária.

O ex-presidente também destacou que os empregos criados por Biden foram para imigrantes ilegais e prometeu impor tarifas comerciais contra países como a China, além de cortar impostos.

Aborto

Trump foi perguntado sobre suas posições em relação ao aborto e afirmou que é favorável ao procedimento em ocasiões que há ameaça à saúde da mãe. O republicano afirmou que “todo mundo, até os democratas”, eram a favor de derrubar a jurisprudência que legalizava o aborto a nível federal, o que não é verdadeiro.

A Suprema Corte americana derrubou o precedente legal estabelecido pelo caso Roe versus Wade em 2022, que estava em vigor havia quase 50 anos, interrompendo a nível federal o aborto regulamentado no país. Após a decisão, a prerrogativa de legislar sobre a interrupção de gravidez passou a ser exclusiva dos Estados americanos, posição defendida por Trump.

O presidente americano foi questionado sobre suas posições em relação ao aborto e ele apontou que quer restaurar o precedente legal estabelecido pelo caso Roe versus Wade.

Guerra na Ucrânia

Os dois políticos foram questionados sobre a guerra na Ucrânia. Desde o início do conflito em fevereiro de 2022, Biden tem sido o principal aliado de Kiev, com ajuda financeira e militar.

Já o ex-presidente Trump é critico das cifras enviadas por Washington à Ucrânia e ressaltou durante o debate que, se eleito, acabaria com a guerra antes de iniciar o seu segundo mandato, que começaria no dia 20 de janeiro de 2025, em caso de vitória republicana.

Trump apontou que a incompetência de Biden em lidar com a retirada militar americana do Afeganistão fez com que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, optasse pela invasão da Ucrânia. O republicano disse que ele é o único político americano que Putin respeita. Pressionado se aceitaria os termos de paz do presidente russo, Trump afirmou que não.

O republicano completou afirmando que Biden deveria fazer com que os países europeus pagassem pela guerra. Trump relembrou a sua relação fria com a Otan quando era presidente. Durante sua administração, o republicano apontou diversas vezes que os países europeus da aliança deveriam investir mais em defesa.

Na réplica, Biden disse que Trump estava “maluco” e que apoiar Kiev era necessário porque Putin deseja atacar outros países da região que fazem parte da Otan, como a Polônia. O democrata também ressaltou que Trump queria sair da aliança militar.

Durante a questão, o presidente americano atacou duramente Trump, afirmando que ele era um “otário e perdedor”, em referência a uma declaração que Trump teria dado sobre veteranos de guerra mortos em conflito. A frase foi revelada por John Kelly, ex-chefe de gabinete do presidente em um livro sobre seu período no governo. O republicano nega ter dito a frase.

Guerra entre Israel e Hamas

Trump foi questionado sobre como lidaria com a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, mas preferiu continuar discutindo o conflito entre Moscou e Kiev.

Já Biden apontou que conta com o apoio do G-7 e do Conselho de Segurança para seu plano de cessar-fogo e que garantiu a segurança de Israel ao coordenar a defesa junto com aliados ocidentais após o ataque do Irã, no dia 13 de abril.

Problemas judiciais de Trump

O democrata relembrou os problemas judiciais de Trump ao apontar que estava debatendo com uma pessoa que havia sido condenada pela Justiça. Um júri de Manhattan condenou o ex-presidente Donald Trump em maio por falsificar registros de negócios para encobrir um pagamento secreto de dinheiro a uma estrela pornô após supostamente ter tido um caso com ela. Ele foi acusado de dezenas de outros crimes em três outros casos: dois federais e um na Geórgia.

Trump afirmou que “nunca fez sexo com uma atriz pornô” e atacou Biden ao relembrar a condenação do filho do presidente, Hunter Biden, por porte ilegal de arma.

Este foi um dos momentos em que Biden saiu melhor, e Trump diminuiu a sua retórica disciplinada que havia sido mostrada em momentos anteriores do debate.

Eleitorado afro-americano

No início do segundo bloco do debate, Biden foi questionado sobre políticas para o eleitorado afro-americano, que o apoiou massivamente em 2020 e está decepcionado com ele. O democrata reconheceu falhas, sobretudo na economia e apontou que o alto custo de vida prejudica famílias afro-americanas.

O eleitorado afro-americano vota majoritariamente no Partido Democrata desde 1964, quando o então presidente Lyndon Johnson, um democrata, sancionou a Lei dos Direitos Civis. Na Geórgia, o Estado que recebeu o primeiro debate presidencial, o peso da comunidade negra é grande, já que os afro-americanos representam 33% da população total do Estado, segundo o censo americano. Em 2020, a comunidade negra da Geórgia alavancou a surpreendente vitória de Biden no Estado, a primeira de um democrata desde 1992.

Mas o eleitorado está decepcionado e pesquisas mostram que Trump conta com pelo menos 20% de apoio entre os negros adultos do país. Se estes resultados se concretizarem em novembro, o ex-presidente americano se tornará o republicano com a maior votação da população afro-americana desde Richard Nixon em 1960, que ocorreu antes da aprovação da Lei dos Direitos Civis.

O ex-presidente americano ressaltou os seus feitos durante seu governo em relação aos afro-americanos e hispânicos e ressaltou que as pesquisas mostram que a sua campanha está obtendo ganhos com esta faixa do eleitorado.

Migração

Durante todo o debate Trump criticou as políticas migratórias de Biden. Ele mencionou diversas vezes o assassinato da estudante de enfermagem Laken Riley em fevereiro durante uma caminhada no câmpus da Universidade da Geórgia, em Athens.

O principal suspeito pela morte de Riley é Jose Ibarra, venezuelano que cruzou a fronteira com os Estados Unidos de forma ilegal e não tinha sua documentação regularizada. Desde então, o tema passou a ser um dos tópicos que mais preocupam os eleitores do Estado.

Biden acusou os republicanos de não apoiarem uma legislação que poderia reforçar a fronteira americana por razões eleitoreiras. O republicano apontou que faria uma deportação em massa de imigrantes ilegais em seu primeiro dia de governo.

Idade dos candidatos

Questionado sobre ter 86 anos ao final de um possível segundo mandato, Biden afirmou que ele pode ser velho, mas suas ideias não são. Ele também apontou que Trump é apenas três anos mais novo que ele.

Sobre sua idade, Trump diz que passou em testes de cognição e passou nos dois, mas que Biden não passaria. “Ele não consegue jogar golfe. Ele me convidou para uma partida de golfe e não conseguiria jogar”, afirmou o republicano. Neste momento, os dois iniciaram a primeira discussão direta sobre quem jogaria golfe melhor.

Respeito ao resultado da eleição

Trump afirmou que aceitaria o resultado da eleição se o pleito fosse “justo”. “Se a eleição for legal e justa, sim”, diz ele. “Eu nem queria disputar a eleição. Eu poderia estar em outro lugar, mas ele é muito ruim e meus números são muito bons.”

Já Biden explorou o fato de que o republicano segue questionando o resultado das eleições americanas de 2020, que foram vencidas pelo democrata.

Considerações finais

Nas considerações finais, o democrata congelou mais uma vez, mas conseguiu completar o raciocínio sobre a cobrança de impostos em relação à classe média. Para ele, a cobrança é muito alta com os pobres e a classe média e é muito pequena em relação aos mais ricos.

Já o republicano afirmou que Biden promete muito e não cumpre e voltou a atacar a retirada do Afeganistão sob o governo democrata. Ele criticou também a atuação americana nas guerras na Ucrânia e em Gaza e exaltou seus cortes de impostos.




Biden culpa Putin por morte de Navalny e vai impor sanções à Rússia

Porta-voz da Casa Branca diz que as medidas também serão aplicadas por causa da guerra na Ucrânia

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iG Último Segundo

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Joe Biden vai punir a Rússia pela morte de Navalny
Divulgação

Joe Biden vai punir a Rússia pela morte de Navalny

Presidente dos Estados Unidos , Joe Biden vai impor um “severo” pacote de sanções à Rússia por causa da morte de Alexei Navalny , principal opositor do presidente Vladimir Putin . Porta-voz de segurança nacional da Casa Branca , John Kirby declarou que as medidas também têm relação com a invasão e os ataques do país europeu na Ucrânia . O pacote de punições será oficializado pelo líder norte-americano nesta sexta-feira (23).

“O pacote irá responsabilizar a Rússia pelo que aconteceu com Navalny e pelas ações do governo russo ao longo da guerra na Ucrânia, disse Kirby, nesta terça-feira (20), sem especificar quais medidas serão anunciadas. Vale lembrar que, no próximo sábado (24), a guerra entre Rússia e Ucrânia completa dois anos.

Navalny morreu na última sexta-feira (16), numa prisão isolada na Rússia – ele cumpria pena por “extremismo”. O Serviço Penitenciário Federal do país alegou que, na semana passada, ele perdeu a consciência durante uma caminhada e não conseguiu se recuperar. No entanto, a causa exata da morte não foi esclarecida, e o governo russo afirmou não ter informações a respeito.

Para os Estados Unidos, entretanto, não resta dúvidas de que a morte de Navalny foi encomendada pelo líder russo. “Independentemente da resposta científica, Putin é responsável por isso,” disse o porta-voz norte-americano.

“Putin matou o meu marido”

Esposa do opositor russo, Yulia Navalny disparou sérias acusações contra Putin, em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (19). A mulher declarou que o presidente ordenou o assassinato de seu marido porque “não poderia pará-lo”, dando continuidade às suspeitas de que o governo russo esteve envolvido na morte.

Yulia afirmou ainda que continuará a lutar contra o governo Putin e prometeu revelar os responsáveis pelo assassinato de seu marido. “Vou intensificar minha batalha contra o Kremlin com mais vigor do que nunca. Peço que se unam a mim, compartilhando minha raiva. Raiva, indignação, ódio contra aqueles que ousaram tirar nosso futuro”, declarou

Além dos familiares, Estados Unidos, União Europeia e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, cobraram explicações do governo da Rússia sobre a morte repentina de Navalny.

Posicionamento do Brasil

Questionado sobre o tema no início desta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou cautela e pediu mais informações para dar uma opinião sobre o caso. No entendimento do chefe do Executivo, nenhuma acusação pode ser feita antes de toda investigação.

Por Ig




Biden, Obama e Clinton prestam homenagem às vítimas do 11 de Setembro, em NY

Presidente vai também ao Pentágono, atingido pelo terceiro avião sequestrado por terroristas da al-Qaeda, e à Pensilvânia, onde caiu a quarta aeronave

O ex-presidente Bill Clinton, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, o ex-presidente Barack Obama, a ex-primeira-dama Michelle Obama, o presidente Joe Bien, a primeira-dama Jill Biden, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, a mulher de Bloomberg, Diana Taylor, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Charles Schumer, na cerimônia
CHIP SOMODEVILLA / Getty Images

O ex-presidente Bill Clinton, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, o ex-presidente Barack Obama, a ex-primeira-dama Michelle Obama, o presidente Joe Bien, a primeira-dama Jill Biden, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, a mulher de Bloomberg, Diana Taylor, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Charles Schumer, na cerimônia

No Marco Zero, onde ficavam as torres do World Trade Center (WTC) e foi construído um memorial, ele e os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton prestaram homenagem aos mortos nos ataques.

Todos os presentes fizeram um minuto de silêncio às 8h46 (9h46 em Brasília), no horário em que o primeiro avião, sequestrado por cinco dos 19 terroristas da al-Qaeda envolvidos no atentado, atingiu a Torre Norte do WTC. Os nomes das quase 3 mil vítimas foram lidos no evento solene, como vem ocorrendo todos os anos.

O Marco Zero de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas, se tornou um local de peregrinação e homenagem aos mortos. Os dois edifícios foram substituídos por um monumento, uma imensa fonte com formato de piscina cujas paredes funcionam como suaves cascatas e têm os nomes gravados das 2.753 vítimas de Nova York.

Os demais morrerram no ataque ao Pentágono e no quarto avião sequestrado, que caiu na Pensilvânia quando se dirigia à capital, Washington.

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Agência O Globo



Biden impõe sanções à Defesa de Cuba e fala em ajudar com acesso à internet

“Isso é só o começo“, disse Biden em um comunicado da Casa Branca

Biden impõe sanções aos repressores cubanos e fala em ajudar com acesso à internet
O Antagonista

Biden impõe sanções aos repressores cubanos e fala em ajudar com acesso à internet

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (foto), anunciou nesta quinta, 22, que aplicará sanções ao ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Álvaro López-Miera, e à unidade militar de elite, conhecida como “ boinas negras “ ,  que reprimiram os protestos contra a ditadura do dia 11 de julho.

“Isso é só o começo“, disse Biden em um comunicado da Casa Branca. “Condeno inequivocamente as detenções em massa e os julgamentos falsos que condenaram injustamente à prisão aqueles que ousaram falar, com o objetivo de intimidar e obrigar o povo cubano a permanecer em silêncio. O povo cubano tem o mesmo direito à liberdade de expressão e reunião pacífica que todas as pessoas“.

“Estamos trabalhando com organizações da sociedade civil e com o setor privado para fornecer ao povo cubano acesso à internet para contornar a censura do regime. Estamos revisando nossa política de remessas de dinheiro para saber como podemos maximizar o apoio ao povo cubano“, disse Biden.

O presidente falou ainda da possibilidade de fornecer serviços consulares aos cubanos pela embaixada em Havana e interagir mais com a sociedade civil.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Ig