Cúpula das Américas: Biden defende união em torno da democracia

O presidente Joe Biden – AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursou nesta quinta-feira (9/6) na sessão plenária da Cúpula das Américas. Em sua fala, Biden defendeu “o poder das democracias” em prol de um “futuro sustentável, resiliente e justo”.

“Nós queremos ouvi-los. Queremos saber o que desejam, o que façamos. Nos próximos dias, vamos determinar o que faremos em conjunto e gostaria de enfatizar o ‘conjunto’. É isso que o nosso povo espera de nós. E cabe a nós mostrar o poder das democracias quando se é trabalhado em conjunto”, afirmou o presidente norte-americano.

“Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar com todos. E eu convido os chefes de Estado a adotar compromissos a nível hemisférico, em prol de um futuro mais sustentável, resiliente e justo”, acrescentou.

Democracia sob ataque

No dia anterior, Biden discursou na abertura da Cúpula e afirmou que “a democracia está sob ataque no mundo inteiro”.

“No momento em que a democracia está sob ataque no mundo todo, vamos nos unir de novo e renovar nossa convicção de que a democracia não é só um fator definidor da história americana, é o ingrediente essencial da história americana”, afirmou o mandatário dos EUA.

“Nossa região é grande e diversificada. Nem sempre concordamos em tudo, mas em uma democracia abordamos nossas divergências com respeito mútuo e diálogo”, continuou Biden.

Bilateral com Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa da Cúpula das Américas. Durante o evento, Bolsonaro e Biden devem se reunir para tratar de pautas de interesse.

Será o primeiro encontro entre os dois chefes de Estado desde a posse do democrata, em janeiro do ano passado. Até o momento, Biden e Bolsonaro só haviam tido contatos protocolares e mantido um certo distanciamento, sobretudo pelo presidente brasileiro ter sido aliado entusiasmado do ex-presidente Donald Trump.

Segundo o chefe do Executivo federal, a comitiva brasileira vai abordar temas como segurança alimentar, transição energética e questão ambiental.

Já os Estados Unidos devem pautar questões relacionadas a insegurança alimentar, resposta econômica à pandemia de coronavírus, segurança sanitária e mudanças climáticas.

O que é a Cúpula das Américas?

A Cúpula das Américas é um evento que reúne chefes de Estado do continente americano. Ela foi criada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e tem o objetivo de promover laços de cooperação entre os países da zona econômica americana.

A nona edição do evento terá como tema “Construindo um futuro sustentável, resiliente e equitativo” para o hemisfério ocidental.

A cúpula deste ano, no entanto, tem potencial para ficar esvaziada, uma vez que o governo dos Estados Unidos não convidou países comandados por regimes tidos como ditatoriais, como Cuba, Venezuela e Nicarágua. Os EUA consideram fraudulentas as eleições que ocorreram nessas nações e se opõe a seus governos.




Eleições EUA: Biden ultrapassa Trump e assume liderança na Pensilvânia

 

Depois de garantir primeira posição na Geórgia no início desta sexta-feira, candidato democrata “rouba” mais um estado do rival

Reprodução/Twitter

Projeções da apuração apontam que Biden já atingiu a marca de 290 delegados

Nesta sexta-feira (6), horas após garantir a liderança no estado da Geórgia , Joe Biden acaba de assumir a primeira posição também na Pensilvânia. Caso as posições se mantenham, o candidato democrata será o novo presidente dos EUA.

Segundo informações da Associated Press, a apuração já soma 98% das urnas e aponta que Biden chegou a 3.295.319 votos, contra 3.289.725 de Trump , o que representa uma vantagem de 0,08% percentual.

O republicano vinha liderando durante quase toda a apuração, mas Biden passou à frente graças ao apoio massivo obtido em áreas urbanas como a Filadélfia, onde quase metade da população é negra. No condado homônimo, o candidato democrata tem 80,8% dos votos, contra 18,3% de Trump.

Biden também apresenta bom desempenho no condado de Allegheny (58,7% a 39,7%), onde fica o segundo município mais populoso do estado, Pittsburgh.
Vencer na Pensilvânia é o único caminho para Trump ser reeleito, mas os votos que ainda não foram apurados são provenientes sobretudo de redutos democratas.

Nas últimas horas, o democrata também virou a disputa na Geórgia, feudo republicano desde 1996 e que garante 16 votos no colégio eleitoral. Além disso, lidera em Nevada, que reúne seis delegados. As possibilidades de vitória de Trump passam por uma cada vez mais improvável combinação que inclua a reconquista tanto da Pensilvânia quanto da Geórgia e uma virada em Arizona ou Nevada.

Até o momento, o democrata soma 264 votos. Com um total de 20 votos no Colégio Eleitoral da Pensilvânia e mais os 16 advindos da Geórgia, Biden atingiria um total de 300 delegados, ultrapassando a marca “mágica” de 270, definida em projeções como o número a ser atingido para que um dos candidatos seja considerado vencedor.

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