Após morte na Bica, Conselho de Medicina Veterinária vai apurar segurança no parque

O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) emitiu nota após um homem invadir o recinto da leoa do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa. O homem morreu após o ataque da leoa, registrado na manhã deste domingo (30).

O CRMV-PB lamentou a morte do homem e informou que solicitará esclarecimentos à administração da Bica sobre os protocolos de segurança adotados.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária também anunciou a criação de uma comissão técnica para avaliar as condições estruturais e operacionais do parque e colaborar com a Prefeitura de João Pessoa na implementação de medidas preventivas mais rigorosas.

Confira a nota na íntegra:

NOTA CRMV-PB

O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) lamenta profundamente a morte do homem ocorrida na manhã deste domingo (30), após a invasão da jaula da leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa.

O Conselho informa que buscará, junto à administração da Bica e aos responsáveis técnicos pelo local, esclarecimentos sobre os cuidados adotados, os protocolos de segurança existentes e eventuais falhas que possam ter contribuído para o ocorrido.

Ressaltamos que, em outras ocasiões, já foram registrados furtos de animais no parque, o que reforça a necessidade urgente de revisão dos sistemas de vigilância, controle de acesso e manejo. É fundamental garantir tanto a segurança da população quanto o bem-estar dos animais sob guarda da instituição.

O CRMV-PB irá instituir uma comissão técnica para avaliar a localidade, analisar as condições estruturais e operacionais do parque e dialogar com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, visando colaborar para a implementação de medidas preventivas mais rigorosas e eficazes.

Reafirmamos nosso compromisso com a proteção dos animais, a segurança da sociedade e a atuação responsável dos profissionais médico-veterinários e zootecnistas.a CRMV-PB João Pessoa Leoa parque arruda câmara




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Bica Por Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Bica
Sérgio Botelho
– Os anos 1920, conforme a gente vai entendendo, foram particularmente importantes para a cidade de João Pessoa. A capital paraibana terminou a década muito beneficiada no que tange à construção e alargamento de ruas e praças. Mas também na edificação de prédios ainda hoje de forte impacto na urbe pessoense.
As culturas do açúcar e do algodão garantiram os recursos. Entre as boas obras daquela década, uma delas foi a do Parque Arruda Câmara, popularmente conhecido como Bica. A popularidade do nome vem de uma fonte no local, oficialmente conhecido como Fonte de Tambiá (com direito a encantadora lenda indígena), que durante muito tempo abasteceu de água potável grande parte da população da cidade de Parahyba , hoje João Pessoa.
O nome do parque homenageia o botânico paraibano de Pombal, Manuel Arruda Câmara, senhor de notáveis serviços prestados ao naturalismo e à própria história nordestina. Ao ser projetado e, enfim, inaugurado, o Parque Arruda Câmara ensejou a preservação de área da antiga Mata do Róger, baluarte natural da Mata Atlântica na capital paraibana. Desde sua inauguração, com breves períodos destinados a serviços corriqueiros ou de recuperação e ampliação, a Bica é um destino diário, de passeio e contemplação, muito amado pelos pessoenses.
Da criançada, especialmente, aos adultos. É possível dizer, sem medo de errar, que são provavelmente muito poucos os moradores de João Pessoa que ainda não conheceram o parque e não gozaram as suas belezas. Dos ricos aos pobres. Portanto, um dos espaços públicos mais democráticos da capital paraibana. Por conta de suas árvores devidamente identificadas, de suas fontes e de animais resgatados de atividades ilegais, a Bica também serve, destacadamente, como um ambiente de estudos, sendo, por isso, alvo de constantes excursões estudantis. Ademais, sua localização é bastante central e de facílimo acesso, desde o Parque Solon de Lucena, o coração da cidade, onde os ônibus dos diversos bairros têm ponto de embarque e desembarque de passageiros. A Bica é um espaço de pertencimento aos pessoenses.
Sérgio Botelhi- advogado, poeta,escritor