‘Abin paralela’ espionava Moraes, Barroso, Doria, Lira e mais; veja lista

Nomes apontados pela PF incluem desde autoridades do judiciário a jornalistas

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Agência brasileira de inteligência monitorou autoridades durante o governo Bolsonaro
Reprodução/TV Globo – 03.03.2023

Agência brasileira de inteligência monitorou autoridades durante o governo Bolsonaro

Nesta quinta-feira (11), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da operação Última Milha , que investiga um suposto esquema ilegal de monitoramento de autoridades por meio dos sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as investigações, o grupo utilizou o sistema israelense de GPS ‘First Mile’ para rastrear celulares de autoridades e desafetos políticos do ex-presidente sem autorização judicial.

De acordo com a PF, lista de espionados vai desde autoridades do judiciário a jornalistas. Confira:

Poder Judiciário

Ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luis Roberto Barroso e Luiz Fux.

Poder Executivo

Ex-Governador de São Paulo, João Dória; Servidores do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges; Auditores da Receita Federal do Brasil Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.

Poder Legislativo

Deputado Federal Arthur Lira (Presidente da Câmara dos Deputados), Deputado Rodrigo Maia (então Presidente da Câmara dos Deputados), Deputados Federais Kim Kataguiri e Joice Hasselmann, Senadores Alessandro Vieira, Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues.

Jornalistas

Monica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista.




PGR: autoridades da Paraíba serão investigadas por atos golpistas

Ex-primeira-dama é suspeita de depredação, enquanto deputado estadual, vereadora e ex-candidato ao governo podem ter instigado manifestação
Reprodução Redes Sociais

Ex-primeira-dama é suspeita de depredação, enquanto deputado estadual, vereadora e ex-candidato ao governo podem ter instigado manifestação

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a investigação de quatro autoridades da Paraíba por suspeita de participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro, em uma tentativa fracassada bolsonarista.

A denúncia sugere que a ex-primeira-dama Pâmela Bório (PSC) tenha participado na depredação de prédios públicos. Outros políticos do estado, como o deputado estadual Wallber Virgolino (PL) , a vereadora de João Pessoa Eliza Virgínia (PP) e o ex-candidato ao governo Nilvan Ferreira (PL) , também são suspeitos, estes por possívelmente terem incitado a manifestação. A manifestação partiu de ação apresentada pelo PSOL ao Supremo Tribunal Federal (STF).

partido solicita que a Corte investigue os quatro e decrete prisão preventiva de ambos, além de bloqueio em suas redes sociais. A PGR aceitou abrir a investigação , mas os outros pedidos foram indeferidos. Quem deve julgar o caso é o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos.

Pâmela Bório postou vídeos e fotos na Praça dos Três Poderes, nos atos golpistas. A PGR afirma que é preciso investigar se ela participou da “efetiva destruição dos bens pertencentes ao erário ou se a representada apenas incitou os atos criminosos”.

Pâmela é ex-esposa do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) e concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022 e foi eleita à suplente de deputado federa.

Após a repercussão de sua participação nos atos, ela divulgou nota afirmando que estava realizando uma “cobertura jornalística”.

Wallber Virgolino, Eliza Virgínia e Nilvan Ferreira publicaram fotos dos golpistas. Para a PGR, eles “exaltaram os atos criminosos”, que quer saber se há “elementos que possam comprovar se os representados incitaram a execução dos atos antidemocráticos”

 

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Com mais de 50% das UTIs ocupadas, prefeito de Campina recebe Bolsonaro com aglomeração e sem EPIs

O presidente Jair Bolsonaro fez uma rápida passagem por Campina Grande, nesta sexta-feira (19). Apesar de relâmpado, a visita bastou para que muitas das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra o avanço do novo coronavírus fossem violadas, inclusive diante de autoridades locais, já que o chefe do executivo foi recebido pelo prefeito da cidade Bruno Cunha Lima e também pelo ex-prefeito Romero Rodrigues.

Além de Bruno e Romero, outras autoridades receberam o presidente sem se preocupar com a proteção. Um deles foi o deputado estadual cabo Gilberto, ferrenho defensor de Bolsonaro.

Bolsonaro desembarcou em Campina Grande por volta das 10 horas da manhã. Sem uso de máscara de proteção, ele foi até a frente do aeroporto, acenou para apoiadores e ficou cerca de 15 minutos cumprimentando as pessoas com contato físico.

Em seguida, o presidente voltou para pista onde viajou de helicóptero para o município de Sertânia, no estado de Pernambuco. O prefeito de Campina Grande acompanhou o presidente nessa rápida passagem pelo Nordeste. Na volta à Paraíba, já de tarde, Bolsonaro fez breve passagem na cidade de Boqueirão onde a aglomeração foi ainda mais intensa. Em seguida seguiu para o aeroporto João Suassuna, em Campina Grande, onde pegou voo para Brasília.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), Campina Grande está com mais da metade dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados. O município é referência de atendimento para covid-19 aos locais visitados por Bolsonaro na companhia de autoridades locais. Segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (19), Campina Grande teve o segundo maior número de mortes pela doença registradas nas últimas 24h.

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