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Justiça manda Nilvan Ferreira apagar vídeo com ataques a João Azevêdo das redes sociais

O juiz federal Rogério Roberto Gonçalves de Abreu, auxiliar da propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), determinou na noite desta terça-feira (30) que o candidato Nilvan Ferreira (PL) apague vídeo publicado nas redes sociais com ataques ao governador João Azevêdo (PSB). Caso não cumpra a decisão, Nilvan terá que pagar multa de R$ 5 mil por dia.

No vídeo, Nilvan Ferreira se refere a João Azevêdo como “governador que desvia dinheiro da saúde”.

O magistrado atendeu pedido feito pela Coligação Juntos pela Paraíba que reúne o PSB e outros partidos.

“Apesar da liberdade de expressão obter especial proteção constitucional na república, entendo que nenhum princípio é absoluto e, no caso sob análise, foram ultrapassados os limites do debate político com a publicação de conteúdo ofensivo em desfavor do segundo representante”, diz o magistrado em seu despacho.

Ele alerta para perigo de dano irreparável caso a publicação continue nas redes sociais.

“A fumaça do bom direito (plausibilidade do direito invocado) está na comprovação da existência das publicações descritas e referidas na petição inicial e a constatação do conteúdo (transcrito) que se lhe atribui, bem como as normas da legislação eleitoral que autorizam a atuação da justiça eleitoral, a requerimento do ofendido, em casos de
ofensa à honra, imagem e dignidade por motivos eleitorais. O perigo de dano irreparável consiste no incontestável potencial para a perpetuação e a intensificação da lesão aos valores e direitos acima referidos, pertinentes à dignidade e à personalidade, caso a postagem continue acessível nas redes sociais, servindo a cópias e repasses sem controle”, disse ainda o magistrado.




STF dará andamento a julgamentos que aumentam tensão com Bolsonaro

Na sessão de abertura, que acontece na segunda-feira (2), o presidente do STF fará discurso em resposta aos ataques de Bolsonaro à corte e ao sistema eleitoral

Supremo Tribunal Federal (STF)
Reprodução

Supremo Tribunal Federal (STF)

A corte do STF (Supremo Tribunal Federal) volta de recesso nesta semana com julgamentos que podem intensificar ainda mais a tensão com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O tribunal definirá como será feito o depoimento do chefe de Estado no inquérito sobre a suposta interferência dele no comando da Polícia Federal.

Além disso, o Supremo deverá decidir também neste semestre sobre o pedido de congressistas para que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, seja investigado por ameaça às eleições de 2022. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A investigação por suposta prevaricação de Bolsonaro é outro tema que terá desdobramentos no segundo semestre.

Na sessão de abertura, que acontece na segunda-feira (2), o presidente do STF, Luiz Fux, fará um discurso em resposta aos  ataques de Bolsonaro à corte e ao sistema eleitoral.

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