SER ATEU  Por Gilvan de Brito

SER ATEU  Por Gilvan de Brito

O que é ser ateu? Não é nada mais que uma atitude filosófica de contestação àqueles que imaginam sofrer influência de divindades onipotentes, oniscientes e onipresentes sobre seu comportamento humano, impondo regras, proibições, razões de conduta. Eu tenho uma comiseração piedosa, destes.

Conhece-se o termo ateu desde a Grécia Antiga pelos que não concordavam com a ideia da adoração de divindades ou seguidores de doutrina religiosas, políticas e sociais, e por isso eram chamados de ímpios. De minha parte, não sou só ateu, eu nasci ateu. Nunca fui induzido a essas doutrinas filosóficas de dogmatismos. A visão cética ou ateia, veio naturalmente, por gravidade, mesmo sem ter conhecido antes Pirro de Ellis (Grécia, há 2.300 anos), que condenava o fundo de verdade de todo enunciado.

Na escola rejeitava, ainda menino, presenciar aulas de religião, em casa, mãe católica e pai protestante, divergindo e apontando falhas nas religiões do outro, mostrava-me que eu estava no caminho certo. A discussão negativa sobre esses pontos de vista dava-me segurança. Por isso defendo uma reconstrução científica da sociedade para ver-se livre desses dogmas absurdos carregados e defendidos pelas religiões. Assim proponho a leitura das obras de Pierre-Joseph Proudhon, Michael Bakunin e Peter Kropotkin, que orienta contra todos os tipos de domínio, subordinação e autoridade, condenando a liberdade irresponsável, a hierarquia subordinada dos poderes eclesiásticos, civis e militares e defendendo um padrão anarquista que prega a fraternidade igualitária.

Pelos motivos, não aceito tentativas de catequese nem costumo ler as mensagens religiosas que me enviam, por considera-las “lavagem cerebral”. Para chegar a essa conclusão procurei conhecer as doutrinas religiosas nos respectivos manuais (bíblias sagradas) dos católicos e evangélicos; síntese dos cinco livros da Torá nas versões Sefardita (dos meus antepassados judáicos) e Ashkenazi (antigo Testamento); um resumo do Alcorão, do Islamismo (dos muçulmanos) e um extrato da doutrina religiosa, filosófica e espiritual budista, que tem como preceito a reencarnação, as chamadas doutrinas da fé. Não me enganaram.

www.reporteriedoferreira.com.br / Gilvan de  Brito- Jornalista, advogado, escritor, poeta