EUA atacam a Venezuela; Maduro é capturado

Explosões atingem Caracas e outras cidades ; Trump confirmou prisão do líder venezuelano em sua rede social

|

Atualizada às 

Ataques começaram nesta madrugada
Reprodução/X

Ataques começaram nesta madrugada

Explosões e bombardeios foram registrados nesta madrugada em Caracas, capital da Venezuela, e em áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, incluindo relatos de fortes explosões no litoral e na cidade costeira de Higuerote, em meio a uma ofensiva atribuída pelos Estados Unidos a alvos civis e militares no país sul-americano. Autoridades estadunidenses afirmam que a ação teve como objetivo desarticular ameaças à segurança regional e pressionar o governo venezuelano em meio a uma escalada diplomática e de sanções contra o regime de Nicolás Maduro.

Maduro foi capturado

Pouco depois, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou em sua própria rede social, Truth Social, que a ação teve autoria estadunidense e declarou que Nicolás Maduro foi capturado durante a operação e retirado do território venezuelano.

Trump admite ataques dos EUA e captura de Maduro
Reprodução/ Redes Sociais

Trump admite ataques dos EUA e captura de Maduro

Vice da Venezuela cobra prova de vida de Maduro após ataques

O governo venezuelano, por meio da vice-presidente Delcy Rodríguez (PSUV) à televisão estatal, afirmou que não há informações sobre o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores e exigiu aos Estados Unidos uma prova de vida do casal. Rodríguez destacou que o presidente havia alertado sobre uma possível ação agressiva americana devido a interesses em recursos naturais e pediu mobilização popular em defesa da soberania.

Senador dos EUA diz que Maduro será julgado nos Estados Unidos

O senador republicano Mike Lee, de Utah, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos, após conversa telefônica com o secretário de Estado Marco Rubio. Lee disse em rede social X que Maduro foi preso por militares americanos e que Rubio não espera “nenhuma ação adicional na Venezuela” enquanto o presidente venezuelano estiver sob custódia dos EUA.

O parlamentar justificou a operação como ação de proteção às forças americanas, enquadrada no Artigo II da Constituição, permitindo ao presidente defender seu pessoal de ataques iminentes.

O Portal iG entrou em contato com o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil), que informou que está apurando a situação antes de emitir um posicionamento oficial sobre o ataque.


*Reportagem em atualização




Bolsonaro ataca Moraes e diz que “não cumprirá” decisões do ministro

Ao discursar para apoiadores na Avenida Paulista, presidente diz que ‘só Deus’ o tira de Brasília, critica governadores e urnas eletrônicas

Bolsonaro discursou na Av. Paulista
Reprodução / CNN Brasil

Bolsonaro discursou na Av. Paulista

Em discurso durante ato de seus apoiadores na Avenida Paullista, na tarde desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que “só Deus” o tira de Brasília . O presidente atacou diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ao pedir a soltura de aliados que foram detidos por participarem de manifestações que atentam à Constituição . Bolsonaro disse que Moraes deveria “se enquadrar” ou “pedir para sair”.

Bolsonaro afirmou que não vai admitir que “pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a Constituição”, embora não tenha explicado a que atitudes do ministro estava se referindo. Moraes é responsável por inquéritos que apuram o financiamento de atos antidemocráticos e já determinou o cumprimento de medidas judiciais contra bolsonaristas .

Em cima de um carro de som, o presidente voltou a criticar a urna eletrônica e as medidas de restrição de circulação adotada por governadores para frear a pandemia do coronavírus, principalmente no ano passado.

Em uma  fala direcionada a seus apoiadores, que lotavam a avenida, Bolsonaro disse que não presta conta a partidos políticos, só a seus seguidores.

“Só Deus me tira de Brasília”, afirmou Bolsonaro, em relação ao seu futuro político.

Ao dizer que estava dando um recado a quem classificou como “canalhas” que querem tirá-lo da presidência, voltou a dizer que só tem três finais possíveis para ele em 2022: “(Só saio) Preso, morto ou com vitória. Direi aos canalhas que eu nunca serei preso”.

Em direção a Alexandre de Moraes, voltou a dizer que não “admitirá” medidas do ministro que atingem seus aliados: “Não vamos admitir pessoas como Alexandre de Moraes continue a açoitar nossa democracia e açoitar nossa Constituição. Ele teve oportunidade de agir com respeito a todos nós, como continua não agindo”.

Por

Agência O Globo



Bolsonaro se defende do ‘e daí’ e volta a atacar governadores

Um dia depois de reagir com um “e daí” ao número recorde de mortos pelo novo coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu sua tropa de choque e, em uma tumultuada entrevista na porta do Palácio do Alvorada, passou para os governadores e prefeitos o aumento da crise no país.

Bolsonaro reuniu 25 deputados dos PSL nesta quarta-feira (29) para um café da manhã. Ao sair do Alvorada, trouxe junto parte dos parlamentares e passou, com ajuda deles, a criticar as notícias que relatam sua entrevista na noite anterior, quando, questionado sobre as 5.017 mortes registradas pelo Ministério da Saúde na terça-feira (28), reagiu dizendo: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre​”.

“As medidas restritivas são a cargo dos governadores e prefeitos. A imprensa tem que perguntar para o Doria porque tem mais gente perdendo a vida em São Paulo. Perguntar para ele que tomou todas as medidas restritivas que ele achava que devia tomar”, disse Bolsonaro em menção ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu virtual adversário em 2022.

“Não adianta a imprensa querer botar na minha conta estas questões que não cabem a mim. Não adianta a Folha de S.Paulo, O Globo, que fez uma manchete mentirosa, tendenciosa”, continuou Bolsonaro.

Indagado pelos jornalistas se não havia dito a frase do “e daí?”, Bolsonaro demonstrou impaciência.

“Você não botou o complemento! Você não botou o complemento!”, afirmou.

Os jornalistas perguntaram qual seria o complemento.

“A Globo não tem moral. Vocês não têm moral. Você é um mentiroso, a Globo é mentirosa”, reagiu o presidente.

Os repórteres insistiram na pergunta.

“O complemento é que que eu lamento. Está lá. Falei aqui. Perguntei, tinha pelo menos duas TVs ao vivo. Mesmo ao vivo… A Globo tem que se definir. Eu não vou pagar para vocês falarem a verdade nem bem de mim. Não vou pagar para a Globo escrever a verdade ou falar bem de mim. Perguntem para o Doria a questão de óbitos que estão acontecendo”, disse Bolsonaro.

Na entrevista de terça à noite, Bolsonaro disse que “as mortes de hoje, a princípio, essas pessoas foram infectadas há duas semanas. É o que eu digo para vocês: o vírus vai atingir 70% da população, infelizmente é a realidade. Mortes vão haver. Ninguém nunca negou que haveria mortes”.

Depois de questionar e ser informado de que sua entrevista estava sendo transmitida ao vivo em redes de televisão, Bolsonaro buscou dar uma uma declaração mais amena sobre o assunto.

“Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente que a gente quer, se um dia morrer, ter uma morte digna, né? E deixar uma boa história para trás”, disse o presidente, conforme registrado nas matérias jornalísticas.

www.reporteriedoferreira.com.br  Folha de S. Paulo




Eduardo Bolsonaro ataca prefeito tucano da PB, em caso que investiga suposto desvio de recursos no combate ao Covid-19

Por meio das suas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República Jair Bolsonaro, comentou o caso da recente operação da Polícia Federal deflagrada na cidade de Aroeiras, na Paraíba, com o objetivo de combater desvios de recursos públicos destinados ao combate da pandemia do novo coronavírus, o Covid-19.  Ele fez referência ao caso que cita o prefeito Mylton Marques do PSDB, partido comandado no estado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) que recentemente indicou seu cunhado, Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto, para a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

“Cidade da Paraíba é alvo da Polícia Federal por desviar verba para combate ao coronavírus Pode apostar q isso é só o começo; veremos muitas “autoridades” indo pra cadeia por roubarem o povo enquanto mentiam que se preocupavam com a pandemia”, disse o filho do presidente, sobre o prefeito tucano que é aliado e filiado no partido de Pedro e do seu pái o ex-senador Cássio Cunha Lima.

Entenda o caso – A operação, deflagrada em conjunto pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco), cumpriu mandados de busca e apreensão na prefeitura do município de Aroeiras, em uma empresa da cidade e na residência de um dos investigados.

De acordo com a polícia, as investigações foram iniciadas diante de indícios de irregularidades na aquisição de livros pela prefeitura de Aroeiras. Os livros foram comprados com recursos do Fundo Nacional da Saúde, por meio de procedimentos de inexigibilidade de licitação, sob o pretexto de auxiliar na disseminação de informação e combate à situação de pandemia do coronavírus. No entanto, os livros e cartilhas estavam disponíveis gratuitamente na página do Ministério da Saúde na internet. De acordo com a CGU, um dos livros adquiridos pelo município foi comercializado em um valor 330% maior do que o preço que é vendido normalmente, o que provocou um superfaturamento correspondente a R$ 48.272 mil.

Crimes investigados

Os investigados responderão pelos crimes de inexigibilidade indevida de licitação (art. 89 da Lei n. 8666/93) e peculato (art. 312 do Código Penal), além de outras condutas criminais correlatas, cujas penas somadas podem chegar a 17 anos de prisão.

Redação